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quarta-feira, 30 de março de 2016

Terceirizadas cobram dívida de R$ 50 mi ao setor público

TERCEIRIZADOS 

Empresas terceirizadas que prestam serviços ao Governo do Estado e à Prefeitura de Natal estão sem receber pagamento há seis meses. A estimativa é de que a dívida somada dos governos estadual e municipal chegue a R$ 50 milhões, segundo o Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviços e Locação de Mão de Obra do Rio Grande do Norte (Sinprest), que teme que a falta de repasses leve a uma onda de demissões nos próximos meses.
 
Segundo o Sindicato, a parcela maior da dívida é da gestão municipal, que deve 60% do valor total aproxima-do. Já o governo soma os 40% restantes. A entidade garante que abriu diálogo com os dois entes públicos, mas não obteve resposta quanto à normalização dos contratos. “Eles dizem que não têm condições de pagar”, ressaltou o presidente da entidade, Edmilson Pereira. 
 
Os contratos em atraso estão vinculados, em sua maioria, aos serviços prestados nas secretarias de Saúde e Educação do Estado e Município, além da pasta de Serviços Urbanos do Natal.  Os profissionais que atuam nessas áreas são auxiliares de serviços gerais, maqueiros, copeiros, motoristas, porteiros e merendeiras. 
 
Algumas empresas, inclusive, já ameaçam fechar as portas como reflexo da falta de pagamento.  “Os empresários já alertaram que caso não haja acordou ou retomada do pagamento, eles não têm mais condições de honrar o salário dos trabalhadores”, ressaltou Pereira.  A preocupação da categoria é maior no que diz respeito à eminência do desemprego que pode afetar até mais de cinco mil trabalhadores do município e estado, já que as empresas não permanecem apenas com contratos nos órgãos públicos citados.
 
“Elas não só têm apenas contrato com governo e prefeitura, então, quando eu falo de cinco mil trabalhadores são os envolvidos nesses contratos, mas na hora que a empresa fecha as portas, ela não fecha só um ou dois contratos; ela fecha de outros também. Então, o problema é maior e pode chegar a 20 mil trabalhadores”, assevera. No ano passado, apontou o presidente da entidade, quatro mil funcionários foram demitidos nas cerca de 50 empresas terceirizadas instaladas no Rio Grande do Norte.
 
O NOVO entrou em contato com todas as pastas citadas pelo Sindicato. A secretaria de Educação do município confirmou o débito de R$ 8 milhões equivalente aos meses de novembro e dezembro do ano passado. Os restos a pagar são de duas das cinco empresas fornecedoras de mão de obra terceirizada. 
 
“O restante está praticamente em dia a contar com fevereiro levando em consideração o período de 90 dias de equilíbrio financeiro das empresas previsto na Lei 866”, destacou o secretário adjunto de Gestão Escolar da SME, Pedro Jorge. Ele ressaltou que este ano já foi pago o mês de janeiro e fevereiro está em curso.  O custo mensal da pasta com esse tipo de serviço é de R$ 5 milhões, disse o adjunto.
 
Ainda de acordo com o secretário, a previsão é que os pagamentos sejam regularizados ao longo deste ano. “Com certeza até julho vamos pagar todos os débitos”, detalhou. Já a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) confirmou que é gestora do contrato, mas os recursos advêm da municipalidade. Além disso, ele  destacou as dificuldades financeiras em face das frustrações de receita do município, sobretudo, àquelas oriundas do governo federal. 
 
Mesmo com esse cenário, a Secretaria Serviços Urbanos revelou que o contrato em referência vem seguindo as contingências e limitações legais, e aliada aos recursos, vêm cumprindo suas obrigações e que o atraso está em fase de regularização ao ponto de no último dia 23 ter sido efetivado o pagamento que subsidiaria a ratificação contratual.
 
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que há vários contratos com as empresas prestadoras de serviços e que não haveria como informar a situação de todos eles.  
 
Por meio de sua assessoria de comunicação, o governo do Estado argumentou que os débitos com as empresas terceirizadas nessa gestão estão em dia, tanto na educação quanto na saúde. De acordo com a Secretaria Estadual de Comunicação (Secom), porém, existem débitos de gestões anteriores que o governo está buscando a melhor maneira de resolver o problema. Não foi informado o valor da dívida.
 
por:NovoJornal
william vieira às 05:42:00
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