quinta-feira, 31 de maio de 2018

Liberar armas não é consenso entre juízes, delegados, promotores e OAB. Presentes no evento Agora RN em Debate, que discutiu questão do armamento representantes de classes preferiram não antecipar posicionamentos das categorias

DISCUSSÃO
 
 Juiz Herval Sampaio (Amarn) e delegada Paoulla Benevides (Adepol)

Quem acredita que delegados, juízes, policiais, promotores e advogados têm posições firmadas entre flexibilizar ou não a venda de armas no Brasil está bem longe de saber a pluralidade das opiniões dos ocupantes desses cargos no Rio Grande do Norte. E isso ficou evidenciado no Agora RN em Debate, quando representantes de todas essas classes preferiram não antecipar posicionamentos que representem suas categorias.

Um exemplo disso foi a Associação de Magistrados do RN, representada no evento pelo seu presidente, o juiz estadual Herval Sampaio. “Não posso me manifestar em nome dos juízes do RN. Semana passada, inclusive, tivemos um debate entre dois colegas sobre o assunto, trazendo elementos bastante complexos sobre essa discussão”, contou o juiz.

Quem concorda com essa opinião é a delegada da Polícia Civil Paoulla Maués, presidente da Associação de Delegados no RN. “Os delegados de polícia não tem um posicionamento único sobre o tema. Doutor Jaime Groff é firme em aceitar a flexibilização do estatuto, enquanto outros, não”, avaliou ela, antecipando que, pelo que vê na mídia, particularmente, tem receio da liberação das armas porque isso pode transformar discussões de trânsito em uma ameaça de morte quando alguém está armado.

Representando o Ministério Público do RN no evento, o promotor Gláucio Pinto destacou que ainda não há uma posição formada da Instituição quanto ao tema. “Eu, particularmente, sou indeciso”, assumiu o promotor de Justiça.

Presidente da Ordem dos Advogados no Brasil (OAB) no RN, Paulo Coutinho destacou que a segurança pública não é só armas e armamentos. “Tem muito a ver com educação, oportunidade e outros aspectos”, analisou.

(AgoraRN)

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