quarta-feira, 1 de abril de 2015

Governo do RN distribui 120 toneladas de peixe para a Semana Santa‏. Quantidade supera em 25 mil toneladas o total distribuído ano passado, que foi de 95 mil quilos

PROGRAMA SOCIAL

Foto: divulgação
Foto: divulgação
O acesso ao peixe, prato principal do período da Páscoa, será facilitado pelo Governo do Estado, através da Emater-RN, que vai adquirir 120 toneladas de pescado para serem distribuídos às famílias cadastradas em programas sociais. A ação acontecerá amanhã (1º de abril) em vários municípios do Rio Grande do Norte.

A quantidade supera em 25 mil toneladas o total distribuído ano passado, que foi de 95 mil quilos.

“Esta ação tem um valor social muito importante, já que o peixe é prato indispensável nesse período. Unimos esforços e conseguimos, este ano, ampliar o número de beneficiados”, afirmou o governador Robinson Faria.

Serão investidos R$ 1,2 milhão provenientes do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), através do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA Compra Direta, executado no estado pela Emater-RN. A entrega do pescado ficará sob a responsabilidade das secretarias de ação social nos municípios contemplados.

O objetivo da ação é garantir ao pequeno produtor a comercialização do seu produto por um preço justo, sem a presença de atravessadores, permitindo um alimento de qualidade para as famílias carentes durante as celebrações religiosas da Semana Santa.

Segundo o coordenador do Compra Direta, Francisco Flávio da Silva, toda a produção será adquirida da agricultura familiar. Os peixes comprados são, em sua maioria, produzidos em viveiros. A tilápia corresponde ao maior percentual de aquisição, mas outras espécies, como o ariacó, guaiuba, corvina, cação, atum, serra e dourado, também serão distribuídos.

Participam da ação entre 180 e 200 produtores de várias regiões potiguares. “Apesar da seca, teremos uma boa oferta de pescado este ano”, considerou o gestor do programa.

Quem tem mais poder no Brasil: Presidente Dilma ou o Congresso?. Na atual crise política, a presidente Dilma Rousseff vem sofrendo muita pressão do Congresso e seus líderes

QUEDA DE BRAÇO

Presidente Dilma Rousseff. Foto: Divulgação
Presidente Dilma Rousseff. Foto: Divulgação
Nas últimas semanas, a queda de braço com o Congresso Nacional vem impedindo o governo de conseguir aprovar suas propostas ou manter seus vetos a legislações aprovadas. Na disputa mais recente, envolvendo a renegociação das dívidas dos Estados e municípios com a União, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), deu um recado claro: “A palavra final será do Congresso Nacional”, disse, na semana passada.

Redução da maioridade penal é aprovada na CCJ da Câmara Federal. Entidades defendem que a redução de 18 para 16 anos da maioridade penal é inconstitucional; texto segue para uma comissão especial antes de ir para o plenário da Casa

PASSOU

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Sob protestos, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta de emenda à constituição que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal. A PEC 171/1993 foi considerada constitucional por 42 deputados, que aprovaram o relatório do deputado Marcos Rogério (PDT/RO) – favorável à admissibilidade da proposta – diante de 17 votos contra. Ele foi escolhido como novo relator após o parcer original, do deputado Luiz Couto (PT-PB), contrário à admissibilidade da proposta, ser vencido por 43 a 21 votos.

O texto segue para análise de uma comissão especial a ser formada que pode demorar até 40 sessões e terá de passar por duas votações no plenário da Câmara. “Ela (a PEC) visa reduzir um direito individual, o que é expressamente proibido”, afirmou Couto, ao defender que a proposta deveria ser arquivada por alterar uma cláusula imutável da Constituição de 1988. Ele também destacou a ineficácia da medida para reduzir a violência.

Segundo dados do Ministério da Justiça de 2011, menos de 1% dos homicídios foram cometidos por menores de 18 anos. Do total de jovens que cumprem medidas socioeducativa, a maioria cometeu que crimes patrimoniais como furto e roubo (43,7% do total) e envolvimento com o tráfico de drogas (26,6%).

Desde o início da sessão, PT, PSol e PCdoB usaram manobras regimentais a fim de impedir a votação, mas foram vencidos. Eles tentaramsem sucesso evitar a inversão de pauta para que o projeto fosse o primeiro item a ser discutido e retirar o tema da pauta, além de promoverem obstrução, se revezando em discursos. De acordo com eles, a mudança é inconstucional por querer alterar cláusulas imutáveis da Constituição. Já parlamentares favoráveis se pronunciaram brevemente, a fim de agilizar o debate.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), também destacou a inconstitucionalidade da medida. O partido estuda enviar um mandado se segurança ao Supremo Tribunal Federal (STF) a fim de evitar a tramitação da PEC. Ele lembrou ainda que o Estado da Criança e do Adolescente (ECA) prevê sanções a menores infratores. “É possível que um adulto fique menos tempo preso por um homicídio do que um adolescente que cometa o mesmo crime”, afirmou.

Por outro lado, o deputado Evandro Gussi (PV/SP) afirmou que não é unanimidade entre juristas o entendimento da inconstitucionalidade. “Não há essa leitura apenas. Vamos afastar essa ideia de que essa é uma cláusula pétrea” disse. O deputado Giovani Cherini (PDT/RS) ressaltou que é preciso diminuir a certeza da impunidade de adolescentes de 16 anos que cometem crimes.

Protestos
A fim de evitar tumultos como os da semana passada, a entrada de ativistas a favor e contrários à proposta foi limitada a 15 pessoas de cada grupo. Aqueles pró-redução seguram cartazes com frases como “O Brasil pede a redução da maioridade penal”. Já manifestantes contra a redução exibiram faixas com os dizeres “mais escolas e menos cadeias ” e “crianças e adolescentes são pessoas em desenvolvimento e necessitam de uma proteção especializada, diferenciada e integral”. Eles gritaram “não à redução” e “fascistas, não passarão” no fim da sessão.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou um comunicado contrário à medida, por considerar que ela viola direitos e garantias individuais. Outras entidades, como o Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (Conanda), o Conselho Federal de Psicologia e Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (Anced) também se opõem à medida. Eles argumentam que ela será ineficaz na redução da violência no país, além de ir na contramão das recomendações internacionais.

O que muda
A Proposta de Emenda à Constituição 171 de 1993 altera a redação do artigo 228 da Constituição Federal, reduzindo a maioridade penal de 18 para 16 anos. Atualmente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que a partir dos 12 anos, os jovens estão sujeitos a sanções por cometerem crimes, sendo três anos o tempo máximo de internação. As medidas socioeducativas tem caráter predominantemente educativo e não punitivo. Elas incluem prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação.


Fonte: O Imparcial

Avenida Jaguarari volta a ter problemas após paralisação de obras tapa-buracos. A prefeitura, por sua vez, afirma que está revendo contratos com as empresas que prestam esse tipo de serviço, que está suspenso

EM CANDELÁRIA

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Os moradores do bairro Candelária, na zona Sul de Natal, ainda  se lembram da última vez em que a operação tapa-buraco passou pela avenida Jaguarari, em junho do ano passado. Nove meses depois, entretanto, o asfalto já voltou a abrir. A população relata perigo e prejuízos causados pelos acidentes que acontecem na região. A prefeitura, por sua vez, afirma que está revendo contratos com as empresas que prestam esse tipo de serviço, que está suspenso.

O motorista Nazareno Oliveira passa todos os dias pela região, indo e voltando do trabalho. De acordo com ele, os buracos atrapalham o trânsito e causam danos aos veículos. “Eu tive que fazer dois alinhamentos no mês passado, por causa disso. Acaba com o carro e a gente sai no prejuízo”, afirma.

Maria Lenilda Evaristo, atendente de uma lavanderia no bairro, conta que já viu acidentes acontecerem na porta de seu local de trabalho. “Uma vez uma moto bateu no buraco e a mulher caiu. Quase morre”, lembra. Ainda de acordo com ela, outro problema é a falta de drenagem na pista, que gera muitos alagamentos no período de chuvas. Os carros, de acordo com seu relato, chegam a boiar e baterem um no outro.

A reportagem não encontrou grandes buracos na região. No entanto, os que estavam no local causavam perigo aos motoristas. Por serem fundos podem chegar a cortar pneus, segundo o funcionário público Frederico Melo, morador da região. “É ridículo. É um problema constante. Operação tapa-buraco não resolve. É preciso um recapeamento em toda a avenida. Se não fizer isso, é tapar e a chuva abrir”, afirma.

Segundo o secretário de Obras Públicas do município, Tomaz Neto, o Executivo contrata empresas para prestarem serviço contínuo de tapa-buraco, porém os serviços estão temporariamente suspensos devido a um repentino aumento do preço do metro cúbico do asfalto. “A gente está realinhando o serviço, porque a Petrobras reajustou o asfalto em 34% logo no início do ano, o que desequilibrou os contratos que tinham sido firmados no final do ano”, argumenta.

De acordo com ele, o preço do metro cúbico do produto passou de R$ 450, na época da licitação, para R$ 687. “A gente está fazendo novos cálculos, baseados na nova tabela da Petrobras, e vamos procurar o prefeito, a área de finanças da Prefeitura, para saber se o município vai ter condições. As empresas não querem pagar esse valor e receber pelo anterior, que é bem menor”, acrescenta Tomaz Neto.

De acordo com ele, as empresas locais normalmente compram o asfalto no Ceará. Quando o produto chega ao Rio Grande do Norte, segue para as usinas, onde recebe o acréscimo de brita e areia. O problema causado pelo reajuste impactou os serviços do tipo em várias empresas em todo o país.

Desde o início do ano há notícias de obras paralisadas em diversas regiões. O produto é derivado do Petróleo, que não teve um reajuste dessa proporção.

Audiência pública discute a situação dos portadores de anemia falciforme. Associação dos portadores da doença luta por tratamento adequado e contra o preconceito

INICIATIVA

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Roberto Campello
Roberto_campello1@yahoo.com.br

Aproximadamente 300 pessoas em Natal sofrem de anemia falciforme, uma doença crônica e hereditária. A informação foi repassada pela Associação de Pessoas Portadoras de Anemia Falciforme do Rio Grande do Norte (APPAF-RN) na manhã desta terça-feira (31) durante audiência pública realizada na Câmara Municipal de Natal, com o objetivo de discutir a situação dos portadores da patologia em Natal. A doença, ainda desconhecida, pode ser descoberta nos recém-nascidos, pelo exame do pezinho. Na fase adulta, o diagnóstico pode ser através do exame eletroforese de hemoglobina.

A anemia falciforme é uma doença que acontece predominantemente em negros, mas também pode manifestar-se em pessoas de pele branca. Ela se caracteriza por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem a forma arredondada e elástica, adquirem o aspecto de uma foice (daí o nome falciforme) e endurecem, o que dificulta a passagem do sangue pelos vasos de pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos. As hemácias falciformes contêm um tipo de hemoglobina, a hemoglobina S, que se cristaliza na falta de oxigênio, formando trombos que bloqueiam o fluxo de sangue, porque não têm a maleabilidade da hemácia normal.

A doença é causada por mutação genética, responsável pela deformidade dos glóbulos vermelhos. Para ser portador da doença, é preciso que o gene alterado seja transmitido pelo pai e pela mãe. Caso seja transmitido apenas por um dos pais, o filho terá o traço falciforme, que poderá passar para seus descendentes, mas não a doença manifesta.

A presidente da Associação, Ingrid Emanuela da Silva, portadora da doença, conta que a APPAF-RN trabalha no sentido de divulgar a patologia e lutar pelos benefícios que os portadores precisam. Segundo ela, o maior problema é a dor social, o que Ingrid caracteriza como a falta de medicamento, falta de atendimento adequado, com médicos especialistas (hematologistas), o preconceito, a dor física. “O papel da associação é trazer benefício para que isso seja melhorado e essa dor diminuída”.

Ingrid Emanuela explica que entre os principais sintomas da doença estão a dor forte provocada pelo bloqueio do fluxo sanguíneo e pela falta de oxigenação nos tecidos, dores articulares, fadiga intensa, palidez e icterícia, atraso no crescimento, ferida nas pernas, tendências a infecções, cálculos biliares e problemas neurológicos, cardiovasculares, pulmonares e renais.

“Onde as hemácias pararem de circular causa dores. Além disso, a mudança de clima, o estresse, o exercício físico constante causam fortes dores e podem ocasionar numa paralisia cerebral, numa trombose ou em um AVC. É uma doença que atinge todas as partes do corpo, pois as hemácias oxigenam o corpo e quando falta essa oxigenação o corpo acaba não funcionando direito. As dores são extremas, comparadas ao esmagamento, quando a pessoa está em crise. É uma doença séria, mas ainda desconhecida”, afirma a presidente da Associação. Ela conta que há 300 pessoas cadastradas, mas esse número pode ser ainda maior.

A presidente da Associação ressalta que não há um tratamento específico para a anemia falciforme, uma doença para a qual ainda não se conhece a cura. No entanto, os portadores necessitam de acompanhamento médico constantes para manter a oxigenação adequada nos tecidos e a hidratação, prevenir infecções e controlar as crises.

“A falta de medicamentos é um grande problema que enfrentamos, porque um dos medicamentos que trata a doença custa três mil reais e há mais de um ano está em falta na UNICAT. Sem esse, alguns pacientes são obrigados a fazer a transfusão sanguínea. Os pacientes mais graves acabam sendo internados com dores fortes e alguns foram à óbito. O tratamento é continuo, porque a doença não tem cura”, destaca a presidente da Associação, Ingrid Emanuela da Silva.

O vereador Ubaldo Fernandes, propositor da audiência, disse que o interesse pelo assunto surgiu em função da forma como os casos da doença vêm aumentando consideravelmente. Segundo Ubaldo, os três entes federativos – Governo Federal, Estadual e Municipal – têm que se unir para dar uma melhor assistência a esses pacientes. Ele conta que anualmente 3.500 crianças no Brasil nascem com anemia falciforme e 200 mil recém-nascidos nascem com uma das células da anemia falciforme e podem desenvolver a doença. “Estamos aqui hoje para chamar a atenção da sociedade e dar visibilidade a esta doença”, afirma o vereador.

Sesap trabalha para reverter superlotação do Hospital Santa Catarina. Entre as medidas adotadas pela Sesap estão a criação dos supervisores assistenciais médicos, que avaliam diariamente todos os pacientes analisando as possibilidades de alta médica

ZONA NORTE

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A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) reconheceu a situação de superlotação do Hospital Doutor José Pedro Bezerra – Hospital Santa Catarina -, mas ressaltou que vem adotando várias estratégicas, em parceria com a direção da unidade hospitalar, para diminuir a superlotação do Hospital Santa Catarina, bem como do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel e Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim.

O secretário adjunto da Sesap, Haroldo Melo, explicou que a situação de superlotação, com corredores lotados, e pacientes em macas, é uma realidade dos hospitais estaduais, mas nem por isso, segundo o secretário, a Secretaria, por meio da direção dos hospitais, está alheio a essa situação. “Os hospitais têm tomado atitudes rotineiras no sentido de resolver o problema”.

Entre as medidas adotadas pela Sesap estão a criação dos supervisores assistenciais médicos, que avaliam diariamente todos os pacientes analisando as possibilidades de alta médica e o que está impactando a permanência do paciente no hospital. Além disso, esses profissionais realizam a contra referência para os municípios de origem e leitos de retaguarda. Além disso, a Secretaria está reestruturando os Núcleos Internos de Regulação (NIR), para garantir que os leitos internos dos hospitais sejam otimizados, que a marcação dos exames seja priorizada e que todas as questões relacionadas a obediência dos fluxos sejam seguidas como preconizado.

Nos últimos meses, o método Kanban foi implantado no Hospital Santa Catarina com o objetivo de diminuir a permanência dos pacientes nos leitos de UTI, aumentando, desta forma, a rotatividade dos leitos. A expectativa é que em breve esse método seja ampliado para as demais alas do hospital. A implantação dos núcleos de acesso e qualidade (NAQ) também tem contribuído para otimizar o funcionamento do Hospital.

Recentemente, a Secretaria liberou plantões eventuais para garantir o funcionamento 24 horas da classificação de risco. Dessa forma são atendidos apenas pacientes de média e alta complexidade. Os demais pacientes são orientados a procurar as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs).

Além dessas medidas, explica Haroldo Melo, a Secretaria está planejando o projeto de regionalização da saúde. Ao invés de ter 24 hospitais regionais funcionando de forma precária a ideia é que os hospitais funcionem por regiões de saúde, como forma de desafogar os hospitais da capital. O Hospital Alfredo Mesquita, em Macaíba, por exemplo, deverá ser transformado em referência obstétrica para a região. Em Santa Cruz, o Hospital Ana Bezerra, será referência em obstetrícia e pediátrico, no atendimento de média e alta complexidade.

“É um processo lento, que depende do esforço de todos os municípios. Começamos pela 5ª Regional de Saúde, porque eles já têm um trabalho de realizado um trabalho semelhante de regionalização, que é o Parlamento Potengi. Estamos tentando disseminar entre os municípios essa cultura de regionalização”, ressalta o secretário adjunto de Saúde do RN, Haroldo Melo.

Alvo da operação Lava Jato, grupo OAS decide vender Arena das Dunas para quitar dívidas. Segundo comunicado, grupo venderá ativos para pagar dívidas e capitalizar seu negócio principal, a construção pesada

100%  DOS  ATIVOS

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Um dos principais alvos de investigação da Operação Lava Jato, a OAS pediu nesta terça-feira à Justiça do Estado de São Paulo a recuperação judicial de nove de suas empresas. Segundo o comunicado divulgado à imprensa, “a iniciativa foi o melhor caminho encontrado para renegociar suas dívidas com credores e fornecedores diante da intensa restrição de crédito verificada desde o final do ano passado”. Ao pedir a recuperação judicial, a empresa garante proteção da Justiça para renegociar suas dívidas e reescalonar pagamentos a credores. O plano de recuperação judicial ainda precisa ser aprovado pelas autoridades.
A OAS é a terceira empresa ligada à Lava Jato que entra com pedido de recuperação. A Alumini e a Galvão Engenharia optaram pelo mesmo caminho. A Schahin Engenharia, que não teve executivos presos mas é citada nas denúncias de cartel, contratou os serviços de Joel Thomaz Bastos, do escritório Dias Carneiro – o mesmo que cuida do processo da OAS – para entrar com o pedido na Justiça paulista.

Estão ainda na lista a OAS S.A., OAS Imóveis S.A., SPE Gestão e Exploração de Arenas Multiuso, OAS Empreendimentos S.A., OAS Infraestrutura S.A., OAS Investments Ltd., OAS Investments GmbH e OAS Finance Ltd. “Desde o início das investigações na Petrobras, as instituições financeiras têm sistematicamente restringido o acesso das empresas aos recursos necessários para a manutenção das obras”, afirmou Fabio Yonamine, presidente da OAS Investimentos.
 
A empresa, contudo, reforçou que o pedido não inclui as Sociedades de Propósito Específico (SPEs) da OAS Empreendimentos, que são responsáveis pela incorporação e construção de empreendimentos imobiliários em vários Estados.

O grupo OAS disse ainda que concentrará os esforços na área de construção pesada e venderá ativos para “para dar segurança aos investidores de que não correrão risco de ter seu negócio contestado na Justiça pelos credores da OAS”. Serão colocados à venda: a participação da OAS S.A. na Invepar (24,44% do negócio), a fatia no Estaleiro Enseada (17,5%), a OAS Empreendimentos (80%), a OAS Soluções Ambientais (100%), a OAS Óleo e Gás (61%) e a OAS Defesa (100%), além da Arena Fonte Nova (50%), em Salvador (BA), e a Arena das Dunas (100%), em Natal (RN).
 
Após o deferimento do pedido de recuperação pelo Judiciário, a empresa terá sessenta dias para apresentar o plano de reestruturação dos débitos aos credores e fornecedores, que terão mais 120 dias para discutir e aprovar a proposta. As dívidas contraídas até 31 de março serão congeladas e renegociadas. Todas as que forem feitas a partir do mês de abril serão integralmente cumpridas. Pagamentos de salários e benefícios de colaboradores não serão afetados pelo processo de Recuperação Judicial. De forma direta ou indireta, são mais de 100.000 colaboradores envolvidos.

Dívida e calote - A OAS tem mais de vinte obras de infraestrutura no país – a maior parte conseguida por meio de contratos com estatais, com o governo federal e com governos estaduais. Se, em decorrência da Lava Jato, a construtora for declarada inidônea, ela perderá seu maior cliente, a União.

Desde o final do ano passado, a empresa tem dado o calote em credores de sua dívida. Por isso, foi rebaixada pelas agências de classificação de risco à categoria “junk”. Isso significa que os investidores que compraram títulos da empresa correm sério risco de não receberem de volta os rendimentos.

O endividamento da empresa até setembro de 2014 era de 7,7 bilhões de reais, segundo a agência de classificação de risco Fitch. Atualmente, alguns fundos credores, como o Blackrock, estão vendendo os papéis da OAS no mercado secundário para fundos especializados em ativos podres, os chamados “fundos abutres” – os mesmos que detém boa parte da dívida da Argentina e hoje cobram um prêmio altíssimo para renegociá-la.


Fonte: Veja

Polícia prende dois suspeitos da morte de menina de 4 anos na praia de Muriu. Dupla foi detida na própria praia de Muriu, na tarde desta terça-feira

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A Polícia Militar e a Polícia Civil prenderam dois homens suspeitos de terem assassinado a menina Evelin Vitória Pereira Cruz, de 4 anos. A criança foi assassinada dentro de uma casa em Muriu, no final da noite desta segunda-feira, quando bandidos teriam invadido o local para matar o pai e a mãe da menina.

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Os suspeitos presos foram identificados até o momento apenas um pelo apelido de “Fia” e outro pelo nome de Cláudio. De acordo com o capitão Harisson, um desses suspeitos teria dado o “cavalo”, que é auxiliar na fuga do resto do bando.

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O outro teria sido um dos homens que invadiu a casa e atirou contra a menina Evelin Vitória. Além da criança morta, a mãe dela e um irmão também menor de idade foram baleados, mas não correm risco de morte.

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Governo do RN decreta luto oficial e sepultamento das vítimas será em Emaús Amigos e familiares das vítimas começaram a chegar ao velório no final da manhã

ACIDENTE EM ANGICOS

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Uma colisão entre dois veículos nesta segunda-feira (30) vitimou três servidores da Secretaria do Estado de Infraestrutura. Uma mulher ainda se encontra internada em estado grave. Por causa da tragédia, o Governo Estadual decretou luto oficial de três dias.

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De acordo com a PRF, o carro do governo, um Gol branco de placa OKB-9826, derrapou na pista por causa da chuva e invadiu a faixa contrária, batendo de frente com a caminhonete, uma S10, de placa HXG-9702. Das quatro pessoas que estavam no Gol, três morreram e uma está gravemente ferida. Na S10, as duas pessoas que estavam na caminhonete sofreram ferimentos leves. O velório das vítimas está acontecendo desde o final da manhã no Cemitério Morada da Paz, em Emaús, em Parnamirim. O sepultamento acontecerá no mesmo local, provavelmente a partir das 17h.

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Nesta terça (31), o governador Robinson Faria divulgou uma nota de pesar. Com profunda consternação, externo meu pesar pela perda dos servidores da Secretaria de Estado da Infraestrutura, falecidos de forma trágica na tarde desta segunda-feira, 30. “Quero manifestar minha solidariedade e apoio aos familiares das vítimas: o motorista Maxwel Barbosa de Araújo, a engenheira Maria Lívia Oliveira Araújo e o engenheiro Rodolfo Campos Cavalcanti. Neste momento de profunda dor, unimos nossos pensamentos e elevamos nossas orações a Deus, pedindo o conforto necessário aos parentes e amigos. Também manifesto solidariedade e apoio à concluinte de arquitetura Ana Beatriz Lima Câmara, que sobreviveu. Em sinal de respeito aos que se foram, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte decreta Luto Oficial de três dias”.

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No último dia 28, três homens já haviam morrido próximo ao local do acidente dessa segunda. A diferença é que a colisão que vitimou os servidores do Governo aconteceu no Km 151, enquanto o caso do dia 28 foi no Km 154. Na batida, envolvendo um caminhão e um Palio, morreram Gildo Jadson da Silva Medeiros, de 26 anos, Márcio Farias de Medeiros, de 28 anos, e José Jaílton da Silva, de 32 anos. Segundo a PRF, o caminhão invadiu a pista contrária e bateu de frente com o Palio.

Dilma transforma Henrique Alves em ‘moeda de troca’ nos conflitos com o PMDB. Imprensa nacional revela negociação da presidente com peemedebistas para aprovação de ajuste fiscal

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O presidente do Diretório do PMDB no Rio Grande do Norte, ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves, se transformou em moeda de troca no embate entre o governo federal e o PMDB. Amigo do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), Henrique foi indicado pelo seu sucessor na Presidência da Câmara para assumir o Ministério do Turismo. Entretanto, o governo estaria condicionando a nomeação de Henrique ao apoio do PMDB aos ajustes fiscais que o governo quer implantar.

A revelação está na coluna do jornalista Claudio Humberto, publicada na edição de hoje, do jornal Tribuna do Norte – veículo, aliás, de propriedade de Henrique, que consta como diretor-presidente da empresa jornalística. Diz o colunista que, “para confirmar a nomeação de Henrique ao cargo de ministro do Turismo, Dilma Rousseff impôs a condição de obter apoio dos deputados federais do PMDB ao pacote fiscal do governo e à política de reajuste de aposentadorias”.

A nomeação de Henrique para o Ministério estava acertada desde a última sexta-feira e seria anunciada hoje pelo governo, mas foi posta em “banho-maria” para prêmio por bom comportamento futuro do PMDB futuro. Assim, o potiguar, de presidente da Câmara, passa a “peso morto” para a própria legenda, já que terá de servir de moeda de troca e como cala-boca à legenda. Sua nomeação, portanto, terá um preço altíssimo para o PMDB.

Agora, segundo Claudio Humberto, a nomeação de Henrique poderá ficar para depois da Semana Santa. Para completar o quadro adverso, o presidente da Câmara Eduardo Cunha trabalha com cenário oposto. Ainda segundo o jornalista, o sucessor de Henrique na Presidência da Câmara dos Deputados “só aceita discutir apoio a projetos do governo após a nomeação do seu amigo Henrique Alves”.

O quadro é ainda de maior dificuldade para o potiguar quando se leva em consideração que o presidente do Senado, Renan Calheiros, só aceita perder o Turismo, pasta para a qual indicou o atual ministro, Vinicius Lages, se receber, em troca, outro ministério, no caso, o das Cidades, hoje controlado por Gilberto Kassab. Dilma, entretanto, ofereceu a presidência da Companhia Nacional de Abastecimento do Ministério da Agricultura.

Henrique Alves disputou o governo do Estado o ano passado, sendo derrotado por Robinson Faria. Desde então, ficou à espera de um “prêmio de consolação” do governo federal, o que viria através da indicação para o um ministério federal. No entanto, a citação ao seu nome na Operação Lava Jato terminou sustando sua nomeação. A publicação da lista com a exclusão do seu nome reacendeu o debate sobre sua indicação. No entanto, já se foi um mês após a divulgação da lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sem o nome de Henrique, e nada da nomeação do potiguar.

Líder do PMDB compara situação de Henrique a “cadáver insepulto”
O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), cobrou uma decisão “rápida”. Para o deputado, a situação de Henrique Alves compara-se a de um “cadáver insepulto” enquanto não houver uma palavra final do governo sobre sua nomeação. “Precisa ter uma decisão rápida. Era uma coisa anunciada, que o pedido de investigação sendo arquivado pelo Ministério Público, ele seria nomeado. É preciso que isso ou ocorra ou que se sepulte esse assunto. O que não dá para ficar é um cadáver insepulto”, disse.

O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), adotou a mesma linha de cobrança “Essa crise política tem que acabar, não pode ser alimentada, senão interfere na credibilidade, que está destroçando a economia. Ninguém acredita em nada. Cabe ao governo resolver esse impasse. Vamos entrar em abril e estamos há três meses sem líder do governo no Senado. As pendências com o Judiciário, com as agências reguladoras, tudo tem que ser resolvido. O caminho é encontrar uma solução para esses problemas, assim acho que acalma um pouco. O que não dá é para ficar quatro anos brigando”,  disse.

Disputas internas do PMDB dificultam nomeação do potiguar
As disputas internas travadas hoje dentro do PMDB estão dificultando a nomeação de Henrique para o Ministério do Turismo. O presidente do Senado Renan Calheiros tem mandado recados de que gostaria de uma compensação pela eventual destituição de Vinícius Lages, seu afilhado político, do comando do Ministério do Turismo. Renan já perdeu a presidência da Transpetro com a saída de Sérgio Machado.

Próximo de Henrique Alves, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, também tem dado sinais trocados. Em público afirma que cabe ao vice-presidente da República, Michel Temer, negociar os cargos do PMDB. Já em conversas reservadas, Cunha acusa o Palácio do Planalto de “não ter palavra”, segundo pessoas próximas. Isso porque, no final do ano passado, Dilma teria feito acordo para nomear Henrique Alves, caso ele ficasse de fora das investigações do esquema de corrupção na Petrobras.

Eleito presidente da Câmara com um discurso de independência em relação ao governo, Cunha teria dificuldade de assumir a paternidade da indicação de Henrique Alves porque não quer se tornar devedor da presidente Dilma. E, na avaliação de deputados do PMDB, ele ficaria desmoralizado na Casa se diminuísse a pressão em cima do Planalto depois da eventual nomeação de Henrique Alves.

“O Henrique virou um peso morto, a não ser que o Eduardo Cunha coloque a cara”, disse um integrante da cúpula do PMDB ao jornal o Globo desta sexta-feira.

A expectativa da cúpula do PMDB, de acordo com o jornal, era que Dilma batesse o martelo quanto ao destino de Henrique Alves no final da tarde de segunda-feira, em reunião da coordenação política do governo. O encontro, no entanto, foi adiado para esta terça. Pessoas próximas a Henrique Alves disseram que, dando como certa sua nomeação, o ex-deputado estava procurando um imóvel para morar em Brasília.

Apesar de os peemedebistas terem adotado o discurso de redução de ministérios e de que não querem cargos no governo, dizem que Dilma está “fritando” Henrique Alves e que o Palácio do Planalto está agindo nos bastidores para dividir as bancadas do partido na Câmara e no Senado. Depois de ter preenchido vagas na Esplanada com um petista e um aliado do PT, peemedebistas reforçaram as cobranças para que a presidente resolva as “pendências” com o PMDB.