quarta-feira, 1 de abril de 2020

Globo exaltou carnaval já com casos de coronavírus e agora paga de ‘santinha’. Globo lixo faturou horrores com a festança

 

PANDEMIA

A Globo praticamente ignorou os casos de coronavírus no Brasil durante o carnaval. 

A emissora faturou horrores na cobertura dos bloquinhos, na Marquês de Sapucaí e na Bahia. Os jornais do grupo Globo já noticiavam casos da doença, mas ninguém falou nada. 

Agora, para fazer as necessidades mais básicas, que é comprar um pão e o leite e sustentar a família, o brasileiro tem de pedir licença para a emissora e não ser linchado por ela. 

O Brasil virou uma vergonha…e a Globo promoveu tudo isso…


(Por:Emily Alcântara/O Alerta)

Pronunciamento de Bolsonaro leva segurança e esperança aos brasileiros. Todo cidadão importa, disse Bolsonaro

GOVERNO
 

Presidente Jair Bolsonaro discursou à Nação, na noite desta terça-feira (31), e disse que está preocupado com a saúde dos brasileiros, mas com o emprego dos trabalhadores. 

A frase mais forte do presidente é que ”todo cidadão importa”, se referindo aos doentes e aos desempregados. 

Bolsonaro disse que vai pensar em todos os meios para combater o desemprego e está preocupado com as diaristas, borracheiros e camelôs de todo o país. 

Este é o papel do presidente, pensar em todos em um momento de crise. Nem a Globo criticou o pronunciamento. 


(Por:Emily Alcântara/O Alerta)

Mourão exalta aniversário do Regime Militar de 1964: “Enfrentamos desordem, subversão e corrupção”

BRASIL,  DEFESA
 Mourão

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, usou sua conta no Twitter para publicar uma mensagem exaltando a Revolução de 1964 promovida pelos militares que iniciou o período do regimemilitar no Brasil. A intervenção militar no País, que começou a partir de um movimento iniciado na noite de 31 de março de 1964 completa 56 anos nesta terça-feira, 31.

Segundo General Mourão, as Forças Armadas intervieram na política para enfrentar a desordem, subversão e corrupção que abalavam as instituições.

Mourão é General de 4 estrelas do Exército Brasileiro e antes de tornar vice-presidente do Brasil chefiou o Comando Militar do Sul.


Há 56 anos, as FA intervieram na política nacional para enfrentar a desordem, subversão e corrupção que abalavam as instituições e assustavam a população. Com a eleição do General Castello Branco, iniciaram-se as reformas que desenvolveram o Brasil.


Ver imagem no Twitter
Ver imagem no Twitter Mourão



(Por:República de Curitiba)

Sergio Moro: Coronavírus não pode ser “subterfúgio para soltar qualquer criminoso”

BRASIL,  POLÍTICA
 Moro

O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta segunda, 30, que a pandemia de coronavírus não pode servir de “subterfúgio para soltar qualquer criminoso”.

O ex-juiz da Operação Lava Jato disse que não há nenhum caso confirmado do vírus no sistema penitenciário brasileiro e acrescentou que na Itália, atingida pela pandemia, só houve 10 registros de presos com a doença.
“Criminosos perigosos ou responsáveis por crimes graves, de qualquer natureza, devem ser mantidos presos. Aliás,não há nenhum caso confirmado de preso com coronavírus no Brasil”, disse o ministro através das redes sociais. “O coronavírus não justifica soltar os presos indiscriminadamente”, argumentou.


(Por:República da Curitiba)

Caixa começa a pagar hoje saque-aniversário do FGTS. Trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro receberão dinheiro

SAQUE DO FGTS
  Movimento de saques do FGTS na agência da Caixa na Rua do Riachuelo, Lapa.

Os trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro que aderiram ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) podem ter acesso ao dinheiro a partir de hoje (1º). Essa modalidade permite a retirada de parte do saldo de qualquer conta ativa ou inativa do fundo a cada ano, no mês de aniversário, em troca de não receber parte do que tem direito em caso de demissão sem justa causa.

O dinheiro poderá ser retirado até 30 de junho. O valor a ser liberado varia conforme o saldo de cada conta em nome do trabalhador. Além de um percentual, ele receberá um adicional fixo, conforme o total na conta. O valor a ser sacado varia de 50% do saldo sem parcela adicional, para contas de até R$ 500, a 5% do saldo e adicional de R$ 2,9 mil para contas com mais de R$ 20 mil.

Ao retirar uma parcela do FGTS a cada ano, o trabalhador deixará de receber o valor depositado pela empresa caso seja demitido sem justa causa. O pagamento da multa de 40% nessas situações está mantido. As demais possibilidades de saque do FGTS – como compra de imóveis, aposentadoria e doenças graves – não são afetadas pelo saque-aniversário.

O prazo de adesão ao saque-aniversário começou em janeiro. Ao optar pela modalidade, o trabalhador teve de escolher a data em que o valor esteja disponível: 1º ou 10º dia do mês de aniversário. Quem escolheu o 10º dia retirará o dinheiro com juros e atualização monetária sobre o mês do saque.

Como sacar

Por causa da pandemia de coronavírus, a Caixa orienta o resgate por meio do aplicativo FGTS, disponível para tablets e smartphones dos sistemas Android e iOS. Nesse caso, o trabalhador pode programar a transferência do dinheiro para qualquer conta em seu nome, independentemente do banco. A operação não tem custo.

As retiradas podem ser feitas nas casas lotéricas, caso esses estabelecimentos estejam abertos, e terminais de autoatendimento para quem tem senha do Cartão Cidadão. Quem tem Cartão Cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui, caso esses estabelecimentos estejam autorizados a abrir. Basta apresentar documento de identificação.

Atendimento

Desde o último dia (24), as agências da Caixa estão funcionando em horário reduzido, das 10h às 14h. O atendimento está restrito a quem não puder resolver o problema por canais eletrônicos. As dúvidas sobre valores e a data do saque podem ser consultadas no aplicativo do FGTS, pelo site da Caixa ou pelo telefone de atendimento exclusivo 0800-724-2019, disponível 24 horas.

O saque-aniversário não está relacionado ao saque imediato, que previa a retirada de até R$ 998 do FGTS de todas as contas ativas e inativas. As retiradas nessa modalidade começaram em setembro do ano passado e acabaram ontem (31). O dinheiro de quem não fez o saque retornou para a conta do FGTS.


(Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil - Brasília)

Coronavírus: quem terá direito aos R$ 600 de auxílio?. Medida aguarda a sanção do presidente Jair Bolsonaro; 24 milhões informais e microempreendedores individuais de baixa renda devem receber

AUXÍLIO
 
 Atualmente, há 38 milhões de trabalhadores informais no Brasil Roberto Casimiro/Fotoarena

Falta apenas a assinatura do presidente Jair Bolsonaro para que o auxílio emergencial de 600 reais a trabalhadores informais passe a valer. Apelidado de ‘coronavoucher’ por deputados e senadores, o benefício é voltado a pessoas que não tem registro em carteira, autônomos e microempreendedores em geral. A expectativa é que a sanção ao texto saia ainda nesta terça-feira, 31, para que o governo possa esquematizar como esse recurso vai chegar aos destinatários.

Cada pessoa que tiver direito deve receber 600 reais por mês, durante três meses. O projeto prevê a possibilidade de o governo prorrogar o benefício por mais três meses caso a crise causada pelo coronavírus se prolongue. Cada família pode acumular, no máximo, dois benefícios, ou seja, 1.200 reais. No caso de mulher que seja mãe e chefe de família, o valor é de 1.200 reais. Ainda não há data de quando o pagamento começará a ser feito, mas segundo o Ministério da Cidadania, será operacionalizado Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste, agências lotéricas e Correios. A orientação é que a população não vá até as agência dessas redes porque a liberação do dinheiro ainda não começou. 

De acordo com o texto aprovado pelo legislativo, o dinheiro será concedido a título de “auxílio emergencial” para quem cumprir os seguintes requisitos:

– ser maior de 18 anos de idade;
– não ter emprego com carteira assinada
– não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família;
– renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (522,50 reais) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (3.135 reais)
– a pessoa também não pode ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de 28.559,70 reais. Ou seja, é preciso ter sido isenta de IR no ano passado

Além dos requisitos acima, é preciso que a pessoa se encaixa em uma das situações de informalidade abaixo para receber o benefício:
– ser microempreendedor individual (MEI)
– ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS)
– ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico)
– ser trabalhador com contrato intermitente inativo, ou seja, que não está sendo convocado pelo patrão para prestar serviço


Caso o cidadão não esteja em nenhum desses programas, o governo prevê uma autodeclaração a ser preenchida pela internet, mas o formato dessa declaração depende da regulamentação do governo.

A estimativa do legislativo é que o projeto beneficie 24 milhões de trabalhadores informais e microempreendedores que se encaixem no perfil de baixa renda. O número de trabalhadores informais no Brasil, entretanto, é de 38 milhões, segundo o IBGE.


(Por Larissa Quintino/Veja.com.br)

Bolsonaro adota tom conciliador na TV, fala em defender vidas e pede união. Presidente, no entanto, distorce discurso do diretor-geral da OMS para tentar justificar sua postura contra o coronavírus e não cita isolamento social

GOVERNO
 
 O presidente Jair Bolsonaro Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro fez em rede nacional de TV na noite desta terça-feira, 31, o seu discurso mais contemporizador em relação ao combate ao coronavírus. Falou em “defender vidas”, mas sem prejudicar a economia, pediu união do parlamento, do governo, do Judiciário e da sociedade, não atacou ninguém e listou as medidas adotadas pela sua gestão para combater o avanço da doença, mas não defendeu o isolamento social, que vem criticando há dias e que foi alvo da sua última fala ao país.

Há uma semana, também em pronunciamento na TV, ele acusou a imprensa de estar “espalhando histeria no país” e atacou os governadores e prefeitos que estavam adotando o isolamento social de forma ampla em suas regiões. “Algumas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, confinamento em massa e fechamento de comércio”, disse na ocasião. Desta vez, não atacou ninguém.

O ponto central do seu discurso nesta terça-feira foi, como se esperava, o uso de uma fala do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, na segunda-feira 30, na tentativa de endossar sua tese de que é preciso combater a doença sem provocar desemprego. Ele reproduziu trecho da fala do especialista que defendeu que “as pessioas sem fonte de renda regular ou sem qualquer reserva financeira merecem políticas sociais que garantam a dignidade e permitam que elas cumpram as medidas de saúde pública para a Covid-19 recomendadas pelas autoridades nacionais de saúde e pela OMS”.

No pronunciamento, Bolsonaro tentou mostrar que há semelhança entre o que defende e o que disse o diretor da OMS. “Não me valho dessas palavras para negar a importância das medidas de prevenção e controle da pandemia, mas para mostrar que da mesma forma precisamos pensar nos mais vulneráveis. Esta tem sido a minha preocupação desde o princípio”, acrescentou o presidente, ao citar trabalhadores informais e autônomos.

O presidente, no entanto, omitiu trecho anterior do discurso do diretor da OMS no qual ele deixava claro que estava falando, não de permitir às pessoas que voltassem a trabalhar, mas da necessidade de os países adotarem políticas sociais adequadas para garantir uma proteção financeira a quem tenha perdido sua renda por causa da quarentena. “Alguns países têm um forte sistema de bem-estar social e outros não”, disse. “Os governos devem ter em conta esta população; se estamos fechando ou se estamos limitando a movimentação, o que vai acontecer às pessoas que têm de trabalhar diariamente e têm de ganhar o pão de cada dia?”, disse o diretor-geral.

Bolsonaro deu ênfase à questão de que também pretende salvar vidas. “Minha preocupação sempre foi salvar vidas, tanto as que perderemos pela pandemia quanto aquelas que serão atingidas pelo desemprego, violência e fome. Me coloco no lugar das pessoas e entendo suas angústias, mas as medidas protetivas devem ser adotadas de forma racional, responsável e coordenadas”.

“Temos uma missão: salvar vidas, sem deixar para trás os empregos. Por um lado, temos que ter cautela e precaução com todos, principalmente junto aos mais idosos e portadores de doenças preexistentes. Por outro, temos que combater o desemprego, que cresce rapidamente, em especial entre os mais pobres. Vamos cumprir essa missão ao mesmo tempo em que cuidamos da saúde das pessoas.


(Por:Veja.com.br)

Em pronunciamento, Bolsonaro volta a distorcer fala de diretor da OMS. Presidente usou afirmação de Tedros Adhanom Ghebreyesus para dizer que "toda vida importa" e foi alvo de panelaços

RECUOU SOBRE CLOROQUINA
 Jair Bolsonaro
 Jair Bolsonaro - Carolina Antunes/PR

Brasília - O presidente Jair Bolsonaro defendeu, nesta terça-feira, em pronunciamento, a preocupação com o trabalho informal. Novamente tirando de contexto a fala do diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, Bolsonaro citou Ghebreyesus para falar do isolamento, mas mudou o tom sobre o novo coronavírus, recuando sobre a eficácia da hidroxicloroquina contra a covid-19, que defendeu recentemente, inclusive com vídeos nas redes sociais. 
 
"Desafio nosso é salvar vidas, tanto as que perderemos, pela violência, e pela falta de emprego. coloco no lugar das pessoas e entendo suas angústias, de forma racional e responsável. O diretor da OMS disse 'saber que muitas pessoas tem que trabalhar', que os 'governos têm que levar esta população em conta', 'se fecharmos as fronteiras, temos que pensar o que acontecerá com que tem que trabalhar com pão de cada dia'. Cada país, baseado em sua situação devia 'responder à sua maneira'", afirmou.
 
"Não me valho dessas palavras para negar a importância das medidas de prevenção e controle da pandemia, mas para mostrar que da mesma forma precisamos pensar nos mais vulneráveis. Esta tem sido a minha preocupação desde o princípio", acrescentou o presidente, ao citar trabalhadores informais e autônomos. Ele mencionou que a hidroxicloroquina parece eficaz contra o novo coronavírus, mas que ainda não há vacina ou remédio com eficiência cientificamente comprovada.

"Na última Reunião do G-20 (grupo das vinte principais economias do mundo), nós, os chefes de Estado e de Governo, nos comprometemos a proteger vidas e a preservar empregos. Assim o farei”, disse.
 
O presidente disse que as medidas de proteção à população estão sendo implementadas de forma coordenada, racional e responsável. Segundo Bolsonaro, o Brasil avançou muito nos últimos 15 meses, desde que tomou posse em janeiro de 2019, e sua preocupação sempre foi salvar vidas. 

Ele destacou políticas em defesa do emprego e da renda como a ajuda financeira aos estados e municípios (com adiamento de pagamento das dívidas), linhas de crédito para empresas, auxílio mensal de R$ 600 aos trabalhadores informais e vulneráveis e entrada de cerca de 1,2 milhão de famílias no programa Bolsa Família. "Temos uma missão: salvar vidas, sem deixar para trás os empregos. Por um lado, temos que ter cautela e precaução com todos, principalmente junto aos mais idosos e portadores de doenças preexistentes. Por outro, temos que combater o desemprego, que cresce rapidamente, em especial entre os mais pobres. Vamos cumprir essa missão ao mesmo tempo em que cuidamos da saúde das pessoas.'
 
Durante a fala de Bolsonaro, houve panelaço em diversas cidades do país, como Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte e Salvador.
 
Bolsonaro afirmou que o governo está adquirindo novos leitos com respiradores, equipamentos de proteção individual (EPI), kits para testes e outros insumos. Também destacou o adiamento, por 60 dias, do reajuste de medicamentos no Brasil.

Bolsonaro destacou o emprego das Forças Armadas no combate ao novo coronavírus e a criação de um Centro de Operações para realizar ações de montagem de postos de triagem de pacientes, apoio a campanhas, logística e transporte de medicamentos e equipamentos de saúde.

O presidente destacou que determinou ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, "que não poupasse esforços, apoiando através do SUS todos os estados do Brasil, aumentando a capacidade da rede de saúde e preparando-a para o combate à pandemia”.

Bolsonaro agradeceu ainda os profissionais de saúde e voltou a falar da importância da colaboração de Legislativo, Executivo, Judiciário e sociedade civil para a preservação da vida e dos empregos.
 
OMS se posiciona
Mais cedo, Organização Mundial da Saúde (OMS) rejeitou insinuações por parte do governo de Jair Bolsonaro de que tenha apoiado a ideia de que políticas de isolamento não devam ser aplicadas.

Na segunda-feira, o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, usou sua coletiva de imprensa em Genebra para convocar os países a também lidar com os mais pobres. Bolsonaro usou a frase para justificar sua política de rejeição de medidas de isolamento.

Tedros, porém, não se referia a isso. Mas sim à necessidade de que instrumentos sejam criados para garantir o sustento dessas pessoas, por medidas sociais e transferência de recursos.

Diante da polêmica gerada no Brasil e o temor de que o discurso de Tedros fosse manipulado, a OMS decidiu ir de maneira deliberada às redes sociais nesta terça-feira. Ainda que não cite expressamente o nome do brasileiro, a entidade decidiu esclarecer seu posicionamento em duas mensagens.

"Pessoas sem fonte de renda regular ou sem qualquer reserva financeira merecem políticas sociais que garantam a dignidade e permitam que elas cumpram as medidas de saúde pública para a Covid-19 recomendadas pelas autoridades nacionais de saúde e pela OMS", disse o direto-geral da OMS.

"Eu cresci pobre e entendo essa realidade. Convoco os países a desenvolverem políticas que forneçam proteção econômica às pessoas que não possam receber ou trabalhar devido à pandemia da covid-19. Solidariedade", completou.

Pela manhã, Bolsonaro tentou manipular as declarações do africano para justificar sua política. "Vocês viram o presidente da OMS ontem?", perguntou. "O que ele disse, praticamente... Em especial, com os informais, têm que trabalhar. O que acontece? Nós temos dois problemas: o vírus e o desemprego. Não pode ser dissociados, temos que atacar juntos", disse.

Tedros, porém, não falou em trabalho. Mas na garantia de renda, conforme ele mesmo escreveu hoje em suas redes sociais.

Nas redes sociais, Bolsonaro e seus filhos tem usado um trecho cortado da fala de Tedros para justificar seu posicionamento, deixando de fora outras partes em que o africano fala da importância do isolamento.

Essa não é a primeira vez que a OMS responde ao presidente brasileiro. Na semana passada, Tedros foi questionado pela coluna sobre a atitude de Bolsonaro de minimizar a doença. "As UTIs estão lotadas em muitos países", alertou o africano, em resposta. "É uma doença muito séria", insistiu.

Na OMS, uma parcela dos técnicos acredita que Bolsonaro poderia ser uma ameaça ao combate ao vírus, com posições que questionam a ciência e confundem os cidadãos.
 
 
 (Por O Dia)

'Se não tivéssemos nos antecipado, Rio teria 5 mil casos', diz Witzel sobre coronavírus. Durante live, o governador agradeceu a população por respeitar o isolamento social

COMBATE A PANDEMIA
 O governador Wilson Witzel e o secretário da Saúde, Edmar Santos
 O governador Wilson Witzel e o secretário da Saúde, Edmar Santos - André Melo /Parceiro/Agência O Dia

Rio - O governador Wilson Witzel afirmou, durante live realizada na noite desta terça-feira, que as medidas tomadas pelo Estado no enfrentamento à propagação do novo coronavírus estão dando resultado. Segundo Witzel, além do esforço do governo estadual, a colaboração da população está sendo fundamental para evitar um número maior de pessoas contaminadas.

"Se nós não tivéssemos tomado as medidas que tomamos, em vez de quase 700 casos poderíamos estar hoje com 3 ou 5 mil casos. Hoje, são 700 casos e temos 60 pessoas internadas. Se tivéssemos 5 mil casos, seriam 500 pessoas internadas e muito mais mortes. São estatísticas terríveis, mas são realidades. Se nós não estivéssemos fazendo o isolamento social, talvez hoje teríamos que escolher quem vive. O Estado do Rio de Janeiro está fazendo a sua parte junto com a população, que está colaborando", ressaltou.

Witzel reafirmou que vai continuar seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e que o Estado está implantando ações para ajudar a população carente durante a pandemia.

"Sei que muitos estão deixando de ganhar dinheiro, de trabalhar, que os empresários estão com dificuldades. Mas sigo orientações da Organização Mundial da Saúde, que diz que o isolamento social é a melhor forma de enfrentar o Covid e cobrou dos governos, como no mundo inteiro está sendo feito, que o governo federal faça a parte dele e ajude os estados, os municípios e as empresas para que possamos superar essa crise, tanto na saúde quanto na economia. Cada um vai fazer a sua parte. Nós vamos ajudar as pessoas mais carentes com nosso mutirão humanitário. As contas poderão ser pagas depois. Tomamos medidas para que serviços essenciais como água, luz e telefone não sejam interrompidos por falta de pagamento", disse.

O governador agradeceu ainda o esforço do governo federal, mas pediu agilidade na liberação de empréstimos para empresários, estados e municípios.

"Os estados não têm recursos. Quem pode injetar dinheiro na economia é a União. Nós estamos vendo que o governo federal está trabalhando, mas precisamos de mais agilidade. Aqui no estado continuo conversando com todos os prefeitos para que possamos juntos vencer essa crise. Eu estarei aqui trabalhando junto ao governo federal para obter os recursos necessários, que só ele tem. Nós temos reservas cambiais de mais de 50 bilhões de dólares. Temos fundos que têm recursos que podem chegar aos estados e precisamos de agilidade na votação no Congresso Nacional e com o governo federal trabalhando junto. Tenho certeza que com a união de todos vamos conseguir vencer essa crise", afirmou.



(Por O Dia)

Itália chega ao pico da epidemia de coronavírus, segundo autoridades. Expansão da doença continua, mas em números diários cada vez menores

 A Itália é o país com mais mortes por coronavírus durante a pandemia

CURVA ACHATOU?

Roma - Desde que as autoridades começaram a contabilizar o número de casos de coronavírus no país, a Itália registrou o menor aumento percentual de um dia para o outro nesta terça-feira. Com mais 4.023 doentes, o crescimento em relação a segunda-feira foi de 3,9%. Com isso, já são nove dias seguidos com expansão do covid-19 abaixo de 10%.
 
Neste cenário, o presidente do Instituto Superior da Saúde (ISS) da Itália, Silvio Brusaferro, disse que o país chegou ao pico da pandemia de coronavírus. Ainda assim, a expectativa é a de que não haja queda nos casos de infectados de imediato.

"A curva da epidemia nos diz que chegamos ao pico", afirmou Brusaferro em coletiva de imprensa, ressaltando a importância dos italianos se manterem em quarentena. "Precisamos ser cautelosos".

Nesta terça-feira, a Itália chegou a 105.792 infectados com coronavírus, segundo números do governo. Desse total, 12.428 morreram (837 nas últimas 24 horas) e 15.729 se curaram (1.109 de segunda-feira para terça).
 
 
 
 
(Por O Dia)