RIO DE JANEIRO, 04.12.2014: CORRUPÇÃO/JUSTIÇA
- O juiz federal de Curitiba Sergio Moro, responsável pela Operação
Lava Jato, participa do Seminário Nacional sobre Combate à Corrupção e à
Lavagem de Dinheiro, no Rio de Janeiro. (Foto: Ricardo
Borges/Folhapress)
Em artigo publicado na edição de VEJA desta semana, o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, diz que as críticas feitas às prisões preventivas da operação não são decorrentes da “quantidade, a duração ou as colaborações decorrentes” delas, mas “à qualidade dos
presos provisórios”. “O problema não são as 79 prisões ou os atualmente
sete presos sem julgamento, mas sim que se trata de presos ilustres.
Por exemplo, um dirigente de empreiteira, um ex-ministro da Fazenda, um
ex-governador e um ex-presidente da Câmara dos Deputados”, afirma o
magistrado. No texto, ele diz ainda que o número de prisões preventivas
fica bem abaixo do verificado em outros casos de investigações
rumorosas, como a Operação Mãos Limpas, na Itália – cerca de 800 nos
três primeiros anos, entre 1992 e 1994, somente em Milão. Para o juiz,
também não procedem as críticas à longa duração das prisões. “Há pessoas
presas, é verdade, desde março de 2014, mas nesses casos já houve
sentença condenatória e, em alguns deles, até mesmo o julgamento das
apelações contra a sentença”, escreve.
(Veja.com)
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