LIXÃO
O Estado tem hoje 177 lixões e apenas 2 aterros sanitários.
Estima-se gasto da ordem de R$ 173 milhões para acabar com eles.
As prefeituras de todo o país tiveram até sábado (2) para eliminar os lixões, conforme estabelece a lei federal 12.305 de 2010.
Para a maioria, os quatro anos de prazo não serviram para nada. No
Rio Grande do Norte, dos 167 municípios apenas 11 acabaram com os lixões
a céu aberto.
O Estado tem hoje 177 lixões e apenas 2 aterros sanitários. O Plano
Estadual de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos ainda é letra morta.
Poucos cumprem.
As prefeituras alegam que o prazo foi curto. Não acho. Quatro anos dá
para fazer muita coisa e, pelo visto, muitos gestores não se mexeram.
Deixaram o prazo correr.
Os prefeitos também alegam que a crise financeira nos municípios se
agravou nos últimos anos, impedindo os investimentos. Em parte, eles têm
razão. Não dá para resolver essa questão sem os recursos do governo
federal. A União precisa ajudar a pagar essa conta. Só no RN, estima-se
gasto da ordem de R$ 173 milhões para acabar com os lixões. São
necessários cinco aterros sanitários no Estado.
O destino correto do lixo é um problema sério e deve ser encarado
pelos gestores municipais. Do ponto de vista ambiental, os ganhos são
enormes: mais saúde para todos, e bons negócios na reciclagem.
Do ponto de vista administrativo-financeiro, nem se fala. Se não
cumprir a lei, o município está sujeito a cortes nos repasses de verbas e
convênios com os governos estadual e federal.
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