sexta-feira, 1 de junho de 2018

CBF divulga numeração oficial do Brasil na Copa da Rússia. Neymar, como de costume, será o camisa 10

DO 1 AO 23
 CBF divulga numeração oficial do Brasil na Copa da Rússia

A Seleção Brasileira já tem sua numeração oficial para os dois próximos amistosos da equipe e também para a Copa do Mundo Rússia 2018. A principal novidade está na camisa de número 2, que ficará com Thiago Silva, a mesma que usa em seu clube.

 Notícias ao Minuto

Veja abaixo:

1 Alisson
2 T. Silva
3 Miranda
4 Geromel
5 Casemiro
6 Filipe Luís
7 Douglas Costa
8 Renato Augusto
9 Gabriel Jesus
10 Neymar
11 Philippe Coutinho
12 Marcelo
13 Marquinhos
14 Danilo
15 Paulinho
16 Cássio
17 Fernandinho
18 Fred
19 Willian
20 Firmino
21 Taison
22 Fagner
23 Ederson


Esta numeração servirá para Brasil x Croácia, neste domingo (3), para o duelo contra a Áustria, marcado para o dia 10, e será a mesma na disputa do Mundial.

Destaque para o goleiro Cássio, que usará a camisa 16, já que Marcelo usará seu mesmo número do Real Madrid, o 12.

(por Notícias Ao Minuto) 

Ex-advogado da Odebrecht será ouvido em comissão da Câmara. Defesa do ex-presidente Lula solicitou que Rodrigo Tacla Duran prestasse depoimento sobre suposta falsidade de documentos por parte da empreiteira

LAVA JATO
 Ex-advogado da Odebrecht será ouvido em comissão da Câmara

O advogado e ex-consultor Rodrigo Tacla Duran, que realizou serviços como advogado da Odebrecht e que seria testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será ouvido por meio de videoconferência, nesta terça-feira (5), às 10h, pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, na Câmara dos Deputados.

A defesa do ex-presidente Lula solicitou que Duran prestasse depoimento sobre suposta falsidade de documentos por parte da Odebrecht, no âmbito da operação Lava Jato. O Ministério Público Federal quer que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeite o pedido.

A iniciativa da audiência pública é do deputado Wadih Damous (PT-RJ). “Ele possui diversas informações relevantes sobre a Operação Lava Jato e, por isso, deve ser ouvido nas instâncias adequadas e responsáveis pelo processo. Porém, por causa de diversas negativas injustificadas, teve violado o direito ao devido processo legal, além da garantia ao contraditório e da ampla defesa”, afirma Damous.

O parlamentar acrescenta que “não se pode admitir o cerceamento de defesa, especialmente quando se trata de um processo de tamanha relevância para o País, cujas consequências podem ser altamente prejudiciais aos investigados ou até condenados injustamente”.

Histórico

Em dois depoimentos, um à CPI da JBS e outro à defesa do ex-presidente Lula, Rodrigo Tacla Duran mostrou documentos que não conferem com os que teriam sido obtidos no sistema eletrônico de contabilidade da Odebrecht – o “My Web Day”. Essa diferença, alega a defesa de Lula, pode indicar que houve algum tipo de alteração. Tacla Duran submeteu esses documentos a uma perícia na Espanha, onde morou, e a autenticidade foi atestada. Mas uma perícia não foi feita pela Polícia Federal no Brasil por falta de acesso ao sistema.

Em novembro de 2016, Duran teve a prisão preventiva decretada pelo juiz federal Sérgio Moro, foi preso na Espanha, mas libertado porque tem dupla cidadania, o que impediu a extradição. 

(por Notícias Ao Minuto)

Um mês após tragédia, sem-teto seguem no Largo do Paissandu. Prefeitura admite impasse, mas diz que a maior parte das vítimas do incêndio do edifício Wilton Paes de Almeida já foi atendida

ISTO É BRASIL!
 Famílias sem-teto que moravam no edifício Wilton Paes de Almeida recebem alimento de voluntários, no Largo do Paissandu, região central de São Paulo (SP) - 02/05/2018
 Segundo município, 126 famílias permanecem no Largo do Paissandu, no centro de SP, um mês após desabamento de edifício (Nacho Doce/Reuters)
 Bombeiros trabalham no combate ao incêndio que atingiu o edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, região central de São Paulo (SP) - 01/05/2018
 Bombeiros trabalham no combate ao incêndio que atingiu o edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, região central de São Paulo (SP) - 01/05/2018 (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)
Famílias sem-teto que moravam no edifício Wilton Paes de Almeida recebem alimento de voluntários, no Largo do Paissandu, região central de São Paulo (SP) - 02/05/2018
 Famílias sem-teto que moravam no edifício Wilton Paes de Almeida recebem alimento de voluntários, no Largo do Paissandu, região central de São Paulo (SP) - 02/05/2018 (Nacho Doce/Reuters)
 Escavadeira remove escombros de prédio do Largo do Paissandu, na região central de São Paulo (SP) - 02/05/2018
 Escavadeira remove escombros de prédio do Largo do Paissandu, na região central de São Paulo (SP) - 02/05/2018 (Nacho Doce/Reuters)

Passado um mês do incêndio e desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, que deixou sete mortos no centro de São Paulo, ainda não há solução oficial à vista para o acampamento de sem-teto que surgiu na sequência no Largo do Paissandu. Segundo dados da própria Prefeitura, 126 famílias, algumas com até cinco crianças, se amontoam em barracas, em meio a lixo e roupas sujas.

“A gente fica aqui e eu estou esperando que venham dar moradia para a gente. Disseram que vão dar no dia 13”, disse a desempregada Deise da Silva Rodrigues, de 32 anos, mãe de cinco filhos, a mais nova ainda sendo amamentada, ao repetir alguns dos boatos que correm entre as barracas.

Deise já recebe auxílio-moradia da Prefeitura, por ter perdido a casa em um incêndio ocorrido na Favela do Moinho, na Barra Funda, há três anos. Usava parte do dinheiro para viver na ocupação. Ao perder o lar para o fogo pela segunda vez, tenta sobreviver mantendo as crianças perto de vista e esperando ajuda pública.

A prefeitura admite que existe um impasse sobre o atual acampamento e destaca que a maior parte das vítimas da tragédia já foi atendida. O posicionamento foi dado com base em visitas da Assistência Social concluídas um mês antes do incêndio, nas quais foram cadastradas 171 famílias no local — com vistas a uma futura desocupação. Do cadastro prévio, 144 famílias foram localizadas. “Algumas já vão receber o segundo cheque (de R$ 400 de auxílio-aluguel)”, disse o secretário da Habitação, Fernando Chucre.

As 126 famílias atualmente no Largo não estão nessa lista. Para elas, “o que a prefeitura pode fazer é todo dia ir lá oferecer abrigamento”. “É a ferramenta que temos”, ressaltou Chucre. Por noite, a prefeitura paga 60 pernoites para vítimas do incêndio. E soluções menos negociadas estão fora da mesa. “Existem garantias individuais de que o cidadão pode permanecer nos lugares. Não tenho, como força de Estado, falar ‘vem aqui e sai'”, disse o secretário da Segurança Urbana, José Roberto Rodrigues.

Experiência

“Nesse tipo de caso, é comum que você tenha um acidente que envolva 100 (pessoas) e apareçam 300 se dizendo morador”, afirmou o secretário, ao justificar a decisão. Mas Chucre admite que parte da ocupação do Wilton tinha famílias com “perfil transitório” — o que é um complicador.

“Uma família em algum momento pode ter passado por aquele edifício por um dia, uma semana, por um período indeterminado. Não temos controle sobre esse período.” Por causa disso, segundo ele, há 77 casos que estão sob análise, e deverão receber o benefício a partir do mês que vem.

Mesmo assim, a inclusão nos programas não é garantia de que o acampamento se desfaça. Há 26 famílias, por exemplo, que estão recebendo o benefício e permanecem lá, conforme a própria administração municipal. “A única coisa que quero é trabalhar. Sou segurança. Mas preciso ter um endereço para dar para o patrão”, diz Keliane Mendes da Costa, de 34 anos, que já trabalhou como manicure e como segurança.

Como ela, muitos usam o benefício municipal como “um complemento de renda”, nas palavras do secretário. Não existe auditoria sobre os valores ofertados, e a prefeitura também não indica moradias para as quais pessoas possam se dirigir

(Por Estadão Conteúdo)

Após terceiro título da Champions, Zidane anuncia saída do Real Madrid. Técnico francês surpreende e dá por encerrado o seu período no comando do time espanhol. Ao sair, cita "momento estranho"

ADEUS!
 
 No total, Zidane conquistou nove títulos de 13 possíveis para o Real Madrid (Gonzalo Fuentes/Reuters)

Após conquistar sua terceira Champions League à beira do campo no último sábado, Zinedine Zidane anunciou sua saída do Real Madrid. Nesta quinta-feira o treinador convocou uma entrevista coletiva inesperada após um encontro com o presidente do clube, Florentino Pérez, e optou por deixar o cargo após dois anos e meio comandando Cristiano Ronaldo e companhia.

“Tomei a decisão de não seguir no cardo de treinador do Real Madrid. É um momento estranho, mas este time precisa de mudanças para seguir ganhando, de um outro discurso, de uma outra metodologia de trabalho e por isso tomei a decisão”, afirmou Zidane.

“Se não vejo claramente que vamos seguir ganhando, que vamos fazer as coisas como quero. chega um momento que é melhor mudar para não continuar e fazer bobagens”, prosseguiu o francês.

Zidane dá por encerrado o seu período no comando do Real desde que assumiu em 4 de janeiro de 2016, quando substituiu o espanhol Rafael Benítez. Desde então, o ex-jogador francês ganhou três Ligas dos Campeões da Europa consecutivas (2016, 2017 e 2018), um Campeonato Espanhol (2017), duas Supercopas da Europa (2016 e 2017), dois Mundiais de Clubes da Fifa (2016 e 2017) e uma Supercopa da Espanha (2017). No total, Zidane conquistou nove títulos de 13 possíveis.

O último triunfo foi alcançado no dia 26 de maio no Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia, onde o Real Madrid conquistou a Champions pela terceira vez consecutiva, a 13ª da história do clube ao vencer o Liverpool, da Inglaterra, por 3 a 1.

O anúncio deixou o presidente do clube sem reação. “Depois de ganhar uma Liga dos Campeões, é uma decisão inesperada, mas só podemos acatar a decisão e respeitá-la. A mim, causou um grande impacto quando soube da escolha. Gostaria de convencê-lo a permanecer, mas sei como é”, declarou Florentino Pérez.


(Com agências EFE e Gazeta Press)

Flamengo vence o Bahia no Maracanã e se mantém na liderança do Brasileirão. Diego e Lucas Paquetá fizeram os gols do clube carioca nesta quinta-feira

CAMPEONATO BRASILEIRO
 Flamengo resolveu confronto no fim do primeiro tempo
 Flamengo resolveu confronto no fim do primeiro tempo - Delmiro Junior/Parceiro/Agência O Dia

Rio - O Flamengo respondeu em campo às críticas pelas recentes partidas. Com uma atuação segura e boas apresentações de Renê, Diego e Vinicius Junior, o Rubro-Negro venceu com facilidade o Bahia por 2 a 0, gols de Diego e Lucas Paquetá, no Maracanã e se manteve na liderança do Brasileiro.

Em casa, o Flamengo teve postura completamente diferente ao que apresentou contra Atlético-MG e River Plate, quando abusou de jogar defensivamente. Nesta quinta-feira, a equipe tratou de tomar conta do jogo desde o início, com toques rápidos e pressionando um acuado Bahia, que abdicou do ataque na primeira etapa da partida.
.
Foram várias chances criadas. Nas melhores, Lucas Paquetá parou em Anderson e no travessão. De tanto pressionar o Flamengo liquidou o jogo em quatro minutos, com toques rápidos e um pouco de sorte. Aos 41, Diego tabelou com Renê e, ao dominar errado, enganou o goleiro do Bahia e só teve o trabalho de tocar para as redes. Aos 45, o lateral esquerdo fez ótimo lançamento para Paquetá, que só tocou por cima de Anderson para ampliar.

Com 2 a 0 no placar, o Flamengo voltou do intervalo administrando a boa vantagem. Até criou jogadas aproveitando o espaço pelo lado esquerdo do ataque, com Diego lançando Vinicius Junior para criar. Só faltou caprichar mais no último passe.

Mas com o passar do tempo o time cansou e passou a dar mais espaços (Jonas saiu com indisposição estomacal no intervalo e Rômulo não manteve a mesma pegada) para o Bahia, que enfim chegou com perigo. E Diego Alves, mero espectador na primeira etapa, trabalhou bem e salvou o Flamengo. Primeiro saiu nos pés de Régis e depois fez duas defesas difíceis em chutes de Zé Rafael e, no rebote, de Élber.

No fim, os mais de 55 mil torcedores saíram satisfeitos com a liderança e a boa atuação rubro-negra.

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 2 X 0 BAHIA
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (RS)
Assistentes: Leirson Peng Martins e Lucio Beiersdorf Flor (ambos RS)
Público/renda: 50.141 pagantes e 55.382 presentes/R$ 1.780.859,00
Cartões amarelos: Gregore, Élber (BAH)
Cartões vermelhos: -
Gols: Diego, 41'/1ºT (1-0); Lucas Paquetá, 45'/1ºT (2-0)

FLAMENGO: Diego Alves, Rodinei, Léo Duarte (Thuler, 13'/2ºT), Rhodolfo e Renê; Jonas (Rômulo, intervalo), Lucas Paquetá e Diego; Everton Ribeiro, Vinícius Júnior e Henrique Dourado (Jean Lucas, 34'/2ºT). Técnico: Maurício Barbieri.

BAHIA: Anderson, João Pedro, Tiago, Lucas Fonseca e Mena; Gregore (Flávio, 29'/2ºT), Élton, Régis (Allione, 29'/2ºT), Vinícius (Júnior Brumado, 23'/2ºT) e Zé Rafael; Élber. Técnico: Guto Ferreira.

Por Hugo Perruso/O Dia) 

Homem é preso com 400 kg de maconha na Todovia Presidente Dutra, (RJ). Prisão aconteceu na altura de São João de Meriti

RIO DE JANEIRO
Na operação, a polícia apreendeu 414 tabletes de maconha prensada
 Na operação, a polícia apreendeu 414 tabletes de maconha prensada - Divulgação

Rio -  Policiais do 21° BPM (São João de Meriti) prenderam, na tarde desta quinta-feira, um homem com 400 kg de maconha na Rodovia Presidente Dutra, altura do Shopping Grande Rio, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Os PMs chegaram até Johnny Flores, 27 anos, após uma informação do setor de inteligência do 2º BPM (Botafogo), de que um carro com drogas passaria pela Dutra nesta tarde.

O preso foi parado pelos militares, que encontraram a droga no porta-malas do veículo. A maconha veio de São Paulo e abasteceria comunidades da Zona Oeste do Rio, como a Vila Kennedy e a Vila Aliança, em Bangu. O veículo que Johhny conduzia, um HB20 branco, também foi apreendido. 

O caso foi registrado na 64ª DP (São João de Meriti). Johnny será indiciado por tráfico de drogas.

 (Por O Dia)

Temer atribui ao diálogo o fim da paralisação dos caminhoneiros. Presidente ainda lamentou a morte de um caminhoneiro atingido por uma pedra em Rondônia

CRISE DOS COMBUSTÍVEIS
 O presidente Michel Temer, participa da Assembleia Geral Extraordinária da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil (Conamad), em Brasília.
 O presidente Michel Temer, participa da Assembleia Geral Extraordinária da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil (Conamad), em Brasília. - Agência Brasil

Brasília - O presidente Michel Temer comemorou  fim da paralisação dos caminhoneiros e declarou que o acordo só foi possível graças ao diálogo. Temer participou nesta quinta-feira da Assembleia Geral Extraordinária da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil (Conamad), em Brasília. 

“Encerramos a greve dos caminhoneiros por meio de uma atitude minha que, muitas vezes, tem sido criticada, que é o diálogo”, disse o presidente. “Nós usamos o diálogo e a palavra. Chamamos as lideranças e, conectados com os estados, os governadores, e com a população, conseguimos chegar a um bom termo.”

Em seguida, Temer acrescentou que: “Peço que orem por mim e pelo governo. Estarão orando pelo país”.

Violência
 
Ao lamentar a morte de um caminheiro atingido por uma pedra em Rondônia, o presidente ressaltou que a negociação foi pacífica com a categoria, que deflagrou a paralisação no último dia 21.

“Não houve violência por parte do Estado. Quando o diálogo começou a faltar, chamei as forças federais para pacificar o país. A única morte que houve foi por questões políticas, alguém atirou um tijolo e atingiu um caminhoneiro”, disse.

Desabafo

Antes de conversar com os pastores, Temer se reuniu com os 27 presidentes estaduais da Assembleia de Deus no Brasil. Na conversa, ele disse que mantém sobre a mesa dois livros: a Constituição Federal e a Bíblia Sagrada.

“Não foram poucas as vezes que abri a Bíblia, sem nenhuma intenção e, quando folheei uma página qualquer, lia um Salmo ou um provérbio e lá encontrava o caminho para aquele dia”, disse. “Os dias na Presidência não são fáceis”.

 (Por Agência Brasil)

Posto que não baixar preço do diesel pode ser multado e interditado. Multas podem chegar a R$ 9,4 milhões

CRISE DOS COMBUSTÍVEIS
 Posto de gasolina que não baixar diesel pode ser multado em mais de R$ 9 milhões
 Posto de gasolina que não baixar diesel pode ser multado em mais de R$ 9 milhões - Maíra Coelho / Agencia O Dia

Brasília - O governo firmará um acordo com a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) para garantir o repasse do desconto de R$ 0,46 no litro do óleo diesel ao consumidor.

Em um Termo de Cooperação Técnica, governo – por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) –, federação e distribuidoras se comprometem a fazer o desconto chegar na bomba de combustível. O acordo será assinado nesta sexta, às 11h, no Ministério de Minas e Energia e foi anunciado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, em entrevista coletiva na noite desta quinta no Palácio do Planalto.

Padilha destacouas punições possíveis àqueles que não repassarem o desconto: multas de até R$ 9,4 milhões, suspensão temporária das atividades, interdição dos estabelecimentos e até mesmo cassação da licença.

A fiscalização será realizada pelos Procons estaduais. Caso um consumidor, ao abastecer com diesel, verificar a não aplicação do desconto, poderá fazer a denúncia ao Procon. Padilha informou ainda que um número de telefone será usado como canal de comunicação para essas denúncias.

Sem caminhões parados em rodovias federais

De acordo com o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Renato Dias, não existe mais nenhum ponto de aglomeração dos caminhoneiros nas rodovias federais. Dias fez um apelo para que os caminhoneiros fiquem atentos a lideranças que incitam novas paralisações.

“A pauta foi exaurida. O governo está garantindo os R$ 0,46 na bomba. Não deixem que falsos líderes com interesses diversos dos interesses do caminhoneiros usem vocês para agitar e fazer baderna nas rodovias federais”.

Dias destacou que podem haver eventuais interdições parciais em rodovias, mas não significam que se trata do mesmo movimento. De acordo com ele, a PRF lida com interdições diariamente, provocadas por motivos diversos.

(Maíra Coelho / Agencia O Dia)

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Direito à arma de fogo divide opiniões na Grande Natal, mostra levantamento. Segundo o juiz Henrique Baltazar, titular da Vara de Execuções Penais de Natal, o número expressivo reflete a percepção da população quanto à sensação de insegurança

PESQUISA INÉDITA
 
 Atualmente, porte de armas é muito restrito

Em meio ao aumento dos números da violência em todo o Rio Grande do Norte, o potiguar revela o intuito de preservar o direito à própria defesa.

Segundo estudo inédito do Instituto Perfil realizado entre os dias 12 e 13 de maio a pedido do Agora RN, um total de 49,88% dos entrevistados defendem o direito à arma de fogo para segurança, seja para a proteção da família ou da propriedade.

A pesquisa ouviu 405 pessoas nas cidades de Natal e Parnamirim e procurou medir a opinião dos entrevistados sobre o direito de porte de armas para a civis. O tema, contudo, divide opiniões, pois 43,95% estão favoráveis à legislação. Outros 6,17% não souberam responder.

O fato é que 49,88% dos entrevistados defendem a revogação do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03). Segundo o juiz Henrique Baltazar, titular da Vara de Execuções Penais de Natal, o número expressivo reflete a percepção da população quanto à sensação de insegurança. “A atual estrutura policial não é suficiente para proteger o cidadão. A população acredita que uma arma pode ser uma forma de aumentar a sensação de segurança”, avalia o magistrado.

O promotor criminal Wendell Beethoven também avalia que a pesquisa reflete um anseio da população. “Ao redor do mundo, nenhum sistema de segurança fica exclusivamente a cargo da polícia. A população tem o direito de cuidar da própria segurança”, justifica. Ainda segundo ele, a lei deve ter mudanças. “Eu acho que lei necessita de mudanças. A legislação deve promover facilidades para a aquisição de uma arma de fogo”, explica.

Segundo Ivênio Hermes, do Observatório da Violência Letal Intencional (OBVIO), instituto ligado à Universidade Federal do Semiárido (Ufersa), o resultado da pesquisa do Instituto Perfil se deve ao pouco esclarecimento que as pessoas tem da questão do armamento civil. “O Brasil é um país com paupérrimos instrumentos de controle, como podemos ver nos exemplos de leis como Lei de Execuções Penais e o Estatuto da Criança e do Adolescente, nas quais as leis não são respeitadas nem pelos governos. Nesse aspecto, a liberação das armas virará uma bola de lama ladeira abaixo, sem controle adequado, com armas indo fortalecer mais ainda a dinâmica da violência”, justifica.

(AgoraRN)

Liberar armas não é consenso entre juízes, delegados, promotores e OAB. Presentes no evento Agora RN em Debate, que discutiu questão do armamento representantes de classes preferiram não antecipar posicionamentos das categorias

DISCUSSÃO
 
 Juiz Herval Sampaio (Amarn) e delegada Paoulla Benevides (Adepol)

Quem acredita que delegados, juízes, policiais, promotores e advogados têm posições firmadas entre flexibilizar ou não a venda de armas no Brasil está bem longe de saber a pluralidade das opiniões dos ocupantes desses cargos no Rio Grande do Norte. E isso ficou evidenciado no Agora RN em Debate, quando representantes de todas essas classes preferiram não antecipar posicionamentos que representem suas categorias.

Um exemplo disso foi a Associação de Magistrados do RN, representada no evento pelo seu presidente, o juiz estadual Herval Sampaio. “Não posso me manifestar em nome dos juízes do RN. Semana passada, inclusive, tivemos um debate entre dois colegas sobre o assunto, trazendo elementos bastante complexos sobre essa discussão”, contou o juiz.

Quem concorda com essa opinião é a delegada da Polícia Civil Paoulla Maués, presidente da Associação de Delegados no RN. “Os delegados de polícia não tem um posicionamento único sobre o tema. Doutor Jaime Groff é firme em aceitar a flexibilização do estatuto, enquanto outros, não”, avaliou ela, antecipando que, pelo que vê na mídia, particularmente, tem receio da liberação das armas porque isso pode transformar discussões de trânsito em uma ameaça de morte quando alguém está armado.

Representando o Ministério Público do RN no evento, o promotor Gláucio Pinto destacou que ainda não há uma posição formada da Instituição quanto ao tema. “Eu, particularmente, sou indeciso”, assumiu o promotor de Justiça.

Presidente da Ordem dos Advogados no Brasil (OAB) no RN, Paulo Coutinho destacou que a segurança pública não é só armas e armamentos. “Tem muito a ver com educação, oportunidade e outros aspectos”, analisou.

(AgoraRN)