SENSATEZ
As eleições 2014 no Rio Grande do Norte trazem candidatos já
conhecidos na corrida eleitoral, mas a diferença fica com as alianças
partidárias inusitadas. Adversários históricos se uniram e polarizam a
disputa, com os grandes partidos liderando as chapas majoritárias e as
pesquisas de intenção de votos. A maioria deles apoia a reeleição da
presidente Dilma Rousseff. Sem legenda, a atual governadora do estado,
Rosalba Ciarlini, decidiu não recorrer à Justiça Eleitoral para ter a
candidatura garantida e, pela primeira vez desde que a reeleição foi
instituída no Brasil, um político em cumprimento de mandato não tentará a
reeleição no estado potiguar.
No topo da disputa para o Executivo Estadual, está o presidente da
Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves, do PMDB. Ele tem como vice o
também deputado federal João Maia, do Partido da República (PR). Os
candidatos contam com o apoio de outros 16 partidos, divididos em três
coligações, entre eles, o DEM, chefiado pelo senador José Agripino Maia.
Na convenção que oficializou a candidatura de Henrique Eduardo Alves,
Maia disse que subiria “até em coqueiro” para pedir votos para o
presidente da Câmara Federal.
José Agripino Maia preteriu Rosalba Ciarlini, que lhe foi fiel
politicamente por quase cinco décadas, alegando a necessidade de manter o
Democratas vivo. Maia, além de ter apoiado Ciarlini nas eleições de
2010, pediu votos para a ex-prefeita de Natal, Micarla de Sousa. Em
comum, Rosalba Ciarlini e Micarla de Sousa tiveram as gestões com os
mais altos índices de rejeição e, antes do fim dos seus respectivos
mandatos, foram “abandonadas” por José Agripino. Ao final do mandato,
Rosalba confirmou que irá abandonar a política e se dedicar à profissão
de pediatra. A “super chapa” que apoia Alves reúne – além dos partidos
nanicos, sem grande representação local e nacional – legendas detentoras
de mandatos em diversos estados, como o Partido Socialista Brasileiro
(PSB), que lançou a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria, como
candidata ao Senado na coligação de Henrique Eduardo Alves.
Do outro lado, o atual vice-governador do estado, Robinson Faria, do
PSD de Gilberto Kassab, concorre à chefia do Executivo. Com menos de um
ano de mandato, ele rompeu com Rosalba Ciarlini. Ao seu lado, na disputa
por uma vaga no Senado Federal, está a deputada federal Fátima Bezerra,
do Partido dos Trabalhadores (PT). O apoio da legenda à qual pertence a
presidente Dilma Rousseff ao candidato Robinson Faria causou uma
divisão no Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte. Nem todos
os filiados declararam apoio a Faria. Na oficialização da candidatura,
no final de junho, a filha de Sílvio Santos, Patrícia Abravanel, que
está grávida do deputado Fábio Faria, filho do candidato, subiu ao
palanque e exibiu a barriga de pouco mais de seis meses de gravidez.
Os demais candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte apresentam
propostas partidárias fundamentadas na ideologia oposicionista dos seus
respectivos partidos. O PSOL é representado pelo professor universitário
Robério Paulino, que já tentou se eleger prefeito de Natal, mas não
conseguiu. O PSTU, que também lançou candidato à Presidência da
República, lançou candidatura própria, com a enfermeira Simone Dutra
encabeçando a chapa majoritária. E o PSL tem o advogado Araken Farias
como concorrente. Nenhuma dessas legendas formou aliança com outras
legendas e disputam as eleições isolados
.
Fonte: O Globo
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