MAIS 4,8 MILHÕES DE DOSES

Vacinas do Instituto Butantan para os municípios do Estado do Rio de Janeiro
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu de forma
"satisfatória" a primeira avaliação dos documentos encaminhados pelo
Instituto Butantan referente ao segundo pedido de autorização de uso
emergencial da Coronavac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida em
parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. O instituto brasileiro
pediu autorização para o uso de mais 4,8 milhões de doses do imunizante.
A
estimativa é que a agência leve no máximo 10 dias para avaliar os
pedidos de uso emergencial, mas, neste caso, pode ser mais célere. Isso
porque parte dos documentos sobre o produto já foi analisada pelo órgão
ao liberar o uso de 6 milhões de doses do imunizante no último domingo,
17. A vacina já foi distribuída nos Estados e Distrito Federal.
De
acordo com a agência, os dois pedidos são semelhantes, mas contêm
diferenças importantes. O primeiro pedido era sobre vacinas importadas
prontas. Já este, que ainda está em avaliação, trata de doses envasadas
pelo próprio Butantan e em uma embalagem diferente. "Muitos documentos,
estudos e dados são comuns aos dois pedidos. Não haverá retrabalho."
"A
análise da Agência vai se concentrar nas diferenças entre os dois
procedimentos e que podem ter impacto na qualidade do produto final.
Para produtos sensíveis como vacinas, mesmo pequenas mudanças de
equipamento, método e forma de envase podem causar impacto e portanto
devem ser olhadas com atenção", informou.
Vacina da Pfizer
A agência reguladora também
concluiu a análise das informações enviadas pela Pfizer para verificação
do cumprimento das boas práticas de fabricação pela última empresa que
participa do desenvolvimento da vacina da Pfizer/BioNTech. Com isso, as
quatro empresas que estão envolvidas na formulação do imunizante estão
devidamente certificadas.
Também foi concluída nesta terça a
análise da segunda empresa que participa do processo de fabricação da
vacina desenvolvida pela farmacêutica Janssen-Cilag. Mas ainda faltam
informações relativas à outra empresa que também está envolvida no
processo. A certificação de boas práticas de fabricação é feita de forma
individual para cada fábrica.
De acordo com a agência, até o momento não há pedido de uso emergencial ou de registro das vacinas da Pfizer/BioNTech ou da Janssen-Cilag.
(Por:Estadão Conteúdo)
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