quinta-feira, 2 de maio de 2019

Deputado sindicalista quer prejudicar reforma da Previdência para não reeleger Bolsonaro

BRASIL,  POLÍTICA
 

O presidente da Força Sindical, Paulinho Pereira, afirmou que pretende prejudicar a reforma da Previdência, tão necessária para que o Brasil volte a crescer.

“O que estamos discutindo dentro do Centrão é que precisamos fazer uma reforma que não garanta a reeleição de Bolsonaro” disse ele, em pleno Dia do Trabalho.

“R$ 800 bilhões garantem, de cara, e reeleição dele. Se dermos 800 [bilhões de reais], como disse ele, significa que nos últimos 3 anos dele, há 240 bilhões ao ano para gastar. Eu acho que temos de ter em torno de 500 bilhões. 600 [bilhões de reais de economia nos próximos 10 anos] seria o limite para essa reforma.” continuou ele.

A líder do governo no Congresso, deputada federal Joice Hasselmann, foi direta no embate com o sindicalista: “Quem quer desidratar a reforma para tentar prejudicar um governo, o que me parece uma loucura, não merece o mandato que tem.”

O líder do PSDB no Senado, Roberto Rocha, também foi enfático com a razão pela qual Paulinho assume esse tipo de discurso: “Isso é um absurdo, é legislar de olho no calendário eleitoral. A única razão da zanga do Paulinho é o fim do imposto sindical”.



(Via:O Antagonista)

Justiça barra ofensiva do PT contra juíza Hardt, que substituiu Moro

BRASIL,  POLÍTICA
 

Em decisão do corregedor Ricardo Teixeira do Valle Pereira, da Justiça Federal da 4ª Região, uma reclamação disciplinar feita pelo PT contra a juíza Gabriela Hardt foi arquivada.

Gleisi Hoffmann e demais petistas ajuizaram a reclamação contra a homologação do acordo bilionário entre o MPF e a Petrobras, acordo que a própria Lava Jato suspendeu.

O problema real do PT com a juíza, foi a pena de 12 anos e 11 meses na sentença de Lula, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia.



(Via: O Antagonista)

“Não deviam entrar na frente do blindado”, diz Mujica sobre manifestantes na Venezuela

BOLIVARIANO
 

O ex-presidente uruguaio José Mujica mostrou de fato a verdadeira face da esquerda.

Mujica foi questionado sobre a situação venezuelana, onde manifestantes foram atropelados por veículos blindados a mando do ditador socialista Maduro.

Para Mujica, a solução é simples: “Os manifestantes não devem ficar em frente aos tanques”.


(Via:República de Curitiba)

Em Comunicado Oficial, PT Diz Que “Oposição Da Direita Golpista” Tenta Golpe Na Venezuela

BRASIL,  POLÍTICA
 

Um comunicado oficial do Partido dos Trabalhadores (PT) sobre a situação política da Venezuela condena o que chama “tentativa de golpe levada a cabo pela oposição da direita golpista e antichavista”. A nota é assinada pelos parlamentares Gleisi Hoffmann (PR), Humberto Costa (PE) e Paulo Pimenta (RS) – respectivamente, presidente nacional do partido e líderes da legenda no Senado e na Câmara.

Para o PT, “grupos opositores tentam há anos derrubar o governo democraticamente eleito do Partido Socialista Unido da Venezuela” e só não teriam conseguido tomar o poder graças ao apoio que a sigla e o sistema de Nicolás Maduro “têm junto às pessoas, após anos de políticas voltadas ao bem-estar da população e contrárias à exploração imperialista e das elites locais”.




(Via:News Atual)

O “amante” pressionou a OAS para contratar empresa do marido da “amante”, revela delator

BRASIL,  POLÍTICA
 

É público e notório que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva possivelmente mantinha um relacionamento amoroso com Rosemary Noronha.

Sobre o caso, a Revista IstoÉ chegou a publicar uma minuciosa matéria de capa, descrevendo a atual situação da mulher e tratando-a como ex-amante de Lula.
“As novas encrencas da ex-amante de Lula”
 
Neste início do mês de maio, uma nova nuance do relacionamento Lula e Rose é revelada.

Lula era um amante terrivelmente “canalha”, que ‘usava’ a mulher, mas ajudava o marido, utilizando para tanto o poder que detinha.

Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, afirma em sua delação premiada que o ex-presidente pressionou a construtora para que contratasse os serviços de uma empresa denominada New Talent, cujo proprietário era João Vasconcelos, o marido de Rose Noronha, o cônjuge da ‘amante’.

O relato do conteúdo da delação foi publicado pelo jornal Folha de S.Paulo.

Veja abaixo:

“O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro disse em seu acordo de delação premiada que foi pressionado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a construtora baiana contratasse a empresa do marido de Rosemary Noronha, que foi assessora especial do petista e trabalhou com ele durante décadas.

 Léo Pinheiro afirmou em sua delação que, em 2012, o executivo Ricardo Flores, então presidente da Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil), lhe pediu para que a OAS contratasse a New Talent Construtora, empresa de João Vasconcelos, marido de Rosemary Noronha, para obras da Invepar, empresa controlada pela construtora baiana. A Previ era sócia da OAS na Invepar.

O ex-presidente da OAS disse que repassou a orientação para Carlos Henrique Lemos, então superintendente da empreiteira em São Paulo. A New Talent Construtora foi contratada para as obras de duplicação da rodovia Raposo Tavares, feitas pela Cart (Concessionária Autoestrada Raposo Tavares). A Cart pertence à Invepar, que reúne os investimentos da OAS na área de transportes. Os serviços realmente foram prestados pela New Talent Construtora.

Em 2014, segundo Léo Pinheiro, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, disse a ele que a New Talent havia tido prejuízo no contrato com a OAS e por isso pediu que a construtora desse uma nova oportunidade para a empresa do marido de Rosemary Noronha.

Léo Pinheiro disse, em depoimento, que novamente conversou com o diretor Carlos Henrique Lemos para que a New Talent fosse mais uma vez contratada pela OAS. Mas a contratação demorou.

 O ex-presidente da OAS disse que em outubro de 2014, num encontro com Lula e Okamoto no Instituto Lula, ele foi pressionado pelo ex-presidente da República, que teria se mostrado profundamente irritado com a demora na contratação e disse para que esquecessem o pleito.”

 Carlos Henrique Lemos foi cobrado novamente por Léo Pinheiro, segundo a delação, sobre a nova contratação da New Talent. Em 5 de novembro de 2014, o então presidente da OAS reuniu-se com Rosemary Noronha e João Vasconcelos para garantir que as pendências seriam resolvidas.

Antes do ano chegar ao fim, a New Talent assinou contratos com a companhia baiana para realizar obras num empreendimento de revitalização da favela do Real Parque, na zona sul da capital paulista.


(Info: Jornal da Cidade Online)

Coordenador é morto a tiros por aluno na sala dos professores em Goiás. Júlio César Barroso interveio em briga de adolescente de 17 anos com professora; autor de disparos fugiu após crime e ainda não foi detido

VIOLÊNCIA
 
 O coordenador Júlio Cesar Barroso de Sousa, morto a tiros por um aluno em escola de Goiás (//Reprodução)

O coordenador de turno do Colégio Estadual Céu Azul, em Valparaíso de Goiás (GO), Júlio César Barroso, de 41 anos, morreu nesta terça-feira, 30, após ser baleado por um aluno de 17 anos. Barroso foi atingido dentro da sala dos professores da escola. O menor ainda não foi apreendido.

Segundo o delegado Rafael Abrão disse em entrevista ao Jornal Anhanguera 1, da TV Anhanguera, afiliada da TV Globo em Goiás, Júlio Cesar Barroso interveio em uma briga que o adolescente teve com uma professora no período da manhã. Ainda uniformizado, o rapaz voltou ao colégio no período da tarde, disparou contra o coordenador e fugiu após o crime.

O delegado afirmou ainda que o estudante não tinha histórico de problemas na escola e que era “quieto, mais reservado” e “nunca se envolveu em nenhum tipo de confusão”.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) lamentou a morte do funcionário e informou que Barroso chegou a ser atendido por uma equipe do Samu, mas morreu ainda na escola.

“Com imenso pesar, [a Seduc] informa que o professor Júlio foi baleado por L. R. L., de 17 anos, aluno da escola. O Serviço de Saúde (Samu) foi acionado, mas, infelizmente, o professor morreu ainda na unidade escolar. Também foram acionadas a Polícia Militar e a Policia Civil, a cargo de quem correm as investigações”, diz a nota.

A secretaria afirma ainda que está com equipes no colégio “para prestar o apoio à comunidade escolar neste momento de tristeza e perplexidade” e que “será deslocada à cidade de Valparaíso uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogo, assistente social e integrantes da Superintendência de Segurança Escolar da Seduc”.

Também em nota, a Secretaria de Segurança Pública de Goiás afirma que “todas as forças policiais já estão atuando para apreender o adolescente suspeito”.



(Por:Veja.com.br)

Juiz rejeita prescrição de crime para Paulo Preto. Operador do PSDB é investigado em esquema de R$ 100 milhões

BRASIL,  POLÍTICA
 
 Paulo Preto (Geraldo Magela/Agência Senado)

O juiz Luiz Antônio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, rejeitou pedido feito pela defesa de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, para que as acusações de corrupção e lavagem de dinheiro fossem declaradas prescritas.

Essa denúncia investiga esquemas de lavagem de capitais feitos por executivos da Odebrecht e da UTC contra a Petrobras. Ao menos R$ 100 milhões teriam sido desviados, segundo o MPF. 

Segundo os advogados, os crimes deveriam ter prescrito na metade dos 10 anos previstos em lei, já que Paulo Preto possui mais de 70 anos. 

Bonat, no entanto, afirma que houve agravamento do crime sob investigação, já que parece ter sido cometido “de forma habitual ou por intermédio de organização criminosa”.


(Por:Ernesto Neves/Radar)

Maduro participa de marcha ao lado de militares: ‘É hora de lutar’. Venezuelano pediu que soldados sejam 'leais' ao enfrentar as 'tentativas de golpe' da oposição liderada por Juan Guaidó e dos Estados Unidos

CRISE NA VENEZUELA
 
 Nicolás Maduro caminha ao lado de militares em uma base de Caracas - 02/05/2019 (Palácio Miraflores/Divulgação/Reuters)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, participou nesta quinta-feira, 2, de uma marcha ao lado de militares da Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) em Caracas. O movimento foi transmitido ao vivo em emissoras de rádio e TV e pelas redes sociais.

Aos militares, Maduro afirmou que “é hora de lutar e dar exemplo ao mundo”. O chavista também pediu que os soldados sejam “coerentes, leais e coesos” para derrotar as “tentativas de golpe” daqueles que “se vendem por dólares a Washington” e traem o país.

“Sim, estamos em combate, moral máxima nessa luta para desarmar qualquer traidor, qualquer golpista”, disse. Repetindo o slogan “sempre leal, traidores nunca”, o presidente assinalou que não deve haver medo frente à obrigação de desarmar as “conspirações da oposição” e os Estados Unidos.

| Continuamos en Marcha Militar junto a nuestros oficiales y soldados Patriotas de la . https://www.pscp.tv/w/1rmGPejYOjnJN 


O presidente convocou o protesto para celebrar o que vem chamando de “fracasso de uma tentativa de golpe de Estado” organizada pelo líder da oposição Juan Guaidó. As imagens mostram milhares de soldados no forte Tiuna, base militar em Caracas e sede do Ministério da Defesa.

Maduro prometeu levar as forças militares “a um nível mais elevado de profissionalismo e efetividade” para evitar os “poderes dissuasivos” dos Estados Unidos. “Mostrem-se para o mundo como a Força Armada Nacional de paz, democrática, constitucional, chavista e, claro, cada vez mais socialista”, disse.

O presidente discursou ao lado do ministro da Defesa, Vladimir Padrino. O militar foi acusado por John Bolton, assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, de ter negociado com Juan Guaidó a saída de Nicolás Maduro do poder, mas descumprir sua promessa de apoiar o opositor posteriormente.

Além de Padrino, Bolton afirmou que o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Maikel Moreno, e o comandante da Guarda Presidencial, Iván Hernández Dala, teriam prometido auxiliar a oposição na deposição do presidente chavista, mas voltado atrás durante as manifestações em Caracas.

 
 O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, posa para uma foto com soldados durante cerimônia em uma base militar em Caracas – 02/05/2019 (Palácio Miraflores/Divulgação/Reuters)

Na terça-feira 30, Juan Guaidó afirmou contar com grande apoio de militares desertores ao regime de Maduro e declarou que tomaria o poder, dando início a uma nova onda de protestos e confrontos entre militares e apoiadores dos diferentes lados.

O opositor convocou a população a sair às ruas todos os dias, até que a ditadura de Maduro seja deposta. Também afirmou que organizará greves escalonadas entre as diferentes categorias de trabalhadores nos próximos dias, até que “uma greve geral seja alcançada”.

Até agora, contudo, nenhum militar de alta patente declarou publicamente seu apoio a Guaidó. O diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência Militar da Venezuela (Sebin), o general Manuel Cristopher Figuera, foi preso na terça após a libertação de Leopoldo López, um dos mais conhecidos líderes da oposição venezuelana.

Figuera foi acusado pelo governo de ter jurado lealdade à oposição, mas não se pronunciou oficialmente sobre o caso antes de sua detenção.



(Com AFP)

Com Maduro na mira, bolivarianismo caminha para fim melancólico na região. Em 2010, encontro de líderes da Unasul na Argentina reunia Lula, Kirchner, Mujica, Chávez, Evo e Correa e estampava o domínio esquerdista na América do Sul

EM QUEDA
 Alan García, Cristina Kirchner, Evo Morales, Fernando Lugo, Hugo Chávez, José Mujica, Lula, Néstor Kirchner e Rafael Correa
 Do alto à esquerda, no sentido horário: Alan García, Cristina Kirchner, Evo Morales, Fernando Lugo, Hugo Chávez, José Mujica, Lula, Néstor Kirchner e Rafael Correa (Folhapress; Getty Images; AFP/Divulgação)

No dia 4 de maio de 2010, em Los Cardales, na Argentina (foto abaixo), um encontro de cúpula da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) reuniu a maioria dos presidentes do subcontinente que chegaram ao poder na onda de esquerda que varreu a região.

A onda popularizou a expressão bolivarianismo, uma referência a Simón Bolívar (1783-1830), um dos principais lutadores pela independência da América espanhola, popularizada pelo venezuelano Hugo Chávez, que abriu a série de vitórias de esquerda na região ao chegar ao poder em 1999.

O bolivarianismo é uma ideologia política baseada principalmente no discurso anti-imperialista, na busca da união dos países sul-americanos e de um programa de fundo marxista que buscava o que se chamava de “socialismo do século XXI”.

A reunião em Los Cardales era para dar posse ao primeiro secretário-geral da Unasul, o ex-presidente argentino Néstor Kirchner, ele também um dos pioneiros no movimento de esquerda que tomou a região entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000.

Dos dez maiores países da América do Sul, apenas a Colômbia, com Álvaro Uribe, e o Chile, com Sebástian Piñera (que havia acabado de suceder à também esquerdista Michelle Bachelet), eram dirigidos por um presidente de outro espectro político – ambos eram considerados neoliberais e alinhados aos interesses dos Estados Unidos na região.

Na foto abaixo, estão o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o paraguaio Fernando Lugo, o boliviano Evo Morales, o equatoriano Rafael Correa, a argentina Cristina Kirchner (que sucedeu o marido, Néstor) e o uruguaio José Mujica.

 Líderes em encontro da União das Nações Sul-Americanas (Unasul)
 Líderes em encontro da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) em Los Cardales, na Argentina – 4/5/2010 (Natacha Pisarenko/AP)

Não aparece na foto, mas também estava no encontro o peruano Alan García, que era presidente de honra da Internacional Socialista e havia chegado ao poder em 2006 pelo partido Aprista, de centro-esquerda – alvejado por acusações de corrupção, em esquema envolvendo a brasileira Odebrecht, ele se matou no dia 17 de abril deste ano ao receber um mandado de prisão.

A situação política da América do Sul, no entanto, mudou radicalmente nos últimos anos, tanto que, em abril deste ano, os novos governantes de direita na região (Jair Bolsonaro, entre eles), enterram a Unasul, considerada de viés esquerdista, e a substituíram pela Prosul.

O fato é que, da derrocada petista no Brasil – com a cassação de Dilma Rousseff e a prisão de Lula – à ofensiva liderada atualmente pela oposição na Venezuela ao sucessor de Chávez, Nicolás Maduro, a esquerda retrocedeu na região.

Hoje, além da Venezuela, apenas a Bolívia – com o longevo Evo Morales, presidente do país desde 2006 – e o Uruguai, com a volta de Tabaré Vázquez ao poder (após cinco anos de José Mujica), ostentam presidentes mais alinhados à esquerda e ao discurso bolivariano. Não à toa, só Uruguai e Bolívia, entre os dez maiores países da região, não reconheceram Juan Guaidó como presidente constitucional da Venezuela.


(Por José Benedito da Silva, André Siqueira/Veja.com.br)

Ligado a evangélicos, PRB muda de nome e vira Republicanos. Partido quer se tornar versão mais moderada do bolsonarismo e do PSL, defendendo pautas conservadoras nos costumes e liberais na economia

PARTIDOS
 

 Marcos Pereira ministro

Nascido em 2005 com a finalidade de reunir políticos evangélicos oriundos de diversas legendas, o Partido Republicano Brasileiro (PRB), que teve José Alencar como vice-presidente da República durante o governo Lula, anunciou que iniciará o processo para mudança de nome, o oitavo desde o início da última legislatura, há quatro anos.

O PRB se chamará Republicanos, repetindo o movimento de retirada da expressão “Partido” ocorrida em todos os casos anteriores. Dos oito, seis passaram a ser representados apenas por uma palavra. Todas as mudanças, de nome e estatuto, precisam de aprovação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Com o movimento, o partido quer deixar para trás o histórico de aliança com a esquerda e criar um movimento independente do bolsonarismo, que é descrito como um exemplo de uma direita “radical”. As linhas de trabalho, porém, serão as mesmas de Jair Bolsonaro na campanha vencedora do ano passado: os Republicanos serão conservadores nos costumes e liberais na economia. A diferença, dizem, é que o discurso será menos extremado e haverá mais convicção no liberalismo.
Os principais nomes do PRB, hoje, são o vice-presidente da Câmara Marcos Pereira, presidente nacional da legenda, e o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, ambos religiosos licenciados da Igreja Universal. Diferenciar-se de outras siglas que militam no campo conservador especialmente do PSL de Bolsonaro, atende a uma estratégia: a sigla já mira em 2022.

O plano é aumentar o número de prefeitos e vereadores no ano que vem de forma significativa para, se possível, ter um nome competitivo na próxima disputa presidencial. “Não mudaremos só de nome. Mudaremos de postura. Estamos preparando o partido agora para os próximos 15 e 20 anos”, diz o deputado Marcos Pereira (SP).

O partido vem crescendo a cada eleição. Passou de 54 prefeitos em 2008 para 106 em 2016. No mesmo período, o número de vereadores saltou de 780 para 1.604. A bancada na Câmara tem hoje 31 deputados federais e é a oitava maior da Casa, à frente de legendas tradicionais como o PSDB e o DEM.

Na avaliação da cúpula, porém, para dar um salto daqui em diante seria preciso dar ideologia à sigla, que tinha um programa generalista. Isso ficou claro, segundo Pereira, já em 2016, onde a busca por um nome de fora da política apareceu nas eleições municipais, sinalizando o desgaste das siglas tradicionais.

No fim de 2017, Pereira montou então um grupo para estudar qual seria a cara do “novo PRB”. Era preciso se distanciar de siglas vistas como “fisiológicas”. Faltava identidade ao partido, que tinha histórico de participar de administrações variadas.

Mudanças

Em 2007, o Partido da Frente Liberal (PFL) sofria um intenso desgaste. Nascida de uma divisão da Arena, partido de sustentação da ditadura militar, o a legenda foi uma das responsáveis por permitir a vitória da oposição, liderada por Tancredo Neves e José Sarney, no colégio eleitoral de 1985. Pouco mais de vinte anos depois, o encolhimento do PFL era a síntese das dificuldades da oposição à direita durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A solução adotada, à época, foi a refundação do partido, que é o atual Democratas (DEM). Hoje, a legenda voltou a ocupar posições de relevância no cenário nacional, tendo, entre outros, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, e o prefeito de Salvador, ACM Neto.

No último ciclo eleitoral, a tática representou uma redução da “sopa de letras”, com uma proliferação de partidos conhecidos por uma única palavra. São os casos do PTN e PEN, partidos nanicos que se transformaram em Podemos e Patriota e lançaram as candidaturas de Alvaro Dias e Cabo Daciolo à Presidência da República em 2018. Além destes, o PTdoB virou Avante e o Partido Progressista virou Progressistas (apesar de manter a sigla PP).

Neste ano, o movimento continuou com o PPS, que foi refundado e iniciou o processo para se chamar Cidadania. Os que mudaram a nomenclatura, mas continuaram utilizando siglas, foram o PMDB, que retornou às origens e voltou a se chamar MDB e o Partido da Social-Democracia Cristã, legenda do eterno candidato José Maria Eymael, que simplificou seu nome e se tornou Democracia Cristã (DC).



(Com Estadão Conteúdo)