segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Carlos Eduardo usa Dilma de "escudo" para se eximir de responsabilidades. Na verdade, a estratégia de criticar o Governo Federal é antiga, e Carlos volta e meia recorre a ela para se livrar de alguma responsabilidade - como a atual, que é o aumento da tarifa do transporte público.

A CULPA É DE DILMA
 
 
Foto: Divulgação
 
Natal está com problemas na Saúde e na Educação? A culpa é da presidente Dilma Rousseff. E os natalenses vivem problemas com infraestrutura e segurança? Culpa de Dilma. Idem em relação ao sistema de transportes e mobilide urbana.
 
Isso é uma ironia, claro. Mas ilustra como está sendo a postura do prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), nas últimas semanas, principalmente nas redes sociais.
 
Uma sequência de postagens de Carlos na rede social Twitter criticando Dilma e atribuindo a ela alguns dos problemas que Natal vinha passando deram origem a muitos comentários. Uns ironizando a postura do prefeito, outros elogiando sua postura antiDilma e concordando com ele que alguns dos problemas tem origem, sim, no Governo Federal.
 
Passionalidade à parte, o fato é que Carlos parece estar usando Dilma como bode expiatório. “Assim foi fez com a ex-prefeita Micarla de Sousa, que para Carlos serviu como espelho retrovisor durante muito tempo para justificar a inércia de seu governo”, comentou um vereador de Natal que não quis ser identificado.
 
Outro crítico do prefeito é o vereador Hugo Manso, que em recente entrevista ao PN alfinetou o prefeito dizendo que Carlos parecia “mais um síndico de Natal, ajeitando muros e canteiros, que um prefeito capaz de elaborar políticas públicas”.
 
Na verdade, a estratégia de criticar o Governo Federal é antiga, e Carlos volta e meia recorre a ela para se livrar de alguma responsabilidade - como a atual, que é o aumento da tarifa do transporte público na cidade, o que revoltou boa parte da população.
 
É importante registrar que a questão do transporte urbano e o preço das tarifas é 100% de responsabilidade municipal. Culpa da Dilma, claro.

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