JULGAMENTO MARCADO
Transferência de Flávio Rodrigues dos Santos, filho da deputada federal Flordelis dos Santos, do presídio Bandeira Stampa, conhecido como Bangu 9, para a penitenciária de segurança máximaCléber Mendes / Arquivo / Agência O DIAAudiência do caso Flordeliz no Forum de Niteroi
Rio - O filho biológico da deputada federal Flordelis, Flávio dos Santos Rodrigues será levado a júri popular pelo assassinato do pastor Anderson do Carmo, no dia 16 de junho de 2019. A decisão é da juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói.
Flávio é acusado de ser o autor dos disparos que matou o padrasto, na garagem da casa da família em Pendotiba, em Niterói.
Em novembro de 2019, a juíza já havia decidido que Lucas Cézar dos Santos, outro filho de Flordelis, também iria a júri por participação na morte. Ele é acusado de ter ajudado Flávio a comprar a arma utilizada no crime.
De acordo com os autos do processo, a defesa do filho
de Flordelis ainda pode recorrer da decisão, mas a magistrada marcou o
julgamento para o dia 23 de novembro de 2021, às 13h, no Fórum de
Niterói. Eles responderão por homicídio triplamente qualificado.
O crime
Anderson do Carmo tinha 41 anos e era casado por mais de 20 anos com
Flordelis. Juntos, criaram 55 filhos, 51 deles adotivos. O líder
religioso e a deputada tinham apenas um filho biológico, Daniel dos
Santos. Outros três eram de antigos relacionamentos dela.
O pastor foi brutalmente assassinado a tiros na madrugada do dia 16 de junho. O crime aconteceu na garagem da casa da família, em Niterói, na Região Metropolitana da Rio. Anderson do Carmo chegou a ser socorrido e levado para o um hospital particular, onde chegou sem vida. Segundo o laudo da necrópsia, o corpo apresentava 30 perfurações provocadas por arma de fogo.
O pastor foi brutalmente assassinado a tiros na madrugada do dia 16 de junho. O crime aconteceu na garagem da casa da família, em Niterói, na Região Metropolitana da Rio. Anderson do Carmo chegou a ser socorrido e levado para o um hospital particular, onde chegou sem vida. Segundo o laudo da necrópsia, o corpo apresentava 30 perfurações provocadas por arma de fogo.
Dois filhos do casal foram presos pelo crime. Flávio, filho biológico da
parlamentar, confessou ter atirado seis vezes no padrasto. Já Lucas,
filho adotivo do casal, foi quem negociou a compra da arma usada para
matar o pai. A motivação do crime não foi revelada. Os dois respondem
por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e
impossibilidade de defesa da vítima). A pena prevista é de 12 a 30 anos,
caso sejam condenados.
(Por O Dia)


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