quinta-feira, 28 de maio de 2020

Irmã de Marielle diz que manutenção da investigação no Rio traz alívio. Por unanimidade, ministros do STJ decidem manter as investigações caso no Rio

STJ NEGOU FEDERALIZAÇÃO
 Marielle: busca por justiça
 Marielle: busca por justiça - Divulgação

Rio - O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, ontem, por unanimidade, que as investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, continuem no âmbito estadual. O pedido de federalização foi feito pela ex-procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em setembro de 2019. Ele alegou irregularidades na investigação.

A relatora, a ministra Laurita Vaz, nega que tenha havido inércia de autoridades locais durante as investigações, dado que já foram instaurados diversos inquéritos para apurar o crime e possível envolvimento de milicianos. Laurita pontua, também, que a federalização do caso dificultaria a celeridade das investigações em andamento no Rio.

Alívio da vitória

Para Anielle Franco, irmã de Marielle, o resultado da noite de ontem trouxe alívio após forte mobilização contra a passagem do caso para âmbito federal. "No atual momento político, preferimos que o caso ficasse no Rio, e ainda bem que conseguimos essa vitória", relata. Ela conta que, em apenas uma semana, conseguiram 153 mil assinaturas contrárias à federalização. No dia 19, a família enviou uma carta aberta ao STJ para que avaliassem a mudança como "improcedente".

Com a resolução do STJ, a família reitera a importância de duas respostas no caso, 800 dias após o assassinato de Marielle. "Queremos saber quem matou minha irmã e por que. Eu espero não ter que esperar mais dois anos para descobrir", lamenta Anielle, que não pretende abandonar a luta por justiça.



 (Por O Dia)

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