sábado, 10 de abril de 2021

Justiça protocola ação popular pelo afastamento e suspensão do mandato de Dr. Jairinho. A bancada entende que um parlamentar acusado de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e contra pessoa indefesa, não pode continuar exercendo mandato público

NA JUSTIÇA

Vereador foi preso nesta quinta-feira junto com a mãe do menino Henry Borel

 Vereador foi preso nesta quinta-feira junto com a mãe do menino Henry Borel

Rio - Foi protocolada no início da noite desta sexta-feira, na Justiça, uma ação que pedia o afastamento e a suspensão de mandato do Dr. Jairinho (sem partido). O pedido cita que o vereador seja suspenso cautelarmente do exercício das funções públicas, além da suspensão do funcionamento do gabinete parlamentar e todas as suas prerrogativas funcionais enquanto durar o inquérito policial, independentemente de um possível habeas corpus.
 
A bancada entende que um parlamentar acusado de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e contra pessoa indefesa, não pode continuar exercendo mandato público.

"Esse é o nosso pedido por entender que, com tamanhas acusações e tão robustas provas no inquérito policial de que teria cometido esse crime hediondo, não pode continuar exercendo a função ou de ostentar o título de vereador. Que ao menos seja um vereador afastado", justificou o vereador Chico Alencar.
 
Segundo o presidente do Conselho, o vereador Alexandre Isquierdo (DEM), o grupo vai trabalhar com celeridade no processo de solicitar à Justiça o acesso aos autos da investigação que resultou na prisão temporária.
 
Nesta quinta-feira (8), Jairinho foi afastado do Conselho de Ética da Câmara de Vereadores do Rio. Os membros do conselho decidiram apresentar representação contra o vereador por falta de decoro.
 
Ele também foi expulso do partido Solidariedade. Tanto a expulsão do partido, quanto o afastamento do Conselho de Ética, foram motivados pela prisão do vereador como suspeito pela morte do enteado Henry Borel. 
 
No lugar de Dr. Jairinho, assumirá o primeiro suplente, vereador Luiz Ramos Filho (PMN). "Não esperava assumir uma cadeira no conselho dessa maneira. Nos reunimos e deliberamos pelo afastamento dele do conselho. Agora, vamos pedir para ter acesso aos autos para fazer uma provável representação contra o vereador", afirmou o vereador.
 
 
(Por O Dia) 

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