domingo, 1 de janeiro de 2017

A hipocrisia de Joaquim Barbosa, e o povo ainda o queria como Presidente. Inacreditável!

POLÍTICA

O melhor aspecto de ser um cético político é que as decepções praticamente não existem. Como no caso de Joaquim Barbosa, pessoa em quem jamais depositei qualquer tipo de fé. Posso até tê-lo defendido de ataques do PT, mas jamais atuei em sua validação. O fato é que no Twitter ele fez um dos posts mais deploráveis dos últimos tempos, algo tão baixo que parece até ter sido escrito por um hacker petista.
Notem o comportamento dos políticos: a) nossa economia está aos frangalhos, mas eles só pensam numa coisa: no dinheiro das empresas! b) contra o presidente de uma das Casas do Congresso há acusações de crimes graves, mas ele é apoiadíssimo pelo PSDB! Dá para levar essa gente a sério? Não dá, né?
Nada do que ele diz faz sentido, especialmente quando faz a propaganda sórdida de que “precisamos acabar com o financiamento empresarial de campanhas”. Não, Sr. Joaquim, precisamos acabar com a verba estatal de anúncios, com a publicidade institucional, com o dinheiro da BLOSTA, com a Lei Rouanet, com a grana dos “pontos de cultura” do MinC e diversas outras formas de financiamento estatal de campanha exclusivamente para o PT. E contra isso o senhor jamais se pronunciou. Não é suspeito? E quanto ao dinheiro das empresas? É, obviamente, das empresas. Não é dinheiro de pagadores de impostos.  Em extrema oposição ao que diz Joaquim, pensar em dinheiro de empresas não é imoral. Vetar essas contribuições, enquanto dinheiro estatal é utilizado infinitamente em prol de um partido, por outro lado, constitui uma moralidade no nível das cascavéis.

Em tempo: Joaquim também mente ao relacionar o financiamento empresarial com “a economia em frangalhos”. Completa falta de noção, principalmente quando sabemos que as principais economias do mundo possuem financiamentos empresariais de campanha.

E quanto ao ataque tosco ao PSDB? Explica-se: Carlos Sampaio deu o benefício da dúvida a Eduardo Cunha. Fez certo, pois todos os brasileiros aguardam a validação das provas, a exibição dos extratos, etc. Daí Joaquim diz que não se pode apoiar alguém contra quem existem “acusações graves”. Um juiz de carreira não pode dizer uma besteira dessas. O problema é apoiar alguém em seu ato criminoso, se existem condenações graves, e não apenas acusações cujas provas estão por serem validadas.

Dá para levar esse sujeito a sério? Não dá, né?

(JornaldoPaís)

Palmeiras contrata Michel Bastos por dois anos – sem gastar nada. Meio-campista chega sem custos ao alviverde, uma vez que fechou um acordo com o São Paulo para deixar o clube também de graça

FUTEBOL
No último dia do ano, o Palmeiras confirmou a contratação do meio-campista Michel Bastos, que vai pular o muro. O jogador rescindiu seu contrato com o São Paulo e já se esperava que ele fosse reforçar o arquirrival, que disputará a Copa Libertadores no ano que vem e queria mais um jogador experiente para o meio-campo.

Ele chega sem custos ao Palmeiras, uma vez que chegou a um acordo com o São Paulo para deixar o clube também de graça. Michel foi alvo de protestos de torcedores organizados no CT da Barra Funda em agosto e, apesar de prometer dar a volta por cima, quase não jogou mais.

Nem ele tinha interesse em continuar no São Paulo nem o clube contava com ele para 2017. Como seu salário era dos mais altos do elenco, a diretoria tricolor e Michel Bastos acordaram uma rescisão amigável, como o jogador abrindo mão de cerca de 4 milhões de reais, entre salários e direitos de imagem. Isso permitiu a ele negociar com o Palmeiras.

Agora na Academia de Futebol, centro de treinamento vizinho ao do São Paulo, Michel Bastos assinou com o Palmeiras por dois anos, com a opção de renovação por mais um ano. Ainda não há uma data oficial para a apresentação.

Michel tem o perfil de jogador que a comissão técnica do Palmeiras procura. É um jogador “cascudo”, com talento e experiência internacional. Ele já adiantou que prefere jogar do meio para a frente, mas que pode, eventualmente, ser escalado na lateral. Na nova configuração que o Palmeiras projeta, ele poderá dividir a criação de jogadas com Guerra, venezuelano de 31 anos que foi eleito o melhor jogador da Libertadores de 2016.

Além de Guerra e Michel Bastos, o Palmeiras já contratou os meias Raphael Veiga (ex-Coritiba) e Hyoran (ex-Chapecoense) e o atacante Keno, que disputou o Brasileirão pelo Santa Cruz. Além disso, também pretende acertar com o volante Felipe Melo, da Inter de Milão.

(Com Estadão Conteúdo)

Coutinho supera Neymar e é eleito o melhor brasileiro na Europa. Atacante ficou sem o prêmio pela primeira vez desde que chegou ao Barcelona

FUTEBOL
Neymar definitivamente não teve seu melhor ano em 2016. Depois de ficar de fora do top 3 da Bola de Ouro da France Football e do prêmio de melhor do mundo da Fifa, o atacante do Barcelona também perdeu o posto de melhor jogador brasileiro no futebol europeu. O meia Philippe Coutinho, do Liverpool, foi o vencedor do Samba de Ouro de 2016, votação do site Samba Foot, em que participam jornalistas, jogadores, ex-jogadores e o público em geral.

O novo campeão Coutinho teve 32,13% dos votos, contra 27,88% de Neymar. Casemiro, do Real Madrid, recebeu 13,35% dos votos. Desde que chegou ao Barcelona, Neymar havia vencido todas as edições que disputou, em 2015 e 2015, e perdeu a chance de alcançar o zagueiro Thiago Silva, o campeão em 2011, 2012 e 2013.

Coutinho não ergueu nenhuma taça em 2016, mas foi novamente a grande referência do Liverpool, com 13 gols no ano. Ele também foi o artilheiro da seleção brasileira em 2016, com cinco gols, ao lado de Gabriel Jesus. Neymar marcou quatro.

Todos os vencedores do prêmio Samba de Ouro:

2008 – Kaká (Milan)
2009 – Luis Fabiano (Sevilla)
2010 – Maicon (Inter de Milão)
2011 – Thiago Silva (Milan)
2012 – Thiago Silva (PSG)
2013 – Thiago Silva (PSG)
2014 – Neymar (Barcelona)
2015 – Neymar (Barcelona)
2016 – Philippe Coutinho (Liverpool)

(Veja.com)

Donald Trump vem aí. E agora?. "Ele precisa construir um muro ou uma cerca. E vai ter de fazer isso quase de imediato”, disse Newt Gingrich, assessor do presidente eleito

GOVERNO TRUMP

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, toma posse no dia 20 de janeiro, mas os americanos já começam a especular sobre as primeiras ações do novo governo. Sua equipe está organizando o chamado “Projeto Primeiro Dia”, com ações que Trump deve tomar nas primeiras horas de seu mandato frente à nação mais poderosa do mundo. “Trump passará horas assinando documentos e apagando a Presidência de Obama”, declarou Stephen Moore, assessor do presidente eleito, à revista New Yorker.

“Queremos identificar talvez 25 decretos presidenciais que Trump poderia assinar em seu primeiro dia de governo”. A equipe de Trump está analisando várias opções, mas há algumas cartas na mesa que podem ser consideradas apostas fortes para o primeiro dia na Casa Branca. Com uma canetada, Trump pode renunciar ao Acordo de Paris que tenta limitar a emissão de gases de efeito estufa. Ele também pode retomar a construção do oleoduto Keystone, vetado por seu antecessor Barack Obama. Pode ainda descontinuar outro programa de Obama e vitrine dos democratas: o programa para refugiados sírios. Há ainda a possibilidade de orientar o Departamento de Comércio a peitar de frente práticas comerciais chinesas.

O muro — Tais medidas, no entanto, são todas secundárias. Analistas apostam — e o próprio Trump já disse isso — que sua primeira e mais impactante medida será algo relacionado à imigração ilegal e ao seu projeto de construir o criticado muro na fronteira dos EUA com o México. “Quem quer que tenha entrado ilegalmente no país está sujeito a deportação”, disse ele em Phoenix, em agosto, sobre suas ações “nas primeiras horas” depois de assumir a presidência.

Durante a campanha, Trump enfatizou tanto a proposta do muro que muitos de seus eleitores se sentirão traídos se ele não levar o projeto adiante. “Ele precisa construir um muro ou uma cerca. E vai ter de fazer isso quase de imediato”, disse Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara e assessor do presidente eleito. As estimativas para a construção do muro de mais de 1.600 quilômetros de extensão variam de 25 a até mais 100 bilhões de dólares (de 82,2 a 329 bilhões de reais). A vontade de Trump de fazer o México pagar pela construção do muro é evidentemente apenas uma bravata, inviável no mundo real.

Por isso, a opção mais barata é uma estrutura de aço e de painéis pré-moldados de concreto de uma altura entre 10 e 15 metros, e com uma profundidade suficiente para evitar a construção de túneis. “Não existe escada que supere isso”, disse Trump durante a campanha, em um comentário algo ingênuo. O muro completo, porém, dificilmente sairá do papel. Além de muito impopular — mesmo entre os republicanos —, o projeto é muito caro e de eficácia contestada. Sairia mais barato e seria mais efetivo investir em patrulhas fronteiriças, ou fomentar o desenvolvimento do norte do México para criar empregos por lá e evitar as imigrações ilegais. Há quem diga que o muro de Trump vai ser reduzido a uma pequena e simbólica extensão da cerca já existente na fronteira, financiada pelo governo federal em 2006, com o apoio de 26 senadores democratas, entre eles a então senadora pelo Estado de Nova York, Hillary Clinton.

As principais propostas de Donald Trump

Economia
Ao contrário de Clinton, o plano de impostos de Trump reduz tarifas para a toda a população, inclusive para os mais ricos. O republicano também promete cortar os impostos corporativos de 35% para 15%. “Meu corte de impostos será o maior desde Ronald Reagan e tenho muito orgulho disso”


Emprego
Seu plano para diminuir o desemprego está diretamente ligado ao corte de impostos, fator que define como principal para criar postos de trabalho. Não pretende aumentar o salário mínimo e defende que os Estados tenham liberdade para o fazer, se assim desejarem. Sobre a licença maternidade, apoia a ausência paga de seis semanas apenas para mães. “Vou ser o maior presidente criador de empregos que Deus já fez. Vou trazer os nossos empregos e o nosso dinheiro de volta”


Comércio
Com políticas protecionistas, Trump se opõe a acordos internacionais de livre comércio, como o Tratado Transpacífico (TTP), e quer renegociar o Tratado Americano de Livre Comércio (NAFTA). Também promete uma “guerra econômica” contra a China, país que acusa de realizar “comércio desleal” contra os EUA e manipular sua moeda. Por isso, planeja maiores tarifas em importações de serviços e bens do gigante asiático. ”Quando Donald Trump for presidente, a China irá notar que a América está de volta na liderança dos negócios globais e que seus anos de manipulação e trapaça acabaram”


Política externa
Trump quer uma relação mais próxima com a Rússia e já elogiou o presidente Vladimir Putin, razão para críticas dos democratas. Inclusive, discorda que o país esteja envolvido no vazmanto de e-mails democratas. Também considera repensar o papel na OTAN, que acredita estar “custando caro” para os EUA, e pretende renegociar o acordo nuclear com o Irã. O republicano concorda com o fim do embargo à Cuba, mas diz que Obama deveria ter negociado um acordo melhor. “Eu acredito que um alívio das tensões e melhoria nas relações com a Rússia é absolutamente possível. Alguns dizem que os russos não serão coerentes. Pretendo descobrir”


Síria e o Estado Islâmico
Trump propõe maiores gastos com o exército e insiste que não irá mostrar um plano detalhado de combate ao EI, pois isso entregaria o ‘elemento surpresa’ de sua estratégia aos extremistas. Entre os poucos planos divulgados está bombardear postos de petróleo controlados pelo grupo e trabalhar em uma estratégia conjunta com outros países, inclusive a Rússia. Também é contrário a receber um número maior de refugiados nos EUA, uma proposta de Hillary. “O crescimento do EI é resultado direto de decisões políticas feitas pelo presidente Obama e a secretária Clinton”


Imigração
A principal proposta de Trump é a construção de um muro na fronteira com o México, pago pelo país vizinho. Também promete uma força-tarefa para expulsar os imigrantes ilegais do país, priorizando a retirada de pelo menos 5 milhões dos 11 milhões que vivem nos EUA. Planeja ainda suspender a imigração de áreas do mundo onde há um histórico comprovado de terrorismo. “Quando o México manda suas pessoas, não estão mandando o seu melhor. Enviam gente que tem muitos problemas e que trazem isso com eles. Eles estão trazendo drogas, crime, são estupradores”


Controle de armas
Menos restrições no porte de armas e maior rapidez no processo de aquisição. Também é contrário a banir armas automáticas e quer abolir áreas livres de armamento, como escolas e bases militares. Trump é, inclusive, apoiado pela NRA (Associação Nacional de Rifles), a mais importante organização de defensores da Segunda Emenda. “Eu vou colocar os criminosos atrás das grades e garantir que cidadãos que obedecem às leis tenham direito a autodefesa”


Saúde
Quer banir o Obamacare e trazer uma nova solução para o sistema de saúde, focada no princípio do livre comércio das empresas de seguros privadas. Segundo Trump, isso permite maior competição, qualidade e preços menores. “No primeiro dia da administração Trump, pediremos ao Congresso uma revogação completa do Obamacare”


Aborto
Defende que o aborto deve ser ilegal (exceto em caso de estupro, incesto ou quando a vida da mulher está em perigo) e que as mulheres devem ser punidas pelo ato. Abertamente, apontou juízes para a Suprema Corte que seguem essa linha de pensamento. “Eu sou pró-vida. Originalmente, eu era a favor da escolha, mas evoluí”


(Veja.com)

Governo venezuelano liberta opositores na véspera do Ano Novo. Entre eles está o ex-candidato à Presidência Manuel Rosales, detido em 2015 ao desembarcar no país após passar seis anos no exílio

VENEZUELA
O governo da Venezuela libertou, na véspera do Ano Novo, sete opositores presos, entre eles o ex-candidato à Presidência Manuel Rosales, o que pode reacender o congelado diálogo entre situação e oposição. “Fui libertado junto com outros presos políticos. Seguimos na luta pela libertação de todos”, escreveu no Twitter Rosales, que tinha sido detido em outubro de 2015, após voltar ao país depois de seis anos de exílio.

Rosales, de 64 anos, que enfrentou o falecido líder socialista Hugo Chávez nas eleições de 2006, tinha sido acusado em 2008 de enriquecimento ilícito quando foi governador de Zulia (oeste) em dois mandatos (2000-2008). Ele também foi prefeito da cidade de Maracaibo e deputado.

Enrique Márquez, presidente do Un Nuevo Tiempo (UNT, fundado por Rosales), confirmou à agência de notícias AFP que a libertação de Rosales e outros opositores foi debatida na mesa de diálogo, instalada em 30 de outubro passado sob os auspícios do Vaticano e da Unasul. “É resultado destes esforços. Sua liberdade é bom presságio para o resto dos presos políticos”, afirmou Márquez.

Embora a maioria dos partidos de oposição exija que se concretize uma saída eleitoral para a crise para que se possa voltar à mesa, o UNT (um dos principais) acredita que o diálogo é a forma de se conseguir a mudança política. “Há dois caminhos: o radical e o diálogo, que liberta presos e propõe uma mudança pacífica com governabilidade e estabilidade inclusiva”, disse à AFP Timoteo Zambrano, representante do UNT nas negociações.

Direção correta

No âmbito do diálogo, que dividiu a Mesa da Unidade Democrática (MUD) porque a metade dos partidos que a integram desconfiam do governo, já são 17 os opositores presos que foram libertados. No entanto, não foram soltos os dois de maior peso: Leopoldo López, condenado a quase 14 anos de prisão, acusado de incitar a violência nos protestos de 2014, e o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, em prisão domiciliar.

As conversações foram congeladas em dezembro depois que a coalizão MUD denunciou que o Executivo não cumpiu com o que foi acertado. Entre suas exigências principais está justamente a libertação de opositores presos e a solução eleitoral para a crise do país.

Após tomar conhecimento das últimas libertações, a MUD expressou, em um comunicado que “toda libertação de presos políticos é um passo na direção correta (…), no caminho de desmantelar a vingança e reconstruir a convivência”. “Transitar esse caminho é a conduta que deve ser incentivada e fortalecida”, acrescentou a aliança, afirmando que continuará lutando pela libertação de todos os opositores presos.

Fontes da MUD asseguraram à AFP que a coalizão prefere manter a “cautela” após as libertações, porque qualquer declaração “poderia por em risco mais que ajudar o restabelecimento da interlocução”.

Liberdade para todos

Alfredo Romero, diretor da ONG Fórum Penal Venezuelano, confirmou que, além de Rosales, foram soltos os opositores Skarlyn Duarte, Yeimi Varela, Nixon Leal, Angel Contreras e Gerardo Carrero. “Esperávamos as libertações, depois de conversações com o Nunciatura”, destacou Romero através da rede Periscope, ao fazer alusão a gestões recentes. Todos, menos Rosales, estavam reclusos na sede do serviço de Inteligência (Sebin), em Caracas, e foram detidos em 2014 durante os protestos que exigiam a saída do presidente Nicolás Maduro do poder.

Em seguida, a deputada Delsa Solórzano, vice-presidente do UNT, confirmou a libertação de um sétimo opositor: o polêmico editor Leocenis García, a quem o governo expropriou em 2015 seu grupo de informação Sexto Poder. Romero exigiu ao governo libertar todos os “presos políticos” e frenar a detenção de opositores, pois assegura que este ano 55 foram postos atrás das grades. “De 109 presos políticos (no total), libertaram seis, restam 103. Continuamos esperando que no transcurso do dia sejam libertadas mais pessoas”, acrescentou o diretor do Fórum Penal.

(Com AFP)

Homem mata filho, ex-mulher e mais dez pessoas em Campinas. O atirador não teria aceitado a separação da esposa, o que motivou a chacina

CRIME TERRÍVEL
Uma festa de Ano Novo terminou em tragédia na cidade de Campinas, em São Paulo. Doze pessoas foram assassinadas dentro de casa, durante uma confraternização, pouco antes da meia-noite deste sábado. Outras três pessoas foram baleadas e levadas a hospitais da região.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, um homem invadiu a casa e assassinou a ex-mulher, o filho de 8 anos e outras dez pessoas. Em seguida, o atirador se suicidou com um tiro na cabeça.

Segundo informações da Polícia Militar, o caso aconteceu na Rua Pompílio Morandi, na Vila Prost de Souza. A identidade das vítimas não foi divulgada.

Identificado apenas como Sidney, o atirador não teria aceitado a separação da esposa, o que motivou o crime. A mulher morreu ainda em casa.

Uma das pessoas que estava na festa teria conseguido fugir pulando o muro da residência e pediu ajuda a vizinhos. Das quatro pessoas resgatadas com vida pelos serviços de emergência, uma morreu a caminho do hospital.

(Com Estadão Conteúdo)

Seis vencedores vão dividir prêmio da Mega Sena da Virada. Bilhetes premiados são de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Trizidela do Vale (MA), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), e Fazenda Vila Nova (RS)

MEGA DA VIRADA
A Mega-Sena da Virada de 2016  foi sorteada na noite desta quinta-feira em São Paulo, com prêmio acumulado em pouco mais de 220 milhões de reais (5 milhões a menos do que o previsto pela Caixa Econômica Federal). Os números sorteados foram 05 – 11 – 22 – 24 – 51 – 53 e seis vencedores dividirão o prêmio de exatos R$ 220.948.549,30. 

Os vencedores acertaram todas as seis dezenas. Os bilhetes premiados são de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Trizidela do Vale (MA), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), e Fazenda Vila Nova (RS). Cada um dos ganhadores receberá R$ 36.824.758,22 – a aposta de Campo Grande foi um bolão de dez cotas e, por isso, cada participante vai receber 3,6 milhões de reais.

Pela quarta vez desde que foi criada, em 2009, a Mega da Virada pagou um prêmio menor do que o oferecido na edição anterior. No ano passado, o valor ultrapassou os 246 milhões de reais.

A Mega-Sena da Virada não acumula: se ninguém acertar as seis dezenas, o valor é dividido entre as pessoas que acertarem cinco dezenas (quina). A probabilidade de um apostador acertar as seis dezenas é uma em 50 milhões.

O valor do jogo variava de acordo com a quantidade de números escolhidos. A aposta mínima, para quem joga seis números, custava 3,50 reais. O valor aumentava para cada número escolhido. Para jogar 15 números, o máximo possível, o valor da aposta era de 17.517,50 reais.

(Veja.com)

Eduardo Cunha: fala que a Polícia Federal te escuta. Preso indócil e já notório pelas confusões que causa no cárcere, Eduardo Cunha sinaliza que pode negociar sua delação premiada com a Polícia Federal 

LAVA JATO
Preso há quase oitenta dias, o ex-depu­tado Eduardo Cunha se prepara para soltar a língua. Mas, a julgar por conversas recentes que teve com seus advogados, não está disposto a negociar sua delação com a Procuradoria-Ge­ral da República. Cunha estuda propor um acordo à Polícia Federal, como fez, por exemplo, a doleira Nelma Kodama. Até duas semanas atrás, essa opção estaria mais à mão.

Cunha passou sessenta dias na carceragem da PF em Curitiba, hóspede da cela central da galeria de número 5 e vizinho do doleiro Adir Assad e do ex-ministro petista Antonio Palocci, que dividem o mesmo cubículo. A pedido do juiz Sergio Moro, porém, foi transferido em 20 de dezembro para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Seguiu para lá a contragosto. Entre a determinação de Moro e a realização da transferência, os advogados do ex-depu­tado entraram com três recursos em instâncias superiores pedindo que seu cliente permanecesse na carceragem da PF. Entre os motivos alegados, listaram o fato de ser “vexatório” o processo de revista íntima por que passam as visitas dos presos. Os pedidos de Cunha não foram atendidos, e o ex-depu­tado se encontra agora sozinho na cela 605 do Complexo Médico-Penal (CMP). Sua mulher, Cláudia Cruz, visitou-o lá na antevéspera de Natal.

Cunha não é o que se pode chamar de um preso dócil. Na PF, quando debutou na cadeia, já havia se recusado a tirar as digitais. Dessa vez, durante o exame de corpo de delito que os presos fazem no Instituto Médico-Legal quando passam por trans­ferências, o ex-deputado resistiu à ordem de tirar a roupa para as fotos obrigatórias.

( Ullisses Campbell/Veja.com)

Os julgamentos mais esperados de 2017 na Lava Jato. Em 2016, viraram réus o ex-presidente Lula, o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-governador Sérgio Cabral, entre outros. Em 2017, as sentenças devem chegar

LAVA JATO
A Operação Lava Jato mirou – e acertou – nomes importantes da política nacional em 2016. Em Curitiba, Rio de Janeiro ou Distrito Federal, seja pelo escândalo de corrupção na Petrobras ou investigações derivadas dele, foram parar no banco dos réus pesos-pesados como o ex-presidente Lula, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci e o marqueteiro João Santana.

O juiz federal Sergio Moro e os demais magistrados de primeira instância à frente destas ações penais, a exemplo de Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, levam uma média de seis a nove meses entre o recebimento de denúncias do Ministério Público Federal e os julgamentos.

Considerando a velocidade das canetas de quem vai julgá-los, estes nomes outrora poderosos devem figurar em sentenças judiciais em 2017. Relembre na lista abaixo as acusações contra eles:

Lula

lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, réu em três ações penais

Réu em cinco ações penais na Justiça Federal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve conhecer suas primeiras sentenças judiciais em 2017. Lula foi colocado no banco dos réus pela primeira vez em julho de 2016, quando o juiz federal Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, aceitou a denúncia do Ministério Público Federal que acusa o petista de ter participado da tentativa de obstrução das investigações da Operação Lava Jato por meio da compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.  O juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba, abriu a segunda ação penal contra o ex-presidente em setembro. Neste processo, o petista é acusado dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex construído pela OAS no Guarujá (SP) e no armazenamento de seu acervo pessoal, bancado pela empreiteira. O terceiro processo contra o ex-presidente Lula foi aberto em outubro pelo juiz Vallisney Oliveira, também da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, a partir da Operação Janus. Neste caso, pesam contra Lula acusações de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de influência em contratos do BNDES que teriam favorecido a empreiteira Odebrecht. Nos dias 16 e 19 de dezembro, respectivamente, Oliveira em Moro aceitaram mais duas denúncias contra o ex-presidente, que sentou no banco dos réus da Operação Zelotes, acusado de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa, e em mais um processo da Operação Lava Jato, desta vez pelo suposto recebimento de propinas da Odebrecht.

Eduardo Cunha

Eduardo Cunha
O ex presidente da câmara dos deputados Eduardo Cunha ( PMDB ), após ser preso na Operação Lava Jato (Vagner Rosário/VEJA.com)

Preso em Curitiba desde outubro por ordem do juiz federal Sergio Moro, o ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha é acusado em três ações penais e também deve ser julgado em 2017. Cunha é réu desde outubro na Justiça Federal do Paraná pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas por supostamente ter recebido propina na compra de um campo de petróleo no Benin, na África, pela Petrobras. O dinheiro teria sido escondido em contas não declaradas pelo peemedebista no exterior. Outra ação penal contra Cunha corre no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio de Janeiro, esta por suposto recebimento de 5 milhões de dólares em propina oriundos de contratos de afretamento de navios-sonda da Samsung Heavy Industries pela Petrobras. Cunha ainda é réu em outro processo, que tramita na Justiça Federal do Distrito Federal, em que é acusado dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, prevaricação e violação de sigilo funcional em aportes de fundos de investimento administrados pela Caixa Econômica Federal, como o Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), em empresas.

Antonio Palocci

O ex-ministro Antonio Palocci (PT)
O ex-ministro Antonio Palocci, preso durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, intitulada “Omertà” (Vagner Rosário/VEJA.com)

Identificado como “Italiano” nas planilhas departamento de propinas da Odebrecht, o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci está preso em Curitiba desde o fim de setembro, se tornou réu na Lava Jato no início de novembro e deve conhecer a sentença do juiz federal Sergio Moro em 2017. A força-tarefa do Ministério Público Federal atribui a Palocci os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter recebido e intermediado ao PT pagamentos de propina da empreiteira. Um relatório da Polícia Federal mostra que, entre 2008 e o fim de 2013, foram pagos mais de 128 milhões de reais ao partido e seus agentes, incluindo o ex-ministro.

João Santana

João Santana e a esposa foram encaminhados ao IML de Curitiba para passarem por exame de corpo de delito
O marqueteiro João Santana (Vagner Rosário/VEJA.com/VEJA.com)

Preso em fevereiro de 2016 e colocado no banco dos réus da Lava Jato dois meses depois em duas ações penais, o marqueteiro João Santana ainda não foi sentenciado por Sergio Moro. Santana é acusado pelo Ministério Público Federal dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Os investigadores da Lava Jato descobriram depósitos da empreiteira Odebrecht e do lobista Zwi Skornicki, representante do estaleiro Keppel Fels, de Singapura, em uma conta não declarada mantida na Suíça pelo marqueteiro e sua mulher e sócia, Mônica Moura. Os pagamentos, num total de 7,5 milhões de dólares, foram feitos até o final do ano de 2014, ou seja, na época em que o publicitário dirigia a campanha à reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff. João Santana deixou a cadeia em agosto e negocia um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato.

Sérgio Cabral

Sérgio Cabral é transferido para Curitiba
O ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, preso na operação Calicute (Vagner Rosário/VEJA.com)

Preso na Operação Calicute, desmembramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral é o mais recente peixe grande a ser colocado no extenso banco dos réus da Lava Jato e também deve terminar 2017 com pelo menos uma sentença na primeira instância. O juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos processos da operação no Rio de Janeiro, aceitou no início de dezembro a denúncia do Ministério Público Federal contra Cabral pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O peemedebista é acusado pelos procuradores de ter liderado um esquema de corrupção que desviou 224 milhões de reais de contratos públicos do estado do Rio com as empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia.

José Dirceu

4 - Ex-tudo José Dirceu
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, preso na Operação Lava Jato (Rodolfo Buhrer/Reuters/Reuters)

Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão no mensalão e a mais 20 anos e 10 meses no petrolão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu deve receber outra sentença judicial em 2017. Dirceu, que está preso em Curitiba desde agosto de 2015, é réu em outro processo na Lava Jato, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no suposto recebimento de propina em contratos do setor de compras da Petrobras. Segundo o Ministério Público Federal, a Apolo Tubulars e a Confab, fornecedoras com 5 bilhões de reais em contratos com a estatal, pagaram propina de mais de 40 milhões de reais para “prosperarem” na petrolífera. Parte do dinheiro sujo teria sido destinada ao petista. A ação penal em que José Dirceu é réu está na fase de alegações finais, ou seja, a última oportunidade para acusação e defesa exporem seus argumentos ao juiz Moro.

Sobe para 39 o número de mortos em ataque a boate em Istambul. Segundo autoridades turcas, o atirador entrou vestido de Papai Noel na boate e fugiu após o ataque

NA TURQUIA
Trinta e nove pessoas, entre elas ao menos 15 estrangeiros, morreram no ataque de um homem armado fantasiado de Papai Noel em uma discoteca de Istambul, na Turquia, na noite de sábado. Centenas de pessoas comemoravam a chegada do Ano Novo no local.

Outras 65 pessoas ficaram feridas, quatro delas com gravidade, depois que um ou mais atiradores abriram fogo contra a multidão que estava na boate, localizada em frente ao estreito de Bósforo. O ministro turco do Interior, Suleyman Soylu, tratou o episódio como um “atentado terrorista” e declarou que pelo menos um atirador fugiu e que é procurado.

“As operações de busca ao terrorista ainda estão em curso. Espero que seja capturado rapidamente”, afirmou. Segundo ele, 20 vítimas foram identificadas, das quais 15 são estrangeiras e cinco turcas.

De acordo com a emissora local NTV, várias das 700 a 800 pessoas que estavam na boate se atiraram nas águas geladas do Bósforo para escapar dos tiros. Inicialmente, a imprensa local falava em três atiradores, porém, segundo Soylu, a hipótese atual é de o que homem agiu sozinho.

O ataque marca um início de 2017 sangrento para a Turquia, um país que foi sacudido em 2016 por vários atentados mortais, atribuídos aos extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) e aos rebeldes curdos. Antes de entrar e abrir fogo na boate, muito frequentada por estrangeiros e localizada na parte ocidental de Istambul, o atirador matou um policial e um civil que estavam em frente à discoteca, informou o governador da cidade, Vasip Sahin.

“Uns pisoteavam os outros”

“É um ataque terrorista”, insistiu Sahin em coletiva de imprensa. “De uma forma selvagem e implacável, metralhou as pessoas que simplesmente vieram celebrar o Ano Novo”, declarou o governador. As autoridades tinham anunciado a mobilização de 17 mil policiais em Istambul para as festividades do Ano Novo. Além disso, informaram que alguns policiais estariam fantasiados de Papai Noel para detectar qualquer anomalia entre a multidão.

“Justo no momento que nos instalávamos perto da entrada, houve muita poeira e fumaça. Soaram tiros. Ao ouvi-los, muitas moças desmaiaram”, contou à AFP o jogador de futebol Sefa Boydas. “Disseram 35 ou 40 mortos, mas provavelmente são mais porque à medida que eu avançava, algumas pessoas pisoteavam as outras”, continuou.

“Começo de 2017 trágico”

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, lamentou no Twitter um “começo de 2017 trágico com um ataque em Istambul”. Já a embaixada americana advertiu seus cidadãos de que grupos extremistas continuam com seus “esforços agressivos de realizar ataques em áreas onde os cidadãos americanos e expatriados vivem ou visitam”.

(Com AFP)