
Neymar e Dybala são atrações do clássico (Felipe Dana/AP/AP)

Neymar disputa jogada com o argentino Facundo Roncaglia (Eitan Abramovich/AFP)
Brasil e Argentina, protagonistas do maior clássico do futebol sul-americano, se enfrentam nesta terça-feira, a partir das 15h (de Brasília), em Jeddah, na Arábia Saudita. Apesar de se tratar de um amistoso e estar esvaziado pela ausência de Lionel Messi, que pediu dispensa, o jogo vale a taça do Superclássico das Américas e, em caso de empate, será decidido nos pênaltis.
Amigo íntimo de Messi, Neymar lamentou o desfalque do ex-companheiro de Barcelona. “Para quem é amante de futebol, ter Messi fora de um jogo como esse é ruim, mas para nós, é bom. Sempre ressaltamos a qualidade da Argentina. É um jogo muito difícil, temos de fazer nosso papel e é sempre gostoso de jogar. Favoritismo não existe”, disse Neymar em entrevista coletiva na véspera.
O camisa 10 do Brasil destacou, no entanto, a presença de outro craque adversário: Paulo Dybala, da Juventus. “As duas seleções têm jogadores de sobra. Hoje a Argentina está com Dybala, que é um jogador que gosto muito, precisamos estar ligados.” O técnico Tite, que costuma adiantar a escalação da equipe, desta vez adotou mistério, mas algumas alterações estão garantidas.
O goleiro Ederson, o lateral Fabinho e o zagueiro Pablo, titulares na vitória por 2 a 0 sobre a Arábia Saudita na última sexta-feira, darão lugares a Alisson, Danilo e Miranda. Outras duas mudanças prováveis são as entradas de Filipe Luís na ala esquerda e de Roberto Firmino no ataque, o que deverá provocar as saídas de Alex Sandro e Gabriel Jesus. O volante Arthur, do Barcelona, também pode pintar como titular na vaga de Fred.
No lado argentino, o técnico interino Lionel Scaloni mais uma vez não pôde contar com o xará Lionel Messi. O craque do Barcelona pediu para não ser mais convocado em 2018 e por isso ficou de fora dos jogos anteriores, contra Guatemala, Colômbia e Iraque. Além de Messi, também não foram convocados outros atletas experientes como Sergio Agüero (Manchester City), Gonzalo Higuaín (AC Milan) e Ángel Di María (PSG).
“Cada vez que a Argentina joga, tem que ganhar, e quando a partida é contra o Brasil, mesmo sendo amistosa, também tem que ganhar e mostrar seu jogo, que é o que vem pedindo o técnico. Temos aqui um grupo de jogadores novos e vamos tentar fazer o melhor para a seleção”, afirmou o goleiro Sergio Romero, um dos poucos veteranos remanescentes.
Prováveis escalações
Argentina: Sergio Romero; Renzo Saravia, Germán Pezzella, Nicolás Otamendi, Nicolás Tagliafico; Leandro Paredes, Rodrigo Battaglia, Giovani Lo Celso; Mauro Icardi, Paulo Dybala e Ángel Correa (Lautaro Martínez). Técnico: Lionel Scaloni.Brasil: Alisson; Danilo, Marquinhos, Miranda, Filipe Luís; Casemiro; Fred (Arthur), Renato Augusto, Coutinho, Neymar e Roberto Firmino. Técnico: Tite.

Rivaldo supera marcação de Sorín e marca em vitória brasileira em Porto Alegre, em 1999 (Edison Vara/Placar)

Riquelme conversa com Ronaldinho Gaúcho na premiação da Olimpíada de Pequim, em 2008. Argentina foi ouro e Brasil bronze (Alexander Hassenstein/Getty Images)

Careca, do Brasil e Maradona, da Argentina durante o jogo entre Brasil 0 x 1 Argentina, partida válida pela Copa do Mundo de Futebol, no Estádio Delle Alpi. (Pedro Martinelli/VEJA)

Chicão, da seleção Brasileira durante jogo entre Brasil 0 x 0 Argentina, partida válida pela Copa de Mundo de 1978 (J. B. Scalco/VEJA)

Falcão, do Brasil e Barbas, da Argentina durante jogo entre Brasil 3 x 1 Argentina, partida válida pela Copa do Mundo de Futebol, no Estádio Sarriá (J. B. Scalco/VEJA)

Ardiles, da Argentina, e Eder, no Brasil, na Copa do Mundo de 1982 (J. B. Scalco/VEJA)

Sócrates durante jogo contra a Argentina na Copa do Mundo da Espanha, 1982 (J. B. Scalco/VEJA)
(com AFP e Estadão Conteúdo)
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