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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Carlos Eduardo faz da escolha do vice um drama eleitoral

ELEIÇÕES 2016 

Ainda não foi dessa vez que o prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT) anunciou quem vai ser o seu candidato a vice e a morosidade reside na tentativa de conciliar o desejo dos pedetistas com o pré-acordo firmado com o PMDB. Ontem (28), o prefeito se reuniu pela segunda vez nesta semana com seus vereadores, depois de ter se encontrado no dia anterior com o senador Garibaldi e Henrique Alves, líderes do PMDB, tendo prometido decidir ainda ontem quem iria compor a chapa com ele.

A indecisão tem gerado especulações que colocam em xeque se o vice será mesmo um dos nomes indicados pelo PMDB (Hermano Morais ou Álvaro Dias), que o pressiona por uma resposta. Na outra ponta, vereadores pedetistas também fazem pressão para que o prefeito não se limite à "imposição" do PMDB. "Não estamos questionando os nomes do PMDB, mas a condução do processo. Nós reconhecemos os valores do PMDB, seus líderes e o poder de votos, mas formalizamos um consenso de que se deve ouvir outros aliados sobre os nomes que o PMDM apresenta. Ninguém está desmerecendo o PMDB, mas o PMDB não pode chegar impondo", critica o líder da bancada governista na Câmara Municipal de Natal, vereador Raniere Barbosa.

Na segunda-feira passada, a bancada que até então dizia não estar participando diretamente do processo reuniu-se com o prefeito e pediu que analisasse outros nomes, entre eles o do empresário Marcelo Queiroz, que é do PMDB e que inicialmente era contado para a disputa. Também entrou na lista o nome do deputado Albert Dickson, do PROS, gerando especulações de que o prefeito já o teria convidado sem, sequer, comunicar ao PMDB que não aceitaria mais seus nomes.

O suposto convite foi negado pela assessoria do prefeito, pela presidência do PDT municipal e o vereador Raniere também nega. "Eu estava presente na ocasião. Nunca houve esse convite. Apenas estamos sugerindo que outros nomes também sejam analisados, inclusive de outras legendas e Albert disse que, pelo PROS, o nome dele estava à disposição, tendo o prefeito respondido que era mais um nome que poderia ser analisado", explica o vereador.

O presidente do diretório municipal do PDT, Jonny Costa, já havia negado as especulações e disse que se tratava de uma tentativa midiática, junto a um grupo político de oposição que não tem candidato, para desmontar o diálogo entre o PDT e aliados, criando um clima de conflito. Ele também afirmou ao NOVO que o vice virá do PMDB, mas que o nome ainda está sendo estudado.

Nesse fogo cruzado, Carlos Eduardo continua dialogando e mesmo tendo prometido ao senador Garibaldi Filho e a Henrique Alves que daria a resposta ainda ontem, decidiu reunir-se com seus vereadores para debater um pouco mais. A discussão prossegue hoje e o prefeito deverá ouvir também partidos aliados, inclusive, para discutir o arco de alianças que deve envolver PR, PROS, PPS, DEM, PP, PTB, PSC e PRB. A indefinição na proporcional está em lançar um chapão ou dividir o grupo em mais de uma coligação, todas apoiando a majoritária.

 por
Cláudio Oliveira/Novo
|Foto: Fábio Cortez

william vieira às 05:59:00
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