sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Secretário Estadual de Educação do Rio de Janeiro, Pedro Fernandes é preso por corrupção na Fundação XIII. Ex-secretária Cristiane Brasil também teve um mandado de prisão expedido na operação de hoje e pode ser presa a qualquer momento; crimes investigados aconteceram nos governos Cabral e Pezão

 CORRUPÇÃO NO RIO DE JANEIRO

 Secretário de Educação, Pedro Fernandes

 Secretário de Educação, Pedro Fernandes - Daniel Castelo Branco

Rio - O secretário Estadual de Educação, Pedro Fernandes, foi preso na manhã desta sexta-feira no condomínio Península, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A ex-secretária municipal e ex-deputada federal Cristiane Brasil, filha do ex-deputado Roberto Jefferson, também teve um mandado de prisão expedido na operação de hoje e é procurada pela polícia. Ao todo são cinco alvos de mandados.
 
O secretário deve cumprir prisão domiciliar porque apresentou um laudo que aponta que está com covid-19. 
 
A investigação trata de um esquema de corrupção na Fundação Leão XIII, durante o governo Sergio Cabral e Pezão, quando Pedro Fernandes comandou a pasta estadual de Assistência Social. O montante desviado seria de R$ 17 milhões. Pedro Fernandes recebia cerca de 20% de propina, segundo investigadores. 
 
Entre os serviços oferecidos pela Fundação, que teriam sofrido desvios no contrato, estão cirurgias de catarata, exames de vista e doação de óculos.
 
Cristiane Brasil foi secretária municipal de Envelhecimento Saudável nos governos Cesar Maia e Eduardo Paes. Ela chegou a ser nomeada para ministra do Trabalho no governo Temer, mas teve a posse suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Cristiane, que é pré-candidata a Prefeitura do Rio, disse em nota que a operação tem viés político.
 
"Tiveram oito anos para investigar essa denúncia sem fundamento, feita em 2012 contra mim, e não fizeram pois não quiseram. Mas aparecem agora que sou pré-candidata a prefeita numa tentativa clara de me perseguir politicamente, a mim e ao meu pai. Em menos de uma semana, Eduardo Paes, Crivella e eu viramos alvos. Basta um pingo de racionalidade para se ver que a busca contra mim é desproporcional. Isso deve ter dedo da candidata Martha Rocha, do Cowitzel e do André Ceciliano. Vingança e política não são papel do Ministério Público nem da Polícia Civil", afirmou Cristiane em nota.
 
Em breve, mais informações.
 
 
 
 (Por O Dia)

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