MENSALÃO
O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique
Pizzolato, afirmou nesta segunda-feira ao senador italiano Carlo
Giovanardi que “prefere morrer a descontar a pena por anos em uma
penitenciária do Brasil”.
Giovanardi, que é o chefe do partido Área Popular na
Comissão de Justiça do Senado, teve uma reunião com o brasileiro e seu
advogado, Alessandro Sivelli, e divulgou uma nota explicando os temas
debatidos entre eles.
O parlamentar pediu ao ministro da Justiça local, Andrea
Orlandi, que “revogue” a decisão de extraditar o acusado no processo do
Mensalão ao Brasil. Segundo Giovanardi, a medida “coloca em risco a
vida de Pizzolato, que se colocou a disposição de cumprir a pena na
Itália, mesmo com o legítimo pedido de revisão do processo em que foi
envolvido no Brasil”.
“Pizzolato obteve a negação da extradição da Corte de
Apelo de Bolonha enquanto a Corte de Cassação jogou a decisão para o
governo italiano que, incompreensivelmente, estabeleceu que Pizzolato,
cidadão italiano, deve ser extraditado ao Brasil em 11 de maio”,
destacou o líder do AP.
Na semana passada, Giovanardi já havia apelado para o
governo rever a decisão contra o ítalo-brasileiro, dizendo que era
“incompreensível” sua extradição. No dia 24 de abril, o ministro Andrea
Orlando deu um parecer favorável à extradição do ex-diretor do Banco do
Brasil.
Pizzolato, que possui também cidadania italiana, foi
condenado a 12 anos e sete meses de prisão no processo do Mensalão, mas
fugiu para a Itália com um passaporte falso. Ele acabou sendo detido em
fevereiro de 2014, em Maranello, por portar os documentos de seu irmão,
que havia falecido em 1978.
A decisão de Orlando veio de encontro com o veredicto da
Corte de Cassação de Roma, em fevereiro, que reverteu uma decisão do
Tribunal de Bolonha e autorizou a extradição. Na primeira sentença, a
vinda do ex-diretor ao País tinha sido negada sob argumento de que os
presídios nacionais não têm condições de manter a integridade física de
Pizzolato.
Fonte: Terra
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