REFORÇOS
Marcelo Lima
repórter
A lista de equipamentos feita pela coordenação da Operação Lei Seca para reforçar as blitze ainda não tem prazo para chegar às vias do Rio Grande do Norte. Três dias depois de ser convidado para permanecer na coordenação da Operação Lei Seca, pelo governador Robinson Faria, no início deste mês, o tenente Styvenson Valentim entregou essa lista ao diretor geral do Detran/RN. De acordo com o chefe do setor de Educação e Fiscalização do Detran/RN, Adriano Barbosa, a compra dos equipamentos será em caráter emergencial, sem mencionar o investimento necessário.
repórter
A lista de equipamentos feita pela coordenação da Operação Lei Seca para reforçar as blitze ainda não tem prazo para chegar às vias do Rio Grande do Norte. Três dias depois de ser convidado para permanecer na coordenação da Operação Lei Seca, pelo governador Robinson Faria, no início deste mês, o tenente Styvenson Valentim entregou essa lista ao diretor geral do Detran/RN. De acordo com o chefe do setor de Educação e Fiscalização do Detran/RN, Adriano Barbosa, a compra dos equipamentos será em caráter emergencial, sem mencionar o investimento necessário.
Ana Silva
Tenente Styvenson entregou a diretoria do detran/RN uma lista com 15 itens para reforçar as blitze
Segundo o tenente Styvenson Valentim, a lista tem 15 itens. Um dos equipamentos solicitados é o DrugsTest (dispositivo para teste de drogas), que, segundo o coordenador, é capaz de constatar o uso de drogas com um simples coleta de saliva. O equipamento portátil, dá o resultado em alguns segundos. “É uma super máquina”, considerou o coordenador.
Hoje esse tipo de teste só pode ser feito por exames de sangue.O Código Brasileiro de Trânsito (CTB) também proíbe o uso de qualquer substância que altere os sentidos do indivíduo, inclusive, remédios. Atualmente, a Operação Lei Seca só possui bafômetros (etilômetros). Nesta lista, também há o pedido de novos para coibir o uso de álcool.
Aparelhos que fazem a aferição de barulho foram requeridos também. Segundo Styvenson, os decibelímetro poderão verificar o barulho emitido pelos motores das motocicletas. A operação também deverá ganhar quatro novos veículos: duas vans que servirão como escritórios móveis e dois ônibus. “Esses ônibus serão para colocar as pessoas sentadas em cadeiras confortáveis, com ar condicionado, com banheiros e com televisão, passando vídeos de educação sobre o trânsito”, explicou.
Os militares que trabalham nas blitze da Lei Seca devem ganhar câmeras,
do tipo GoPro, afixadas em suas fardas. “Serão trinta câmeras à prova
d’água e que grave cerca de 16 horas porque a câmera é um meio de
prova”, justificou a necessidade. Tanto o chefe do setor de Educação e
Fiscalização, quanto o coordenador, avaliam positivamente o trabalho
realizado em 2014. Em contrapartida, a estrutura da operação só caiu do
ano passado para cá. Em janeiro de 2014, quando o tenente Styvenson
retornou ao comando, havia 20 policiais à sua disposição. Agora, são
apenas 9.
“A gente está igual ao tsunami. Quando ela vai se formar, a praia recua e quando volta é destruindo tudo”, comparou. No dia 7 deste mês, o tenente publicou carta de afastamento em perfil de mídia social. No mesmo dia, Robinson Faria o recebeu e garantiu ampliação da estrutura.
Memória
Veículos apreendidos
1º trimestre de 2014 – 1.149
1º trimestre 2015 – 1.754
Crescimento de 52,65%
Dirigir sob influência (primeiro trimestre)
787 autuações em 2014
69 autuações em 2015
Redução de 91,23%
Blitze realizadas
77 em 2014
16 no primeiro trimestre de 2015
Fonte: Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RN)
Para cobrir todo o Estado operação precisa de 30 PMs
De todas as exigências feitas ao governador para permanecer como coordenador, Styvenson elege a necessidade novos policiais como a principal melhoria estrutural. “Estamos com uma necessidade gigantesca de conseguir novos policiais”, disse o coordenador. Até agora, apenas um policial se interessou em se integrar à Operação Lei Seca. “Nós precisamos de, no mínimo, 15 para fazer blitz na Grande Natal e 30 policiais para ampliar para o Interior do Estado”, disse.
As vantagens são: uma gratificação de gabinete e as diárias do Detran no valor de R$ 60. “Crescimento profissional, conhecimento, oportunidades, fazer cursos, vai colher o que é bom lá fora para trazer para cá, ele vai participar da elaboração de tudo. Ele faz parte de um sistema que o militarismo, às vezes, impede”, acrescentou o tenente.
Para Styvenson, o modelo de trabalho e o treinamento reduz o interesse. “Os policiais fora entendem que aqui se trabalha muito, ganha pouco. Dia de festa, quando todo mundo está curtindo, o policial está trabalhando. Aqui não tem escala de serviço. Se vai ter festa sexta, sábado e domingo vou ter que estar todos esses dias”, disse.
“A gente está igual ao tsunami. Quando ela vai se formar, a praia recua e quando volta é destruindo tudo”, comparou. No dia 7 deste mês, o tenente publicou carta de afastamento em perfil de mídia social. No mesmo dia, Robinson Faria o recebeu e garantiu ampliação da estrutura.
Memória
Veículos apreendidos
1º trimestre de 2014 – 1.149
1º trimestre 2015 – 1.754
Crescimento de 52,65%
Dirigir sob influência (primeiro trimestre)
787 autuações em 2014
69 autuações em 2015
Redução de 91,23%
Blitze realizadas
77 em 2014
16 no primeiro trimestre de 2015
Fonte: Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RN)
Para cobrir todo o Estado operação precisa de 30 PMs
De todas as exigências feitas ao governador para permanecer como coordenador, Styvenson elege a necessidade novos policiais como a principal melhoria estrutural. “Estamos com uma necessidade gigantesca de conseguir novos policiais”, disse o coordenador. Até agora, apenas um policial se interessou em se integrar à Operação Lei Seca. “Nós precisamos de, no mínimo, 15 para fazer blitz na Grande Natal e 30 policiais para ampliar para o Interior do Estado”, disse.
As vantagens são: uma gratificação de gabinete e as diárias do Detran no valor de R$ 60. “Crescimento profissional, conhecimento, oportunidades, fazer cursos, vai colher o que é bom lá fora para trazer para cá, ele vai participar da elaboração de tudo. Ele faz parte de um sistema que o militarismo, às vezes, impede”, acrescentou o tenente.
Para Styvenson, o modelo de trabalho e o treinamento reduz o interesse. “Os policiais fora entendem que aqui se trabalha muito, ganha pouco. Dia de festa, quando todo mundo está curtindo, o policial está trabalhando. Aqui não tem escala de serviço. Se vai ter festa sexta, sábado e domingo vou ter que estar todos esses dias”, disse.
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