
Secretário Estadual de Segurança Pública, General Richard Nunes, afirmou que roubos de carga financiam armas
Rio - O
Secretário de Estado de Segurança (Seseg), general Richard Nunes,
apresentou, nesta terça-feira, as iniciativas de prevenção e valorização
dos agentes de segurança e as estratégias da pasta para a preservação
da vida e a diminuição dos índices de criminalidade, como os crimes
contra a vida e contra o patrimônio, que, segundo a secretaria, é fonte
de financiamento do narcotráfico para a aquisição de armas de guerra.
Richard Nunes mostrou os dados divulgados pelo
Instituto de Segurança Pública, que revelam a redução de importantes
indicadores de criminalidade. “O roubo de carga financia a criminalidade
para a compra de armas. Coibir o roubo de veículo é proteger a vida,
porque 43% dos latrocínios ocorrem nos roubos de automóveis”, completou.
A apresentação foi durante uma reunião com a Defensoria
Pública da União, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a
Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, o Gabinete da
Intervenção Federal e a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e
Políticas para Mulheres e Idosos.
Entre as ações de valorização, prevenção e preservação
da vida, o secretário apontou o aprimoramento dos atos normativos das
Polícias Civil e Militar, com base nos protocolos operacionais para
áreas sensíveis, localidades em que, conforme a Seseg, se presume possa
ocorrer elevado risco de confronto armado com criminosos em consequência
de operação policial.
Outro ponto destacado pelo secretário, como medida
protetiva para a população, foi o Aplicativo Emergência RJ, que existe
desde 2016. Com ele, o usuário pode fazer denúncias que vão direto para a
Central do 190. O aplicativo terá, em breve, uma nova funcionalidade
que permitirá à população receber as informações de operações policiais
na área em que ele estiver localizado.
Richard Nunes comentou ainda o aplicativo ValoraSeg,
desenvolvido pela Subsecretaria de Educação, Valorização e Prevenção que
amplia, qualifica e padroniza o atendimento às vítimas de crimes contra
grupos vulneráveis: crianças e adolescentes, mulheres, LGBT, idosos e
vítimas de crimes raciais e intolerância religiosa. Ainda conforme o
secretário, houve visitas às regiões integradas de Segurança Pública
(Risp), principalmente as do interior, para conhecer as necessidades dos
agentes de segurança, e das unidades operacionais daquelas regiões.
Mandados
O secretário comentou ainda as polêmicas sobre os
mandados de prisão e busca e apreensão por área e o fichamento de
moradores em comunidades. Richard Nunes lamentou a repercussão
internacional do relatório divulgado pela Defensoria Pública que acusa,
sem identificar, agentes de segurança por supostos abusos e crimes em
comunidades.
No fim da reunião, o secretário defendeu que o diálogo
entre as instituições é fundamental para que todos continuem trabalhando
a favor da sociedade. “O relatório que a Defensoria Pública nos
entregou será muito bem analisado”, assegurou.
(por:Agencia Brasil)
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