quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Vai Vai é campeã do carnaval em são paulo com tributo a com Elis Regina

CARNAVAL

José Roberto Gomes
Agência Estado

São Paulo - A Vai-Vai conquistou o carnaval de São Paulo em 2015 após quatro anos sem títulos. A escola de samba fez um tributo à cantora Elis Regina e apostou no enredo musical “Simplesmente Elis - A fábula de uma voz na transversal do tempo” para sacudir o sambódromo do Anhembi, na zona norte da capital paulista, na segunda noite de desfiles, de sábado (14) para domingo (15).

Gabriela Biló/EcMaria Rita, filha de Elis Regina que também é cantora, saiu como destaque na comissão de frente da escola de samba Vai VaiMaria Rita, filha de Elis Regina que também é cantora, saiu como destaque na comissão de frente da escola de samba Vai Vai

Durante a apresentação, a escola não teve problemas e passou pelo sambódromo do Anhembi dentro do tempo limite, que é de 65 minutos. Divididos em 25 alas, os 3 mil componentes tiveram como fio condutor temas das canções imortalizadas por Elis. A bateria, por exemplo, entrou fantasiada de “Alô, alô, marciano”

Também passaram pelo sambódromo Maria Rita e João Marcelo Bôscoli, filhos de Elis. Maria Rita, aliás, se emocionou e passou mal após o desfile, que também relembrou as canções de protesto durante a ditadura e os festivais de música das décadas de 1960 e 1970. Tradicional escola do Bixiga, bairro da capital paulista, a Vai-Vai completou 85 anos em 2015.

A Vai-Vai e a Gaviões da Fiel  eram as duas escolas paulistas que deixaram o sambódromo como as grandes candidatas ao título. Com Marília Pêra, a Mocidade Alegre veio luxuosa, mas enfrentou problemas. E a Acadêmicos do Tatuapé estourou o tempo regulamentar e deve perder um ponto.

Eram 5h15 quando a Vai-Vaientrou na avenida. O carro abre-alas tinha 90 metros de comprimento - a agremiação teve dificuldades para locomovê-lo. Apesar dos problemas, a escola arrepiou a plateia ao colocar Didi Gomes para cantar trechos de Maria, Maria. Filha de Elis, a cantora Maria Rita saiu na comissão de frente, representando a mãe. No fim, passou mal e foi atendida na ambulância da dispersão. Minutos depois, já estava recuperada.

Três escolas enfrentaram problemas no segundo dia de desfiles. Vencedora dos últimos três carnavais, a Mocidade Alegre pode perder pontos no quesito alegoria por causa da falha em um dos carros alegóricos. O problema da Acadêmicos do Tatuapé foi o relógio. A cronometragem oficial de seu desfile durou 66 minutos, um a mais do que o permitido.

Outra escola que enfrentou problemas foi a Gaviões da Fiel. A queda do chapéu de um dos integrantes da alegoria que representava a morte na metade da avenida pode prejudicá-la.

A crise da água em São Paulo foi o destaque da X-9 Paulistana. O tema levado para a avenida foi a chuva, inspirado na tempestade que a escola enfrentou em 2014. “Esperar por providência divina?” era a frase na traseira do carro alegórico que fazia alusão ao baixo nível do Cantareira. Completaram o desfile a Império de Casa Verde, que abusou das cores e de personagens infantis para levar o mundo dos sonhos e dos sonhadores ao público, e a Unidos de Vila Maria, que surpreendeu com samba fácil, cantado na arquibancada.

Mortes no Rio
No Rio de Janeiro, três homens que empurravam um carro alegórico morreram eletrocutados no início da madrugada de ontem, na Via Light, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Alegorias do carro abre-alas da escola de samba Palmeirinha encostaram em um cabo de alta tensão e os três foram atingidos por uma descarga elétrica. O desfile oficial da cidade foi cancelado pela prefeitura, responsável pela organização.

A tragédia ocorreu quando o veículo fazia uma manobra para entrar na área de concentração para o desfile. O acesso estava bloqueado por um carro. Parentes das vítimas criticaram a falta de estrutura e afirmaram que a ambulância demorou pelo menos 20 minutos para chegar ao local.

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