
CONTRAMÃO - Alexandre de Moraes, Michel Temer
e Eliseu Padilha: ações e inações que vão de encontro ao que a
população demanda (Antonio Milena; Alan Marques/Folhapress; Cristiano
Mariz/VEJA)
Parece que os políticos deixaram de enxergar e de ouvir as exigências de uma opinião pública que, desde 2013, dá sinais de exaustão com a roubalheira dos cofres públicos e os comportamentos abertamente imorais. Eles não estão propriamente mudos, cegos ou surdos — estão, sim, em luta disfarçada para sobreviver aos próprios delitos. À luz da mensagem do presidente Michel Temer de que só afastará do cargo quem for denunciado – o que pode ocorrer só depois do fim do mandato -, os ministros sentem-se livres para se movimentar, alguns com desenvoltura, como Alexandre de Moraes, que confraterniza abertamente com investigados. Ou o ministro Eliseu Padilha, o “Primo” nas planilhas da Odebrecht, flagrado durante uma palestra admitindo abertamente que a escolha do ministro da Saúde foi apenas um toma lá dá cá – não foi nem admoestado pela confissão incômoda.
(Com reportagem de Bruna Narcizo e Renato Onofre)
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