quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Após esnobar Academia sueca, Bob Dylan dá bolo em Obama. Casa Branca reuniu vencedores do Nobel, como Oliver Hart (Economia) e Fraser Stoddart (Química)

MUSICA
 HOMENAGEADO RELUTANTE -Dylan condecorado por Barack Obama, em 2012: força tectônica da cultura jovem
Depois de ser escolhido o Nobel de Literatura de 2016 e deixar a Academia Sueca no vácuo, sem sequer um agradecimento da sua parte, Bob Dylan deu o cano em Barack Obama, que convocou para uma celebração na Casa Branca, nesta quarta-feira, um grupo de americanos ganhadores do prêmio. “Infelizmente, Bob Dylan não estará na Casa Branca hoje”, disse Josh Earnest, porta-voz do presidente americano, acrescentando que o cantor não deu nenhuma justificativa para sua ausência.

Na ausência do cantor, Obama se concentrou em elogiar os outros vencedores do Nobel que compareceram ao Salão Oval: Oliver Hart (Economia), Fraser Stoddart (Química), Duncan Haldane e Michael Kosterlitz (Física). “Estamos muito orgulhosos deles. Uma das coisas que os Estados Unidos fazem é atrair talentos de todo o mundo para estudar nas nossas grandes universidades”, disse Obama.

Dylan já avisou que não vai comparecer à entrega do Nobel na Suécia, neste mês.

(Com agência France-Presse)

Tropas turcas invadiram Síria para tentar derrubar Assad. 'Nós não temos ambições em território sírio. Fomos lá para acabar com o governo do tirano Assad, que choca com o terror de Estado', disse Erdogan

GUERRA CIVÍL

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta quarta-feira que as tropas turcas entraram na Síria para derrubar o governo do ditador Bashar Assad. Erdogan afirmou ainda que Ancara não tem reivindicação territorial na Síria, mas tem o interesse de entregar o poder à população na tentativa de restaurar a justiça. “Nós não temos ambições em território sírio. Fomos lá para acabar com o governo do tirano Assad, que choca com o terror de Estado”, disse ele.

Erdogan disse ainda quase mais de milhão de pessoas morreram na guerra da Síria e isso o fez se perguntar “onde estava a ONU?” e o “que ela estava fazendo?”. O presidente turco ainda disse que seu país perdeu a paciência e “teve que entrar” no país árabe. O Exército da Turquia invadiu a Síria em agosto. No entanto, no mês de outubro, as forças aéreas mataram entre 160 e 200 combatentes do grupo curdo Unidade de Proteção Popular (YPG).

‘Cemitério gigante’ — O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien, alertou nesta quarta que Alepo pode se tornar um “gigantesco cemitério”, após a fuga de 50.000 pessoas dos bairros rebeldes cercados, aterrorizados pelos combates e bombardeios do governo. Ao mesmo tempo, a principal coalizão da oposição síria solicitou ao Conselho de Segurança da ONU, durante sua reunião de emergência, que tomasse “medidas imediatas” para proteger os civis sitiados.

O’Brien acrescentou que os comboios de ajuda humanitária estão prontos para sair da Turquia e do oeste de Alepo, mas que, para isso, é necessário pôr um fim ao cerco e proteger os civis. Apoiadas por intensos bombardeios, as forças do governo de Assad lançaram em 15 de novembro uma ofensiva contra o leste de Alepo para retomar essa parte da cidade, nas mãos dos rebeldes desde 2012.

 Membros da defesa civil resgatam crianças vítimas de um ataque aéreo que atingiu região vizinha a Alepo, na Síria - 16/09/2016
 Equipes de resgate buscam sobreviventes no local de um bombardeio na cidade de Idlib , na Síria - 29-09-2016
 Crianças sírias feridas depois de um bombardeio aguardam para serem socorridas em um hospital de Idlib - 29-09-2016

(Com ANSA e France-Presse)

CBF divulga agradecimento a colombianos por tributo à Chapecoense. Delegação do clube Atlético Nacional participou do evento realizado no estádio Atanasio Girardot

TRAGÉDIA DA CHAPECOENSE
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta quinta nota de agradecimento à homenagem prestada pelos colombianos, em que foram lançados balões brancos e pronunciados os nomes das mais de 70 vítimas da queda do avião que seguia para a Colômbia com o time, convidados e profissionais da imprensa esportiva. Na noite dessa quarta-feira, milhares de pessoas lotaram o estádio Atanasio Girardot, onde seria disputada a final da Copa Sul-Americana pelo time da Chapecoense. “Aos colombianos, fica o nosso muito obrigado! Essa noite de carinho não será esquecida!”, diz o texto, que também conta a comoção que envolveu torcedores na Arena Condá, casa do time catarinense.

“Enquanto o sofrimento insiste em machucar o espírito dos familiares, amigos e pessoas que comoveram-se com a tragédia, a solidariedade que emanou de Chapecó e Medellín certamente fez um afago na alma de todos os que precisam de apoio e força nestes dias tão difíceis”.

As ruas do entorno do estádio em Medellín ficaram lotadas, e a delegação do clube Atlético Nacional participou da homenagem no gramado. O time colombiano seria o adversário dos brasileiros na final, mas já se manifestou publicamente pedindo que a Chapecoense seja declarada campeã da Sul-Americana.

Em Santa Catarina, a vigília levou torcedores vestidos com as cores verde e branco para o estádio, e cantos foram entoados em homenagem às vítimas.

90 minutos de silêncio
O canal de TV FOX Sports, que perdeu seis profissionais no acidente aéreo, homenageou as vítimas com 90 minutos de silêncio na noite de ontem, também no horário em que seria disputada a partida.

No intervalo, o canal exibiu depoimentos em homenagem aos trabalhadores que acompanhavam a Chapecoense em sua primeira final internacional: Deva Pascovicci, Mário Sérgio, Paulo Julio Clement, Victorino Chermont, Rodrigo Santana e Lilacio Junior.

O canal FOX Sports 2 transmitiu as homenagens na Colômbia e em Santa Catarina.

(Veja.com)

A decisão que pôs a morte no caminho da Chapecoense. Clube chegou a orçar voo com a Gol - e pagaria quase o mesmo para viajar em um Boeing. Na tragédia, uma questão ainda sem resposta: por que a Lamia?

TRAGÉDIA DA CHAPECOENSE
Por um valor que seria quase o mesmo que foi pago à desconhecida Lamia, dona do avião que caiu na madrugada desta segunda-feira nas proximidades de Medellín, a Chapecoense esteve diante da possibilidade de contratar um avião maior e mais seguro para a viagem que acabou em tragédia.
VEJA apurou que a diretoria do clube catarinense chegou a fazer um orçamento para fretar um avião da companhia brasileira Gol – e recebeu uma oferta que não ficava muito distante dos 130 000 dólares negociados com a boliviana Lamia.

Não está clara, até o momento, a razão pela qual os dirigentes optaram pela empresa da Bolívia. Sabe-se que os serviços da companhia, cujo proprietário pilotava o avião acidentado, eram frequentemente indicados pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) aos clubes que participam das competições organizadas pela entidade.

Além da Gol, a Chapecoense orçou a viagem com uma companhia argentina. As alternativas poderiam ter feito a diferença. Se os dirigentes tivessem optado pela Gol, por exemplo, o voo provavelmente seria feito por um Boeing 737 – uma aeronave indiscutivelmente mais segura e com autonomia de voo muito maior que a do Avro RJ-85 operado pela Lamia.

Com uma aeronave de maior porte, a delegação da Chapecoense poderia ter feito um voo direto do Brasil até Medellín.

A opção pela Lamia acabou obrigando o clube a improvisar uma logística complicada para a viagem. Por causa de normas internacionais seguidas pela Anac, a autoridade de voo brasileira, uma empresa boliviana não poderia voar do Brasil para Colômbia – o voo, pelas regras, tinha que ser feito por uma companhia do país de origem ou do país de destino. Para se ajustar às normas, a delegação teve de seguir em um voo comercial para Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, para só lá embarcar no avião fretado da Lamia rumo a Medellín, na viagem que nunca acabou.

O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, confirmou que a diretoria do clube cotou o fretamento com outras companhias aéreas. “Depois do acidente, o presidente do conselho da Chapecoense me disse que o clube tinha cotado (o fretamento) com uma companhia argentina e com a companhia brasileira, mas acho que tudo isso é pequeno diante do que aconteceu”, afirmou. O prefeito, que faria a viagem junto com a equipe mas de última hora resolveu mudar os planos, disse desconhecer por que o clube optou pela empresa boliviana. Procurada, a Gol respondeu que “não se pronuncia sobre propostas comerciais”.

( Rodrigo Rangel/Veja)

Aeronáutica da Colômbia: avião não tinha combustível suficiente. Avião da Chapecoense não levava quantidade de combustível exigida para fazer o trajeto de Santa Cruz de La Sierra a Medellín ou Bogotá, alternativa de pouso

TRAGÉDIA DA CHAPECOENSE
A Aeronáutica Civil (Aerocivil) da Colômbia, órgão que comanda a investigação do acidente com a Chapecoense, afirmou na noite desta quarta-feira que o avião boliviano da LaMia não tinha combustível suficiente para realizar o voo. Esta é a primeira conclusão dos investigadores. A principal hipótese de queda é que a falta de combustível durante o voo tenha cortado a energia do avião e apagado as turbinas – a pane seca.

A Aerocivil aguarda a chegada de técnicos investigadores dos Estados Unidos (National Transportation Safety Board – NTSB) para abrir as caixas pretas recolhidas em perfeito estado. Já integram a equipe de peritos dois britânicos da BAE Systems (fabricante do avião Avro RJ85), dois militares brasileiros do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), colombianos e um boliviano. Os dados serão transcritos e enviados à autoridade de voos do Reino Unido.

“Os gravadores de dados e de voz em nosso poder vão confirmar, ajudar a estabelecer a causa pela qual a tripulação e o despacho dessa empresa, desde o Aeroporto de Viru Viru [em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia], não contavam com combustível suficiente”, afirmou o coronel Freddy Augusto Bonilla Herrera, secretário de Segurança Aérea, em coletiva de imprensa, em Medellín. “Ao chegar ao local do acidente e inspecionar os componentes do avião e todo o resto, podemos afirmar claramente que a aeronave não tinha combustível no momento do impacto. Portanto, iniciamos um processo de investigação para poder esclarecer o motivo pelo qual a aeronave não contava com combustível.”

Conforme a Aerocivil, a responsabilidade pelo despacho do plano de voo era do comandante Miguel Quiroga, que pilotava o LaMia CP-2933. Ele era a autoridade máxima a bordo e responsável por cumprir todas as normas, segundo o órgão colombiano. A Aerocivil classificou como “ótimas para aproximação e aterrissagem” as condições meteorológicas no momento da queda. Ao todo, 71 pessoas morreram e seis ficaram feridas.

“As normas internacionais e nacionais na Colômbia estabelecem que uma aeronave, para poder voar de um aeroporto a outro, deve contar com combustível mínimo para ir da origem ao destino, a um aeroporto alternativo, ter mais 30 minutos de combustível e, adicionalmente, o chamado combustível reserva, que seria o equivalente a mais 5 minutos no ar ou a 5% do necessário para ir da origem ao destino, o que for maior. Nesse caso, lamentavelmente, a aeronave não contava com o combustível para a contingência ou para a alternativa que estava estabelecida. O plano de voo estabelecia o aeroporto de Bogotá [El Dorado]. Pelas circunstâncias que descrevi, não era possível voar até aeroporto alternativo”, explicou Bonilla.

Áudios
O secretário de Segurança Aérea também deu detalhes das comunicações entre a torre de controle do Aeroporto Rio Negro e o voo LMI 2933. No primeiro contato em que se reporta anormalidade, às 21h49 (horário local), o comandante apenas pediu prioridade de aterrissagem por um “problema de combustível”. Segundo Bonilla, o piloto só avisou à controladora de tráfego que não tinha combustível para permanecer voando e que passava por uma “emergência” – expressão “may day” – cerca de 2min40s depois, às 21h52. Nesse exato momento, um avião da Viva Colômbia que iria para o arquipélago de San Andrés e desviou a rota a Medellín pousava no Aeroporto Rio Negro, por causa de um vazamento de combustível. Isso ainda ocasionaria uma inspeção na pista, o que atrasou aterrissagens. A comunicação de “falha total” – 

combustível e elétrica – e o pedido de coordenadas para pouso em emergência viriam cinco minutos depois às 21h57. No minuto seguinte, a controladora perdeu visão no radar para passar dados de aproximação e o contato por rádio com o voo da Chapecoense, o LMI 2933. Segundo o secretário de Segurança Aérea da Aerocivil, o avião estava a 9 mil pés de altitude, menor que os 10 mil pés mínimos recomendados para a aterrissagem em Rio Negro. A região é montanhosa.

 A queda
No primeiro impacto com o morro El Gordo, o avião bateu com a parte traseira e se partiu, perdendo a cauda e o estabilizador. Depois as asas e a cabine caíram na encosta de trás do monte, sobre a mata. Conforme antecipou VEJA, os sobreviventes ficaram espalhados no terreno, enquanto os demais ocupantes presos na cabine destroçada morreram. A aeronave bateu a uma velocidade de 250 km/h (135 nós). “É uma velocidade baixa para este tipo de avião, o que permitiu que existissem sobreviventes”, disse o coronel Bonilla.

No primeiro comunicado das autoridades colombianas, o diretor geral da Aerocivil, Alfredo Bocanegra Varón, descreveu a dificuldade dos socorristas em realizar o resgate na mata do morro El Gordo, no município de La Unión. “Na madrugada, os camponeses escutavam chamados de socorro provenientes das pessoas que estavam na fuselagem e chegamos a pensar que eram onze sobreviventes, mas depois resgatados sete com vida [um deles, o goleiro Danilo, morreu no hospital]”, afirmou Varón.

( Felipe Frazão/Veja)

General relata gritos ao tentar resgatar jogadores da Chapecoense. Por causa da escuridão, não se sabia de qual direção vinham as vozes. Quando clareou, o general disse que ficou triste ao ver camisas do time espalhadas

TRAGÉDIA DA CHAPECOENSE
A missão de resgate do avião que trazia a delegação da Chapecoense e caiu a poucos quilômetros de pousar em Medellín, na Colômbia, foi uma dura tarefa para os envolvidos. Um dos coordenadores do trabalho, o general da Polícia Nacional Colombiana em Medellín, José Acevedo, contou as dificuldades da operação, incluindo os momentos tristes em que teve dificuldade de contar a emoção.

Acevedo disse que o momento mais difícil no trabalho de cerca de 15 horas na região do acidente aéreo, na última segunda-feira, foi escutar, durante a noite, gritos de socorros dos sobreviventes. Por causa da escuridão, não se sabia de qual direção vinham as vozes. Quando o dia clareou, o general disse que ficou triste ao ver camisas do time e chuteiras espalhadas pela mata.

“Foi um momento muito complicado do meu trabalho. Mesmo quem é experiente, como eu, fica abalado pela tragédia, pela juventude das vítimas e a comoção que isso causou no Brasil e na Colômbia”, disse Acevedo. O general esteve na quarta-feira no estádio Atanasio Girardot acompanhado do prefeito de Medellín, Federico Gutierrez Zuluaga, e do presidente do Atlético Nacional, Juan Carlos de la Cuesta, para combinar detalhes sobre a homenagem realizada às vítimas do acidente.

O general lamentou não ter conseguido resgatar mais sobreviventes. A previsão das autoridades é que somente 11 pessoas sairiam com vida da queda do avião da companhia boliviana, porém a conta agora é bem menor, de apenas seis. Entre eles está o zagueiro Neto, o último a ser retirado do local, com hipotermia. O jogador teve uma espera total de quase dez horas. Duas delas depois de o penúltimo sobrevivente ter sido levado.

Pelo quadro de emergência, o defensor está em um hospital de La Ceja, cidade mais próxima do ponto do acidente, onde já passou por cirurgias. O estado dele é crítico. Os outros jogadores sobreviventes são o goleiro reserva Follmann, que teve uma perna amputada, e o lateral-esquerdo Alan Ruschel. Ele corre o risco de ficar paraplégico.

Acevedo contou que entre as vítimas houve poucos mutilados. “Quando fizemos o resgate, vimos que o estado de conservação dos corpos era claro e fácil para quem atuaria nesse serviço. Isso vai facilitar os trâmites burocráticos”, explicou.

O local é de difícil acesso e está localizado entre as cidades de La Ceja e La Unión. O avião caiu em uma montanha acessada por estrada de terra e, depois, mais 40 minutos de caminhada. Toda a operação da retirada dos corpos terminou no dia seguinte, assim como da caixa-preta, que já teve o conteúdo analisado por autoridades aeronáuticas colombianas.

(Veja.com)

Copom reduz Selic para 13,75%, segunda queda consecutiva. Com o corte de 0,25 ponto percentual, a taxa básica de juros volta ao mesmo patamar de junho de 2015

JUROS
O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75%, nesta quarta-feira. Esta é a segunda redução consecutiva na taxa básica de juros. Com a mudança, a Selic iguala o patamar de junho de 2015. A decisão foi tomada por unanimidade.

Entre os itens que levaram à decisão, o Banco Central citou a redução nas projeções da atividade econômica para 2016 e 2017, também como a redução dos níveis de inflação. “A inflação recente mostrou-se mais favorável que o esperado, em parte em decorrência de quedas de preços de alimentos, mas também com sinais de desinflação mais difundida”, diz a nota.

A inflação medida pelo IPCA acumula alta de 5,78% no ano até outubro, segundo o IBGE. A meta definida pelo governo para este ano é de 4,5%, e com a margem tolerância pode chegar a 6,5%.

De acordo com o último Boletim Focus, divulgado nesta segunda feira, os analistas de mercado estimam que a economia  terá retração de 3,49%, e a alta será de 0,98% em 2017. Esta é a sexta semana seguida de baixa nas estimativas para o PIB do ano que vem, e a oitava semana seguida de baixa para 2016. Na semana anterior, os números eram de 1% e -3,40%, respectivamente.

Em relação ao cenário externo, há preocupação com os rumos da economia americana. A última ata do Fed (Banco Central americano) sinaliza que uma trajetória de aumento dos juros no país, atualmente entre 0,25% e 0,5%, pode começar ainda neste ano. “Há elevada probabilidade de retomada do processo de normalização das condições monetárias nos EUA no curto prazo e incertezas quanto ao rumo de sua política econômica”

A Selic é a taxa usada como referência para definir os juros pagos em diversos contratos do sistema financeiro, de empréstimos para a compra de imóveis a cartões de crédito.

(Veja.com)

País tem primeiro panelaço pós-Dilma. As manifestações aconteceram em cidades como Rio e São Paulo

COMEÇOU OS PANELAÇOS!
Por volta das 20h30 desta quarta-feira (30), cidades como Rio de Janeiro e São Paulo registraram panelaços e buzinaços. Foi a primeira vez em que essas manifestações aconteceram em massa desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Há relatos da ação em bairros como Leblon. Botafogo e Copacabana, no Rio, e Perdizes, Pompeia, Vila Mariana e Bela Vista, em São Paulo.

Durante a tarde, a convocação para o panelaço se espalhou pela internet. O alvo é o fuzilamento do projeto de 10 medidas contra a corrupção, do Ministério Público, em votação na última madrugada.

Uma das mensagens dizia o seguinte:

“Pessoal, hoje tem um esquenta para a manifestação de domingo. Às 20h30, horário de Brasília, vamos todos arrebentar as panelas de tanta indignação contra a aprovação absurda que criminaliza os juízes e o MP aprovada na surdina na última madrugada. #panelaçohoje20h30!
  Mandem para todos os seus contatos, grupos e redes sociais! #vetatemer”

(Veja.com)

STF deve julgar nesta quinta denúncia contra Renan Calheiros. Caso tramita desde 2007; peemedebista é acusado de usar propina de construtora para despesas de amante

POLÍTICA
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nesta quinta denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2013 contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)
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 Se a denúncia for aceita, o parlamentar se tornará réu no Supremo. O relator do processo é o ministro Edson Fachin.

De acordo com a denúncia, Renan teria usado o lobista de uma empreiteira para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento. O peemedebista também é acusado de ter adulterado documentos para justificar os pagamentos. Renan nega as acusações. O caso foi revelado em 2007.

A defesa de Renan sustenta que o senador “já esclareceu todos os fatos relativos a essa questão e é o maior interessado no esclarecimento do episódio”. Segundo a assessoria de Renan, o parlamentar “foi o autor do pedido de investigação das falsas denúncias em 2007, há quase dez anos.” Em fevereiro deste ano, Fachin já tinha pautado a ação para julgamento mas, no mesmo mês, foi retirada da pauta depois que a defesa de Renan Calheiros apresentou recurso alegando a existência de uma falha na tramitação do processo.

(Com Agência Brasil)

PF deflagra nova fase da Zelotes; Itaú e BankBoston são alvos. A Zelotes investiga suspeitas de manipulação de julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), vinculado ao Ministério da Fazenda

POLÍCIA FEDERAL

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira nova fase da operação Zelotes tendo entre os alvos os bancos Itaú e BankBoston, de acordo com a emissora de TV GloboNews. Estão sendo cumpridos 34 mandados em São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. A Zelotes investiga suspeitas de manipulação de julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), vinculado ao Ministério da Fazenda, e o suposto pagamento de propina para a edição de medidas provisórias.

O Ministério Público, a Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram a primeira fase da Zelotes em março do ano passado. Assim como ocorreu na Lava-Jato, os investigadores colheram provas de que, apesar das seguidas operações policiais, os corruptos não pararam de praticar crimes.

O ponto de partida foram os indícios da influência conselheiro do Carf João Carlos de Figueiredo Neto sobre outros julgadores e da atuação dele em benefício de outras empresas. A força-tarefa suspeita também que conselheiros que trabalhavam diretamente com Figueiredo Neto também vendiam pareceres para empresas com ações no Carf.

A Procuradoria da República no Distrito Federal denunciou Figueiredo Neto à Justiça, preso em flagrante em julho quando cobrava propina de 1,5 milhão de reais de um advogado do Itaú no Shopping Iguatemi, em Brasília (DF). Figueiredo Neto era o relator do processo de fusão que resultou na criação do Itaú-Unibanco. O caso em questão envolve um crédito tributário de 25 bilhões de reais, em valores atualizados.

(Com agência Reuters)