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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

“Vamos acabar com a existência amaldiçoada de Alcaçuz”, afirma Robinson Faria

EXTINÇÃO 

Doze dias após a rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, que levou ao massacre de pelo menos 26 presos na unidade de Nísia Floresta, o governador Robinson Faria anunciou medidas que serão tomadas para conter a crise no sistema penitenciário do estado. Em entrevista Intertv Cabugi, afiliada da Rede Globo de Televisão, ontem, ele disse que desativará a unidade de Alcaçuz e que buscará recursos federais para construir um novo presídio, além dos dois que já estão em construção.
 
Robinson convocou a bancada federal para, na próxima terça-feira (31), pressionar o governo federal por mais recursos. Ele viajará a Brasília acompanhado por  representantes de outros poderes como o desembargador Expedito Ferreira, presidente do Tribunal de Justiça, e Rinaldo Reis, procurador geral de Justiça. Segundo disse, somente com mais recursos poderá executar as ações que planeja.
 
“Vamos reunir toda a bancada e pedir mais recursos para recuperar os demais presídios, blindar e melhorar o sistema prisional”, declarou. A vinda de agentes federais para capacitar servidores do sistema penitenciário potiguar também foi confirmada na entrevista.
 
“Estamos recebendo 70 agentes federais que darão consultoria ao Estado de como fazer blindagem dos presídios e serviço de filmagem de todas as áreas para acabar com facilitações de introduzir armas nos presídios”, detalhou. Os agentes também farão um diagnóstico do que é preciso melhorar.
 
“Vamos encerrar Alcaçuz. Vou mandar lacrar Alcaçuz. Vamos acabar com a existência da história amaldiçoada de Alcaçuz e vamos devolver à natureza, devolver aos morros, à vegetação, no máximo se puder fazer ali um parque para evitar invasões”, afirmou. 
 
O prazo para tanto depende da construção de três novos presídios. Dois estão em construção, no município de Afonso Bezerra, com 600 vagas, e em Ceará-Mirim com mais 600. Um terceiro presídio em local indefinido aguarda a liberação de recursos federais do Fundo Penitenciário. A expectativa é de que tenha mais 600. Contudo, o fechamento de Alcaçuz deverá ocupar de imediato um terço dessas novas vagas do sistema prisional.
 
Segundo o governador, as novas unidades seguem um novo modelo de construção. “É um modelo de presídios modulares, que podem ser feitos rapidamente e são até mais seguros para evitar fugas”. Enquanto isso, continua com o serviço emergencial em Alcaçuz, construindo um muro para isolar as facções rivais e recuperando as guaritas, estrutura física da penitenciária, isolando a área externa com cerca elétrica. 
 
“Em Alcaçuz vamos fazer reparação mínima para garantir segurança, evitar novas fugas e evitar conflitos entre os presos. A despesa (material) que está sendo feita lá pode ser reaproveitada em outros presídios, mas é preciso ter essa despesa enquanto se constrói os outros”, explica. 
 
Os bloqueadores do sinal de telefonia, que os detentos quebraram durante a rebelião, também serão consertados nos próximos dias, após a construção do muro e quando, junto às forças armadas, for realizada a vistoria completa dentro da unidade prisional. 
 
Outra medida que ele julga necessária é a ressocialização dos detentos, inclusive reforçando programa de recuperação de viciados em drogas. “Precisa ser trabalhada. Alguns já estão trabalhando na construção do muro e vamos empregá-los na construção de outros presídios. A sociedade também precisa acatar aqueles que cumprirem pena leve, vamos pensar no acolhimento e incentivo fiscal para que as empresas dêem emprego a estes. Se o ex-detento sentir que a sociedade não o acolheu, ele vai ter recaída e virar esses marginais de Alcaçuz, mas aqueles monstros, que decepam cabeças humanas não têm recuperação”, declarou Robinson Faria.
 
Sem mudança na cúpula da segurança
 
Robinson Faria aproveitou a entrevista no programa RNTV para defender seu governo e auxiliares. Disse que não houve erros do governo que tenham provocado a rebelião, nem negociação com facções e enfatizou que não pretende promover mudanças na cúpula da segurança pública estadual. 
 
“Eu não diria que houve erros. Teve motivação nacional. O governo não cometeu erros para que isso ocorresse, foi uma vingança ao que ocorreu em Manaus, uma retaliação nessa briga de facções que ocorre hoje em todo o Brasil”, defendeu.
 
Ele considera natural que numa situação como esta seus secretários e comandante da Polícia Militar discordem em alguns pontos, mas ressaltou que todas as decisões foram consensuais e que não negociou e nem acredita que tenha havido negociação com as facções, por isso, descarta a possibilidade de exonerar membros da cúpula da segurança em razão de possíveis erros nas decisões.
 
Para Robinson, a rebelião em Alcaçuz não deveria ter tomado tanta dimensão, visto que foi menor do que a ocorrida em outros estados. Ele disse que, durante sua gestão, se sentiu sozinho para dar conta da crise na segurança pública, sem apoio dos outros poderes. Agora, os poderes e o governo federal estão dando apoio, destinando recursos e viaturas. 
 
(NovoJornal)

william vieira às 06:23:00
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