POLÍTICA
Nada pior para a imagem da presidente Dilma Rousseff
do que comparar o que ela anda dizendo com o que ela disse. Por sinal,
poucos políticos, ou gerentes como ela, resistem a esse teste.
Dilma anda baixando o pau no que chama de “vazamento seletivo”.
Refere-se a trechos da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa,
dono da UTC, publicados pela VEJA.
Ela alega que nem mesmo o governo teve acesso à integra das delação. E
que só vazaram trechos que deixam mal o governo, ministros, o PT, Lula e
ela mesma.
Ocorre que em 16 de outubro de 2014, durante um debate presidencial,
Dilma foi informada por assessores de que o delator Paulo Roberto Costa,
ex-diretor da Petrobras, informara que havia repassado propinas de R$
10 milhões ao ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra.
A notícia acabara de ser divulgada pelo portal UOL. Dilma não se
preocupou com “vazamento seletivo”. Foi logo cobrando explicações do seu
adversário Aécio Neves (PSDB).
Vazamento a favor dela, vale. Contra, não. É isso?
Dilma comparou delação premiada com deduragem na época da ditadura
militar de 64. A maioria dos presos políticos que dedurou alguém foi
mediante tortura. Nenhum preso da Lava Jato foi torturado.
Delação premiada é um método legítimo de se obter informações. No
passado, Dilma se ufanou de ter sancionado a lei que introduziu a
delação premiada entre nós. Disse que ela ajudaria no combate à
corrupção.
Ora, ora, ora…
Será que Dilma esqueceu que foi ela que sancionou a lei? Quando o
fez, a delação seria uma coisa positiva, e agora deixou de ser?
Delação só serve a favor? Contra não?
Por Noblat
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