FOTOS: Canindé Soares
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
FOTOS: Queima de fogos na ponte Newton Navarro marca passagem de ano
QUE VENHA 2016


FOTOS: Canindé Soares
FOTOS: Canindé Soares
Apesar da crise, Porto de Natal comemora ano bom
PORTO
Ainda que o país esteja em recessão, o movimento de cargas no Porto
de Natal tem crescido durante este ano. Com relação a 2014 (de janeiro a
outubro), o aumento foi de 24,45%. As importações cresceram 32,9% e as
exportações, 8,9%. Para o final do ano, os percentuais podem crescer
ainda mais.
Cerca de 406 mil toneladas de produtos
já passaram pelo cais da capital potiguar neste ano. Em 2014, o número
foi um pouco inferior a 327 mil. No Terminal Salineiro de Areia Branca, o
incremento foi de 21,76%, tendo passado de 1,2 milhões para 1,4
milhões. No total, as movimentações portuárias no Rio Grande do Norte
cresceram em 22,33%, num salto que parte de 1.547.455 para 1.892.933.
Nesse
trânsito de mercadorias, 30% das exportações é de frutas. Em tempos de
seca, a fruticultura irrigada continua sendo alternativa, gerando lucros
aos produtores. O diretor técnico e comercial da Companhia Docas do Rio
Grande do Norte (Codern) Hanna Safieh, chama atenção para o melão, uma
das principais culturas exportadas.
Por essa
razão, a maior parte está em reefers, contâiners refrigerados. As cargas
incluem ainda tecidos, pescados e outros produtos diversos.
“Hoje
o melão é o carro-chefe. Estamos em plena safra. Dependendo do navio,
levamos 300 contêiners em média ou semana a 490 com destino à Europa,
Espanha, Portugal, França, Holanda e Grã-Bretanha”, conta.
Recentemente,
em 26 de outubro, um navio viajou levando para a Europa 412
contêineres, com frutas, pescados e produtos têxteis, recorde de volume
embarcado em apenas três dias.
De acordo com o relatório da
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), no segundo
trimestre de 2015, as principais mercadorias movimentadas em navegação
interna foram sementes, grãos e frutos (33,8%), minérios (18,2%) e
combustíveis (15,1%).
A movimentação de minérios superou a de combustíveis em torno de 400 mil toneladas.
Até
o mês de outubro, o volume de importações no Rio Grande do Norte
aumentou em 32,9%, com 235.547,06 toneladas. Em 2014 chegaram ao Porto
de Natal 177.230,95 toneladas, contrariando a máxima que discute a baixa
de importações quando o dólar está cotado a valores mais altos. Grande
parte das importações é do trigo. “Eles não vão diminuir porque precisa
abastecer a cidade a importação e até aumentaram”, diz Hanna Safieh.
O
gerente de importações do Porto de Natal e de infraestrutura da Codern,
Vinicius Cavalcante completa a informação lembrando que a empresa
importadora Moinho Potiguar ampliou sua capacidade e demanda de
produtos. “O aumento de trigo foi maior que as demais importações”,
observa.
Do volume de importações em 2015,
199.771 toneladas eram de trigo, enquanto no mesmo período do ano
anterior as cargas chegaram a somar aproximadamente 150 mil.
As
exportações por meio do Porto do Natal já cresceram em 8.9%, tendo
passado de 157.051,15 toneladas, em 2014, para 171.209,73, entre janeiro
e outubro de 2015.
Para os meses de novembro e
dezembro, a expectativa de movimentação é muito boa. “Novembro e
dezembro são os mais fortes em Natal, por causa dos embarques de frutas
para o Natal na Europa”, conta Hanna.
Robinson espera redenção na economia potiguar em 2016
ECONOMIA

Aguardando recursos
Parece utópico, mas o governador Robinson Faria está confiante de
que em 2016 vai desfrutar dos resultados de medidas que foram tomadas
por sua gestão em 2015 e aponta o mês de março como divisor de águas.
Assim como diz a famosa canção “águas de março”, de Tom Jobim, a
promessa de vida, nesse caso, do Rio Grande do Norte, é para o
fechamento do verão, quando se prevê que começarão a serem superadas as
dificuldades financeiras do início da gestão. O governador espera que
estado receba, pelo menos R$ 1,095 bilhão até o mês de março.
Robinson
Faria acredita que neste período o estado vai começar a apresentar
sinais de equilíbrio financeiro e fiscal, mesmo com a crise que promete
não ir embora tão cedo, segundo analistas econômicos. “A partir de março
o estado estará em seu equilíbrio, vivendo um momento de maior
conforto. Não será um clima de folga, mas de maior tranquilidade tendo
como melhorar o custeio e assumir contrapartidas de obras. Vamos
vencer”, afirma o governador.
O chefe do Executivo
estadual quer implantar no RN uma gestão de modernidade trabalhando
com metas, ajustes fiscais e mecanismos de emprego e renda. “Nós estamos
caminhando para 2016 com medidas que ainda não surtiram efeito em 2015 e
só serão evidenciadas em 2016”. A primeira delas é o esforço em
fomentar a indústria para melhorar a arrecadação e a geração de empregos
no estado.
O governador destaca que o Progás
agora ganhou nova roupagem. A Lei Complementar n° 558/2015 regulamentou
o, agora, RN Gás+. “Agora é o governo do estado que vai oferecer o
incentivo do gás para a indústria e com isso acabamos com o jogo do
empurra do governo com a Petrobras que sempre tratava de forma vertical a
questão”, diz o governador. Em 2015 nove indústrias foram beneficiadas
com o subsídio do gás natural com desconto de 48,77% em cima de
percentuais estabelecidos no regulamento. O incentivo impacta na geração
de 20 mil empregos diretos.
Outra medida apontada
pelo governador foi a redução da alíquota do ICMS do QAV (Querosene de
aviação) que caiu de 17% para 12% com objetivo de atrair mais voos para o
Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, e
com isso, fomentar o turismo que este ano atravessou não sofreu abalos
da crise, segundo empresários do setor.
A conquista do centro
de conexões da Latam, chamado Hub da TAM, é outra aposta do governo do
Estado. Segundo Robinson Faria, já foi oferecido à Companhia aérea uma
proposta de incentivo fiscal e estuda-se com a Petrobras a possibilidade
de reduzir o preço do querosene da aviação (QAV) produzida na Refinaria
Potiguar Clara Camarão, em Guamaré, litoral norte do RN.
além
disso, o Aeroporto oferece, de acordo com estudos da TAM, maior
capacidade para a implantação do centro de conexão de voos da companhia,
gerando mais empregos, desenvolvimento e recursos para o estado.
Segundo estudos da TAM, o hub pode gerar entre 24 mil e 35 mil emprego
em solo potiguar e provocar crescimento de 7,2% no PIB estadual.
Robinson
Faria também aguarda com boas expectativas sobre o resultado da
auditoria na folha de pessoal que foi concluída pela empresa de
consultoria Delloite. Foram encontrados 81 pontos de inconsistência na
folha que vão desde pagamentos irregulares e acúmulo de cargos
incompatíveis, até servidores que não foram recadastrados e, por isso,
não há garantia de que ainda estejam executando suas funções, gerando
redução de gastos com pessoal.
Além disso, o
recadastramento dos servidores e o censo previdenciário vão ajudar a
redimensionar o tamanho do funcionalismo, que representa mais de 53% da
Receita Corrente Líquida estadual e custa em média R$ 180 milhões/mês
aos cofres do governo. “As empresas responsáveis por esses dois serviços
dizem que podemos chegar a uma economia de 5% a 10% na folha. Quando
chegar março, serão mais de R$ 500 milhões por ano (de economia)”,
destaca.
Para modernizar a gestão, mais uma
consultoria está em andamento com empresa Publish Consultoria que,
segundo Robinson está ouvindo todos os setores produtivos para planejar o
estado dos próximos 20 anos.
Estado vai repor recursos do Funfir
Um
dos problemas que cresceu como uma bola de neve ao longo de 2015 foi o
déficit previdenciário. A unificação dos fundos do Instituto de
Previdência do Estado - Ipern permitiu que o governo mantivesse a folha
dos servidores em dia, utilizando recuros do Fundo Previdenciário
Unificado - Funfir. Mas, por outro lado, agora o Tribunal de Contas do
Estado (TCE) o obriga a pagar até o final deste ano que chega a devolver
os mais de R$ 300 milhões utilizados para complementar a folha.
Graças
às boas condições que o governador acredita que o estado terá, esse
pagamento será concretizado no prazo. “O fundo vai ser reposto
paulatinamente a partir do equilíbrio financeiro e fiscal que o estado
vai conquistar em 2016”, diz. Ele relata que assumiu o estado “arrasado”
e precisava seguir um caminho sem deixar o estado falir, por isso optou
por utilizar o fundo sabendo da responsabilidade de ressarci-lo.
“Recebi o estado com caixa vazio e déficit mensal da Previdência de R$
100 milhões. Utilizamos sabendo do risco e do compromisso do
ressarcimento. Utilizamos o fundo unicamente para pagar o dinheiro dos
servidores”.
Em março o estado
já deve sentir os efeitos do aumento da arrecadação graças ao novo
pacote fiscal que foi aprovado em pela Assembleia Legislativa em
outubro, reajustando taxas do ICMS, do IPVA e do ITCMD (Imposto de
Transmissão Causa Mortis e Doação). O estado passará a contar com R$ 20
milhões extras de arrecadação. “A soma dessas medidas somadas a um
ambiente mais sedutor e atraente para investimentos vai aumentar a
arrecadação. Em Parelhas está sendo criado um novo polo industrial com
mais empresas, mais emprego e ICMS. Somos um governo que pensa igual ao
empreendedor”, diz Faria.
Até o mês de março,
também se espera que as operações de créditos solicitadas pelo governo
sejam autorizadas pelo governo federal. São duas que somam quase R$ 1
bilhão. “Não são dinheiro do governo. O estado tem condições de fazer e
cumprir. Tem capacidade de endividamento e vão servir para fomentar a
economia”, diz o governador.
Uma destas operações é
o empréstimo de R$ 850 milhões com o Banco do Brasil para ser usado em
obras de infraestrutura para a dinamização da economia, garantindo
sustentabilidade e geração de emprego e renda. “Temos duas oportunidades
de investimento. Uma do Banco do Brasil de 850 milhões. O Ministro da
Fazenda anterior (Joaquim Levy) não autorizou, mas o novo Ministro
(Nelson Barbosa) tem outra visão econômica. Temos também o Proinvest a
receber desde o governo Rosalba (Ciarlini, ex-governadora). São R$ 95
milhões que estão sendo liberados”, afirma Robinson.
As
obras com recursos do Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e
do Distrito Federal (Proinveste) serão somados aos do Pro-transporte
totalizando cerca de R$ 200 milhões. “Com isso vamos terminar as obras
na Avenida Moema Tinoco, a Prudente de Morais e os acessos ao Aeroporto
de São Gonçalo do Amarante para fomentar o turismo e o Hub da TAM”,
destaca o governador.
O que espera o Governo até março
Economia da folha:
R$ 41,6 mi/mês
Aumento na arrecadação:
R$ 20 milhões/mês
Total
60,6 milhões por mês
Empréstimo BB:
R$ 850 milhões
Proinvest:
R$ 95 milhões
Pro-transporte:
R$ 90 milhões (aprox)
Total
R$ 1,035 bilhão
Verão 2016 deve ser o mais quente dos últimos anos, prevê a Emparn
VERÃO QUENTE
O ano começa com uma previsão pouco animadora para quem já vem
sofrendo com o calor dos últimos meses em Natal. As temperaturas
registradas em 2015 não devem parar de subir e teremos, muito
provavelmente, um verão ainda mais quente que nos anos anteriores –
sobretudo entre janeiro e fevereiro. O clima, no entanto, deve ficar
mais ameno que no interior do estado, onde os termômetros também devem
bater recorde de marcação durante o mesmo período.
De
acordo com um prognóstico divulgado pela Empresa de Pesquisa
Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) no início dessa estação,
que começou oficialmente às 1h48 do último dia 22 de dezembro, as
temperaturas máximas na Grande Natal irão ficar 1º Celsius acima do
habitual, que normalmente gira em torno dos 31ºC nessa época do ano.
Entretanto, essa elevação pode ser ainda
mais alarmante, chegando a registrar um aumento de até 2ºC, com
temperaturas oscilando entre 32ºC e 33ºC no verão natalense. A
informação é do meteorologista da Emparn, Gilmar Bistrot, que alerta
também para a umidade acima do normal, o que contribuí para ampliar
ainda mais a sensação de calor, podendo ser aliviada ocasionalmente com
pancadas de chuva.
Segundo ele, a anomalia térmica
também está afetando o Oceano Atlântico Sul, elevando a temperatura das
águas e causando um efeito estufa natural sobre o litoral potiguar.
“Isso está fazendo os dias ficarem mais abafados e, obviamente, mais
quentes com sensação de mais calor ainda”, esclarece.
O
meteorologista também explica que a anormalidade no clima é ocasionada
pelo fenômeno El Niño presente no Oceano Pacífico Equatorial. O evento
causa um aquecimento desproporcional das águas superficiais e
sub-superficiais, diminuindo a ocorrência de chuvas no continente e
aumentando as temperaturas.
“Outro fator que colabora para a sensação
térmica elevada é que as temperaturas mínimas também estão acima do
normal. E não é pouca coisa, mas até 2ºC”, acrescenta Gilmar Bistrot,
dizendo que, se antes eram registradas mínimas de 23ºC na capital, hoje
os termômetros marcam 25ºC no horário mais ameno do dia. “Os dias estão
esfriando menos e isso dificulta a formação de chuvas e brisas. A manhã
já começa quente”, afirma.
Apesar do profissional
da Emparn dizer que a tendência é que a temperatura comece a cair após o
mês de fevereiro, o comerciante Genesis Ferreira de Arruda, 52, que
trabalha há quase duas décadas na praia de Ponta Negra, vendendo cerveja
e petiscos para os banhistas, declara estar sentindo essa diferença no
clima já há alguns anos.
“Antes, quando a gente
armava a barraca na areia, por volta das 7h da manhã, não estava tão
quente. Hoje, a gente levanta às 6h com o sol que deveria estar fazendo
às 9h”, compara.
Genesis, que é proprietário de um
quiosque na orla da praia, uma das mais visitadas por turistas em
Natal, também explica a forma curiosa que desenvolveu para poder
comprovar a mudança no clima: o aumento na temperatura das pedras
instaladas na areia para conter o avanço do mar no calçadão.
“A
gente tem que passar por elas direto, pra buscar alguma coisa no
quiosque, e tem hora que não dá, tem que passar pulando ou então queima
os pés. O nosso termômetro aqui são essas pedras”, diz.
Sol forte
Também
atuando na praia de Ponta Negra, o autônomo Jacinto de Souza, de 59
anos e que trabalha há 30 como vendedor ambulante na região, declara ter
notado a diferença com o passar do tempo. “Mas este ano está ainda mais
quente”, atesta.
Ele lembra a importância de se
proteger dos efeitos dos raios solares, assegurando que nunca esquece o
protetor solar e a camisa de manga comprida para evitar queimaduras na
pele. Jacinto atualmente vende óculos de sol para os banhistas e avisa
que, no verão, o item é essencial para quem vai visitar a praia. “Sem
eles eu fico logo com a vista ardendo. É bom até mesmo para descansar os
olhos, que não se esforçam tanto para enxergar algo contra o sol”,
coloca.
Temperaturas tão altas quanto as que estão
previstas para o verão desse ano não eram sentidas desde 1998, quando
chegou a ser registrado até 35ºC em Natal. No interior, as máximas devem
ultrapassar essa marca, elevando-se cerca de 1ºC acima da média e
variando entre 36ºC e 37ºC nas cidades e regiões mais quentes do
estado.
Dermatologista recomenda cuidados para se proteger do sol
Com
o verão mais quente, muitas pessoas tendem a procurar mais as praias e
piscinas para se refrescarem. É nesse momento que surge o risco do
surgimento de alguma doença de pele ocasionada pela exposição do corpo
aos raios ultravioletas, emitidos pelo sol.
Apesar
de não ter relação direta com a temperatura, é no período de veraneio
em que mais são registrados problemas como câncer ou envelhecimento
precoce de pele. De acordo com o demartologista e professor da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Arnóbio Pacheco, é preciso
tomar certas precauções durante esse período.
“A primeira recomendação é para as pessoas
não irem com tanta sede ao pote e reduzam o tempo de exposição ao sol,
pelo menos inicialmente”, determina, acrescentando que o corpo tem uma
proteção natural contra os raios UV, mas que ela precisa de tempo para
se desenvolver e uma exposição muito demorada pode gerar queimaduras.
“Outra
forma de prevenção é o uso de filtro solares, de preferência meia hora
antes da exposição aos raios, o uso de roupas com proteção UV e chapéus,
bonés e viseiras para evitar acidentes em áreas sensíveis”, explica.
Com o aumento do calor, também é recomendável a ingestão de muita água,
para evitar que ocorram problemas de desidratação.
Temperatura global registra elevação em quatro anos
O
aumento na temperatura não é um fenômeno recente. Nos últimos quatro
anos, os institutos de pesquisas meteorológicas registraram uma elevação
progressiva nas condições climáticas de todo o planeta. De acordo com
dados da agência americana National Oceanic and Atmosphere
Administration (NOAA), que estuda as alterações na atmosfera e nos
oceanos, desde 2012 a temperatura global já subiu 0,27ºC.
O
ano menos quente da década foi registrado em 2011, quando houve a
redução de 0,15ºC no período de apenas um ano. Antes de 2014, o ano que
detinha a maior média histórica era 2010. Ambos apresentaram as maiores
máximas já alcançadas desde que a temperatura mundial começou a ser
medida no ano de 1880.
Em relação ao período
posterior à Revolução Industrial, o planeta ficou 0,85ºC mais quente.
Essa elevação foi atingida no ano passado, mas com a previsão de que as
temperaturas continuem subindo em 2016, são baixas as esperanças de uma
melhora no clima para breve.
Há cerca de duas semanas, no último dia 12
de dezembro, foi acordado no relatório final da Conferência do Clima da
ONU, em Paris, que as 195 nações que assinaram o documento se
comprometeriam a frear o aquecimento global, principal responsável pelas
constantes elevações na temperatura. A intenção dos países é que esse
aumento fique abaixo dos dois graus, mas com esforços para a elevação
não supere os 1,5ºC.
Os estados mais
desenvolvidos, inclusive, aceitaram financiar o combate ao aquecimento
global dos países com menos recursos. O investimento total para isso
deve ser de US$ 100 bilhões ao ano.
No entanto,
com a projeção de que 2016 atinja a elevação de 1,14ºC na temperatura
média global, em relação ao período pré-industrial, os arranjos
acertados na Conferência do Clima (considerado um “dia histórico” pelo
presidente francês François Hollande) se tornam bem mais complicados de
serem obtidos.
Para se calcular a temperatura do
planeta, são utilizados os dados de aproximadamente 6.300 estações
meteorológicas espalhados pelo mundo, incluindo unidades localizadas em
navios e na Antártida. Combinam-se os registros de temperaturas nos
oceanos, que englobam quase dois terços da Terra, com as temperaturas
encontradas nos continentes.
MP de Dilma suspende cobrança judicial para pequenos produtores do RN
COBRANÇA JUDICIAL
Uma media provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff e
publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (31) prorrogou o
prazo para que os pequenos agricultores do semiárido nordestino, bem
como todos os devedores enquadrado nas "operações de risco" do governo
federal possam renegociar suas dívidas. A medida beneficia produtores
potiguares que seriam processados pelos bancos públicos por estarem
inadimplentes. Muitos deles perderam investimentos por causa da seca e
não tiveram como pagar seus financiamentos.
A inscrição na dívida ativa está suspensa até o dia 31 de dezembro de 2016. Até lá, os devedores terão oportunidade de renegociar suas dívidas, com descontos que vão de 40% a 80%. Na última terça-feira (29), em entrevista ao NOVO, o superintendente do Banco do Nordeste no Rio Grande do Norte, José Mendes Batista, explicou que a lei 12.844 de 2013 que autorizava a renegociação se vencia nesta quinta-feira (31) sem nenhuma medida ter sido tomada no Congresso Nacional. Com isso, os bancos públicos seriam obrigados a cobrar os inadiplentes pela via judicial.
“O prazo de prescrição das dívidas (...) fica suspenso a partir da data de publicação desta Lei até 31 de dezembro de 2016. As operações de risco da União, enquadradas neste artigo, não devem ser encaminhadas para inscrição na Dívida Ativa da União até 31 de dezembro de 2016”, diz o texto da MP 707. O documento também é subscrito pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.
Ao longo do ano, o BNB, que é responsável pela maior parte dos financiamentos de risco no estado, renegociou R$ 150 milhões em dívidas, somadas de 12 mil operações de crédito com clientes inadimplentes. Para se ter uma ideia, isso é quase o total de financiamentos contratados em um ano. A Superintendência potiguar espera encerrar 2015 com financiamentos de crédito rural somando entre R$ 170 e R$ 180 milhões, dos quais R$ 120 milhões são apenas da agricultura familiar.
por:NOVO
A inscrição na dívida ativa está suspensa até o dia 31 de dezembro de 2016. Até lá, os devedores terão oportunidade de renegociar suas dívidas, com descontos que vão de 40% a 80%. Na última terça-feira (29), em entrevista ao NOVO, o superintendente do Banco do Nordeste no Rio Grande do Norte, José Mendes Batista, explicou que a lei 12.844 de 2013 que autorizava a renegociação se vencia nesta quinta-feira (31) sem nenhuma medida ter sido tomada no Congresso Nacional. Com isso, os bancos públicos seriam obrigados a cobrar os inadiplentes pela via judicial.
“O prazo de prescrição das dívidas (...) fica suspenso a partir da data de publicação desta Lei até 31 de dezembro de 2016. As operações de risco da União, enquadradas neste artigo, não devem ser encaminhadas para inscrição na Dívida Ativa da União até 31 de dezembro de 2016”, diz o texto da MP 707. O documento também é subscrito pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.
Ao longo do ano, o BNB, que é responsável pela maior parte dos financiamentos de risco no estado, renegociou R$ 150 milhões em dívidas, somadas de 12 mil operações de crédito com clientes inadimplentes. Para se ter uma ideia, isso é quase o total de financiamentos contratados em um ano. A Superintendência potiguar espera encerrar 2015 com financiamentos de crédito rural somando entre R$ 170 e R$ 180 milhões, dos quais R$ 120 milhões são apenas da agricultura familiar.
por:NOVO
Presidente do PSL avalia gestão de Carlos Eduardo: “Ficou muito a desejar.” Obras que se arrastam no município de Natal e precariedade dos serviços básicos são razões da avaliação negativa de Araken Farias
POLÍTICA
As
obras que se arrastam no município de Natal e a precariedade dos
serviços básicos são apontados pelo presidente estadual do Partido
Social Liberal (PSL), Araken Farias, como razões pelas quais ele avalia
negativamente a gestão do prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT).
Na visão do presidente do PSL, a cidade está “bonita, está enfeitada”,
mas não é disso que o povo de Natal precisa.
“Numa
avaliação genérica, ficou muito a desejar a gestão do prefeito Carlos
Eduardo. Faltou ele fazer muita coisa, um exemplo é o Viaduto do Baldo e
outras obras que estão se arrastando. A cidade está bonita, está
enfeitada, mas o que o povo precisa mais é assistência médica,
transporte público, que está um caos, educação”, avalia.
Para Araken, a prioridade do governo municipal para 2016 deve ser os serviços básicos essenciais para a população.
“Saúde,
educação e a própria segurança, que não é competência do município, mas
poderia usar a Guarda Municipal nas paradas para evitar os assaltos,
iluminação nas periferias, porque tudo isso ajuda a evitar que crimes
aconteçam”, disse.
por:AgoraRN
Seis apostas acertam a Mega da Virada e cada uma leva R$ 41 milhões. Apostas ganhadoras são: uma de AL, uma de SP e quatro do ES
MEGA DA VIRADA
A Caixa Econômica Federal divulgou os números sorteados na Mega Sena da Virada. São eles: 02-18-31-42- 51- 56.
O sorteio aconteceu em São Paulo. O valor do prêmio este ano ficou em R$ 246.533.514,19 milhões.
Uma
das apostas ganhadoras é de Alagoas, outra é de São Paulo e quatro são
do Espírito Santo. As apostas premiadas são das cidades de Água Branca
(AL), Cerquilho (SP), Vitoria (ES), Vila Velha (ES) e Guaçuí (ES). Cada
ganhador vai receber R$ 41.088.919,05.
RN supera meta do Ministério da Justiça e reduz os índices de assassinatos em 2015. Foram 115 assassinatos a menos no estado quando comparado com 2014, o que equivale a uma redução de 6,5%
MUITO POUCO
A
Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed),
por meio da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises
Criminais (Coine), divulgou nesta quinta-feira (31) o relatório
estatístico acerca dos crimes violentos letais intencionais (CVLIs) no
Rio Grande do Norte. O relatório apontou uma redução de 115 assassinatos
no estado, ao deste ano, quando comparado com 2014, o que representa
uma redução de 6,5% de CVLIs no RN.
Em 2015
foram registrados 1.653 crimes violentos, enquanto que, no ano passado,
foram 1.768 casos. Com este resultado, o RN supera a meta pactuada com o
Ministério da Justiça que prevê uma redução de 5% de CVLIs ao ano, nos
estados da federação, até 2018, e consegue um feito inédito, desde 2004,
quando a violência só crescia no estado.
Conforme
relatório, as maiores reduções ocorreram nas regiões Leste e Oeste
Potiguar, onde também está incluída as cidades da região Metropolitana.
No Leste Potiguar, a queda dos índices foi de 10,7% e no Oeste Potiguar
de 12,4%. Do total de registros de assassinatos ocorridos em 2015, Natal
computou um total de 502 casos contra 588, em 2014, e Mossoró 162
contra 193, no ano passado.
Quanto as
cidades que tiveram o melhor resultado, quanto a redução de CVLIs, estão
Patú (-77,8%), Umarizal (-70,6%), Goianinha (-69,2%), Areia Branca
(56,5%), Pendências (-50%), São José de Mipibú (-45,1%), Serra do Mel
(-40%), Assú (-29,6%), Mossoró (-16,1%), Natal (-14,6%), Ipanguaçu
(-11,1%), Macaíba (-6,9%), Ceará Mirim (-3,5%) e Parnamirim (-1,5%).
“Em
2015, conseguimos retirar o RN do ranking das cidades mais violentas do
Nordeste. Em anos anteriores chegamos a ocupar a 5ª colocação. Os dados
atuais demonstram que a gestão está no caminho certo e esse desempenho
dedico aos bravos profissionais da Segurança Pública que, apesar de
alguns desafios ainda existentes, se mantém dedicamos e comprometidos
com à sociedade!”, disse a secretária da Sesed, Kalina Leite.
porAgoraRN
Salário mínimo de R$ 880 vale a partir de hoje. Valor foi reajustado com base na inflação apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
SALÁRIO MÍNIMO
O
salário mínimo passa a valer R$ 880 a partir de hoje (1º). São R$ 92 a
mais do que o valor anterior de R$ 788. O reajuste de 11,6% terá impacto
direto para cerca de 40 milhões de trabalhadores e aposentados que
recebem o piso nacional e, segundo o Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão, a medida causará impacto de R$ 30,2 bilhões nas
contas públicas em 2016.
O valor foi
reajustado com base na inflação apurada pelo Índice Nacional de Preços
ao Consumidor (INPC) acumulado nos 12 meses anteriores ao mês do
reajuste. A fórmula para o cálculo leva também em conta a variação do
Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas do país, de dois
anos anteriores.
A regra de cálculo do
salário mínimo é garantida por lei até 2019, e o ministro da Fazenda,
Nelson Barbosa, tem indicado que o governo não pretende fazer alterações
na fórmula. Na avaliação do coordenador de Relações Sindicais do
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), José Silvestre Prado de Oliveira, na conjuntura atual, em que a
atividade econômica está em baixa, a regra em vigor é benéfica ao
governo.
"No momento, para o governo,
essa fórmula se encaixa bem no ajuste fiscal, porque reflete o PIB. O
salário mínimo a partir de janeiro de 2016 vai ter apenas o INPC, pois o
crescimento do PIB em 2014 [período levado em conta para o cálculo] foi
de 0,1%. Ou seja, foi nulo." Oliveira destaca que o valor do salário
mínimo está aquém das necessidades dos trabalhadores.
A
lei que criou o salário mínimo foi assinada em 1936, pelo então
presidente Getúlio Vargas. A legislação definiu o valor como a
remuneração mínima devida ao trabalhador, capaz de satisfazer suas
necessidades de alimentação, vestuário, habitação, higiene e transporte.
Na
prática, entretanto, o mínimo não cobre todos os gastos de
trabalhadores, como os da atendente Ana Carolina da Silva, de 19 anos,
moradora de Sobradinho, no Distrito Federal (DF). Segundo ela, o salário
mínimo é pouco para as despesas do mês. “Não supre minhas necessidades.
Deveria ser pelo menos R$ 2 mil. Mesmo assim, o aumento, apesar de
pouco, vai ajudar bastante", diz.
Um
cálculo do Dieese aponta mensalmente qual deveria ser o salário mínimo
para atender às demandas básicas do trabalhador. "A gente faz essa
estimativa com base no preceito constitucional", explica José Silvestre
Prado de Oliveira. De acordo com a medição mais recente, relativa a
novembro de 2015, o salário mínimo deveria ter sido de R$ 3.399,22 no
período. A metodologia usa critérios como a cesta básica de alimentos
por região e está disponível no site do Dieese. A estimativa para
dezembro ainda está sendo apurada.
Moradora
de Águas Lindas – cidade goiana no Entorno do Distrito Federal –,
Brenda Almeida do Nascimento, de 22 anos, recebe auxílio do governo e
precisa da ajuda da mãe e de trabalhos extras para suprir as
necessidades mensais. “Seriam necessários mais de R$ 900 para suprir as
necessidades. O aumento deveria ser de pelo menos R$ 150, porque não
adianta aumentar só isso e aumentar arroz, feijão, luz. Ninguém se
contenta com esse valor, preciso do apoio da minha mãe e trabalhar por
fora pra conseguir pagar meu aluguel e a luz", conta.
A
auxiliar de serviços gerais Jacilene Cardoso Santos, de 46 anos, mora
em Ceilândia, no DF, e considera também o aumento insuficiente. “O
salário é baixo, o justo eles nunca vão pagar, mas deveria ser de pelo
menos uns R$ 1,3 mil para ajudar. O aumento não vai ajudar muito, porque
quando você vai ao mercado está tudo mais caro e acaba ficando a mesma
coisa. Não supre as necessidades, principalmente para quem tem filhos.”
Presos fogem da penitenciária Mário Negócio Primeiras informações é que pelo menos 15 detentos escaparam
FUGA EM MOSSORÓ
Pelo
menos 15 presos fugiram na madrugada desta sexta-feira (1º) da
penitenciária Mário Negócio, em Mossoró. A fuga foi confirmada pelo
diretor do presídio, Eli Alves.
Segundo o
diretor da unidade prisional os presos escavaram um túnel e fugiram por
volta da meia noite. A PM foi acionada e segue nas buscas pelos
detentos.
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