quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Prefeitura do Natal quer remover famílias da comunidade do Jacó em 10 dias. Secretário de Habitação, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes, Carlson Gomes, informou que a Prefeitura do Natal está tomando todos os cuidados necessários

OPERAÇÃO
 
 Segundo Carlson Gomes, o risco de desabamento existe

O secretário de Habitação, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes, Carlson Gomes, informou que a Prefeitura do Natal está tomando todos os cuidados necessários relacionados a 50 famílias em situação de risco na Comunidade do Jacó, na Praia do Meio.

“Conseguimos entrar em acordo com 28 famílias, das quais 20 delas serão transferidas para o Condomínio Vilage da Prata, no bairro do Planalto, e oito para o Residencial São Pedro, na Ribeira”, disse.

Em entrevista ao programa Manhã Agora, apresentado pelo jornalista Tiago Rebolo na rádio Agora FM (97,9), Carlson Gomes informou ainda em até dez dias deverá resolver a remoção de todas as famílias, incluindo as 22 que estão – por enquanto – sem acordo. Ele esclareceu que a Prefeitura do Natal estuda indenizar moradores da Comunidade do Jacó. O valor levaria em consideração apenas a edificação, pelo fato de os terrenos pertencerem à União.

Segundo Carlson Gomes, o risco de desabamento existe e o trabalho deverá ser feito antes da chegada oficial do período chuvoso, quando o risco de desabamento aumenta. “Não queremos que aconteça o que houve em Mãe Luiza, em 2014. Estamos presentes no local. Na rua Lins Bahia, por exemplo, há até rachadura no asfalto. Há casos de casas se descolando da rua e em algumas residências têm até três níveis de pisos. Estamos fazendo um trabalho de conscientização e está dando resultado”, pontuou Gomes.

O secretário aproveitou para informar que a prefeitura pode pagar auxílio moradia nos casos de gravidade maior dos imóveis, quanto ao risco de desabamento. Para ele, o ideal é realizar a remoção o quanto antes. “Após esta etapa faremos um muro de contenção, um mirante e um calçadão, transformando em um ponto turístico”, afirmou Gomes.


(AgoraRN)

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