NEPAL
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Dezenas de corpos foram levados a hospitais de Kathmandu, que estão
tendo dificuldades em atender o elevado número de feridos.
Equipes de resgate continuam na busca por sobreviventes do maior
terremoto em mais de 80 anos no Nepal, que deixou mais de 2 mil mortos. O total de vítimas deve aumentar, já que a situação ainda é desconhecida em áreas remotas, para as quais o acesso é difícil.
Muitas estradas em regiões de montanha ficaram destruídas ou estão bloqueadas por deslizamentos de terra.
Dezenas de corpos foram levados a hospitais de Kathmandu, que estão
tendo dificuldades em atender o elevado número de feridos. Somente na
capital, foram mais de 700 mortos.
O terremoto, de magnitude 7,8, atingiu uma área entre a capital e a
cidade de Pkhara, e causou avalanches no Monte Everest, que mataram 17
pessoas - o maior desastre na história da montanha.
Também houve vítimas na Índia, em Bangladesh e no Tibet.
Foi o pior tremor a atingir o Nepal desde 1934, quando um terremoto matou cerca de 8,5 mil pessoas.
Neste domingo (26), uma forte réplica atingiu Nepal, Índia e
Bangladesh, e outras avalanches foram registradas no Everest. O
epicentro deste tremor, de magnitude 6,7, foi 60km a leste da capital de
Kathmandu.
Pessoas correram desesperadas pelas ruas em direção a espaços
abertos. Gritos e o som de uma avalanche puderam ser ouvidos enquanto um
montanhista indiano era entrevistado por telefone perto do Everest pela
agência de notícias Reuters.
Suprimentos no fim
Médicos esperam um grande fluxo de pacientes neste domingo. Medicamentos e suprimentos estão se esgotando.
Equipes de resgate usaram as próprias mãos para escavar escombros na busca por sobreviventes durante a madrugada.
Em Kathmandu, tratores não conseguem chegar a algumas das regiões mais atingidas devido às ruas antigas estreitas.
O ministro da Informação, Minendra Rijal, disse à televisão indiana
que "foi lançada um grande plano de ação de resgate e reabilitação e há
muito a ser feito".
"Nosso país está num momento de crise e precisará de apoio e ajuda imensos".
Dezenas de pessoas dormiram em áreas abertas no sábado, apesar do
tempo úmido e frio, por temores de novas réplicas ou devido à destruição
em suas casas.
O governo do Nepal declarou estado de emergência nas áreas afetadas, e
diversos países ofereceram ajuda para lidar com o desastre.
Tragédia no Everest
Alpinistas estrangeiros e seus guias locais na região do Everest foram surpreendidos pelos tremores e uma grande avalanche.
Parte do acampamento deles foi soterrada pela neve, deixando 17
mortos e 61 feridos. Helicópteros estão sendo usados para levar os
feridos a Kathmandu.
Em Kathmandu, diversas construções históricas foram destruídas,
incluindo a torre Dharahara, um dos símbolos da cidade. Serviços de
internet e comunicações foram prejudicados, o que tem dificuldado as
operações de busca.
"Muitas estradas estão bloqueadas, há escombros, deslizamentos...
Isso vai dificultar os esforços de ajuda", disse a porta-voz da Cruz
Vermelha britânica, Penny Sims.
Solidariedade
O Estados Unidos disseram estar enviando uma equipe especializada em
desastres para o Nepal e anunciou que doará US$1 milhão (R$3 milhões)
para cobrir as necessidades mais imediatas.
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, enviou diversos aviões
com suprimentos em aviões militares e um hospital de campanha, além de
uma equipe para situações de emergência de 40 pessoas, incluindo cães de
resgate.
O Paquistão enviou quatro aviões militares com 30 leitos
hospitalares, além de médicos e especialistas, equipes de resgate, 2 mil
refeições, 200 barracas e 600 cobertores.
O Reino Unido está enviando uma equipe de oito especialistas em desastres.
A Noruega doará US$3,9 milhões (R$11,7 milhões). Alemanha, Espanha,
França, Israel e a União Europeia também afirmam que auxiliarão o país.
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