DEFESA
O
impasse entre o Governo do Estado e os servidores da Universidade
Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), em greve desde a semana passada,
foi o tema do pronunciamento do deputado Souza Neto (PHS) na manhã
de ontem, terça-feira (2), na sessão ordinária da Assembleia Legislativa.
Alunos e professores da instituição estavam presentes na galeria da Casa
e também foram recebidos pelos parlamentares.
“Há
um movimento orquestrado para desviar o foco do problema financeiro do
Estado, atribuindo à UERN a responsabilidade da crise que passa o
Governo. A Universidade não está quebrando o Estado e esse intento de
colocar a instituição como bode expiatório da crise é inadmissível”,
disse Souza.
O
parlamentar ressaltou a importância da Universidade para o Estado do
Rio Grande do Norte, com 10.970 alunos e campus espalhados por diversas
regiões do Estado. “A UERN transforma vidas, forma profissionais e
dissemina o conhecimento”, completou Souza.
Em
apartes, os deputados Getúlio Rego (DEM), Márcia Maia (PSB), George
Soares (PR) e Carlos Augusto Maia (PTdoB) se somaram ao pronunciamento
de Souza Neto. Fernando Mineiro (PT) disse que o Governo enviou uma nota
dizendo que não tem condição de dar reajuste salarial e que a
Assembleia deverá receber uma comissão da Universidade. “Devemos
intermediar essa situação. Dizer que a UERN é responsável pela crise, é
não conhecer as finanças do Estado e nem a UERN”, disse Mineiro.
O
deputado Nélter Queiroz (PMDB) levantou a importância da discussão
sobre a federalização da UERN. Para ele, o custeio da instituição de
ensino superior é de responsabilidade do Governo Federal. “O Governo do
Estado não tem recursos para melhorias das estradas, que é de
responsabilidade dele. Por que não entregar a UERN para o Governo
Federal? Eu sou a favor da UERN, mas acredito que o Governo do Estado
não tenha como bancar a instituição”, disse ele.
Souza
Neto encerrou a discussão lembrando os recursos que o Governo do Estado
paga pela parceria para a construção da Arena das Dunas, que segundo
ele também não é de sua competência. “Será que é mais importante do que
manter a UERN, que transforma vidas?”, questionou ele.
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