Alvo de uma ação de manifestantes durante visita à Venezuela nesta quinta-feira, o senador José Agripino Maia disse que, “muito mais do que cercados por manifestantes, fomos cercados por manifestantes contratados”.

Ao voltar ao Brasil, passado o período de apreensão, o senador fez o seguinte relato, nas mídias digitais: “Quando tentamos chegar aos locais onde iríamos desenvolver uma ação democrática e humanitária a presos políticos pelo regime ditatorial de Nicolás Maduro, fomos impedidos porque, artificialmente, obstruíram as vias de acesso. Sofremos um ‘boicote’ por parte do governo venezuelano. O embaixador do Brasil na Venezuela esteve conosco no nosso desembarque, se despediu dizendo que estaria conosco no nosso embarque. Algo estranho uma vez que ele não precisava entrar nos eventos que iríamos participar, mas ao menos nos acompanhar, no carro dele, para garantir nossa integridade”, afirmou.

O senador disse que o caso terá desdobramentos na política brasileira, americana e mundial.

“Nós caímos em uma arapuca montada pelo governo totalitário da Venezuela que permitiu o pouso, mas não permitiu que nos movimentássemos. Montaram congestionamentos nas proximidades do aeroporto para evitar nosso trânsito. Impedir que levássemos nossa mensagem aos presos políticos”, acrescentou o senador.

Segundo ele, “onde existe preso político não existe Democracia. A ditadura na Venezuela é um fato. Nós estamos cumprindo missão humanitária e democrática. O embaixador do Brasil na Venezuela nos recebeu no aeroporto e depois foi embora. Não há representante do governo brasileiro conosco”.