quarta-feira, 1 de julho de 2015

Tome jeito, Dilma! Ainda não perdemos a memória

POLÍTICA
cabeça pra baixo
Nada pior para a imagem da presidente Dilma Rousseff do que comparar o que ela anda dizendo com o que ela disse. Por sinal, poucos políticos, ou gerentes como ela, resistem a esse teste.

Dilma anda baixando o pau no que chama de “vazamento seletivo”. Refere-se a trechos da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC, publicados pela VEJA.

Ela alega que nem mesmo o governo teve acesso à integra das delação. E que só vazaram trechos que deixam mal o governo, ministros, o PT, Lula e ela mesma.

Ocorre que em 16 de outubro de 2014, durante um debate presidencial, Dilma foi informada por assessores de que o delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, informara que havia repassado propinas de R$ 10 milhões ao ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra.

A notícia acabara de ser divulgada pelo portal UOL. Dilma não se preocupou com “vazamento seletivo”. Foi logo cobrando explicações do seu adversário Aécio Neves (PSDB).

Vazamento a favor dela, vale. Contra, não. É isso?

Dilma comparou delação premiada com deduragem na época da ditadura militar de 64. A maioria dos presos políticos que dedurou alguém foi mediante tortura. Nenhum preso da Lava Jato foi torturado.

Delação premiada é um método legítimo de se obter informações. No passado, Dilma se ufanou de ter sancionado a lei que introduziu a delação premiada entre nós. Disse que ela ajudaria no combate à corrupção.

Ora, ora, ora…

Será que Dilma esqueceu que foi ela que sancionou a lei? Quando o fez, a delação seria uma coisa positiva, e agora deixou de ser?

Delação só serve a favor? Contra não?

Por Noblat

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