BRIGA
A polêmica foi desencadeada depois de Boechat criticar de
pastores, que incentivariam a intolerância entre os que frequentam suas
igrejas. “Não vi o Boechat falar de intolerância da Parada Gay [LGBT] em
São Paulo contra os cristãos”, disse o pastor.
Além de falar que vai processar o jornalista pela afirmação
“leviana e séria”, Malafaia incitou que as pessoas que assistirem seu
vídeo procurem na internet informações sobre as condições que levaram
Boechat a deixar o jornal “O Globo”: “Pesquisa aí na internet porque o
jornalista Boechat foi demitido do jornal ‘O Globo’ pra vocês saberem
quem é que tem caráter ou não. Eu não tenho medo de você. Você está
desafiado e não é no seu programa. Eu não vou te dar esse mole. Em
qualquer programa senta na mesa comigo que eu vou te engolir.”
Segundo Malafaia, a mãe da menina Kailane Campos, de
11 anos, que no último domingo (14) tomou uma pedrada na cabeça ao sair
de um culto do candomblé usando trajes religiosos, no Rio de Janeiro,
frequenta a igreja do pastor.
Para o líder religioso, alguns setores da imprensa estariam
promovendo “uma guerra religiosa”. “Boechat, você não tem moral. Você
dá chilique nervoso no microfone quando não gosta de alguma coisa.”
O atrito entre os dois aumentou depois que Boechat, durante
o programa da Band, rebateu os comentários do pastor no Twitter:
“Malafaia, vai procurar uma rola. Não me enche o saco. Você é um idiota,
um paspalhão,um pilantra, tomador de grana de fiel, explorador da fé
alheia. E agora vai querer me processar pelo que eu falei, que é o que
você faz.”
O apresentador reafirmou que é no “ambiente de igrejas
neopentecostais que estão acontecendo atos de intolerância, mais do que
em outros ambientes. Em nenhum momento eu disse qualquer coisa que
generalizasse esse comentário… Você é homofóbico, você é uma pessoa
execrável, horrorosa. E que toma dinheiro das pessoas a partir da fé.
Você é rico. Eu não sou rico porque tomei dinheiro das pessoas pregando a
salvação depois da morte. O meu salário, os meus bens, o meu
patriomônio vieram do meu suor, não do suor alheio. Você é charlatão,
você é tomador de grana. Você e muitos outros. Não tenho medo de você,
seu otário. Vai procurar uma rola, repetindo em português bem claro”,
declarou o jornalista.
Guerra entre líderes religiosos e comunidade LGBT
Já é antiga a tensão entre líderes religiosos e
representantes de comunidades LGBT. No domigo (7), durante a Parada do
Orgulho LGBT, uma transexual apareceu como Jesus cruficiado em um dos
trios elétricos e irritou parte da igreja evangélica. Entre os que
reclaramaram estão o deputado Marco Feliciano e o próprio Malafaia. A
Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CBBB), que representa a
Igreja Católica, também criticou o protesto da ativista.
Na semana antes da Parada do Orgulho LGBT, Malafaia propôs,
também em vídeo, que os consumidores boicotassem marcas como O
Boticário que apoiam a comunidade gay. Feliciano garantiu que os
evangélicos estão sofrendo com a ‘Cristofobia’.
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