segunda-feira, 1 de maio de 2017
Trajetória de Belchior: do sucesso nos anos 70 ao sumiço nos 2000.As várias fases e principais músicas dos 42 anos de carreira do cantor e compositor cearense no cenário da MPBM
TRAGETÓRIA

Vanuza e Belchior cantam juntos no programa Jovens Tardes da TV Globo, em 2002 (Renato Rocha Miranda/TV Globo)





Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, que morreu neste sábado aos 70 anos, era apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior – do Ceará, da cidade de Sobral – quando abandonou a faculdade de Medicina no quarto ano e o Nordeste para tentar a carreira na música. Era 1971, cinco anos antes de sua grande obra-prima, o LP Alucinação, ganhar as paradas. O destino foi o Rio de Janeiro.

Vanuza e Belchior cantam juntos no programa Jovens Tardes da TV Globo, em 2002 (Renato Rocha Miranda/TV Globo)





Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, que morreu neste sábado aos 70 anos, era apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior – do Ceará, da cidade de Sobral – quando abandonou a faculdade de Medicina no quarto ano e o Nordeste para tentar a carreira na música. Era 1971, cinco anos antes de sua grande obra-prima, o LP Alucinação, ganhar as paradas. O destino foi o Rio de Janeiro.
Os anos que antecederam à aventura já eram marcados pela música. Entre 1965 e 1970 participou de alguns festivais. Pouco antes de largar tudo e rumar para o Rio, trabalhava em um programa de TV que apresentou a nova geração da música cearense. Ficou pouco tempo em terras cariocas e seguiu para São Paulo para encontrar o sucesso.
Com a canção Mucuripe, já em 1972, começou a mostrar sua cara e sua música, como compositor, em uma parceria com o também cearense Fagner. A faixa foi gravada na voz de Elis Regina. Dois anos depois, se lançou como cantor. O primeiro LP trazia músicas como Na Hora do Almoço, A Palo Seco e Todo Sujo de Batom, em uma época em que Belchior ainda não havia atingido os grandes palcos e suas apresentações aconteciam em escolas, teatros e até penitenciárias.
O primeiro LP não vingou, mas Alucinação, de 1976, consolidou sua carreira. A coletânea contava com as marcantes Velha Roupa Colorida, Apenas um Rapaz Latino-Americano e Como Nossos Pais, outro grande sucesso eternizado por Elis, desta vez regravado depois pela cantora.
Belchior já gritava desesperadamente em português e algumas de suas letras mostravam a angústia que o compositor demonstraria anos mais tarde, quando resolveu jogar tudo para o alto e sumir do mapa. Mesmo assim, ainda atingiu o topo das paradas nos anos 1970 e 1980 com composições como Galos, Noites e Quintais (regravada por Jair Rodrigues), Paralelas (lançada por Vanusa) e Comentário a Respeito de John, uma homenagem para o beatle John Lennon.
Auto-Retrato, de 1999, foi o último CD lançado por Belchior. As polêmicas, os problemas financeiros e a reclusão marcaram as últimas duas décadas da vida do artista. Não estava interessado em nenhuma teoria, nenhuma fantasia, nem no algo mais. Abandonou o casamento de 35 anos com Ângela Margareth Henman Belchior no final de 2006 para viver com a artista Edna Prometheu(nome utilizado por Edna Assunção de Araújo), que conheceu um ano antes.
O cantor estava afundado em dívidas e simplesmente foi embora. Abandonou o flat onde morava com a mulher e os dois filhos, além de dois carros – um ficou no Aeroporto de Congonhas e o outro em um estacionamento próximo à antiga residência. Dois anos antes, já não aparecia mais publicamente, nem sequer fazia shows. Tornou-se um foragido da polícia pela falta de pagamento de pensão alimentícia à Ângela e uma outra mulher, com quem teve um filho fora do casamento.
Uma reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, em agosto de 2009, encontrou Belchior em San Gregorio de Palanco, no Uruguai, e revelou alguns de seus passos durante o período no anonimato. O compositor negou que estivesse desaparecido e não quis falar sobre os problemas financeiros, além de afirmar que continuava vivendo em São Paulo e prometer um novo CD só com músicas inéditas, que nunca ganhou vida. Andanças pelo Sul do Brasil e mais dívidas acumuladas em cada lugar que passou ao lado de Edna marcaram seus últimos anos.
A fuga trouxe fama ao cantor na internet e suas músicas passaram a ser ainda mais procuradas em sites como YouTube e Spotify. Nada que trouxesse Belchior de volta aos holofotes. Morreu neste sábado, dia 29 de abril, aos 70 anos, em Santa Cruz do Rio Grande do Sul. A causa ainda não foi revelada.
(Alexandre Senechal/Veja.com.br)
Desabamento de prédio deixa 20 mortos na Colômbia. Equipes de emergência retiraram 41 pessoas dos escombros, 16 delas com ferimentos graves
COLÔMBIA

Equipes de resgate procuram corpos de pessoas após o desabamento de um edifício em Cartagena, Colômbia (Orlando Gonzalez/Reuters)
Vinte pessoas morreram no desabamento de um edifício residencial na cidade de Cartagena (norte do país), informou o prefeito, Manolo Duque, em um post publicado neste sábado no Twitter, após uma operação de resgate que já leva dois dias.

Equipes de resgate procuram corpos de pessoas após o desabamento de um edifício em Cartagena, Colômbia (Orlando Gonzalez/Reuters)
Vinte pessoas morreram no desabamento de um edifício residencial na cidade de Cartagena (norte do país), informou o prefeito, Manolo Duque, em um post publicado neste sábado no Twitter, após uma operação de resgate que já leva dois dias.
A tragédia aconteceu na quinta-feira, quando o edifício de seis andares desabou por razões que estão sendo investigadas, informou a Cruz Vermelha.
Equipes de emergência retiraram 41 pessoas dos escombros, 16 delas com ferimentos graves.
O prefeito informou que até agora foram identificados 12 dos 20 mortos. Uma missa era celebrada neste sábado em memória dos falecidos.
(Com AFP)
Com falha bizarra, Flamengo abre vantagem sobre Flu na final. O atacante Everton aproveitou o furo do zagueiro Renato Chaves para garantir a vitória dos rubro-negros por 1 a 0
CAMPEONATO CARIOCA

Éverton comemora gol do Flamengo contra o Fluminense, no primeiro jogo da final do Campeonato Carioca, no Maracanã (Celso Pupo /Fotoarena/Folhapress)
Com falha decisiva do zagueiro Renato Chaves, o Flamengo venceu na tarde deste domingo o Fluminense por 1 a 0, no Estádio do Maracanã, no primeiro jogo da final do Campeonato Carioca. Aos 33 minutos do primeiro tempo, o zagueiro Renato Chaves se atrapalhou com bola respingada na área de defesa e tentou afastar, mas o jogador acabou furando a bola, de forma bizarra, sobrando para o atacante Everton, que, livre de marcação, aproveitou a deixa para finalizar no canto direito do goleiro Cavalieri.
Daqui uma semana, um empate garantirá o 34º título do torneio regional ao time rubro-negro. Para o Fluminense sair vitorioso deverá fazer dois gols de diferença – caso vença por um de diferença, a decisão vai para os pênaltis. A última vez que fizeram a final do Campeonato Carioca foi em 1995. Naquela ocasião, o Fluminense ganhou por 3 a 2 – o gol decisivo, marcado de barriga por Renato Gaúcho, até hoje é lembrado pela torcida tricolor.
(Veja.com.br)

Éverton comemora gol do Flamengo contra o Fluminense, no primeiro jogo da final do Campeonato Carioca, no Maracanã (Celso Pupo /Fotoarena/Folhapress)
Com falha decisiva do zagueiro Renato Chaves, o Flamengo venceu na tarde deste domingo o Fluminense por 1 a 0, no Estádio do Maracanã, no primeiro jogo da final do Campeonato Carioca. Aos 33 minutos do primeiro tempo, o zagueiro Renato Chaves se atrapalhou com bola respingada na área de defesa e tentou afastar, mas o jogador acabou furando a bola, de forma bizarra, sobrando para o atacante Everton, que, livre de marcação, aproveitou a deixa para finalizar no canto direito do goleiro Cavalieri.
Renato Chaves falha e Éverton aproveita o presente.
Fluminense 0-1 Flamengo
Daqui uma semana, um empate garantirá o 34º título do torneio regional ao time rubro-negro. Para o Fluminense sair vitorioso deverá fazer dois gols de diferença – caso vença por um de diferença, a decisão vai para os pênaltis. A última vez que fizeram a final do Campeonato Carioca foi em 1995. Naquela ocasião, o Fluminense ganhou por 3 a 2 – o gol decisivo, marcado de barriga por Renato Gaúcho, até hoje é lembrado pela torcida tricolor.
(Veja.com.br)
Corinthians goleia Ponte e vai para Itaquera com título na mão. A equipe da capital paulista venceu o time campineiro por 3 a 0 fora de casa com dois gols de Rodriguinho e um de Jadson
CAMPEONATO PAULISTA

Rodriguinho comemora seu gol, o primeiro do Corinthians durante o jogo contra Ponte Preta, em Campinas (Ricardo Moreira /Fotoarena/Folhapress)

Rodriguinho comemora seu gol, o primeiro do Corinthians durante o jogo contra Ponte Preta, em Campinas (Ricardo Moreira /Fotoarena/Folhapress)
Em clima de nostalgia pela repetição das finais históricas de 1977 e 1979, o Corinthians garantiu neste domingo vitória de 3 a 0 sobre a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista. Com dois gols de Rodriguinho e um de Jadson, a equipe comandada por Fábio Carille jogará na Arena Itaquera, no próximo domingo, o jogo decisivo com a vantagem sobre o time campineiro, que terá de fazer no mínimo três gols de diferença para levar a partida para os pênaltis e manter a chance de ganhar o seu primeiro título em 117 anos de história.
O Corinthians, ao contrário de outras partidas em que ficou no campo de defesa esperando o contra-ataque, teve postura diferente desta vez, pelo menos no começo do primeiro tempo. Pressionou a Ponte Preta, com boa movimentação ofensiva, e, aos 17 minutos, fez o primeiro gol, com troca de passes entre Romero e Jô, que deixou Rodriguinho em ótimas condições para finalizar. O alto rendimento dos corintianos não durou muito e a Ponte começou a ter a posse de bola a partir dos 20 minutos, com algumas investidas ao ataque mas sem maiores problemas para o goleiro Cássio.
No segundo tempo, o Corinthians matou a partida. Aos 13 minutos, Rodriguinho fez jogada individual, passou por dois marcadores, e tocou para Jadson no canto direito da grande área para chutar e fazer o segundo gol. A Ponte teve em seguida duas oportunidades para empatar a partida, com Clayson e William Pottker, mas ambas foram desperdiçadas. Aos 34 minutos, Rodriguinho, o melhor jogador em campo, apareceu mais uma vez para fazer o terceiro gol do Corinthians e decretar a vitória, em jogada que começou com uma cobrança de lateral e acabou sobrando para o meia empurrar para a meta do goleiro Aranha.
Histórico
Há 40 anos, o duelo entre Corinthians e Ponte Preta, na final de 1977 – primeiro encontro dos times em uma final de campeonato – é um dos momentos mais icônicos do futebol brasileiro e, para os corintianos, talvez o mais emblemático por ter quebrado o jejum de 23 anos sem títulos – o último havia sido o Paulista de 1954. Na época, a final do Campeonato Paulista era decidida em três jogos – todos realizados no estádio do Morumbi naquele torneio.
O Corinthians venceu o primeiro por 1 a 0, perdeu o segundo por 2 a 1, de virada, e o terceiro ficaria efetivamente na memória com o fatídico gol de Basílio, em um bate e rebate na área, que garantiu a vitória por 1 a 0 ao Corinthians e o título do Paulista de 1977. Vale lembrar que a Ponte Preta era favorita na época por ter um elenco de peso formado por jogadores como Oscar, Polozzi e Dicá. A euforia pelo fim da seca foi tanta que a torcida repetiu a cena da classificação à final do Brasileirão do ano anterior, quando o Corinthians venceu o Fluminense nos pênaltis, em pleno Maracanã, e os alvinegros invadiram o gramado para festejar a ida à decisão.
No Campeonato Paulista de 1979, deu Corinthians novamente. Com os reforços de Sócrates e Biro-Biro, que depois virariam ídolos do clube, a equipe da capital venceu o primeiro jogo por 1 a 0, o segundo ficou empatado em 0 a 0 e o terceiro mais uma vitória corintiana por 2 a 0.
(Veja.com.br)
Padrasto de Joaquim foi achado após se gabar de driblar a polícia. Criminoso foi localizado por produtor do Fantástico depois de contar a um amigo americano que teria cometido um assassinato e escapado da justiça
PRESO

O padrasto de Joaquim, Guilherme Raymo Ponte, é preso neste domingo (10), após policiais encontrarem o corpo do menino Joaquim Ponte, de 3 anos, desaparecido desde terça-feira (5), no Rio Pardo, na zona rural de Barretos (SP) (Alfredo Risk/Futura Press/VEJA)

O padrasto de Joaquim, Guilherme Raymo Ponte, é preso neste domingo (10), após policiais encontrarem o corpo do menino Joaquim Ponte, de 3 anos, desaparecido desde terça-feira (5), no Rio Pardo, na zona rural de Barretos (SP) (Alfredo Risk/Futura Press/VEJA)
Acusado pela morte do enteado Joaquim Ponte Marques, de apenas 3 anos, em 2013, Guilherme Raymo Longo foi preso na última quinta-feira em Barcelona, na Espanha, pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Desaparecido há 7 meses, Longo foi encontrado depois de contar a um americano que havia cometido um assassinato em 2013 e vangloriar-se de ter escapado da polícia. O americano contou o caso a uma amiga brasileira, que mora no Chile e não quis se identificar. Ela reconheceu Longo e entrou em contato com o advogado de Arthur Paes, pai do menino.
Com base nas informações compartilhadas pela brasileira, o produtor do Fantástico, Evando Siqueira, conseguiu rastrear os passos de Longo e descobriu seu paradeiro em Barcelona, como mostrou o programa neste domingo. Longo tirou um passaporte no final de 2016 com o nome falso de Gustavo Triani e fugiu para o Uruguai, de onde embarcou para Espanha. Siqueira esteve no alberque em que ele se hospedou no começo do mês e teve acesso à copia de seu passaporte, documento obrigatório para fazer o check-in, que mostrou que o homem que se apresentava como Gustavo era mesmo Longo.
Apesar de já não estar mais hospedado no albergue, o suspeito deixou no local pistas que levaram a sua captura. Longo havia comentado que estava procurando emprego e indicou os bares e restaurantes que frequentava. Em um deles, deixou seu currículo, com um número de telefone para contato. Além disso, Longo tinha uma página na rede social Facebook com sua identidade falsa e participava de um grupo online de brasileiros em Barcelona. A produção do Fantástico marcou por mensagem um encontro oferendo emprego e alertou as autoridades.
Longo está preso no complexo penitenciário de Barcelona e deve ser encaminhado ao presídio de Tremembé, no interior paulista, onde aguardará pelo julgamento, ainda sem data definida. Denunciado por homicídio triplamente qualificado, sua pena pode chegar a 30 anos de prisão. Seu advogado nega o envolvimento de Longo na morte do enteado.
O crime
Segundo as investigações, Joaquim foi vítima de uma dose excessiva de insulina, aplicada pelo padrasto em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Joaquim era diabético e dependia da medicação. Após a morte do menino, Longo teria jogado o corpo no córrego Tanquinho, localizado a cerca de 200 metros de onde moravam e, de lá, ele teria sido levado pela correnteza até o rio Pardo, em Barretos, interior paulista.
O crime, que aconteceu em novembro de 2013, teve grande repercussão e o padrasto e a mãe da criança, a psicóloga Natália Ponte, chegaram a ser presos. Longo, que inicialmente negava o crime, confessou o assassinato do garoto em entrevista à TV Record. Em seguida, desmentiu e alegou ter inventado a história porque teria ganhado dinheiro para conceder a entrevista. Entretanto, em outra reviravolta antes da fuga, deixou uma carta na qual novamente deu a entender que teria matado o enteado.
Em 2016, Longo conseguiu liberdade provisória e desapareceu. O pai biológico do menino, Arthur Paes, passou a fazer campanha para localizar o assassino do filho e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) ofereceu recompensa de até 50 mil reais a quem desse informações.
Ainda não se sabe como Longo conseguiu tirar um passaporte verdadeiro, nem quem teria financiado sua viagem. Em nota ao Fantástico, seu primo disse que seu nome foi usado indevidamente e que nunca emprestou nenhum documento.
(Veja.com.br)
Só crime no mandato será alvo de cassação, diz Rodrigo Maia. Presidente da Câmara afirma em entrevista a jornal que, pela tradição do Conselho de Ética, delitos ocorridos antes de 2015 não serão considerados
BRASIL: POLÍTICA

O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) presidente da Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) presidente da Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que os parlamentares só devem responder a processos no Conselho de Ética na Casa se os crimes apontados nas investigações tiverem sido cometidos no atual mandato. “O que está acontecendo na Câmara desde 2015 e desde antes é que, por exemplo, o Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara, cassado em setembro) apenas respondeu a processo no Conselho de Ética porque mentiu no mandato. Então, há uma jurisprudência”, afirmou ao jornal O Estado de S.Paulo em entrevista publicada na edição desta segunda-feira.
Nos inquéritos autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, a maior parte dos crimes descritos por delatores da empreiteira Odebrecht são anteriores a 2015, início da atual legislatura da Câmara.
Na entrevista, Maia ainda criticou o Judiciário e o Ministério Público pelo que chamou de excessos na Lava Jato. Para ele, o sigilo das delações da Odebrecht deveria ter sido levantado de forma gradual e somente quando as denúncias fossem apresentadas ao Supremo.
O presidente da Câmara, no entanto, disse que não pretende acelerar a tramitação do projeto que endurece penas por abuso
de autoridade, já aprovado no Senado. Para ele, “talvez não seja o momento” de votá-lo.
de autoridade, já aprovado no Senado. Para ele, “talvez não seja o momento” de votá-lo.
(Veja.com.br)
Eike Batista é solto e vai cumprir prisão domiciliar no Rio. O empresário é réu na Justiça Federal do Rio por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa
LIBERADO

Eike Batista chega à sede da Polícia Federal no Rio para prestar depoimento em janeiro de 2017 (Ueslei Marcelino/Reuters)
O empresário Eike Batista, preso no fim de janeiro na Operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato, foi solto na manhã de hoje (30) e já está em casa no Jardim Botânico, na zona sul do Rio de Janeiro. O empresário é réu na Justiça Federal do Rio por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Na sexta-feira (28), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes mandou soltar o empresário. No sábado (29), o juiz federal de plantão, Gustavo Arruda Macedo, do 16º Juizado Especial Federal do Rio de Janeiro, determinou a prisão domiciliar de Eike, que deve obedecer a nove medidas cautelares, entre as quais afastar-se da direção das empresas envolvidas, em especial as do Grupo X, e não manter contato com qualquer pessoa que seja ré ou investigada no processo que tramita na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro ou em outros processos relacionados à Lava Jato.
Segundo as investigações, Eike teria repassado 16,5 milhões de dólares em propina ao então governador do Rio, Sérgio Cabral, por meio de contratos fraudulentos com o escritório de advocacia da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo, e uma ação fraudulenta que simulava a venda de uma mina de ouro, por intermédio de um banco no Panamá. Em depoimento na Polícia Federal, Eike confirmou o pagamento para tentar conseguir vantagens para as empresas do grupo EBX, presididas por ele.

Mansão de Eike Batista onde ele vai cumprir prisão domiciliar (Reprodução/TV Globo)
(Com Agência Brasil)
Temer: Com ou sem protesto, o Brasil continuará a trabalhar. Presidente esteve em São Paulo para a cerimônia oficial de corte de fita da Japan House, espaço dedicado a mostrar a cultura japonesa do século XXI
REFORMAS

O presidente Michel Temer durante inauguração da Casa Japão (Marcos Corrêa/PR)
Com protestos ou não, Brasil continuará a trabalhar, afirmou o presidente Michel Temer neste domingo, em referência à greve geral da última sexta-feira. A declaração foi dada em discurso na cerimônia oficial de corte de fita da Japan House, espaço dedicado a mostrar a cultura japonesa do século XXI, em São Paulo. Também participaram da cerimônia o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e o ministro da Cultura, Roberto Freire. O governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito da capital, João Doria (PSDB), também estiveram presentes, assim como o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Kentaro Sonoura, e do cônsul-geral do Japão, Takahiro Nakamae.

O presidente Michel Temer durante inauguração da Casa Japão (Marcos Corrêa/PR)
Com protestos ou não, Brasil continuará a trabalhar, afirmou o presidente Michel Temer neste domingo, em referência à greve geral da última sexta-feira. A declaração foi dada em discurso na cerimônia oficial de corte de fita da Japan House, espaço dedicado a mostrar a cultura japonesa do século XXI, em São Paulo. Também participaram da cerimônia o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e o ministro da Cultura, Roberto Freire. O governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito da capital, João Doria (PSDB), também estiveram presentes, assim como o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Kentaro Sonoura, e do cônsul-geral do Japão, Takahiro Nakamae.
Temer disse que explicou ao vice-primeiro-ministro japonês, em reunião bilateral logo antes da inauguração, as reformas que seu governo está tentando aprovar, sobretudo a trabalhista. “As reformas fundamentais geram, em primeiro momento, incompreensões, contestações, que fazem parte da democracia plena que vivemos no nosso País. Mas as instituições aqui funcionam com toda regularidade e o povo brasileiro é otimista. Por isso, nós dizemos, aconteça o que acontecer, haja ou não protestos, o Brasil continuará a trabalhar”, afirmou o presidente.
Temer ainda disse que essa mensagem era direcionada aos investidores estrangeiros, especialmente aos japoneses, com objetivo de dar tranquilidade a eles. “Estamos desobstruindo os problemas da economia e eliminando o desemprego”, completou.
Segundo ele, a Japan House aproximará cada vez mais os brasileiros e os japoneses na cultura e nos negócios. Durante o discurso Temer, também exaltou os costumes e tradições japonesas e disse que, apesar de espaço ficar na cidade de São Paulo, todo o Brasil homenageia a comunidade japonesa: “É uma alegria sediar a primeira Casa do Japão do mundo”. O espaço na capital paulista é o primeiro projeto desse tipo a ser inaugurado, mas há iniciativas similares em Londres e Los Angeles
(Com Estadão Conteúdo)
João Santana: ‘Dilma sofre de amnésia moral.’ Marqueteiro do PT confirmou que a ex-presidente tinha conhecimento sobre o recebimento ilegal feito pela Odebrecht
LAVA JATO

O marqueteiro João Santana e Dilma Rousseff durante a campanha de 2014: fazendo o diabo (Ivan Pacheco/VEJA.com)
Dilma Rousseff (PT) realmente tinha conhecimento sobre o uso de caixa 2 em suas duas campanhas eleitorais para a presidência. É a versão confirmada por João Santana em depoimento sigiloso à Justiça Eleitoral, de acordo com o jornalO Estado de S. Paulo. O publicitário também revelou que a ex-presidente não sabia detalhes sobre os pagamentos, mas se sentia “chantageada” por Marcelo Odebrecht, responsável por turbinar ilegalmente a chapa de Dilma nas corridas presidenciais de 2010 e 2014.
“Infelizmente, sabia”, confessou Santana. “Infelizmente porque, ao me dar confiança de tratar esse assunto, isso reforçou uma espécie de amnésia moral, que envolve todos os políticos brasileiros. Isso aumentou um sentimento de impunidade”, concluiu.
Este esquecimento citado pelo ex-marqueteiro do PT teria impedido Dilma de fazer qualquer tipo de pressão para barrar um acordo internacional entre autoridades do Ministério Público do Brasil e a Suíça, apesar de ter sido avisada que sua situação poderia se complicar. Nem mesmo as ditas chantagens de Marcelo Odebrecht fizeram a ex-presidente mudar de ideia, segundo Santana.
O ministro Herman Benjamin avaliou a confissão como um fato novo e isso pode complicar a chapa Dilma-Temer no julgamento sobre abuso de poder político e econômico nas últimas eleições. João Santana foi uma das últimas testemunhas ouvidas e o processo deve ser retomado na segunda quinzena de maio.
(Veja.com.br)
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