terça-feira, 1 de janeiro de 2019

'Espero fazer meu melhor nesse momento histórico do Rio de Janeiro', diz Wilson Witzel. Ex-juiz toma posse do Governo do Rio na manhã desta terça-feira

GOVERNO DO RIO DE JANEIRO
 Wilson Witzel toma posse do Governo do Rio
 Wilson Witzel toma posse do Governo do Rio - Estefan Radovicz / Agencia O Dia

Rio - Wilson Witzel chegou à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para tomar posse como governador do Rio por volta das 8h40 desta terça-feira. O ex-juiz, eleito pelo PSC, contou com um forte esquema de segurança e estava acompanhado pelo vice, Claudio Castro, e pela mulher, Helena Witzel. 
"A expectativa é de fazer o melhor possível. É um governo histórico de renovação política do Rio de Janeiro", disse rapidamente Witzel ao chegar para a cerimônia, que foi breve, já que o governador pretende acompanhar a posse do presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.
"Tomo posse hoje como governador do Estado do Rio de Janeiro, graças ao desejo de mudança da população. Meu primeiro agradecimento é ao povo", disse o ex-juiz em seu primeiro discurso no cargo.

 
 O governador Witzel toma posse, na ALERJ e promete combate ao tráfico e à corrupção e dar credibilidade a investidores no RJ - Luciano Belford/Agência O Dia


O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, falou sobre a expectativa para a gestão de Witzel. "A expectativa é grande, de que eu e ele juntos possamos chegar ao Bolsonaro em Brasília e negociar as nossas dívidas. Isso é fundamental para o Rio de Janeiro", disse. Crivella também espera que Jair Bolsonaro ajude a economia voltar a crescer e contenha a violência.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também comentou a expectativa para o governo de Witzel. "Transformar o Rio em um estado seguro, capaz de atrair empresas e gerar empregos". 
Como o governador quer acompanhar a posse de Bolsonaro, a transmissão do cargo e a posse do secretariado vão acontecer apenas na quarta-feira, no Palácio da Guanabara, na Zona Sul do Rio.

 
 O governador Witzel toma posse, na ALERJ e promete combate ao tráfico e à corrupção e dar credibilidade a investidores no RJ - Luciano Belford/Agência O Dia

A cerimônia de posse estava marcada para às 8h30, mas começou por volta das 9h. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano, fez a abertura oficial, chamando o governador eleito e seu vice para a Mesa Diretora da Alerj. Em seguida, foi executado o Hino Nacional. A Banda Sinfônica dos Fuzileiros Navais foi a responsável apresentação do Hino. Este foi um pedido de Wilson Witzel, que é ex-fuzileiro naval. Ao final da execução do hino, aconteceram a leitura e a assinatura do termo de posse do governador e do vice-governador.
Witzel, então, fez seu primeiro discurso como governador do Estado. O ex-juiz agradeceu o desejo de renovação do eleitorado fluminense e a presença dos deputados Rodrigo Maia, do prefeito Marcelo Crivella e de todas as autoridades presentes. 

 
 O governador Witzel toma posse, na ALERJ e promete combate ao tráfico e à corrupção e dar credibilidade a investidores no RJ. Na foto acima o Prefeito Marcelo Crivella e o Cardeal Orani Joao Tempesta. . - Luciano Belford/Agência O Dia

A cerimônia foi encerrada com a execução do Hino do Estado do Rio de Janeiro. Ainda nesta manhã, Wilson Witzel seguirá para a Base Aérea do Galeão, onde embarcará ao lado de Rodrigo Maia no avião da Força Aérea Brasileira rumo a posse de Bolsonaro em Brasília.
Na quarta-feira, Francisco Dornelles, o governador em exercício do Rio, realizará a transmissão do cargo no Palácio da Guanabara. 


(Por O Dia) 

Atriz Etty Fraser morre aos 87 anos em São Paulo. Atriz atuou em novelas como 'Sassaricando' e 'Torre de Babel'

LUTO NA TV
 Etty Fraser nos bastidores de sua última novela, o remake de 'Uma Rosa Com Amor', do SBT, em 2010
 Etty Fraser nos bastidores de sua última novela, o remake de 'Uma Rosa Com Amor', do SBT, em 2010 - Divulgação

São Paulo - A atriz Etty Fraser, de 87 anos, morreu nesta segunda-feira, em São Paulo. A informação foi confirmada pelo ator Odilon Wagner, que dirigiu a peça "A Última Sessão", um dos últimos trabalhos da veterana no teatro. 

A atriz estava internada no Hospital São Luiz desde o último final de semana. Etty Fraser teve uma trombose e não resistiu. "A querida amiga e atriz maravilhosa Etty Fraser nos deixou hoje. Ela sempre foi uma fonte de alegria para todos os que tiveram a oportunidade de conviver com ela. Que seja abençoada! Viva Etty", escreveu Odilon Wagner nas redes sociais. 

O velório acontece desde às 10h desta terça-feira, no cemitério do Araçá, em São Paulo. A atriz será cremada na Vila Alpina, na quarta. 

Betty Fraser se destacou no teatro, mas também atuou em novelas como "Beto Rockefeller", "O machão", "Sassaricando" e "Torre de Babel". A veterana estava afastada das telinhas desde 2010, quando atuou no remake de "Uma Rosa Com Amor", do SBT.  


(Por O Dia) 

Imprensa internacional compara Bolsonaro a Donald Trump. Futuro governo do presidente eleito é tema dos principais veículos de imprensa do mundo nesta terça-feira

NOVO GOVERNO
 Jornal francês Le Monde colocou destaque uma fotografia em que Bolsonaro está com o chapéu que ganhou de cantores sertanejos durante almoço em Brasília. A reportagem menciona as semelhanças entre Trump e o o presidente eleito
 Jornal francês Le Monde colocou destaque uma fotografia em que Bolsonaro está com o chapéu que ganhou de cantores sertanejos durante almoço em Brasília. A reportagem menciona as semelhanças entre Trump e o o presidente eleito - José Cruz/Agência Brasil

Brasília - O futuro governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, é tema dos principais veículos de imprensa do mundo nesta terça-feira. Muitos deles comparam o brasileiro ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também destacam as diferenças entre Bolsonaro e os antecessores, assim como os desafios que terá de enfrentar, do combate à violência à corrupção.

O jornal norte-americano Washington Post publica uma foto de perfil do presidente eleito com o semblante compenetrado. Na reportagem, associam as semelhantes entre Bolsonaro e Trump e relembram uma antiga frase do presidente eleito: "Trump é um exemplo para mim".

O francês Le Monde põem em destaque uma fotografia em que Bolsonaro está com o chapéu que ganhou de cantores sertanejos durante almoço em Brasília. A reportagem, a exemplo do Washington Post, menciona as semelhanças entre Trump e o o presidente eleito. No Le Monde, há menção à análise feita por Steve Bannon, aliado de Trump, que destacou as virtudes de Bolsonaro.

A RTP, emissora pública de televisão de Portugal, a foto de destaque é uma imagem do Congresso Nacional. O título resume: “Bolsonaro toma posse. Nova era no Brasil”. Também cita que os brasileiros clamam por mais segurança e que as dificuldades econômicas imperam. Destaca a presença do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, na cerimônia.

Na Tass, agência estatal de notícias da Rússia, o destaque é para a comitiva russa que representará o presidente Vladimir Putin. O presidente da Duma (Câmara dos Deputados da Rússia), Vyacheslav Volodin, estará na cerimônia de posse com um grupo de parlamentares.

O ABC Color, um dos principais jornais do Paraguai, ressalta que o presidente paraguaio, Abdo Benítez, pegará uma carona no avião do presidente do Chile, Sebastián Piñera, na viagem até Brasília. Ambos aproveitarão o tempo para realizar a primeira reunião bilateral.

O argentino La Nación traz uma fotografia de Bolsonaro sorrindo e fazendo o sinal de positivo. A reportagem informa que Brasil, México e Estados Unidos os “três gigantes americanos” estarão governados por líderes que “abraçam o nacionalismo”. O texto menciona um “triunvirato”.


 (Por Agência Brasil)

Bolsonaro ratifica promessas de campanha antes de assumir a presidência. Nesta terça, ele será proclamado o 38º presidente do Brasil, em meio a um impressionante dispositivo de segurança

NOVO GOVERNO
 Jair Bolsonaro
 Jair Bolsonaro - Fábio Rodrigues / Agência Brasil

Brasília - Um Jair Bolsonaro decidido a satisfazer o eleitorado conservador assume nesta terça-feira a presidência brasileira, em meio a rígidas medidas de segurança. Depois de prometer liberar a posse de armas por decreto no sábado, o militar da reserva de 63 anos, declarou nesta segunda-feira, em outro tuíte, guerra contra o "lixo marxista" que, segundo ele, explica a baixa qualidade da educação no Brasil.

"Uma das metas para tirarmos o Brasil das piores posições nos rankings de educação do mundo é combater o lixo marxista que se instalou nas instituições de ensino", escreveu. Na última entrevista à TV antes do final do ano, à rede Record, Bolsonaro se comprometeu a reduzir a presença do Estado para dinamizar a economia brasileira.

"Vamos desburocratizar o máximo possível. Fazer uma limpa (...) Vamos tirar todo o peso do Estado de cima de quem produz. Isso vale para todas as áreas".

Bolsonaro, que sobreviveu em setembro a um atentado com faca realizado por um ex-militante de esquerda, expressou em 10 de dezembro, ante o STF, sua vontade de superar a polarizada campanha eleitoral para se transformar no "presidente dos 210 milhões de brasileiros (...) sem distinção de origem, raça, sexo, cor ou religião".

Nesta terça, ele será proclamado o 38º presidente do Brasil, em meio a um impressionante dispositivo de segurança. "A festa está pronta. Será segura, será a coroação de um processo democrático que teve inicio em 7 de outubro", afirmou, no domingo, Sérgio Etchegoyen, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da presidência após o ensaio geral da cerimônia de posse.

Figurantes simularam o trajeto que Bolsonaro e sua esposa Michelle farão pela Esplanada dos Ministérios. É uma incógnita ainda se desfilarão no Rolls Royce utilizado para as posses presidenciais.

O percurso vai da Catedral ao Congresso - onde tomará posse formalmente - e ao Palácio do Planalto, para a transferência da faixa presidencial com o atual presidente, Michel Temer. À noite, haverá uma recepção no Palácio do Itamaraty.

A cerimônia, para a qual são esperadas de 250.000 a 500.000 pessoas, estará vigiada por um sistema antimísseis, aviões de combate e um rigoroso controle em terra.

A operação também cuidará da segurança dos chefes de Estado e autoridades estrangeiras que comparecerão à festa, como o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

O público terá de passar por pelo menos quatro postos de controle e detectores de metais instalados em lugares aleatórios. Também foram impostas restrições de circulação aos jornalistas que cobrirão o evento.

Apesar de haver previsão de chuva, os guarda-chuvas não serão permitidos, tampouco carrinhos de bebê, mochilas, bolsas ou máscaras.

Garrafas de água, animais, objetos cortantes, produtos inflamáveis, fogos de artifício e laser também estão proibidos.


(Por AFP) 

Governadores eleitos assumem pela manhã para ir à posse de Bolsonaro. Nesta manhã, nove governadores assumiram os cargos, no Distrito Federal, em Goiás, Minas Gerais, no Pará, Paraná, Rio de Janeiro, em Rondônia, São Paulo e no Tocantins

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 Wilson Witzel é empossado em cerimônia breve no Rio de Janeiro
 Wilson Witzel é empossado em cerimônia breve no Rio de Janeiro - Estefan Radovicz / Agencia O Dia

Rio - Nove governadores tomam posse na manhã desta terça-feira. Após a cerimônia, muitos deles irão à Brasília para a posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro. 

No Rio de Janeiro, Wilson Witzel, do PSC, chegou à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) às 8h40, e tomou posse por volta das 9h, em cerimônia breve. Para acompanhar a posse de Bolsonaro, o governador deixou a transmissão do cargo e a posse do secretariado para a quarta-feira.

Também tomaram posse João Doria (PSDB), em São Paulo; Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais; Ronaldo Caiado (DEM), em Goiás; Ibaneis Rocha (MDB), no Distrito Federal; Ratinho Junior (PSD), no Paraná e Coronel Marcos Rocha (PSL), em Rondônia. Eles devem ir à posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, em Brasília. Além deles, os governadores de Tocantins e Pará tomam posse na manhã desta terça-feira.

O governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), foi o primeiro a tomar posse, já à meia-noite e meia.

No total, 17 governadores tomam posse na tarde desta terça-feira: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

(* Com informações da Agência Brasil)

Público já está na Praça dos Três Poderes para posse de Bolsonaro. No local, as pessoas poderão acompanhar o primeiro pronunciamento à nação de Jair Bolsonaro, após receber a faixa presidencial

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 Populares aguardam a cerimônia de posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, na Praça dos Três Poderes
 Populares aguardam a cerimônia de posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, na Praça dos Três Poderes - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília - Público já está se concentrando em frente ao Palácio no Planalto. Os populares estão na Praça dos Três Poderes. A maioria vestido com camisas verde e amarela e com bandeiras do Brasil. No local, as pessoas poderão acompanhar o primeiro pronunciamento à nação de Jair Bolsonaro, após receber a faixa presidencial.

A cerimônia está marcada para o início da tarde desta terça-feira, com atos no Congresso Nacional, no Palácio do Planalto e no Itamaraty. Acompanhado da primeira-dama Michelle Bolsonaro, o presidente eleito deixará a Granja do Torto, por volta das 14h10, seguindo para a Catedral de Brasília, na Esplanada dos Ministérios, onde se encontrará com o vice-presidente Hamilton Mourão.

Na Catedral, acontece a troca de carros e se inicia o deslocamento dos dois casais, em veículos separados, até o Congresso Nacional. No trajeto, que deve durar cerca de 10 minutos, a comitiva presidencial é acompanhada por policiais a pé, por batedores da Polícia do Exército e pelo 1º Regimento de Cavalaria de Guardas - Dragões da Independência.

A sessão solene de posse de Bolsonaro será aberta às 15h, pelo presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB-CE). Nesta sessão, Bolsonaro assume o compromisso de "manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil".

O juramento é seguido do primeiro discurso de Bolsonaro como 38º presidente do Brasil. Parlamentares e convidados participam da solenidade que deve durar cerca de 45 minutos e acontece no plenário da Câmara dos Deputados. Na saída do Congresso, Bolsonaro acompanhará a execução do Hino Nacional, a salva de 21 tiros de canhão e a exibição da Esquadrilha da Fumaça, bem como passará em revista às tropas.

Bolsonaro e Mourão, acompanhados das respectivas esposas, subirão a rampa do Palácio do Planalto por volta das 16h20. Serão recebidos pelo presidente Michel Temer e pela primeira-dama Marcela Temer. Todos seguirão para o parlatório. Depois de passar a faixa presidencial, Temer e a primeira-dama se despedem do Palácio do Planalto.

Já com a faixa presidencial, Bolsonaro se dirigirá à nação, em um pronunciamento de aproximadamente 30 minutos, que será acompanhado pelo público presente na Praça dos Três Poderes. Após o discurso, o presidente vai para o Salão Nobre onde receberá os cumprimentos dos convidados e dará posse aos 22 ministros. O ato é seguido da fotografia oficial. A partir das 18h30, o casal Bolsonaro receberá os convidados em um coquetel no Palácio Itamaraty.

Mais de 2,6 mil policiais militares trabalharão na região, junto com agentes do Exército, Polícia Federal, Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e Detran.


(Por Agência Brasil) 

Bolsonaro puxa a orelha dos filhos: ‘A campanha acabou’. Bronca do Papai

FAMÍLIA PRESIDENCIAL
 Jair Bolsonaro e filhos
 Família Bolsonaro (Antonio Milena/VEJA)

Bolsonaro finalmente chamou a atenção de sua prole. Contrariado com as declarações a favor da pena de morte e ataques dos herdeiros a aliados, fez um alerta ao trio: “A campanha acabou. Está na hora de governar”.


(por:Maurício Lima/Radar)

O primeiro grande teste internacional de Jair Bolsonaro. No dia 23 de janeiro, ele falará na plenária principal de Davos

AOS OLHOS DO MUNDO
 

Davos será o primeiro grande teste internacional de Jair Bolsonaro. No dia 23 de janeiro, ele falará na plenária principal para 1 000 pessoas (a mesma onde ano passado Donald Trump discursou). Na manhã seguinte, terá encontros de 20 minutos com chefes de estado e presidentes de corporação.


(por:Maurício Lima/Radar)

Em posse, Doria defende ‘nova política’ e reforça apoio a Bolsonaro. O governador fez um compromisso formal prometendo respeitar a Constituição Federal e a Constituição do Estado

SÃO PAULO
 

João Doria (PSDB) é oficialmente governador de São Paulo. Ele foi empossado no cargo na manhã desta terça-feira, 1º, pela Assembleia Legislativa do Estado, em cerimônia de posse no Palácio 9 de Julho. Os deputados paulistas também deram posse ao vice-governador eleito, Rodrigo Garcia (DEM). Os dois fizeram um compromisso formal prometendo respeitar a Constituição Federal e a Constituição do Estado.

Em seu discurso, Doria declarou que governará com uma “nova política”, se comprometeu a doar o próprio salário a instituições de caridade – reforçando uma promessa de campanha – e defendeu a diminuição do papel do estado.

“Os brasileiros de São Paulo foram às urnas para confiar a todos nós, homens públicos do nosso querido estado, uma missão pelos próximos quatro anos: a missão de renovar a política. Temos o desafio de atender esse sentimento de que o Brasil, de fato, mudou. Conveniências pessoais não podem estar acima do interesse popular. O recado das urnas foi claro: não há mais espaço para governos dos políticos. A velha política, das mordomias, do cabide de empregos, da troca de favores, do desperdício do dinheiro público não cabe nesse sentimento da mudança”, disse o governador paulista.

Doria prosseguiu declarando que doará o salário de governador e viverá na própria casa, utilizando o Palácio dos Bandeirantes apenas para trabalhar, como forma de economizar recursos. O tucano, também, voltou a defender a redução do estado: “eu acredito que o melhor caminho para igualar as oportunidades é diminuindo o papel do estado e reduzindo o governo para cuidar do que é essencial para as pessoas. Enfatizo aqui o lema do fundador da escola Bauhaus de arquitetura: menos é mais. Menos governo e menos Estado, menos estatais e menos privilégios, é mais segurança, mais saúde, mais oportunidades”.

O governador reforçou, ainda, seu apoio ao presidente eleito Jair Bolsonaro, já exposto em sua campanha eleitoral. “Nosso governo não virará as costas para o Brasil. E o meu partido, o PSDB, também não vai virar as costas para o Brasil. Os partidos, como os governos, precisam de novas posições, novos compromissos, novos projetos. Vamos apoiar as iniciativas do presidente Bolsonaro que resultem no progresso do Brasil. Vamos apoiar a reforma da Previdência e o Pacto Federativo”, afirmou.


(Veja.com.br)

Sob forte esquema de segurança, Jair Bolsonaro assume a Presidência. Entre Forças Armadas, polícias e inteligência, mais de 10.000 agentes atuarão na posse do presidente eleito. Cerimônia começa às 14h45, com desfile

NOVO GOVERNO
 
 
 O presidente eleito Jair Bolsonaro, que toma posse nesta terça-feira, 1º, em Brasília (Cristiano Mariz/VEJA)

Jair Messias Bolsonaro, de 63 anos, toma posse nesta terça-feira, 1º, em Brasília, como o 38º presidente da República do Brasil. Eleito em outubro com 57 milhões de votos, após sobreviver a um atentado ainda durante o primeiro turno da campanha, o deputado federal e capitão reformado do Exército assumirá o cargo sob o mais forte esquema de segurança já visto em uma troca de guarda do Palácio do Planalto, diante de um público que pode variar de 250.000 a 500.000 pessoas.

Mais de 10.000 agentes, incluindo Forças Armadas, polícias e setor inteligência, atuarão na posse. A parte ostensiva da segurança terá cerca de 4.600 homens do Exército, 200 da Marinha, 200 da Aeronáutica, 4.700 policiais militares, incluindo cavalaria e cães farejadores, e os 46 policiais federais que não sairão de perto de Bolsonaro. Outros 300 policiais civis do Distrito Federal e agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estarão infiltrados em meio à multidão. No teto do Planalto, ficarão posicionados atiradores de elite.

A partir das 12h, duas horas antes do início da cerimônia, o espaço aéreo da capital será fechado em um raio de 7,4 quilômetros em torno da Esplanada dos Ministérios. Caças da Aeronáutica e bases de lançamento de mísseis teleguiados têm ordens para derrubar qualquer aeronave que ultrapassar o limite na região – exceção feita a um helicóptero e um drone autorizados.

O ritual de posse de Bolsonaro e do vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão (PRTB), começará às 14h45, quando está previsto o início do desfile do cortejo presidencial que levará Jair Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, além de Mourão e sua mulher, Paula, da Catedral de Brasília ao Congresso Nacional. O trajeto é tradicionalmente percorrido em cerca de cinco minutos pelo Rolls-Royce presidencial, modelo Silver Wraith. Por motivos de segurança, no entanto, pode ser que o desfile de Bolsonaro ocorra em um carro fechado.

Recebidos no Congresso pelos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e suas respectivas mulheres, Bolsonaro e Mourão serão empossados no plenário da Câmara, em uma cerimônia que começará às 15h e deve durar até as 15h45. Após a execução do Hino Nacional, uma salva de tiros e a revista de tropas, por volta das 16h25, presidente e vice seguirão para o Palácio do Planalto, onde devem chegar às 16h30.

Depois de subir a rampa do Planalto em direção ao presidente Michel Temer (MDB), Jair Bolsonaro receberá a faixa presidencial por volta das 16h40 e fará um pronunciamento à nação no parlatório do palácio, que deve durar cerca de 20 minutos. Bolsonaro, então, receberá cumprimentos de chefes de governo e de Estado e às 17h30 dará posse aos 22 ministros de seu governo, no salão nobre do Palácio do Planalto. Às 18h15 está prevista a foto oficial do primeiro escalão do gabinete do novo presidente, no salão oeste do Planalto.

A última etapa da cerimônia tem início às 18h45, com a ida do cortejo presidencial ao Palácio do Itamaraty, onde Jair Bolsonaro chegará por volta das 19h, para a recepção a chefes de Estado oferecida pelo presidente e a primeira-dama. O evento deve durar até às 21h.


(Por João Pedroso de Campos, de Brasília/Veja.com.br)