segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Padre Campos comemora 40 anos de sacerdócio e lança biografia. Bem-humorado, ele disse que o relacionamento entre os religiosos e os fiéis mudou bastante nas últimas décadas

HOMENAGEM

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Aos 66 anos de idade, sendo 22 deles dedicados aos serviços e aos fiéis da Paróquia de São Sebastião, no bairro do Alecrim, o padre José Freitas de Campos comemora 40 anos de sacerdócio com o lançamento de sua biografia na próxima segunda-feira (02). No dia seguinte, será celebrada missa comemorativa, às 19h30. Ordenado por Dom Nivaldo Monte em 1975, arcebispo metropolitano na época, ele relembra com detalhes como descobriu a vocação para o sacerdócio e o caminho que percorreu durante todos esses anos, até se tornar um dos párocos mais queridos da cidade.

Bem-humorado, ele disse que o relacionamento entre os religiosos e os fiéis mudou bastante nas últimas décadas e que isso possibilitou uma maior aproximação entre eles, favorecendo também uma melhor compreensão da palavra de Deus pelos católicos. Uma prova é o fato de quase não existir mais missas celebradas em Latim ou padres que vivem eternamente de batina. E que, por todo o seu trabalho à frente da Paróquia São Sebastião, feito com muita dedicação e bom humor, é muito requisitado para conselhos, audições e conversas com seus paroquianos.

“Gosto de trabalhar com humor, quebrar o gelo para deixar a vida mais leve, mais tranquila e também fazer com que as pessoas, que hoje levam uma vida tão atribulada com os desgastes do dia-a-dia, possam se sentir bem ao ouvir a palavra de Deus. Antes, a figura do padre era de um ser diferenciado, inalcançável, muitos tinham até mais poder sobre a sociedade que a própria polícia ou o prefeito da cidade, que chamamos de clericalismo e designa a tendência onde o pároco domina tudo. Mas, hoje isso mudou e temos uma igreja onde o protagonista principal é o leigo, parte essencial para a construção desta”, explicou.

Ele disse que essa mudança possibilitou ainda aos religiosos mostrarem que são seres humanos normais, com desejos e medos e que podem e devem ter uma vida semelhante aos fiéis. E disse que participa da vida social da comunidade, frequenta festas e comemorações. No entanto, explicou que só não pode frequentar ambientes relacionados a pecados, mas, por exemplo, beber socialmente é aceitável. “O que não é aceitável é se embriagar ou ter vícios, fazer coisas proibidas pecaminosas. Às vezes, as pessoas se surpreendem, mas eu explico que somos humanos como elas e que temos o direito de ter uma vida normal, claro, desde que longe do pecado”, disse

Padre Campos disse ser muito feliz e satisfeito com sua escolha de vida, feita ainda na infância e que, se tivesse que voltar no tempo, faria tudo novamente. Para ele, uma pessoa que opta por se tornar religioso deve fazer isso por vocação, por amor e com dedicação ao que se pretende fazer, para que seja semelhante a um casamento que foi cultivado com base nos ensinamentos de Deus, que não tem nada para dar errado. “Sou muito satisfeito e feliz por ter me tornado padre e não tenho dúvida alguma de que fui abençoado em minha decisão”, enfatizou.

Vocação surgiu aos dez anos
O lançamento da biografia do Padre Campos ocorrerá às 19h da próxima segunda-feira (03), no salão paroquial da Igreja de São Sebastião, na Avenida Coronel Estevam. O livro relata a infância dele, no município de Senador Elói de Souza, que na época, era chamado de Caiada de Baixo e como o filho do meio do agricultor e escrivão da polícia Renato Cezário Campos e da dona de casa e costureira Maria Jacinto de Freitas chegou a se tornar um dos párocos mais queridos da Capital.

“Ia com minha mãe às missas e eu achava muito bonito o pároco celebrando, então, dizia a ela que queria ser como aquele homem. Isso aos dez anos. Quando fiz 13, meus pais me colocaram em um seminário em Natal e passei 14 anos me preparando para ser padre. Estudei o ensino fundamental e médio, fiz vestibular e me formei em Letras, sendo professor em várias escolas de Natal. Passei três anos em São Paulo, onde fiz disciplinas de Filosofia e Teologia. Quando voltei, fui ordenado e comecei a minha vida como padre”, relatou.

No início de sua vida religiosa, ele passou pelas paróquias dos municípios de Pendências e Ipanguaçu, no Oeste, e depois foi transferido para Tangará, onde passou seis anos. De lá, foi para a Paróquia Sagrada Família, servir aos fiéis dos bairros das Rocas e Santos Reis pro oito anos. Encerrado esse ciclo, foram três anos em Roma, no Mestrado em Teologia e, ao retornar, assumiu o posto que ocupa até hoje na Igreja de São Sebastião.

Escritor e músico
Padre Campos também se revelou escritor, compositor e músico, autor de mais de 200 composições litúrgicas, ou seja, canções voltadas para as missas e celebrações eucarísticas. Gravou vários LP’s e CD’s, sendo que sua discografia começou em 1973, com a edição de “Missa das Bem Aventuranças”, contendo seis faixas. Os outros foram nos anos de 1980, 1985-1986, 1991, 1995-1997, 1999-2007.

Já entre os títulos escritos por ele, estão: “Liturgia: serviço do povo e para o povo de Deus”, “O Ministério da presidência: reflexão e sugestões pastorais”, “Equipes de liturgia e Celebração: Preparar, organizar e formar”,  a biografia de Dom José Pereira Alves, sob o nome de “O Mestre das Palarvra”, “São Sebastião: Novena Biográfica”, que cehgou a ser exposto na Feira do Livro de Frankfurt e outros.

Aumenta procura por fantasias de carnaval a 15 dias do evento. Alegorias começam a ser comercializadas e vendedores comemoram listas de peças por encomenda

CHEGOU A HORA

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Alessandra Bernardo
alessabsl@gmail.com

Faltando ainda duas semanas para o Carnaval 2015, a procura por fantasias e alegorias temáticas é grande entre os foliões natalenses. Os comerciantes que trabalham com as mercadorias específicas estão felizes com a alta demanda de clientes e comemoram o fato de já terem até listas de espera por peças encomendas. A perspectiva é que as vendas se intensifiquem nos próximos dias, com a chegada dos bailes e festas carnavalescas e sigam assim até os dias festivos.

A vendedora Ana Lúcia de Carvalho, que trabalha na feirinha instalada na Avenida Antônio Basílio, em Lagoa Nova, começou a comercializar fantasias na última sexta-feira (30) e pela quantidade de pessoas que atendeu somente ontem, acredita que o movimento irá aumentar consideravelmente nas próximas duas semanas. Ela disse que chegou a perder cliente porque não tinha a alegoria escolhida por este no momento.
“Muita gente tem aparecido aqui buscando peças específicas, como fantasias de super-heróis e heroínas conhecidas, mas as mercadorias estão chegando aos poucos, ainda não estamos com todos os modelos que iremos vender este ano aqui, para exposição. E tem cliente que precisa da vestimenta para aquele dia, para uma festa urgente, de última hora e aí, infelizmente, não temos como atendê-lo”, afirmou.

No entanto, para aqueles foliões que ainda podem esperar alguns dias, a opção é encomendar a alegoria desejada ao vendedor e aguardar a sua chegada, o que costuma ocorrer em poucos dias. “Ontem mesmo, três clientes deixaram seus pedidos, peças bem específicas como uma fantasia de Mulher Maravilha e outra de She-ra. Peças assim não são tão fáceis de serem encontradas e muitas vezes, é preciso partir para a encomenda. Isso acontece muito”, falou.

Entre as peças voltadas para adultos, é possível encontrar desde alegorias de odalisca até a representação da morte, que se constitui de roupa preta e máscaras de monstros grotescos ou fantasmas, passando por prisioneira sexy e princesas. Entre as peças masculinas, o destaque fica para personagens de revistas em quadrinhos, como o Homem de Ferro.

Roupas para bebês
No quiosque em que a vendedora Maria José Ferreira trabalha, as fantasias e acessórios para bebês e crianças são maioria entre os produtos comercializados. As peças, bastante coloridas e algumas inspiradas em personagens como a porquinha Peppa Pig, Branca de Neve, Homem-Aranha e Batman, são bastante procuradas sobretudo para festas temáticas em escolas e berçários.

“Outras que estão em bastante evidência neste ano é a de pirata e a de tartaruga ninja para meninos e da princesa Elsa, do filme Frozen, para as meninas. Temos ainda colombinas de várias cores, Homem-Aranha, Capitão América e Branca de Neve, além da bailarina da Peppa. Ontem, vieram muitas mães em busca dessas alegorias para festas escolares”, disse.

Maria José afirmou ainda que os preços das peças infantis variam entre R$ 40,00 as mais simples a até R$ 70, 00 as mais elaboradas, com mais detalhes e acessórios, a exemplo da Branca de Neve, que é composta pelo vestido e uma capa. Já as peças para adultos variam entre R$ 100,00 e R$ 120,00 de acordo com a fantasia escolhida.

“Temos também máscaras do Ben 10, do Batman e até da Galinha Pintadinha, além das coroas de princesas, tiaras e cocares de índio coloridos. Apesar de muita gente já chegar aqui com a fantasia escolhida, muitos ainda deixam para decidir após olhar o que temos em exposição. É normal acontecer isso, porque é tanta coisa bonita que as pessoas se encantam rapidamente”, afirmou.

Presos serram oito grades e usam ‘teresa’ para fugir do presídio provisório Raimundo Nonato. Pelas evidências, o diretor do presídio, Eider Brito, afirma que ação dos presos foi planejada

PLANEJAMENTO

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A direção do Presídio Provisório Raimundo Nonato Fernandes vai apurar as circunstâncias da fuga de seis presos na madrugada deste domingo (1), na zona Norte de Natal. Os detentos serraram oito grades pelo caminho e usaram uma ‘teresa’ – corda feita com pedaços de pano – para pular o muro da unidade prisional. Do lado de fora ainda foram encontradas duas camisas novas e um alicate.

Pelas evidências, o diretor do presídio, Eider Brito, afirma que ação dos presos foi planejada. “Encontramos cinco celas serradas em um dos pavilhões. As três grades que dão acesso ao corredor e quadra também estavam serradas. Na quadra, eles usaram a teresa para pular o muro”, afirma. A fuga aconteceu no Pavilhão B, onde estão encarcerados uma média de 160 homens.

De acordo com o diretor, há uma guarita a 18 metros de onde os detentos escaparam. No entanto, o diretor diz ter sido informado que houve uma pane nos refletores entre 0h e 1h, horário em que ocorreu a fuga. “O guariteiro nos disse que houve uma pane nas luzes e os quatro holofotes apagaram”, ressalta. A fuga só foi percebida por volta das 5h30, quando um agente penitenciário encontrou a corda de panos usada pelos fugitivos.

“Vamos apurar o que aconteceu. Não quero que fique impune. Podia ter saído todo mundo. Não saíram porque não quiseram”, disse o diretor.

Os fugitivos são: Iran Sérgio Barbosa Lúcio, Elias Messias de Andrade Júnior, Fredson dos Santos Figueiredo, André Luís Monteiro, Daniel Sidney de Aquino e Rodrigo do Nascimento Silva.


Fonte: Focoelho

Previsão de aumento no preço da gasolina motiva natalenses a procurar por conversão a gás natural. Diante dos constantes reajustes da gasolina, o gás natural é alternativa

TENDÊNCIA

Foto: José Aldenir
Foto: José Aldenir

Marcelo Lima
marcelolimanatal@yahoo.com.br

O reajuste do preço da gasolina a partir deste domingo já aumentou a procura por adaptação de veículos para gás natural. “A procura aumentou, mas ainda não a efetivação do serviço. As pessoas estão procurando por orçamentos, como se fosse uma preparação para mudar”, disse Gilvan Barreto, um dos sócios de uma empresa convertedora de combustível em Natal.

Antes do anúncio do aumento no preço da gasolina, a média de procura por orçamento era de um cliente ao dia na segundo Gilvan. Agora esse número, já chega a seis diariamente. Como em toda decisão, os prós e os contras para uma mudança desse porte no carro devem ser analisados caso a caso.

Para o taxista Wagner Paulo de Oliveira, de 32 anos, o uso de gás natural é uma vantagem. “Se eu fosse trabalha com gasolina, eu ia trabalhar para o posto”, disse em relação à economia.

Só a comparação bruta dos preços nas bombas já é vantajosa. Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) deste mês, o valor médio da gasolina em Natal é de R$ 3,09 a R$ 3,12. Quando questionado sobre o valor do gás, Wagner sorri e diz que paga entre R$ 1,99 a R$ 2,05 por metro cúbico (unidade de medida de venda do gás natural veicular).

Além disso, há também a economia ao trafegar. “Eu também tenho uma Dobló que roda como transporte escolar. Com gasolina, ela fazia seis quilômetros com um litro. Com gás, ela faz oito por metro cúbico dentro da cidade. E na BR, a economia é muito maior”, ressaltou.

Nos 13 anos em que é taxista, ele já trocou de carro cinco vezes, mas não acredita que o desgaste tenha acelerado em função da conversão do veículo. “Vale muito a pena. Na mão de um motorista que não faz manutenção, o carro se acaba com gás ou gasolina. E a pessoa também não corre risco de colocar gás adulterado como a gente vê aí acontecendo com a gasolina”, avaliou.

O proprietário da convertedora afirma que há uma economia garantida de pelo menos 50% na hora de abastecer e gastar o combustível. No entanto, a depender dos hábitos do motoristas e do carro, esse percentual pode chegar até a 70%. Além das vantagens individuais, o gás natural é um combustível com potencial de poluição do ar muito menor que a gasolina.

Contras

O valor médio para a conversão de um carro popular fica em torno de R$ 2.300 caso a escolha do proprietário do veículo seja por um kit de terceira geração. Na hipótese do kit de gás ser da quinta geração, o valor médio sobe para R$ 4.300 segundo Gilvan Barreto, proprietário de uma convertedora. “A diferença é que o de terceira geração é aspirado e da quinta é injetado. Esse último é mais econômico e tem o desempenho melhor”, explicou.

Uma dos primeiros argumentos que os donos de carros usam para não instalar o kit de gás no carro é a queda na potência do automóvel. Para Barreto, isso é uma lenda que se criou em torno do carro a gás, injustificada até pelo nível da tecnologia utilizada hoje nos kits de conversão.

O taxista Wagner Oliveira afirma que há diferença no desempenho do carro. “A perca é pouca, principalmente se for com esses carros de injeção. O ruim é o desgaste que dá a mais no sistema”, comentou o usuário de gás natural. Outra preocupação de quem vai converter o carro para gás é a inspeção anual obrigatório em um órgão credenciado ao Inmetro. Atualmente, a taxa para essa inspeção está em R$ 160.

Barreto também rebate as críticas de que andar com um tanque de gás no porta-malas é o mesmo que ter uma bomba-relógio. “Tem quinze anos que trabalho com a instalação de gás natural veicular e não houve nenhum sinistro desse tipo. Quando o movimento cresceu muito no país e aqui em Natal, houve alguns acidentes, mas era porque não havia sido convertido corretamente”, defendeu.

Vale lembrar que o reajuste da gasolina começa a partir deste domingo. O aumento foi anunciado na semana passada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Na verdade, ele aumentou as taxas do Pis/Confins que incidem sobre o combustível.

Mercado
De acordo com Gilvan Barreto, entre 2000 e 2003 o gás natural foi a grande alternativa diante das sucessivas altas da gasolina. Nesse período, sua empresa fazia até 100 conversões por mês. Atualmente não passa de dez. Ele acredita que a febre entre os motoristas acabou muito por conta da falta de incentivos governamentais. “No ano passado, a Potigás fez uma promoção. Deu um efeitozinho, mas precisa ser algo mais consistente. No Rio de Janeiro, por exemplo, tem um desconto no IPVA para quem tem carro a gás”, falou.

Na véspera, eleição para Presidência da ALRN está aberta e resultado é imprevisível. Ricardo Motta e Ezequiel Ferreira são principais nomes em disputa. Deputados acreditam em resultado apertado

EXPECTATIVA

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Equilíbrio. Essa é a palavra que deverá dar o tom da eleição para a presidência da Assembleia Legislativa, marcada para a tarde deste domingo, logo após a posse dos parlamentares que vão fazer parte da nova legislatura que se inicia. O atual presidente Ricardo Motta (PROS), candidato a reeleição, e Ezequiel Ferreira (PMDB), tentando unir a oposição em torno de si, são os principais nomes na disputa que, baseada nas últimas informações, estaria totalmente aberta, sendo impossível apontar um vencedor.

Isso porque, inicialmente favorito, o presidente Ricardo Motta não teria percebido o crescimento do deputado Ezequiel Ferreira, que conta, hoje, com o apoio de parte da base aliada do governador Robinson Faria (PSD), como os deputados Galeno Torquato (PSD) e Gustavo Carvalho (PROS) e do vice-governador Fábio Dantas (PC do B). O vice não tem poder de voto, mas ainda exerceria grande influência entre os parlamentares pelo fato de ser ex-deputado.

Além disso, Ezequiel também teria sido favorecido pelo posicionamento do governador Robinson Faria, que estaria – segundo o líder do Governo na Assembleia, o deputado José Dias (PSD) – ao lado de Ricardo Motta, mas não declarou, oficialmente, esse posicionamento, deixando os deputados da base aliada livres para escolher o melhor nome para a Presidência da Assembleia Legislativa.

É importante lembrar que, agora, polarizada entre dois nomes, a eleição para a presidência da Assembleia começou tão logo os eleitos para a nova legislatura foram definidos. Ricardo Motta sempre foi candidato a reeleição e saiu da disputa eleitoral de outubro último fortalecido por ter sido o deputado mais votado, com a marca de 80 mil votos. Contra ele, as opções eram Galeno Torquato, que também teve expressiva votação, Gustavo Carvalho, Álvaro Dias (PMDB), José Adécio (DEM) e Ezequiel Ferreira.

Galeno perdeu força por estar em seu primeiro mandato. José Adécio, afastado com o retorno de Dibson Nasser (PSDB) a Assembleia, também. Gustavo Carvalho e Álvaro Dias seguiram como principal nome de oposição a reeleição do atual presidente mas, nesta reta final, acabaram perdendo fôlego para Ezequiel Ferreira, que conseguiu a declaração do apoio de parte da base de Robinson.

É importante ressaltar que de todos os que foram cogitados como candidatos, o único que assumiu o interesse em disputar a presidência da Assembleia foi Álvaro Dias. Nem Ricardo Motta, levado para a posição naturalmente devido à condição de atual presidente, afirmou em momento algum da disputa que iria disputar a reeleição.

UNIÃO
Na véspera da disputa, vale ressaltar, os deputados ouvidos pel’O Jornal de Hoje ressaltaram que o importante era não haver a divisão da Assembleia Legislativa. As declarações foram conseqüência da situação financeira difícil pela qual atravessa do Rio Grande do Norte, que exige uma união de esforço em torno de um objetivo comum: tirar o Estado da crise.

“Espero que a eleição seja tranquila e que não represente uma divisão na Assembleia, porque o que menos precisamos nesse momento é de uma divisão. Precisamos, agora, é unir esforços para ajudar o Estado”, afirmou o deputado Kelps Lima (SDD). “Eu ainda espero uma eleição de consenso para manter tranquilo o clima da Assembleia. Precisamos hoje é de união para trabalhar em conjunto pelo Rio Grande do Norte”, acrescentou o parlamentar Hermano Morais (PMDB).

Neste domingo, os 24 deputados eleitos no dia 5 de outubro de 2014 tomam posse para a 61ª legislatura. A Sessão Preparatória está marcada para as 16h, no Palácio José Augusto, sede da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Na mesma data os parlamentares elegem a nova Mesa Diretora da AL para o biênio 2015-2016.

Pela primeira vez não haverá recesso entre a sessão preparatória e o início dos trabalhos legislativos. De acordo com o texto atualizado da Constituição Estadual, “a Assembleia Legislativa reunir-se-á, anualmente, na Capital do Estado, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro”.

Dos 24 eleitos, 15 foram reconduzidos para mais quatro anos de mandato na ALRN: Agnelo Alves (PDT), Ezequiel Ferreira (PMDB), Fernando Mineiro (PT), George Soares (PR), Getúlio Rêgo (DEM), Gustavo Carvalho (PROS), Gustavo Fernandes (PMDB), Hermano Morais (PMDB), José Dias (PSD), Kelps Lima (PS), Márcia Maia (PSB), Nélter Queiroz (PMDB), Raimundo Fernandes (PROS), Ricardo Motta (PROS) e Tomba Farias (PSB).

Os nove deputados novatos são: Albert Dickson (PROS), Álvaro Dias (PMDB), Carlos Augusto Maia (PT do B), Cristiane Dantas (PC do B), Dison Lisboa (PSD), Galeno Torquato (PSD), Jacó Jácome (PMN), José Adécio (DEM) e Souza (PHS).

José Dias: “Governador não faz campanha para ninguém, mas sugere o voto em Ricardo Motta”
O governador Robinson Faria (PSD) não está fazendo campanha, não está declarando voto publicamente mas, quem o procura pedindo uma orientação sobre a eleição para a presidência da Assembleia, ouve dele a indicação de apoio a reeleição de Ricardo Motta (PROS). E quem revela essa situação é o líder do governo na Casa Legislativa, o deputado José Dias (PSD), em contato com O Jornal de Hoje na manhã deste sábado, véspera da votação.

Inclusive, segundo José Dias, na noite desta sexta-feira, ele levou o deputado Fernando Mineiro (PT) ao encontro de Robinson Faria e assistiu, mais uma vez, a sugestão de voto em Ricardo Motta. “Robinson está cumprindo, exatamente, o que foi estabelecido em um encontro com Ricardo Motta ocorrido na Governadoria, porque o presidente viabilizou a votação de projetos importantes, sem os quais a travessia do governo atual seria num deserto pior que o que Moisés enfrentou no Egito”, comparou José Dias.

A conversa entre Ricardo Motta e Robinson foi intermediada pelo próprio José Dias. A data não foi revelada pelo líder do governo, mas teria sido antes da votação do empréstimo de R$ 850 milhões, que permitirá a gestão atual ter recursos para contrapartidas e obras importantes, como a terceira ponte sobre o Rio Potengi. “No encontro, o governador falou sobre a importância da aprovação das matérias e ouviu o apoio de Ricardo Motta, ciente de que era importante essa união em torno da melhoria do Rio Grande do Norte”, narrou Dias.

Nesse mesmo encontro, Ricardo Motta e Robinson Faria também teriam conversado sobre a eleição da Assembleia. Ricardo não teria pedido o apoio e ouviu do governador a promessa de que não iria para a imprensa declarar apoio e não pediria voto publicamente, mas os deputados que o procurassem para pedir sugestão, ouviriam dele a indicação para apoiar a reeleição de Ricardo Motta, pelo comprometimento que ele demonstrou com o Rio Grande do Norte.

“Robinson Faria tem feito, exatamente, o que prometeu. É um homem de palavra e é isto que está fazendo, nada mais e nada menos. Se alguém fala que ele está fazendo algo fora isso para esta eleição, é fofoca. Eu, inclusive, posso garantir que ele está cumprindo a palavra porque já testemunhei isso em duas reuniões ocorridas na minha casa”, afirmou José Dias, confirmando que uma dessas reuniões ocorreu na noite de sexta-feira, com Fernando Mineiro, quando Robinson voltou a sugerir o voto em Ricardo.

APOIO
Antes desse acerto, José Dias contou que já havia decidido apoiar a reeleição de Ricardo Motta e, por isso, tentou intermediar o diálogo entre os dois. “A conversa inicial com Ricardo foi feita por mim, não houve qualquer contato com Robinson. Fiz isso pelo empenho demonstrado por Ricardo em ajudar o Rio Grande do Norte quando houve a unificação dos fundos previdenciários”, relembrou Dias.

Segundo o líder do governo, apesar de uma matéria polêmica, a unificação foi fundamental para evitar que os servidores do Estado ficassem sem salários e o governo já iniciasse com uma dívida milionária que precisaria ser quitada em poucos dias. “Não havia outra solução que não fosse a unificação dos fundos. A situação do Estado e dos servidores ficaria muito pior se isso não fosse feito. Não teriam o salário de dezembro e o de janeiro, período de muitos pagamentos para servidores, estaria ameaçado. Foi necessário uma união de forças em torno disso e o presidente Ricardo Motta contribuiu muito e sou testemunha”, relembrou José Dias.

Sem valorização, vários policiais da Lei Seca pedem ao tenente Styvenson para sair. Equipe do tenente Styvenson Valentim agora ficou reduzida a apenas 10 homens em Natal

MUITA PRESSÃO

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Durante o mês de janeiro, muitos boatos davam conta de que o tenente PM Styvenson Valentim, responsável pelas blitzen da Lei Seca no Rio Grande do Norte, seria afastado do cargo. Porém, ele “ressurgiu” na madrugada do ultimo, sábado (31), com abordagens no bairro de Capim Macio. Em entrevista a’O Jornal de Hoje, Styvenson lamentou que a falta de valorização está fazendo o trabalho ficar cada dia mais difícil.

Antes, com 14 militares, sendo dois tenentes, um cabo e 11 soldados, agora a equipe ficou reduzida a apenas 10 homens. “Quatro membros da minha equipe vieram me pedir para sair. Querem voltar ao serviço normal. Já estávamos em uma situação complicada com uma equipe reduzida; agora, vai ficar mais difícil ainda”.

Os motivos para a saída dos policiais são os mais variados, mas todos estão relacionados ao desgaste pelas constantes blitzens realizadas na capital potiguar e também, em raras oportunidades, em outras cidades.

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“Quem trabalha na Operação Lei Seca não ganha nada além do salário normal. Não ganha diária, não ganha extra nenhum. O reconhecimento é zero. Claro que existe a satisfação por estarmos fazendo um grande trabalho, mas  nos indispomos com vários profissionais, de vários setores. Já pensou a indisposição que é parar membros da Polícia Civil, Exército, Marinha, além de pessoas dos mais diversos escalões da 

administração pública? É complicado. Chega uma hora que cansa mesmo”, disse o tenente, que afirmou que até mesmo a estrutura familiar dos policiais foram afetadas por causa das blitzen. “Um dos policiais que veio me pedir para sair relatou que, durante uma blitz, ele chegou a parar um primo. Outros pararam pessoas da família e amigos. Depois eles ficam escutando, fica um clima chato. Falei que eles estavam fazendo o trabalho deles. Falei que, mesmo sem reconhecimento e dificuldades, o nosso trabalho tem sido muito bom. Mas não teve jeito”.

Segundo Styvenson, quem ficou “feliz” com a desistência dos quatro policiais foi a própria Polícia Militar. “Minha equipe perde muito com a saída deles. Eu passo um ano treinando esses caras para eles trabalharem na Lei Seca. Eles se transformam em policiais melhores, tanto na parte operacional quanto na questão pessoal e não são corruptos. Treinei para que eles pensassem na satisfação de realizar um bom trabalho antes de pensar no dinheiro. Mas sei que a falta de valorização é complicada. É aquela coisa, se fosse fácil tinha um monte de gente querendo trabalhar no meu lugar”.

Nessa sexta-feira o tenente Styvenson voltou ao batente e comandou mais uma blitz da Lei Seca depois de passar 11 dias de férias. “Minha esposa está danada por causa disso. Não consigo tirar um mês de férias”. Na abordagem, realizada na avenida Walter Duarte, em Capim Macio, foram realizados 214 testes de bafômetro. Além dos cinco presos, 43 carteiras de habilitação foram apreendidas. Apesar dos números, o que chamou atenção foram as atitudes de alguns motoristas. “Muitos tentaram fugir da blitz. Tentaram subir nos canteiros para escapar. Fazia tempo que isso não acontecia”.

Para o tenente, essa situação foi motiva pelos boatos de que ele teria saída da Lei Seca e que por isso as blitzen teriam diminuído. “Antes de sair de férias eu fiz uma blitz em Pirangi, na saída de um show. Tivemos um número muito baixo de pessoas que estavam dirigindo depois de ingerirem álcool. Muitos estavam utilizando o “Motorista da Rodada”. Isso significa que o trabalho estava dando resultado. Mesmo que fosse o medo que estivesse mudando essa situação, nós estávamos tendo uma resposta positiva. Mas na blitz de hoje, muitos motoristas me olhavam assustando, falando que pensavam que a blitz tinha acabado, pois eu tinha saída da Lei Seca. Ou seja, o trabalho não pode parar”.

Em contato recente com o JH, a secretária de segurança do RN, Kalina Leite, desmentiu os boatos de que Styvenson seria retirado da Lei Seca. “Isso aí não existe. Essas informações que estão circulando nas redes sociais são de pessoas que querem atrapalhar o trabalho que está sendo bem feito. O tenente Styvenson vem fazendo um grande trabalho na Lei Seca e essa mudança sequer foi discutida”.

Kalina também adiantou que nos próximos meses os trabalhos da Lei Seca serão qualificados. “O nosso Governo não irá tirar nada do que vem dando certo, muito pelo contrário. Iremos qualificar ainda mais para termos melhores resultados. As blitzen da Lei Seca estão nesse meio. É um trabalho que vem dando certo e que irá ser qualificado. Vamos dar as melhores condições possíveis para conseguir trazer ainda mais resultados positivos”.

Ao saber das declarações da secretária, Styvenson disse que ainda não se reuniu com ela. “Eu voltei e já comecei a trabalhar. Já disse várias vezes que com mais investimentos os resultados serão ainda melhores. Mas enquanto isso não acontece, vamos continuar trabalhando normalmente com o que temos”.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Velejador é resgatado após ataque de tubarões em alto mar

ATAQUE

A Marinha, através do Comando do 3º Distrito Naval (Com3ºDN), realizou o resgate de um velejador que estava à deriva, a mais de 1.000 quilômetros da costa. A expectativa é que o velejador chegue a Natal na segunda-feira (2), às 9h30, no navio que realizou o resgate. O tripulante resgatado está bem.

DivulgaçãoNavio-Patrulha Macau foi acionado para o resgate do velejadorNavio-Patrulha Macau foi acionado para o resgate do velejador

No final da tarde do dia 28, por meio da Guarda Costeira da Holanda, a Marinha recebeu o sinal de alerta do veleiro “Ad Infinitum”, com um tripulante a bordo. Diante da informação, foi determinado que o Navio-Patrulha “Macau”, que estava atracado na Base Naval de Natal se deslocasse para a área. Para auxiliar nas buscas, a Marinha encaminhou também uma aeronave que estava em Salvador (BA) para colaborar nas buscas. O contato foi estabelecido com o veleiro na quinta-feira (29).

O tripulante, identificado como Ebrahim Hemmatnia, relatou que a embarcação foi atacada por um cardume de tubarões, provocando avarias no leme e escotilha, deixando-a à deriva.

A embarcação da Marinha e a aeronave realizaram contato com o Barco Pesqueiro "OULED SI MOHAND", da empresa “Europesca”, que se encontrava nas proximidades do local, que resgatou o tripulante, prestando apoio até a chegada do Navio-Patrulha "Macau", na noite de ontem (30).

Operação Lei Seca está com equipe desfalcada

LEI SECA

O retorno do tenente Eann Styvenson no comando da Operação Lei Seca na madrugada deste sábado (31) pegou alguns motoristas natalenses de surpresa. Após duas semanas de férias, Styvenson retornou ao comando da operação com blitz realizada na rua Walter Duarte, em Capim Macio. O retorno da operação, no entanto, ocorreu com desfalques na equipe e críticas por parte do coordenador.

Alex RégisTenente Styvenson desabafou e pediu reconhecimento do Poder Público à Operação Lei SecaTenente Styvenson desabafou e pediu reconhecimento do Poder Público à Operação Lei Seca

Na blitz realizada na madrugada deste sábado (31), cinco pessoas foram presas por dirigirem embriagadas e outras 43 tiveram as carteiras de habilitação (CNHs) recolhidas. Participaram da operação a Polícia Militar, Polícia Civil e o Departamento de Trânsito do RN (Detran). Durante a noite, foram realizados 124 testes do bafômetro na operação que ocorreu das 0h às 6h30.

Comandante da operação desde 2013, Styvenson afirmou que o afastamento provisório aconteceu por causa das suas férias. Ele nega os boatos de afastamento que circularam recentemente nas redes sociais. "Tentei tirar minhas férias, mas há dois anos não consigo tirar férias. Mal tive folga. Fiquei fora há duas semanas, mas retornei", afirmou.

Styvenson ainda revelou a situação atual da operação "está difícil". Isso porque houve uma diminuição do efetivo que participa da blitz, que em 2014 era composto por 14 soldados. Hoje, apenas 9 soldados, 2 tenentes e um cabo compõem o efetivo. Não houve reposição por parte parte do comando da Polícia Militar.

"Eles me pediram para sair. No ano passado trabalharam sem folga, sem diária operacional, não tem muita vantagem fazer o que a gente faz hoje. Não há reconhecimento", desabafa o comandante. "Está difícil repor. Nem todo mundo está disposto a trabalhar no final de semana. Reconhecimento da sociedade a gente tem, mas quem deveria reconhecer não reconhece."

Professora de História é a nova Rainha do Carnaval de Natal; Rei Momo retorna ao trono

CARNAVAL

Numa noite de muito samba, frevo e ritmos caribenhos ao som da banda potiguar Perfume de Gardênia, cerca de cinco mil pessoas lotaram a Praça Augusto Severo, na Ribeira, para acompanhar a escolha do Rei e da Rainha do Carnaval Multicultural de Natal 2015, promovido pela Prefeitura do Natal através da Secretaria de Cultura/Funcarte.

Joana LimaRei Momo e nova rainha do Carnaval de Natal foram escolhidos ontemRei Momo e nova rainha do Carnaval de Natal foram escolhidos ontem

E a disputa pelo posto de Rainha foi a mais acirrada dos últimos anos. Por apenas seis pontos de diferença, Edineide Margoth, de 25 anos, ficou com o primeiro lugar, totalizando 280 pontos na avaliação dos jurados. Em segundo ficou a cantora e dançarina Chimene Nunes, que já ocupou o posto de Rainha do Carnaval de Natal e totalizou 274 pontos. O terceiro lugar foi de Andreza Cristina, com 248 pontos, que tentava a reeleição.

A disputa pelo Rei Momo foi um tira teima entre dois velhos conhecidos do Carnaval de Natal. Os sempre animados Charles Campos e Rubens Ferreira. Melhor para Rubens, que foi reeleito para o Reinado de 2015 e fará dupla com Edineide até o próximo ano.

Os candidatos a Rei e Rainha do Carnaval Multicultural de Natal foram submetidos a exigentes testes diante da multidão que lotou a Praça Augusto Severo. Foram provas individuais de frevo, samba, de alegria no palco e depois em duplas mostrando as mesmas habilidades. E a decisão ficou a cargo dos jurados que passaram cerca de 1 hora para anunciar o resultado.

Na quinta-feira, dia 12 fevereiro, no tradicional Baile de Máscaras no Largo do Atheneu, o prefeito Carlos Eduardo entrega as chaves da cidade ao rei Momo, ato que marca a abertura do Carnaval e que terá como atrações nesse dia Spok Frevo Orchestra (Recife) e Banda Dugiba.

“Foi uma surpresa muito grande e uma alegria enorme. Todas as meninas sambam e frevam muito bem. Foi uma disputa muito complicada e ainda estou sem acreditar que sou a Rainha do Carnaval de Natal”, disse emocionada Edineide Margoth, nova Rainha do Carnaval. Edineide é formada em História e integra a Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão (CDTAM). “Gosto da estrutura do Carnaval de Natal e quero conhecer bem a festa agora em todos os polos”, explicou.

De acordo com o edital lançado pela Prefeitura do Natal, Rei e Rainha deverão ter disponibilidade para comparecer a todas as entrevistas e eventos durante o período carnavalesco, incluindo prévias agendadas pela Comissão Gestora do Carnaval Multicultural Natal 2015.

O Rei e a Rainha vencedores receberão premiação em dinheiro no valor de R$ 7.000,00 (sete mil reais) cada.

PERFIL DO REI MOMO

- Rubens Carlos Antônio Ferreira, 29 anos, natalense, 1,65m, 122 kg, é o atual Rei Momo do Carnaval Multicultural de Natal, eleito em 2014. O candidato representa a Escola de Samba Acadêmicos do Morro, de Mãe Luiza. É motorista profissional.

PERFIL DA RAINHA

- Edineide Margoth, 25 anos, natalense, 1,57m, 47 kg, é formada em História. Integra a Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão (CDTAM).

CARIOCA 2015: Fla e Macaé empatam em partida marcada por agressão fora de campo

CAMPEONATO CARIOCA

Por GLOBOESPORTE.COM--Macaé, RJ
 
Macaé e Flamengo empataram por 1 a 1, no Moacyrzão, na estreia de ambas equipes no Campeonato Carioca, respectivamente, com gols de Pipico e Alecsandro. Porém, o resultado foi o que menos importou na noite deste domingo. Porque, embora o ano seja 2015, o estadual parece ter parado no tempo. Não bastasse a polêmica do preço dos ingressos, que pautou a semana e fez o Fla atuar com uma tarja preta no uniforme, a desorganização teve novo capítulo: um grupo de torcedores de uma organizada do Rubro-Negro invadiu o vestiário do time local, antes de a bola rolar, e agrediu Ricardo Berna, de acordo com relato do goleiro e de dirigentes da Ferj. Ao superar o trauma, o camisa 1 decidiu jogar. E ajudou o seu time a conquistar um difícil resultado contra o atual campeão.

O caso foi o assunto antes, durante e depois dois 90 minutos. A invasão ocorreu pelo mesmo portão em que o ônibus do Macaé entrou no estádio. Ao chegarem à área reservada, os membros da facção encontraram atletas e seus familiares. Foram embora após furtarem chuteiras e frutas. Abrindo uma troca de acusações semelhante a vista nas reuniões da Ferj. A federação prometeu remeter o caso ao Ministério Público. A Polícia Militar se esquivou da segurança ao alegar que o referido acesso era responsabilidade do Macaé. A direção do clube repassou a bola à polícia. E o Flamengo tratou tudo com estranheza.

A partida teve a presença de 14.550 torcedores (12.550 pagantes), com renda de R$ 262.000. Na próxima rodada, quarta-feira, o Fla recebe o Barra Mansa, às 22h (de Brasília) no Maracanã. O Macaé, mais cedo, às 19h30, desafia o Friburguense no Eduardo Guinle.