
O deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) (Lula Marques/Folhapress/VEJA/VEJA)
Para chegar a essa conclusão, o delegado levou em consideração três depoimentos. O principal deles foi o de Emerson Biazon, que se apresenta como assessor do PRB. Ele contou à polícia ter participado de toda a negociação entre Patrícia e Bauer, que envolvia o pagamento de 70.000 reais para que ela não denunciasse Feliciano publicamente por tentativa de estupro e agressão.
Biazon afirma que recebeu de Bauer a quantia de 20.000 reais na quinta-feira, na garagem de sua casa, e que o dinheiro seria entregue a ela no dia seguinte. Outros 30.000 reais seriam entregues na segunda. “Eu ia entregar 20.000 a ela no dia 5, mas quando cheguei no hotel ela resolveu denunciar”, disse Biazon. Segundo ele, Patrícia chegou a receber 2.000 reais. Biazon entregou seu celular à Polícia, onde há vídeos e fotos em que Patrícia e Bauer são retratados em momentos de descontração, dentro do carro e em restaurantes.
A jornalista registrou dois boletins de ocorrência sobre o caso, um na última quinta-feira e outro no domingo. A primeira queixa foi feita contra o chefe de gabinete de Feliciano, em São Paulo, e a segunda contra o deputado, em Brasília. Segundo ela, o crime aconteceu no apartamento funcional do parlamentar.
Patrícia, no entanto, mantém a versão de que estava sendo ameaçada. “Tinha que mostrar que estava tudo bem, né?”, disse ela à reportagem. O advogado da jornalista, José Carlos Carvalho, afirma que pretende pedir proteção a ela porque Bauer foi visto em Brasília. “Ela está com muito medo. Vou ter que providenciar pedido de proteção a ela”, disse.
(Com Estadão Conteúdo)
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