DIAGNOSTICO
Durante à tarde e noite, com o auditório do CREMERN lotado, sete palestrantes apresentaram dados e debateram propostas para melhorar o serviço público de saúde no segmento da obstetrícia.
Para a presidente do Comitê Estadual de Mortalidade Infantil, Drª Maria do Carmo, o percentual de 59,9% de cesarianas no Estado, com ocorrência de óbito é um dado preocupante. Outro palestrante que chamou atenção para o número e causas dos óbitos infantis, foi o pediatra Manoel Reginaldo Rocha, que falou sobre Epidemiologia do Óbito Neonatal.
Outro dado que chamou atenção foi revelado pela Drª Rosângela Maria Costa, sobre o cenário da assistência ao parto na rede privada. “No Estado, a obstetrícia sofreu redução no número de leitos do SUS. Em Natal, nove hospitais fecharam os leitos. O motivo é o baixo valor pago por procedimentos obstétricos, falta de pediatras, aumento números de processos médicos, distância entre academia e necessidade da população, omissão das operadoras de saúde e atual política nacional de assistência materno-infantil inadequada à realidade brasileira”, disse a médica.
O secretário Municipal de Saúde de Natal, Luiz Roberto Leitte, falou sobre as deficiências e limitações, mas também trouxe boas notícias como a implantação do Hospital Municipal de Natal.
O Secretário Estadual de Saúde, José Ricardo Lagrega, foi representado pela Coordenadoria de Promoção à Saúde/SUAS, Cláudia Frederico de Melo, que apresentou as perspectivas da secretária para o setor, mostrando dados da atual situação e as propostas de melhorias.
O médico Marcos Antônio Jácome falou sobre a resolução da ANS e sua aplicabilidade. O Fórum foi encerrado com a palestra do Promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal, Diaulas Costa Ribeiro, que tratou da Violência Obstetrícia na Assistência ao Parto, Autonomia na Condução do Parto e Disponibilidade Obstétrica.
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