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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Moradores do Maruim estão de malas prontas à espera de um dia que não chega

MUDANÇAS 

Os moradores da comunidade Maruim, localizada no bairro das Rocas, já estão de malas prontas agurdando a mudança para um residencial construído nas Rocas, transferência que acaba de ser adiada pela quinta vez. Anova promessa da prefeitura é de que as questões burocráticas responsáveis pelo atraso sejam solucionadas ao longo dos próximos dias para que a transferência ocorra no início de agosto.
Enquanto os prazos para a mudança são constantemente prorrogados, os moradores seguem com todos os pertences embalados e com a frustração de ter de esperar algo indefinido. 

Um exemplo disso é o caso da costureira e manicure Francisca Marta, de 46 anos, que após encaixotar todas as coisas precisa contar com os vizinhos para preparar suas refeições enquanto aguarda ansiosamente pela mudança.

“Se dependesse de mim eu já teria ido embora. Minha casa está toda bagunçada. Já guardei todas as minhas coisas para mudança. Agora faço lanches na padaria e peço ajuda das vizinhas que me emprestam panelas para fazer o almoço. Já que eles querem tirar a gente daqui, que entreguem logo a minha casa. Já estou com toda papelada assinada. Agora só falta eles entregarem a chave do apartamento”, relata.
Histórias como a de dona Francisca se espalham pelas vielas da comunidade ribeirinha. O pescador Francisco Gilberto, 45, também está com tudo pronto para mudança e se sente desrespeitado com os atrasos na transferência. “Vivemos um momento de dúvida sem nenhuma resposta concreta sobre a mudança e nós não merecemos isso. Somos uma comunidade muito antiga com várias gerações de pescadores e nativos. A gente vive aqui no meio da lama e do esgoto sem nenhum tipo de apoio. Não queremos criar os nossos filhos assim. Todo dia eles falam uma data nova e o dia nunca chega. Eu acho uma falta de responsabilidade com a população”, declara o pescador.

O residencial São Pedro foi inaugurado pela prefeitura no dia 29 de junho e também fica localizado no bairro das Rocas - para que a mudança não interfira nas atividades econômicas desenvolvidas pelos moradores, que em sua maioria vivem da pesca. 

O projeto prevê que a comunidade seja transferida para 170 apartamentos do empreendimento. Após a remoção, as casas devem ser demolidas para dar lugar à ampliação do cais do Porto de Natal.

O Residencial São Pedro corresponde a um investimento de R$ 12,2 milhões e foi desenvolvido através do programa do Governo Federal, Minha Casa, Minha Vida. O residencial é formado por 200 apartamentos de 43 m² cada. Todos foram construídos com azulejos do chão ao teto e esquadrilhas de alumínio.

Destes imóveis, 170 devem ser destinados aos moradores da comunidade enquanto os outros 30 serão distribuídos entre moradores das comunidades s das comunidades do Pajuçara, na Zona Norte, Jacó e Mãe Luíza, na Zona Leste, que perderam suas casas nas enchentes de 2014.

O secretário adjunto da Secretaria Municipal de Habitação, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes, Aberto Josuá, explicou em entrevista ao NOVO por telefone que após a inauguração do prédio surgiram várias questões que impediram a mudança. Ainda de acordo com o adjunto, tudo deve ser resolvido ao longo desta semana.

“Existem vários pequenos problemas que impedem a mudança. Alguns moradores, por exemplo, precisam regulamentar o estado civil para que o contrato possa ser assinado. Se a pessoa tem uma certidão de casamento ela precisa da assinatura do cônjuge ou da certidão de divórcio para que a Caixa aceite o contrato. Estamos resolvendo várias questões como essas. Eu espero que consigamos finalizar tudo esta semana para que a transferência seja realizada no início da próxima semana”, explica o adjunto da Sharpe, Alberto Josuá.

por:NovoJornal
william vieira às 05:29:00
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