SERVIDOR

"Quando você dá um choque digital, a taxa de reposição cai bastante", defende Paulo Guedes - Tânia Rêgo / Agência Brasil
Um período de poucos concursos e mais digitalização
está por vir no serviço público federal. E os estados e municípios devem
seguir o mesmo passo da União. Mais uma vez, o ministro da Economia,
Paulo Guedes, voltou a prometer, nesta quarta-feira, o congelamento de
cargos vagos (devido à aposentadoria e outros motivos) e investir em
tecnologia para substituir esses postos.
A própria PEC da reforma administrativa já prevê
certames apenas para reposição nas chamadas carreiras típicas de Estado.
Para outras áreas, haverá uma seleção.
“Quando você dá um choque digital, a taxa de reposição cai bastante. Se aposentam dez pessoas, contratamos uma ou duas”, declarou o ministro.
Desde
o início de sua gestão, o ministro aponta essa alternativa como solução
para o serviço público, o que vem sendo muito criticado por
representantes da categoria. O funcionalismo alega que a reforma
proposta pelo governo, na verdade, precariza o setor.
Impacto será de R$ 300 bi em 10 anos
Guedes apontou impacto de R$ 300 bilhões em 10 anos com a reforma, que alcança não só a União, estados e municípios. O ministro disse ainda que o pedido do presidente Jair Bolsonaro foi para a PEC não atingir os atuais servidores. Fato é que, se ocorresse o contrário, o próprio funcionalismo recorreria ao Judiciário, como prometeu.
Impacto será de R$ 300 bi em 10 anos
Guedes apontou impacto de R$ 300 bilhões em 10 anos com a reforma, que alcança não só a União, estados e municípios. O ministro disse ainda que o pedido do presidente Jair Bolsonaro foi para a PEC não atingir os atuais servidores. Fato é que, se ocorresse o contrário, o próprio funcionalismo recorreria ao Judiciário, como prometeu.
“O presidente pediu que a reforma não atingisse
direitos adquiridos, porque as pessoas fizeram concurso, contratos. Mas
nos autorizou a trabalhar profundamente sobre o futuro. Fizemos visão de
futuro, com aumento de produtividade e digitalização”, frisou.
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse em
entrevista à CNN que a reforma administrativa será votada depois da PEC
da reforma tributária.
‘Salários são baixos’
Também nesta quarta, Guedes disse que os salários de ocupantes de cargos da alta administração pública são baixos. Para ele, ministros do Supremo (que ganham cerca de R$ 39 mil) e do TCU, por exemplo, precisam ser valorizados: “O Bruno Dantas (ministro do TCU), em qualquer banco, vai ganhar US$ 4 milhões (de dólares) por ano. É difícil convencer o Bruno a ficar no TCU porque ele vai receber várias propostas do setor privado”. Ele reforçou que a reforma deve garantir uma diferença entre o salário inicial e o de fim da carreira.
Também nesta quarta, Guedes disse que os salários de ocupantes de cargos da alta administração pública são baixos. Para ele, ministros do Supremo (que ganham cerca de R$ 39 mil) e do TCU, por exemplo, precisam ser valorizados: “O Bruno Dantas (ministro do TCU), em qualquer banco, vai ganhar US$ 4 milhões (de dólares) por ano. É difícil convencer o Bruno a ficar no TCU porque ele vai receber várias propostas do setor privado”. Ele reforçou que a reforma deve garantir uma diferença entre o salário inicial e o de fim da carreira.
(Por:Paloma Savedra/O Dia)
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