domingo, 12 de maio de 2019

RN é terceiro que menos investe em ciência e tecnologia

ESTUDO
 Conforme estudo, o Rio Grande do Norte se destaca na qualidade da pós-graduação e na inserção de mestres e doutores no setor da indústria extrativa, principalmente

O Rio Grande do Norte é o terceiro Estado brasileiro que menos investe recursos públicos em Ciência e Tecnologia, ficando atrás apenas de Tocantins e do Rio de Janeiro. O dado foi comprovado no Índice FIEC de Inovação dos Estados desenvolvido pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) que mensura “aspectos multidimensionais do processo de inovação” em todo o Brasil a partir da análise do capital humano, infraestrutura de telecomunicações, investimento público em Ciência e Tecnologia e a inserção de mestres e doutores na indústria, além da propriedade intelectual, produção científica, competitividade global em setores tecnológicos e intensidade tecnológica da estrutura produtiva.

Com base nos elementos de análise acima elencados, o Rio Grande do Norte figura como o quarto colocado entre os Estados da região Nordeste e 14º no ranking geral. Há de se destacar, que apesar do reduzido investimento público em Ciência e Tecnologia, que o Estado se destaca pela quinta posição geral no indicador de “Inserção de Mestres e Doutores na Indústria”. Conforme o estudo, o RN é o oitavo colocado no indicador de Publicação Científica, “com cerca de 320 publicações científicas para cada milhão de habitantes”. Conforme destacado no documento, “o investimento em inovação reforça o seu papel fundamental no desenvolvimento econômico brasileiro”.

A partir da pesquisa da FIEC, os gestores públicos poderão analisar mudanças na forma de financiamento dos setores que possam gerar o desenvolvimento industrial e tecnológico. “O grande ponto é vislumbrar um tema tão essencial de forma mais desagregada. Os indicadores, como o de investimento em Ciência e Tecnologia, verifica-se se o Estado está acima ou abaixo da média nacional e dedicar mais recursos, mais esforços para que haja uma melhoria com maior oferta de capital humano qualificado via pós-graduação, além de programas para que o pós-graduado, quando formado, não volte para a Academia e se torne professor, mas que passe a fazer parte do processo produtivo contribuindo para o aumento da produtividade da indústria, do setor de serviços”,  analisa Antônio Martins, economista do Observatório da Indústria da FIEC. Ele complementa destacando que “o que a gente espera, é que o gestor público observe os dados de forma desagregada e passe a visualizar mais claramente a adoção de políticas de políticas que possam afetar e alterar esses resultados”.

O Rio Grande do Norte, para atrair mais investimentos, precisa melhorar aspectos como a infraestrutura de telecomunicações. Conforme o Índice, numa escala de 0 a 1, o Estado obteve média 0,42 e ocupa a 18º posição no ranking nacional. O primeiro lugar, com pontuação máxima, ficou o Distrito Federal. Na avaliação da 'Qualidade da Pós-Graduação', o Rio Grande do Norte ocupa o 10º lugar do ranking em comparação com todos os Estados, com média 0,51. É o terceiro melhor resultado do Nordeste, atrás da Paraíba e Pernambuco. A inserção de mestres e doutores na indústria coloca o Estado no 5º lugar, com nota 0,57 e destaque para a atuação desses profissionais na indústria extrativa.

Quando a avaliação foca na propriedade intelectual na indústria, o Rio Grande do Norte despenca para a 15ª posição nacional, com 0,17 de pontuação. No que tange a produção científica, a posição melhora: oitavo lugar. Quando analisada a competência em produzir bens de maior conteúdo tecnológico, o resultado piora: 19º lugar com média 0,09. A competitividade desses bens é ruim no Rio Grande do Norte e o coloca na 22ª colocação no país. A Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) só irá comentar o resultado do estudo da FIEC quando obtiver acesso integral ao documento.

Premiação

Instalada em Mossoró, a indústria de argamassa BQMIL – Brasil Química e Mineração Industrial — é uma das finalistas do Prêmio Nacional de Inovação – Edição 2018/2019, na modalidade “Média Empresa”, categoria “Processo”. Este ano 1.746 empresas inscreveram-se. A premiação vai ser no dia 10 de junho, em São Paulo, durante o 8º Congresso de Inovação.

O Prêmio Nacional de Inovação é uma iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), realizado pela CNI e o SEBRAE em parceria com o SESI e o SENAI e conta com o apoio de 14 instituições, entre elas o IEL, com o objetivo de incentivar e reconhecer os esforços bem-sucedidos de inovação e gestão da inovação nas organizações que atuam no Brasil.



(Via:TN)

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