Todos
os parlamentares que apartearam o pronunciamento do deputado Carlos
Augusto Maia (PT do B) demonstraram sua solidariedade e indignação com
relação ao recente episódio em que foi abordado por agentes da Polícia
Rodoviária Federal. A deputada Márcia Maia (PSB) foi a primeira a se
pronunciar na sessão desta quarta-feira (5).
“Minha
solidariedade é principalmente com o ser humano, com o cidadão.
Indignação com o cidadão de bem, o jovem que procura desempenhar bem as
suas funções. Foi uma tremenda injustiça o que nós vimos”, disse Márcia.
Na avaliação do presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira (PMDB),
essa foi a prova cabal do despreparo de servidores públicos no uso de
sua autoridade contra um cidadão de bem. “Não só a sua palavra merece
toda a credibilidade da Assembleia, mas os autos da delegacia de
policia de Caicó registram que o cidadão Carlos Augusto foi vítima de
violência física e moral, pela truculência dos policiais”, disse.
O
presidente afirmou que a Mesa Diretora não hesitará no uso de suas
prerrogativas institucionais e legais em defesa dos seus membros e
tomará todas as medidas jurídicas necessárias para esclarecer o caso e
afastar a impunidade.
José
Dias (PSD) se disse indignado com as imagens exibidas durante a sessão
plenária. “Existem momentos em que é difícil falar, até para um deputado
de oito mandatos e vivido como eu”. E prosseguiu: “Temos que tentar,
mesmo não tendo sofrido diretamente a agressão que vossa excelência
sofreu, controlar a indignação. A autoridade se baseia exatamente no
exercício da vida pública e não na extrapolação”, finalizou.
Alguns deputados ressaltaram a gravidade da distorção dos fatos. Galeno Torquato (PSD) disse que num primeiro momento até pensou que o colega pudesse ter cometido alguma infração, conforme anunciado pela imprensa. “Em seguida fui esclarecido que Carlos Augusto, como cidadão, foi vítima da truculência desses homens que deveriam nos proteger”, disse.
Seridoense, o deputado Nélter Queiroz (PMDB) citou outras ações equivocadas da atuação policial, uma das quais também foi vítima e destacou o controle emocional do colega, diante das agressões: “Todo o povo do Seridó está indignado. Essa mesma polícia já humilhou o povo de Caicó e não entendo porque eles não fiscalizam a BR, mas ficam dentro da cidade”, afirmou.
Constrangimento
O deputado Fernando Mineiro (PT) afirmou que se tratava de um dos episódios mais constrangedores que já viu na Casa. Mineiro disse que o colega foi corajoso em expor o vídeo, no qual em nenhum momento se apresentou como deputado, “dando carteirada”. Mineiro destacou a importância da divulgação do vídeo a fim de se esclarecer os fatos, uma vez que muitas pessoas não entenderam o episódio.
O uso de algemas foi questionado pelo deputado Jacó Jácome (PMN), que afirmou não haver no País legislação específica regulamentando seu uso. “Abomino qualquer pessoa que esteja querendo explorar isso politicamente, porque o fato expõe uma característica de cidadãos que deveriam ser guardiães da lei. O vídeo fala por si só”, disse.
Ao prestar sua solidariedade, o deputado Vivaldo Costa (PROS) afirmou que Carlos Augusto manteve sua humildade e controle emocional e que a indignação da Casa, dos amigos, do povo potiguar e dos familiares não era símbolo de corporativismo, mas de solidariedade a um homem de bem. “Esperamos punição por essa ação”, afirmou. Na avaliação do deputado Getúlio Rêgo, o episódio revelou uma insistente provocação por parte dos agentes policiais envolvidos. “Ele não poderia ser preso, fiquei impressionado com o seu equilíbrio”, disse.
O deputado Álvaro Dias (PMDB) afirmou que houve, por parte de Carlos Augusto, serenidade durante a abordagem e coragem ao exibir todo o vídeo, a fim de esclarecer as versões que estão circulando. “Vossa Excelência é um deputado educado, atencioso, respeitoso. Sabemos que na polícia, algumas pessoas são preparadas e dão sua contribuição para preservar a qualidade de vida da população. Mas alguns devem ser repreendidos a fim de não continuar com atos de violência”, disse.
Dison Lisboa (PSD) destacou a ascensão política do colega, que entrou para a vida pública como vereador do município de Parnamirim e logo em seguida, se tornou deputado. “Aqueles homens deveriam entender que a farda e as armas não os tornam superiores a ninguém”, disse. Gustavo Fernandes (PMDB) afirmou que ficou constrangido com a forma com que os agentes fizeram a abordagem: “Até sugeri que não divulgasse porque as cenas foram fortes”.
Para Hermano Morais (PMDB), Carlos Augusto foi tratado de forma injusta por quem deveria preservar o cidadão. “Lamento porque a Polícia Rodoviária Federal tem profissionais capacitados. Infelizmente esses tiveram comportamento irreconhecível, que me causou espanto. Eles deveriam estar arrependidos e lhe devem desculpas públicas”. O deputado Souza (PHS) afirmou que o desfecho do episódio não o surpreendia. “Espero que isso não seja uma regra na Polícia Rodoviária Federal, mas uma exceção. Isso precisa ser apurado para que outros cidadãos não sejam vítimas”.
Para
Albert Dickson (PROS) a corregedoria da PRF tem que analisar quais
estão aptos para o trabalho. “Em todo o momento o deputado se
identificou como um cidadão do bem”.
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