MÃE LUÍZA
A Caern garante que as tubulações de esgoto instaladas em Mãe Luíza não
representam risco para a área e a Secretaria Municipal de Obras Públicas
e Infraestrutura (Semov) fará a substituição do material danificado
pelo desabamento de junho passado. As tubulações de drenagem e de
esgoto, atingidas pelo acidente, serão refeitas pelo Município antes de
começar a obra de sustentação da encosta.
Emanuel Amaral
Tubulação da drenagem não suportou a sobrecarga das chuvas e vazou causando o acidente
Segundo o secretário adjunto da Semov, Walter Pedro, a substituição da rede de drenagem e de esgoto da cratera em Mãe Luiza será feita junto com a sustentação da encosta e a área não apresentará risco de incidentes no futuro.
O secretário da pasta, Tomaz Neto, havia falado que o projeto inicial de recuperação de Mãe Luiza, contemplava a substituição da rede de esgoto, existente no bairro, mas o Ministério da Integração não liberou o recurso para esse fim. Tomaz Neto explicou que a substituição da rede de água e esgoto seria uma forma de prevenir que as tubulações antigas, feitas de cimento amianto, não se rompessem no futuro, evitando incidentes como o ocorrido em junho, em outras áreas do bairro. Antes de serem dadas essas garantias, gerou um impasse sobre o risco de futuros desabamentos na região.
A Caern informou que essa substituição foi solicitada, não por representar risco de rompimento, mas para aproveitar os recursos e realizar uma obra completa na região. Afirmou também, que a tubulação que rompeu, sofreu efeito de sobrecarga e entupimento do sistema de drenagem, responsável pelo incidente de junho.
Por enquanto não há nenhum projeto da Caern para realizar a substituição da rede de esgoto do bairro em áreas não atingidas pelo desabamento e toda a obra de substituição de tubulações, drenagem, contenção e urbanização, ficará por conta da prefeitura de Natal, que usará recursos liberados pelo Ministério da Integração.
Os recursos para esta obra, no valor de R$ 5.659 milhões, foram autorizados pelo Ministério do Planejamento, no início desta semana. O processo de licitação publicado dá prazo até o dia 19 de dezembro para as empresas apresentarem propostas de acordo com o projeto executivo apresentado.
Após a conclusão do processo licitatório a prefeitura terá 10 dias para fazer a análise da proposta e homologar a licitação. Logo depois da conclusão da licitação deverá ser feita a ordem de serviço, já na primeira semana de janeiro. A obra deverá ser concluída em seis meses, se não houver imprevistos como longos períodos de chuvas.
Números
136 famílias desabrigadas .
23 casas destruídas .
137 interditadas.
10 mil m² é a área da cratera
R$ 3,9 milhões destinados para as obras emergências.
R$ 8,6 milhões será o custo das obras definitivas .
6 meses é a estimativa de conclusão das obras.
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