DESOCUPAÇÃO
Pelo menos 27 pessoas foram retiradas da área do Viaduto do Baldo e os barracos, desmontados
Um grupo de 16 famílias que morava embaixo do Viaduto do Baldo, na Cidade Alta, foi retirado do local na manhã desta quinta-feira (11), por equipes da Prefeitura do Natal. De acordo com a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas), as famílias receberão benefícios previstos em lei. Os moradores, no entanto, reclamaram da desocupação.
A Semtas informou que no local havia 27 pessoas, integrantes das 16
famílias, e que o Serviço Especializado em Abordagem Social e do Centro
de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua fez o
levantamento para conhecê-las e identificá-las, “promovendo os
encaminhamentos e possibilitar condições de acesso à rede de serviços e a
benefícios assistenciais". Os barracos onde as pessoas moravam foram
desmontados e todo o material (papelão, sacos plásticos, restos de
toldos e madeira) encaminhado para a Estação de Transbordo do Lixo, em
Cidade Nova.
Ainda de acordo com a Prefeitura
do Natal, as famílias que foram retiradas do local foram encaminhadas
receberão o aluguel social nas diferentes regiões administrativas da
cidade escolhidas por eles. “A Semtas já deu início à concessão dos
benefícios eventuais, tais como, entregando gêneros alimentícios,
colchões, entre outros. Neste diagnóstico inicial foram abordadas 16
famílias/indivíduos num total de 27 pessoas . A maior parte já foi
atendido pelo aluguel social", explicou a pasta através de nota.
A equipe de fiscalização verificou a existência de 27 minúsculas
ocupações subnormais erguidas com material reciclável e inflamável,
composto basicamente de pedaços de madeira, papelão, plásticos, espumas
(colchões e sofás), tecidos e ferros velhos. Os “barracos” não possuíam
móveis, todavia, sofás, colchões e cadeiras, aparentemente retirados do
lixo, e poucos utensílios foram observados no interior dessas habitações
que estavam abertas, ao longo da rua.
Agentes de Secretarias Municipais diversas atuaram na remoção do grupo. Material que formava barracos foi recolhido pela Urbana
Riscos
Em comunicado à imprensa, a Prefeitura do
Natal acrescentou que a Semurb realiza vistoria no entorno do Viaduto do
Baldo desde o dia 6 de fevereiro, através de fotos e levantamento da
área ocupada. A explicação dada foi de que foi observada um acúmulo de
material na área pública junto ao córrego, “sacos plásticos, tecidos,
restos de móveis, utensílios, entre outros objetos estavam no local,
dando o alerta aos técnicos do Município, no intuito de evitar o que
ocorreu há cerca de um ano, quando uma grande sacola de transporte de
recicláveis foi carreada durante uma chuva para a passagem subterrânea
do córrego, entupindo a passagem abaixo das Avenidas Marechal Deodoro e
Rio Branco.
“O entupimento causou um
transbordamento que resultou na destruição do muro da Companhia
Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), com grande prejuízo para
particulares e para o poder público no processo de desobstrução do
riacho", citou a Prefeitura Municipal. E continuou detalhando que “esse
fato ocorrido no ano passado motivou a municipalidade a remover a
ocupação irregular que existia no local e a construção de uma cerca ao
longo do córrego para inibir o uso inadequado da área. A providência
adotada não foi suficiente, com o início de uma nova ocupação irregular
no mesmo trecho, mesmo fora do perímetro da cerca”.
“Essa
última ocupação, formada também às vésperas do início do período
chuvoso, potencializa a consumação de um novo incidente envolvendo
transbordamento do canal do Baldo devido ao material acumulado,
significando sérias consequências ambientais locais. A instalação de
habitações subnormais em uma área devidamente urbanizada, não só afeta a
paisagem, mas cria condições adversas que incidem sobre a perspectiva
social e econômica das pessoas que utilizam a área. Além disso, devido à
inexistência de condições sanitárias das habitações, banho e
excrementos biológicos estavam sendo lançados fora das condições
ambientalmente aceitas”, pontuou a Prefeitura do Natal.
(Por:Tribuna do Norte)


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