
Eduardo Valentei/Shoot/Agência O Globo
Tida como um dos medicamentos utilizados para combater o novo coronavírus (Sars-CoV-2), a ivermectina não tem até agora testes realizados em humanos ou animais que comprovem sua eficácia e segurança contra o vírus que causa a Covid-19 . Até agora, os únicos estudos feitos foram com o novo coronavírus isolado, ou seja, fora de um organismo vivo.
Conforme explica Alexandre Cunha, infectologista do Hospital Sírio-libanês
em Brasília, os testes
ainda são considerados pré-clínicos e foram feitos somente em
laboratório com o vírus colocado em lâminas. "Nesses casos, a dose que
matou o coronavírus foi pelo menos 100 vezes maior do que a quantidade
dos comprimidos", diz o especialista.
Junto com a hidroxicloroquina
e a azitromicina, a ivermectina tem sido usada e recomendada pelo Ministério da Saúde
contra a Covid-19 inclusive para tratamento profilático (de prevenção) contra a doença.
Em junho, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), órgão ligado à OMS nas Américas, emitiu alerta contra o uso da ivermectina no combate à Covid-19. O documento cita a alta quantidade necessária e os riscos que ela causa ao corpo humano com base nos parâmetros aprovados pela FDA (Food and Drug Administration), entidade equivalente à Anvisa nos Estados Unidos. O órgão foi seguido pela própria Anvisa um mês depois.
Embora seja um remédio considerado seguro, Cunha ainda explica que ele pode ter efeitos colaterais como diarreia, náusea e dor abdominal. A contraindicação é para grávidas, crianças com menos de cinco anos e pessoas com meningite, sendo que, mesmo que raramente, ela ainda pode causar sonolência e danos no Sistema Nervoso Central (SNC).
(Por - iG Último Segundo)
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