sábado, 1 de novembro de 2014

CMN homenageia os 45 anos de carreira do cantor potiguar Fernando Luiz. Natural da capital potiguar, Fernando Luiz estreou como cantor profissional em maio de 1969 no conjunto Apaches do qual fez parte até 1973

MERECIDAMENTE

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A Câmara Municipal de Natal, por proposição do vereador Júnior Grafith (PRB), realizou nesta quinta-feira (30) uma sessão solene para homenagear os 45 anos de carreira do cantor potiguar Fernando Luiz e o Dia Mundial da Música, celebrado dia 1º de outubro. Na ocasião, foi feita a entrega de diploma ao homenageado pelos relevantes serviços prestados à cidade de Natal.

“Sempre defendi e valorizei as tradições da nossa terra. Por isso, me identifico com Fernando Luiz, que sempre foi um artista comprometido com a cultura local. Trata-se de alguém que acredita no talento norte-rio-grandense, um amigo da arte nascida nas comunidades. Estendo meus cumprimentos a todos aqueles que escolheram a música como estilo de vida”, destacou o vereador Júnior Grafith.

Fernando Luiz agradeceu a homenagem dizendo que as conquistas mais difíceis são sempre mais valorizadas. “Fazer sucesso é bom, todavia, melhor é contribuir para outros tenham sucesso e sejam felizes. Muito obrigado a todos pelo carinho e reconhecimento”, concluiu.

Natural da capital potiguar, Fernando Luiz estreou como cantor profissional em maio de 1969 no conjunto Apaches do qual fez parte até 1973. Foi apresentador do programa Nordeste das 5 a Melhor, na Rádio Nordeste AM, de janeiro de 1972 até dezembro de 1973, quando deixou o emprego e o conjunto Apaches e mudou-se para o Rio de Janeiro. Em 1974 conquistou o título de Calouro Exportação da Buzina do Chacrinha, na Extinta TV Tupi.

Anos depois conquistou o título de Melhor Intérprete de Roberto Carlos, na Discoteca do Chacrinha, na TV Bandeirantes. É fundador da Associação de Arte, Cultura, Assistência Social e Desenvolvimento Sustentável (ANDAR) e idealizador do guia cultural Talento Potiguar. Fernando Luiz, que chega aos 45 anos de carreira artística, escreveu dois livros: Sorriso, Lágrimas e Canções (2000) e Vida de Artista (2010).

Albert Dickson diz que Henrique perdeu eleição por erro de estratégia. Futuro deputado, atual presidente da Câmara Municipal de Natal afirma que representará três importantes segmentos na Assembleia Legislativa: médicos, evangélicos e de auditores fiscais

CONSTATAÇÃO

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Joaquim Pinheiro
Repórter de Política

Médico oftalmologista, auditor fiscal do tesouro estadual e vereador por 2 mandatos atualmente no exercício da presidência da Câmara Municipal de Natal, Albert Dickson foi eleito deputado estadual com mais de 37 mil votos entre os quais mais de 21 mil na capital do Estado, tornando-se o mais votado da coligação “União pela Mudança” que teve o deputado Henrique Eduardo como candidato a governador, João Maia, vice e Wilma de Faria senadora. Evangélico da Igreja Assembleia de Deus, o futuro deputado mostra-se otimista com a sua nova missão. Nesta entrevista ele fala das suas expectativas para o mandato, como feita sua campanha e a importância de representar os segmentos, médico, evangélico e dos auditores fiscais. Questionado sobre o insucesso eleitoral da chapa majoritária, Albert Dickson entende que houve erro de estratégia. “No caso de Henrique Eduardo faltou dizer  que ele foi um dos que mais trouxeram recursos federais para o Estado. Sobre Wilma de Faria faltou divulgar as obras estruturantes que ela realizou como governadora e o trabalho que realizou na Constituinte”, ressalta. Sobre a sucessão na Assembleia Legislativa, Albert Dickson defende um nome de consenso. Segue a entrevista:

O JORNAL DE HOJE – Quais suas expectativas para o novo mandato de deputado estadual?

ALBERT DICKSON – São boas. Sairemos de uma atuação na capital para ter mais abrangência em todo o Estado. Na campanha percorri todo o Rio Grande do Norte apresentando-me como candidato e constatando os problemas do Estado. Vi muita carência, principalmente no setor de saúde. Entendo que existe dependência nas principais cidades onde deveriam ser criados polos de excelência. Os problemas de média e alta complexidade estão sendo encaminhados para resolver na capital, daí a sobrecarga Hospital Walfredo Gurgel, é o que se convencionou chamar de ambulancioterapia. Na condição de auditor fiscal vamos ajudar à secretaria de Tributação para que seja continuado o trabalho de aperfeiçoamento e capacitação técnica com modernização da malha tributária.

JH – Como foi feita sua campanha a deputado estadual?

AD – Primeiramente com humildade e com a força do trabalho social, médico e auditor fiscal. Isso é uma coisa que gosto de fazer e ajudou muito na minha campanha. Tive também a força dos evangélicos que é muito representativa no Rio Grande do Norte.

JH – O senhor representa 3 importantes segmentos da sociedade, o médico, o evangélico e o dos auditores. O que isso representa?

AD – É importantíssimo para essas categorias. Os auditores fiscais nunca tiveram representantes na Assembleia Legislativa e a partir de agora existirá uma referência no parlamento estadual para defender seus interesses. Vamos fortalecer a bancada médica ao lado de Getúlio Rêgo,  Álvaro Dias e Galeno Torquato, já que 2 colegas médicos não conseguiram se reeleger que foram Leonardo Nogueira e Vivaldo Costa. Antonio Jácome deixa a Assembleia Legislativa porque se elegeu deputado federal. Com relação ao segmento evangélico da mesma forma. Procuraremos ser um dos seus interlocutores ao lado do deputado Jacó Jácome.

JH – O segmento evangélico tem sido cada vez mais presente nos parlamentos. Qual a importância desse fenômeno?

AD – Os evangélicos representam 25 por cento da votação nacional e isso tem grande significação. Existe a informação que 70 por cento desse universo votam em evangélicos, desde que tenha um bom histórico. No Rio Grande do Norte esse número chega a 22 por cento em alguns municípios como Upanema, Serra do Mel e Parnamirim o eleitorado evangélico chega a mais de 35 por cento.

JH – Que avaliação o senhor faz da campanha eleitoral esse ano?

AD – Entendo ter sido propositiva. Houve embates e debates o que é salutar para a democracia. Cada dia mais a população torna-se esclarecida e exigente. Acredito que o saldo foi bastante positivo.

JH – No seu entendimento quais as razões do insucesso eleitoral de Henrique Eduardo para governador e Wilma de Faria para senadora?

AD – No caso de Henrique acho que houve erro de estratégia. O principal era mostrar à população que o candidato do PMDB foi quem mais trouxe recursos para o Estado e tem uma atuação destacada na política nacional que tem contribuído para divulgar o Rio Grande do Norte. Faltou isso, entre outras coisas. Foi um somatório que junto provocou o insucesso do candidato peemedebista. Com relação a Wilma de Faria faltou mostrar as obras estruturantes que ela fez, a exemplo da ponte da Redinha, entre várias outras, além do trabalho realizado pela então deputada constituinte.

JH – O esperar do futuro governo?

AD – Robinson Faria tem a vantagem de ter o respeito da Assembleia Legislativa e um bom relacionamento por ter sido presidente em 3 oportunidades. Ele terá que colocar em prática o que prometeu, principalmente trabalhar pela melhoria da qualidade de vida da população norte-rio-grandense. Através da bancada federal tentar aumentar a vinda de recursos para o Estado, melhorando os índices na saúde, educação e segurança.

JH – O eleitor mudou de comportamento nessa eleição?

AD – Antigamente haviam líderes no interior que comandava o voto. Isso agora está diferente. Acabou-se o voto de cabresto e os chamados currais eleitorais. O eleitor está mais consciente e mais crítico.

JH – Qual sua posição com relação à sucessão da Assembleia Legislativa?

AD – Teremos quase 2 meses de conversas e entendimentos. Esperamos que a votação ocorra sem interferência externa, respeitando o voto de todos. O ideal seria um consenso. O meu partido, o PROS, certamente terá candidato que é o atual presidente Ricardo Motta.

‘Dilma Rousseff tem dois meses para mudar o estilo de governar’, avisa Alves. Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves afirma que a presidente reeleita tem de adotar nova forma de negociação com o Congresso imediatamente e descarta assumir um ministério no ano que vem

ANÁLISE

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Na primeira semana depois das eleições, o Congresso Nacional deu um claro recado à presidente reeleita Dilma Rousseff (PT): derrubou o decreto bolivariano que criava conselhos populares em órgão públicos, convocou ministros e a presidente da Petrobras, Graça Foster, para prestar esclarecimentos em comissões e ensaia desengavetar propostas que causam dor de cabeça ao Planalto, como o chamado Orçamento Impositivo. Para Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara dos Deputados, Dilma precisa saber “conversar e “compartilhar mais” já nos próximos dois meses, quando encerra seu primeiro mandato. “Não pode ser como vinha sendo: o PT escolhendo o que quisesse, principalmente os melhores ministérios, e deixando o resto para os outros. Não pode e não deve ser assim. A presidente Dilma tem dois meses para provar que as coisas não vão ser assim”, afirmou. Depois de onze mandatos na Câmara, Alves foi derrotado na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte e ficará sem mandato em janeiro. Nos últimos dias, seu nome passou a figurar na bolsa de apostas do futuro ministério de Dilma, o que ele descarta. Mas, como reza o anedotário político de Brasília, quando se quer um cargo de ministro, o melhor a fazer é dizer justamente o contrário – diz a máxima que, a partir daí, seu nome passará ser lembrado constantemente. Leia a entrevista ao site de VEJA.

Como o senhor viu o apoio de Lula ao seu adversário Robinson Faria (PSD) na disputa ao governo do Rio Grande do Norte? Eu fui surpreendido. O Lula nunca tinha visto o Robinson na vida dele. Esqueceram de avisar que o Robinson que ele apoiou neste ano é o mesmo que há quatro anos ele gravou contra. Se amanhã passar do lado, acho que o Lula nem o reconhece mais. Enquanto eu era líder do PMDB, sempre que havia uma votação importante, o Lula me chamava para conversar e para negociar. Agora, ele grava uma entrevista em um formato de bate-papo elogiando o Robinson, dizendo que ele ia mudar o Rio Grande do Norte. Isso foi decisivo [para a derrota], foram muitas inserções ao longo de vários dias.

O senhor chegou a procurar o PT pedindo que as gravações não se repetissem no segundo turno? Eu procurei o Michel Temer, que na hora telefonou para o Lula pedindo para que não gravasse mais. Tudo bem que a chapa do Robinson estava com o PT para o Senado, mas no plano nacional eu estava com a Dilma. Depois que pedi para pararem, foi quando usaram as propagandas desbragadamente. O Lula não deve ter feito nenhum gesto para pararem de usar. O Temer também procurou o Rui Falcão, mas não adiantou. Ficou uma coisa muito constrangedora. O Lula ia lá toda hora e classificava o outro candidato como a mudança. Mas sou eu que o conheço, eu que o ajudei, que fui o seu parceiro.

Então como fica a relação entre o PT e o senhor depois destas eleições? A Dilma teve outro comportamento. Eu disse que ela poderia ir lá no Estado que todos estaríamos ao lado dela. Mas também disse que ia entender se ela achasse melhor não ir, e ela realmente não foi. Não tenho nada a reclamar dela. Mas, com o Lula, eu vou fazer o quê? Tem de ter maturidade e experiência para virar essa página. Eu reconheço que a participação dele foi muito importante para o resultado eleitoral. Mas, com ressentimentos, ficamos menores. E eu não quero ficar menor com isso.

A derrubada do decreto de Dilma foi um troco ao PT? Essa afirmativa é desinformação ou má-fé. Essa matéria aguardava votação há três meses. Eu decidi pautá-la, fiz um pronunciamento defendendo que o decreto era inconstitucional, tentei diversas vezes que o Aloizio Mercadante o retirasse e apresentasse um projeto de lei com urgência. O que nós queríamos era tirar a vinculação dos conselhos à Presidência da República. Toda votação que se abria, a oposição começava a obstruir enquanto não pautasse o decreto. Na hora que deu para ser votado, a obstrução do PT não teve jeito. Se já era meu desejo que ele fosse votado e derrubado e a pressão estava grande, não teve como ser diferente. A Câmara ia ficar em um impasse sem votar nada? Mas isso não tem nada a ver com situação nenhuma. Eu já falei com a Dilma, dei parabéns pela eleição, e ela sequer tocou neste assunto. A presidente ainda disse que na próxima semana, quando voltar de viagem, gostaria de falar comigo porque ia precisar muito da minha ajuda.

O que o senhor acha que tem de mudar na relação entre Executivo e Legislativo no novo governo? A Dilma nunca foi parlamentar e nunca passou nesta Casa, como todos os outros presidentes passaram e sabem das tensões que temos aqui, da necessidade de dar respostas. Ela exerceu uma função gerencial e se tornou presidente da República. Eu acho que ela precisa conversar mais. Quando convencer, muito bem. Quando não, ser convencida. Acho que ela vai partir para isso, para um modelo diferente do primeiro mandato. Até porque antes ela tinha um contexto eleitoral muito favorável, mas agora não, está dividido. E aqui, pelo radicalismo da campanha, é um prato cheio para o Aécio, porque as coisas vão se tornar ainda mais radicais. Mais do que nunca vai exigir a colaboração do PMDB e ela própria vai ter de conversar mais com o setor produtivo, com representantes empresariais, com o setor sindical e com parlamentares.

Este ano foi marcado por tensões entre a bancada do PMDB e o Planalto. O que o Michel Temer disse sobre o novo governo depois da reeleição? Nada. Mas agora a situação é outra. De fora da janela do Palácio do Planalto há um país dividido. E tem de se ter muito cuidado para que amanhã não haja uma crise. Agora tem de se calçar a sandália da humildade. A Dilma, na reta final das eleições, quando precisou da ajuda do Nordeste, recorreu ao Lula. Até então quase não se via o Lula participar das eleições, ele estava mais focado na disputa de São Paulo. A Dilma tem de compartilhar mais, de participar mais. Não pode ser como vinha sendo, o PT escolhendo o que quisesse, principalmente os melhores ministérios, e deixando o resto para os outros. Não pode e não deve ser assim. A Dilma tem dois meses para provar que as coisas não vão ser assim.

Qual o caminho natural para a presidência da Câmara? Antes uma aliança entre o PT e o PMDB era importante porque juntava muitos votos e quase conseguia maioria. Era um rodízio que se impunha por serem as duas grandes bancadas da Casa. Agora mudou a configuração e essas duas legendas não fazem 140 votos. O fato de elas se entenderem não é nenhuma garantia de que farão o presidente da Casa. Deve-se buscar o candidato que repete o sentimento da Casa, da independência, que procure angariar apoio tanto da base quanto da oposição. Há, hoje, um PMDB que não votou em Dilma. Nessa configuração confusa e muito dividida, acho que o discurso vencedor vai ser de quem falar pelo Parlamento. Eu acho inevitável que o PMDB procure a todos, oposição e governo, e caracterize o discurso de Parlamento.

Há hoje um nome alternativo ao Eduardo Cunha? Não. Ele é a indicação da bancada. O Eduardo tem credibilidade, é respeitado pelos parceiros, pelos adversários e cumpre acordos. É um nome muito forte.

O senhor está na Câmara há 44 anos. Está preparado para não viver mais essa rotina?Preparadíssimo. Eu passei a minha vida inteira morando em hotel sozinho, passava dois ou três dias com a família e viajava. Imagine o que é pegar um avião toda terça e quinta ao longo de todo esse tempo. Agora eu estou preocupado com a minha qualidade de vida. Eu tenho uma empresa de comunicação e vou ficar no comando do PMDB do meu Estado. Continuo na política. Mas quero ter mais qualidade fazendo o que eu gosto.

E a possibilidade de assumir algum ministério? Muitos querem que eu fique em Brasília. Há pressão nesse sentido pela experiência que eu tenho aqui. Eu poderia ficar fazendo um meio de campo entre o Michel Temer e o Eduardo Cunha. Mas a indicação que eu tenho agora é ter uma qualidade de vida melhor.

Então o senhor descarta tornar-se ministro? Descarto. Qualquer ministério. Ministério é pior, porque a gente tem de estar aqui de segunda a sexta. A política sacrifica muito a família. Eu tenho dois filhos que quase não vejo. A gente começa a ver que o tempo está passando e está perdendo algumas oportunidades. Então há coisas que vêm pelo bem. Eu tenho um jornal, uma TV e vou ter participação política, mas vivendo com mais estabilidade.

Quem poderia ser capaz de fazer esse meio campo e melhorar o diálogo com o Parlamento? O Jacques Wagner, ex-governador da Bahia, é uma boa pessoa. Ele é experiente, competente, malandro. Eu acho que ele vai para Relações Institucionais. A Dilma não pode mais correr riscos. O país está dividido.


Fonte: Veja

Preconceito impede homens de fazer exame que detecta câncer de próstata. Instituto Nacional do Câncer estima 870 novos casos de câncer de próstata no Rio Grande do Norte somente em 2014

ALERTA

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A campanha nacional Novembro Azul, realizada anualmente para divulgar e conscientizar a importância dos cuidados com a saúde do homem e a prevenção ao câncer de próstata, começa neste sábado (01) com foco no combate ao preconceito contra o exame que pode detectar a doença e salvar vidas. De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), cerca de 870 novos casos da neoplasia maligna devem surgir este ano no Rio Grande do Norte, sendo 31% destes somente em Natal.

Segundo o urologista Rodrigo Trigueiro, há uma mistificação muito grande em torno do exame de toque retal, que é importante para o diagnóstico precoce da doença, mas temido pelos homens por causa do preconceito e da falta de conhecimento sobre o procedimento, que é rápido e indolor. E que esse é uma dos principais barreiras que impedem que muitos façam a prevenção ao câncer, junto com o medo e a falta de tempo alegada por homens que trabalham o dia inteiro e são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“A questão cultural do machismo é muito forte, infelizmente, seguida pelo medo de que o procedimento doa e da falta de tempo, principalmente para que não tem plano de saúde e não encontra tempo para uma consulta preventiva. É por isso que a campanha é feita para conscientizar a população masculina da necessidade de tirar um dia para cuidar da sua saúde, para desmistificar o exame, que não dói e dura poucos segundos. É desconfortável, mas necessário para complementar a medição de PSA (antígeno prostático específico), que é feito por meio de análise de amostra de sangue”, explicou.

Ele disse que o câncer de próstata é o tipo de neoplasia que mais afeta o homem brasileiro após os 50 anos e que uma recente pesquisa nacional feita pelo Inca revelou que apenas 32% destes declararam já ter feito o exame preventivo. E que a Cooperativa de Urologistas do Rio Grande do Norte (Urocoop) trabalhará durante o Novembro Azul com o alerta para a necessidade de acompanhamento médicos regular para o público masculino, conscientizando para a prevenção desta e de doenças que afetam o homem, como hipertensão e diabetes, entre outras.

“Pelo fato de muitos pacientes permanecerem assintomáticos durante muito tempo, é vital que, ao chegar na casa dos 50 anos, os homens procurem um especialista para a realização dos exames que detectem a doença. E, no caso de pessoas com histórico familiar da doença e também da raça negra, o recomendado é que se falam check-ups a partir dos 40 anos, por precaução. Temos que deixar o preconceito e o machismo de lado e cuidar da nossa saúde, que é o bem mais importante”, afirmou.

Campanha chegou ao Brasil em 2008
Criada em 2003 na Austrália, a campanha Novembro Azul foi instituído no Brasil cinco anos depois pelo Ministério da Saúde, dentro do Programa Nacional de Assistência à Saúde Masculina. A iniciativa engloba, além da prevenção e combate ao câncer de próstata, vários outros projetos voltados para a manutenção da vida saudável dos homens brasileiros e à conscientização da importância da visita anual ao médico.
Para o presidente da Urocoop, Edson Jovino, diferentemente da mulher, que é acostumada a ir frequentemente ao ginecologista para a prevenção e combate a doenças, a maioria dos homens só busca acompanhamento médico quando chega à terceira idade. E que o urologista é o médico que cuida da saúde masculina como um todo, não apenas aquele que faz o exame de toque.

“Recentemente foram discutidos novos parâmetros para o exame prostático, incluindo o toque retal e a propositura de mudança baseada em estudos científicos comprova que os homens que não apresentam histórico familiar e não sejam da raça negra, possuem menos predisposição para desenvolver a doença. Por isso, a recomendação é que o exame seja feito a partir dos 50 anos para os de baixo risco e após os 40 para os de alto risco. Já os check-ups regulares devem começar aos 45 anos”, explicou.

Sindicato dos Alternativos propõe dois terminais rodoviários na grande Natal. Com o projeto do Sintra-RN, Rodoviária na Cidade da Esperança deixaria de funcionar

PROJETO

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Marcelo Lima
marcelolimanatal@yahoo.com.br

Um projeto do Sindicato do Transporte Alternativo do Rio Grande do Norte (Sintra-RN) prevê a construção de dois terminais rodoviários na Grande Natal. A medida desafogaria o trânsito de veículos do transporte intermunicipal e economizaria o tempo de viagem que os veículos gastam para chegar ao interior da cidade.

Conforme o presidente do sindicato, Mosaniel Almeida, o projeto tem como autor o professor da UFRN Rubens Ramos, atuante na área de engenharia de transportes. Na proposta, as cidades de Parnamirim e São Gonçalo do Amarante receberiam os terminais.

“Em Parnamirim ficaria ali na entrada da cidade perto do viaduto. O governo do Estado já tem um grande terreno na região, que também daria para construir a Ceasa lá. Tem condição de fazer um shopping e vai ajudar o pessoal da cidade que perdeu seus clientes depois que o aeroporto fechou”, explicou o presidente do Sintra-RN.

Ao norte de Natal, o ponto ideal para a instalação de uma rodoviária seria no gancho de Igapó já no município de São Gonçalo do Amarante. Atualmente existem 178 permissionários com linhas intermunicipais. Desse total, 60 linhas circulam exclusivamente pela Região Metropolitana de Natal.
Para Almeida, os passageiros e os trabalhadores dos alternativos economizariam um tempo precioso se não precisassem entrar na cidade e ir até o bairro da Cidade da Esperança. “Já depois do viaduto, o trânsito começa a ficar complicado. A gente perde de 40 minutos a uma hora para fazer esse percurso em Parnamirim”, disse o líder do sindicato.

O presidente ressalta que as rodoviárias serviriam também para as linhas de ônibus. No entanto, ainda não existe nenhuma aceno do que governo para que esse projeto seja adotado. Vale lembrar que a Rodoviária de Natal está sob um contrato de concessão com a empresa administradora de terminais Socicam.
Na época da campanha, o sindicato procurou os governadoráveis. “Até agora o projeto foi apresentado aos principais candidatos ao governo do Estado. Agora nós vamos reforçar com o governo eleito”, ressaltou Mosaniel Almeida. O projeto foi uma dos pontos de discussão no 15º Encontro Regional do Transporte Alternativo, que começou ontem e termina hoje no Hotel Sehrs Natal.

Bilhetagem unificada
Embora o Sindicato dos Proprietários de Transporte Alternativo de Passageiros de Natal (Sitoparn) não tenha participado do evento, a novela bilhetagem unificada em Natal não deixou de ser tema de debate. Para traçar um paralelo, o presidente da Associação do Transportes Opcionais de Médio Porte do Município de Parnamirim (Astomp) contou como foi o processo de implantação da bilhetagem unificada na terceira maior cidade do Rio Grande do Norte.

De acordo com Sadi Ritzel, a bilhetagem unificada foi implantada há sete anos. Diferente do que ocorreu em Natal, os permissionários dos alternativos aderiram à tecnologia de bilhetagem eletrônica da única empresa que opera o sistema em Parnamirim. Ainda segundo ele, nunca houve conflitos de repasses em função dessa adesão à tecnologia.

Ritzel critica também as empresas de ônibus de Natal por limitar a opção dos passageiros de Natal. “O vale transporte não é da empresa é do trabalhador, ele usa onde quiser. Isso é insconstitucional”, criticou.
O presidente da Astomp também informou que a Prefeitura de Natal já avisou que verificar de perto a experiência da cidade vizinha. “Inclusive um técnico da Prefeitura de Natal e o prefeito disseram que ia fazer uma visita lá”, disse em referência à sede da associação, que também funciona como cooperativa.

Pesquisa: maioria dos adúlteros brasileiros confia que Deus perdoa traições. O levantamento mostrou ainda que os brasileiros se preocupam mais com o perdão do cônjuge do que com o divino

BOM OU JUSTO?

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Uma pesquisa feita com pessoas que admitem ser infiéis em seus casamentos revelou que a maioria dos brasileiros têm convicção de que Deus perdoa as traições.

Um levantamento feito por um site que promove encontros extraconjugais através de entrevistas com os inscritos descobriu que 76% dos brasileiros têm certeza que Deus perdoa a traição. Outros 45% dizem que fazem orações a Deus pedindo perdão após se relacionarem com outra pessoa.

Uma curiosidade constatada é o raciocínio dos infiéis quanto ao perdão: apesar de 76% crerem que Deus perdoa, apenas 45% se mobilizam em busca do perdão.

O levantamento mostrou ainda que os brasileiros se preocupam mais com o perdão do cônjuge do que com o divino: 54% dos entrevistados disseram ser mais importante o perdão do companheiro.

Para o fundador do site Victoria Milan, Sigurd Vedal, esse comportamento expõe a crença, por parte dos adúlteros, que conseguir o perdão divino é mais simples e certo do que o perdão do cônjuge.

“A nossa pesquisa nos mostra que o cristianismo não é visto como sendo uma religião promíscua, pelo menos não mais do que outra religião qualquer, embora os cristãos priorizem o impacto da infidelidade no seu cônjuge em detrimento daquele que é causado na sua fé. Eles acreditam veementemente que Deus perdoaria sua infidelidade, enquanto a vontade do parceiro não parece igualmente benevolente”, opinou Vedal.

Entre as questões sobre infidelidade feitas a 3.544 pessoas, o site incluiu no levantamento perguntas sobre o cristianismo, religião da maioria dos brasileiros. Confira:

É cristão?
Sim – 82%
Não – 18%


Considera o cristianismo uma religião de pessoas infiéis?
Sim – 9%
Não – 45%
Não mais do que as restantes – 46%


Acredita que Deus perdoa casos extraconjugais, caso ocorram por uma boa razão/causa?
Sim – 76%
Não – 24%


Busca a Deus pelo perdão da sua infidelidade?
Sim – 45%
Não – 55%


Acredita que se tornasse mais religioso se parasse de trair?
Sim – 12%
Não – 88%


Acredita ser mais importante o perdão de Deus ou o do seu cônjuge?
De Deus – 46%
Do cônjuge – 54%


Considera as festividades cristãs uma boa ocasião para compensar os seus pecados e procurar o perdão?
Sim – 36%
Não – 64%

José Júnior: “Robinson será um dos melhores governadores que Mossoró já teve” "Pela primeira vez, Mossoró vai ter um prefeito, um governador, uma senadora e uma presidente da República, irmanados e unidos, para o desenvolvimento da cidade"

CONVICÇÃO

Foto: Ivanízio Ramos
Foto: Ivanízio Ramos

Alex Viana
Repórter de Política

Prefeito de Mossoró com aprovação de 70% dos mossoroenses, baluarte das vitórias nestas eleições de 2014 da presidente Dilma Rousseff (PT), do governador Robinson Faria (PSD) e da senadora Fátima Bezerra (PT), com votações consagradoras na Capital do Oeste e região, Francisco José Júnior (PSD) vive seu melhor momento político. Após vencer a eleição suplementar do município, em maio deste ano, realiza uma gestão que o credenciou a ser o maior cabo eleitoral da região, que concentra o segundo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte, elegendo, ainda, com votações surpreendentes, seu candidato a deputado federal, Fábio Faria (PSD), e a estadual, Galeno Torquato (PSD).

Nesta entrevista a O Jornal de Hoje, o prefeito Francisco José Júnior fala sobre economia, gestão Rosalba Ciarlini (DEM) e sobre as expectativas para Mossoró a partir de janeiro de 2015, quando parceiros políticos importantes da sua administração assumirão postos chaves da política nacional e estadual, ajudando-o a defender-se da oposição mossoroense, derrotada por ele nas últimas eleições. “Tenho uma expectativa muito positiva em relação ao governo Robinson. Foi Mossoró que colocou Robinson no segundo turno. Foi Mossoró que deu a maior diferença, a maioria. E foi Mossoró, também, que deu a maior votação em termos percentuais”, afirmou.

O Jornal de Hoje – O que é que representa Mossoró hoje no contexto político, econômico e social do Rio Grande do Norte?

Francisco José Júnior – Mossoró é a segunda cidade do Rio Grande do Norte, uma cidade polo, no meio de duas grandes capitais (Natal e Fortaleza). Rica em sal, petróleo, fruticultura irrigada. É uma cidade enorme, cinco vezes maior que Natal em extensão de terra. Então tem para onde crescer e a nossa expectativa, para 2015, é muito positiva. Em virtude de estarmos sozinhos, com as forças políticas de Mossoró unidas contra a nossa administração, consegui fazer um bom trabalho. Graças a Deus, estamos hoje com a aprovação de 70% da população e agora, para 2015, pela primeira vez, Mossoró vai ter um prefeito, um governador, uma senadora e uma presidente da República, irmanados e unidos, para o desenvolvimento da cidade.

JH – Qual é a visão prefeito que a cidade de Mossoró, seus habitantes, seus políticos, seus empresários têm do Estado do Rio Grande do Norte?

FJJ – O Rio Grande do Norte é um Estado muito rico. Porém, nossa educação está em nível baixo, entre os três últimos lugares. E não existe desenvolvimento no Estado sem educação, sem investimentos no setor. Temos potenciais turísticos incríveis. Uma cadeia produtiva também destaque. Precisamos de um governador com essa visão e que priorize a questão do desenvolvimento do Estado porque o Rio Grande do Norte era para ser um dos estados mais ricos do Nordeste, mas, infelizmente, nós ainda não estamos nessa colocação.

JH – A governadora atual é uma mossoroense, governou a cidade por três vezes. Qual é a avaliação que se faz, em Mossoró, da gestão Rosalba no governo?

FJJ – Em Mossoró, as pesquisas de avaliação do governo apontam uma desaprovação muito alta dela no Estado, aprovação esta um pouco melhor em Mossoró, de 30%, enquanto 70% das pessoas a desaprovam. O governo Rosalba pecou por olhar muito para o retrovisor no sentido de herdar um governo com muitas dívidas e deixou de olhar para frente. Quando quis olhar para frente, já era tarde demais. Mas, teve pontos positivos. Foi um governo que não houve escândalos, fato positivo e não podemos deixar isso passar. Rosalba foi uma boa prefeita em Mossoró, cidade que governou três vezes, mas, no governo, deixou a desejar. Acho que foi um governo muito centralizador. Faltou diálogo com a Assembleia, com o Poder Judiciário. Acredito que faltou diálogo. Um governo de Estado é algo muito mais amplo que uma Prefeitura Municipal. E Rosalba não soube, talvez, dimensionar bem isto.

JH – Que realizações o senhor conseguiu empreender concretamente e tem tido a aprovação do mossoroense neste curto espaço de tempo em que o senhor governa o município?

FJJ – Primeiro, nosso governo vem sendo pautado pela transparência e eficiência. Transparência quando nós divulgamos os valores dos carros alugados, entregamos os carros de luxo, fizemos uma auditoria na primeira vez na história da prefeitura municipal, uma auditoria na nossa folha de pagamento, e agora estamos fazendo um cadastramento biométrico e em seguida vamos colocar ponto eletrônico em todas as repartições do município. No nosso governo só vai receber salário quem trabalhar. Só vai receber hora extra quem der hora extra, plantão quem der plantão. Então, temos um governo muito sério e a questão da eficiência é porque conseguimos tirar diversas obras que estavam estagnadas desde 2007. Inclusive com convênios federais, uma UPA que estava fechada, nós abrimos. Para você ter uma ideia, Natal tem duas UPAs, lá em Mossoró nós temos 3 UPAs e, nas nossas UPAs, temos plantão odontológico, serviço de ortopedia, que aqui no Rio Grande do Norte nenhuma UPA tem. Então é um governo muito sério. Estamos reformando e ampliando 18 escolas em apenas 8 meses de governo, chamando todos os concursados, chamamos agora mais de 200 professores, 50 assistentes sociais. É um governo também de muita produtividade e a população tem aprovado isso. A prova disso foi a eleição de nossos candidatos.

JH – Que avaliação o senhor faz destas eleições para o governo e para o Senado?

FJJ – O eleitor está cada vez mais informado, mais politizado, mais antenado, e consequentemente está mais exigente. Foi-se o tempo em que o eleitor de nosso Estado e principalmente de Mossoró, que eu conheço mais, vota por sobrenome. Ele não vota mais por sobrenome. Por ele ser mais exigente, quer mudanças, quer ações mais concretas, não quer essa história de político chegar e prometer como todo político faz, de que vai melhorar a segurança, educação e a saúde. Ele quer as propostas da segurança, da educação, da saúde e quer a realização delas. Aqueles candidatos que prometem e não fazem estão ficando para trás. Tem que haver uma reciclagem e tem que haver um respeito maior ao eleitor.

JH – O que o senhor espera do governo Robinson para o Rio Grande do Norte no geral e para Mossoró no particular?

FJJ – O maior problema hoje que se encontra no Rio Grande do Norte. Além da saúde e educação, é a segurança. Nossos jovens estão tendo as vidas ceifadas. Em Mossoró, temos uma ação exitosa, a BIC, Base Integrada Cidadã. É como se fosse um posto policial mais avançado, com câmeras de segurança que fazem um trabalho de prevenção, de blitz. Como é feito isso? Nas diárias os policiais trabalham 24 horas e folgam 48. Na folga dos policiais, o Município paga a diária aos policiais e faz a parceria com a Guarda Civil Municipal. Esse trabalho tem sido muito eficiente na redução da criminalidade. No entanto, o crime migra, sai daquelas áreas onde tem a BIC e vão para outras áreas. Então é importante que o governador possa ver essa experiência exitosa em Mossoró e possa não só ampliar na cidade, mas implantar em todo o Estado.

JH – O senhor é candidato à reeleição?

FJJ – Olhe acredito que sim. Nós não decidimos ainda. Mas pelo fato de poder e pelo fato de termos saído dessas eleições com uma conjuntura muito forte, com a eleição de Galeno Torquato com 12 mil votos, tendo mais votos que o próprio Leonardo Nogueira, que era deputado por duas vezes na cidade, marido da ex-prefeita por duas vezes da cidade de Mossoró (Fafá Rosado). A votação de Fábio Faria (deputado federal) que praticamente tirou 500 votos a menos que a ex-prefeita Fafá, que teve 12.400 votos e pelo fato de termos um governador amigo, aliado, tudo isso deixa o nosso projeto político muito forte para 2016.

Jovens mortos em confronto com a Polícia Militar nas Quintas foram identificados. Um deles é um adolescente de 16 anos e outro era da cidade de Assu

MISSÃO CUMPRIDA

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Os quatro jovens mortos durante uma operação policial, nesta quinta-feira (30), foram identificados. Eles foram baleados ao reagirem à prisão, atiraram contra policiais, fugiram, mas foram baleados e capturados, quando estavam escondidos dentro de um mangue. Entre os mortos, está um adolescente de 16 anos.

Os mortos foram identificados como: Pablo Hamilton Silva Filgueira, de 20 anos; Joanilson do Nascimento, de 18 anos; Kleber Manoel Nogueira, de 30 anos; e o adolescente Pablo Naoan Soares da Silva, de 16 anos.

De acordo com a polícia, Kleber Manoel é o único que não era de Natal. Ele era da cidade de Assu. Os quatro estavam em uma casa no bairro das Quintas, onde a polícia apreendeu três pistolas, sendo uma pertencente à Polícia Militar, cinco revólveres e aproximadamente três quilos de maconha.

A ação se deu na rua Rio Potengi. Outros dois homens foram presos. A operação, que teve grande perseguição pelo mangue, contou com presença do BPChoque, BOPE, Corpo de Bombeiros e da equipe do Potiguar 01, helicóptero da Secretaria de Segurança, que auxiliaram no resgate.


Fonte: Portal BO

TCE aponta superfaturamento de R$ 6,6 milhões nas obras do Arena das Dunas. Tribunal determinou ao DER a suspensão dos pagamentos. Sobrepreço pode chegar aos R$ 6,6 milhões

ESCÂNDALO NO GOVERNO

Foto: José Aldenir
Foto: José Aldenir

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte (TCE) encontrou indícios de superfaturamento nos contratos do Departamento de Estradas de Rodagens (DER) para as obras temporárias da Arena das Dunas, em Natal. Em decisão proferida nesta quinta, o pleno do TCE aprovou medida cautelar que determina ao DER a suspensão dos pagamentos a duas empresas prestadoras de serviços durante a obra. O total do valor superfaturado ultrapassa a casa dos R$ 6,6 milhões.

A suspensão atinge as empresas Consórcio 2NC e A Geradora Aluguel de Máquinas S/A, que ficarão sem receber, respectivamente, R$ 5.349.452,32 e R$ 1.290.020,53, valor total do superfaturamento, até o julgamento da matéria. Ao analisar o caso, o relator da matéria, conselheiro Carlos Thompson, terminou atendendo pedido do Ministério Público de Contas (MPTCE) e do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte para inspeção “na execução dos contratos oriundos dos Regimes Diferenciados de Contratação nº 001, 002 e 003/2014, promovidos pelo DER/RN, para instalação de estruturas temporárias para a Copa do Mundo FIFA 2014″.

“O MPTCE e o MP alegam que, para a contratação das estruturas temporárias da Copa do Mundo FIFA 2014 em Natal, o Estado do Rio Grande do Norte, por meio do DER/RN, teria incorrido em várias irregularidades”, afirma o TCE em nota distribuída à imprensa, no final da manhã de hoje. Anteriormente, o TCE havia determinado operação de busca e apreensão de documentos no DER. Os documentos analisados apontaram para irregularidades formais e materiais, contando, entre elas, o superfaturamento de preços de cerca de R$ 5.349.452,32 em benefício da empresa Consórcio 2NC; cerca de R$ 1.290.020,53 em favor da empresa A Geradora Aluguel de Máquinas S/A.

“Além disso, ficou constatada execução parcial e inexecução de itens do pacto, visto que dos 40 equipamentos de raio-x foram identificados apenas 29; dos 7.000m² de piso plástico em rolo foram identificados apenas 3.000m², enquanto que as bases de concreto para apoio de catracas, raio-x e M&B, além de postes, sequer foram executados”, afirma o relatório aprovado pelo TCE. O voto do conselheiro relator Carlos Thompson Costa Fernandes foi acompanhado pelos conselheiros Renato Costa Dias, Poti Jr., Adélia Sales e Gilberto Jales.

Na sessão, sustentaram oralmente o procurador-geral do MPJTCE, Luciano Ramos, e o advogado do consórcio, Luiz Walter Coelho. O MPTCE, seguindo sugestão do Corpo Técnico, opinou pela suspensão cautelar dos pagamentos pendentes limitados a tais valores por contrato.  Como alternativa à retenção dos pagamentos, o MPTCE foi favorável ao acolhimento do pedido do consórcio 2NC no sentido de que lhe seja oportunizada a prestação de garantia no montante integral do possível superfaturamento/sobrepreço.
Locação de raio-x em Salvador custou R$ 9,7 mil. Em Natal, saltou para R$ 32 mil, constata o TCE

O advogado representante das empresas, entre elas, o Consórcio 2NC, sustentou que o preço do serviço contratado não contempla qualquer excesso, sobrepreço ou superfaturamento. Disse que o valor do suposto superfaturamento representa 20% do seu crédito de R$ 18.345.200,00, o que não justificaria o bloqueio de todo esse montante. Por fim, defendeu a não suspensão dos pagamentos, com ou sem prestação de garantia ou, ao menos, que seja limitada ao suposto superfaturamento.

A empresa A Geradora Aluguel de Máquinas S/A também sustentou a inexistência de superfaturamento. No entanto, o argumento do advogado não foi convincente aos conselheiros do TCE.

Ainda no seu voto, o conselheiro relator mostrou que, diferente do que advoga a empresa consórcio 2NC, “a locação de um equipamento de raio-x em Salvador/RN pela SECOPA/BA custou R$ 9.740,64.  Em Natal/RN saltou para R$ 32.000,00, pelo mesmo equipamento. Enfim, o indicativo é de preço irreal, superestimado, fato este que motivou, inclusive, por parte do Corpo Técnico, a sugestão do aumento do valor do superfaturamento de responsabilidade do Consórcio”.

Carlos Thompson disse ainda que o Contrato de Empreitada 003/2014 – DER/RN, que tem o Consórcio 2NC como parte contratada, ao menos em análise preliminar, “afronta o princípio da economicidade, encontrando-se eivado de nódoas de superfaturamento”. E, desse modo, segundo ele, “merece ter parte de seus pagamentos suspensos, no montante indicando na última informação técnica, e não o todo, como inicialmente alvitrara a Comissão”.  Ele entendeu, ainda, que não se mostra razoável suspender todos os pagamentos se a acusação de superfaturamento atinge apenas parcela deles.

“Sendo assim, cristalina é a fumaça do bom direito a justificar a suspensão parcial dos pagamentos até total apuração da regularidade e legitimidade das despesas públicas em questão”, afirmou Thompson, justificando a suspensão de parte dos pagamentos ante a probabilidade de dano ao erário estadual. “O relator determinou ainda ao DER/RN, por meio do seu dirigente, abster-se de realizar pagamentos das despesas públicas sem que seja por meio de ordem bancária ou cheque nominal e sem registro no SIAF, sob pena de multa no valor de R$ 1.000,00 por cada ato ilegítimo”, relatou.

PF investiga se Ecohouse usou “Minha Casa Minha Vida” e Caixa Econômica para golpes. Suspeita é de que empresa utiliza o nome do banco e do programa para atrair os investidores

CAMBALACHO

Foto: José Aldenir
Foto: José Aldenir
Diego Hervani
Repórter

Investigado pela Receita Federal e Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, crimes tributários e formação de quadrilha, o Grupo Ecohouse pode ter utilizado o nome da Caixa e do programa Minha Casa Minha Vida para atrair investidores. As informações são da Folha de S. Paulo.
Em matéria assinada pela repórter Fernanda Odilla, consta que “a Polícia Federal apura se o nome da Caixa Econômica Federal e do programa habitacional Minha Casa Minha Vida foram usados indevidamente por uma empresa do Rio Grande do Norte investigada por suspeita de lavagem de dinheiro e de crimes tributários”. O texto ainda lembra que no site da Ecohouse “há referências sobre o Minha Casa Minha Vida e também uma logomarca da Caixa”. De acordo com a Folha, a Caixa Econômica informou que não tem nenhuma operação com a empresa e que está colaborando com a Polícia Federal.

As investigações contra a empresa tiveram início em agosto deste ano após informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras- COAF, de que havia um esquema de lavagem de dinheiro através do qual uma suposta quadrilha com sede na capital potiguar, captava recursos de particulares no exterior com promessa de ganhos na ordem de 12 a 20% ao ano, sendo que o investimento nunca era repassado para esses investidores. A PF apurou que somente no mercado de Cingapura foram lesados pelo grupo cerca de 2 mil investidores, sendo que cada cota vendida naquele país equivalia a 46 mil dólares.

Nesta quinta (30) foram cumpridos 9 mandados de buscas e apreensão no Rio Grande do Norte, sendo oito na capital e um na praia de Pipa, além de um na cidade de Fortaleza/CE. Na operação, a PF utilizou 50 policiais e contou ainda com a participação de 12 fiscais da Receita. Segundo o delegado Rubens França, apesar de ninguém ainda ter sido preso, a PF tem provas suficientes para indiciar os mandatários do grupo. “São três pessoas que comandam o grupo, apesar do grupo ter diversos laranjas. Nós pedimos a prisão dos três, mas o mandado de prisão não foi expedido pela Justiça. Quando nós pedimos os mandados, significa que temos provas suficientes para indicar essas pessoas. Agora, com os documentos apreendidos, nós queremos conseguir ainda mais informações para apresentar um caso ainda mais consistente”.