
Juscelino Filho, do Conselho de Ética, durante evento de 18 anos do órgão: foi ali que anunciou a ideia do prêmio dos mais probos. (Gabinete Juscelino Filho/Divulgação)
O presidente do Conselho de Ética da Câmara, Juselino Filho (DEM-MA), está enveredando por uma ideia que vai dar o que falar.
Com base no que viu até agora no colegiado que preside há apenas dez meses, quer criar um ranking dos políticos, com indicadores e tudo, e a concessão de um prêmio para o parlamentar que nunca tenha sido acusado de quebra de decoro.
Sem meias palavras.
“Entendemos que é merecedor de prêmio de reconhecimento o parlamentar que exerceu o mandato de forma incólume, sem imputação de qualquer queixa ou denúncia de quebra da ética ou do decoro”, disse Juscelino, num pequeno evento pelos 18 anos de criação do conselho.
Ele defende que se estabeleça indicadores para mensurar quem é mais ético que quem.
“Nós defendemos a inserção de indicadores qualitativos oriundos do Conselho de Ética no elenco de itens de controle e de verificação que compõem os rankings de políticos”.
Como contrariar um presidente não é fácil, Juscelino tem ouvido de colegas que a medida é arriscada. E cheia de perguntas no ar: Que critérios são esses? Quem é mais probo que quem? Responder processo no Conselho de Ética é uma mácula? Que indicadores seriam esses?
E uma derradeira questão: Probidade, honestidade, retidão precisam ser premiadas?
(Por:Evandro ´Éboli/Radar)
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