RICARDO TEIXEIRA
Um documento obtido por ÉPOCA mostra uma nova linha de investigação.
Trata-se de uma carta que aponta Teixeira como sócio oculto de duas
empresas, em parceria com um personagem notório do mundo da bola: Sandro
Rosell, ex-presidente do Barcelona. É a primeira vez que aparecem
evidências de um laço societário entre Teixeira e Rosell. Trata-se de um
evidente conflito de interesses.
Teixeira chegou a presidir a CBF enquanto Rosell era o dirigente da
Nike que cuidava do contrato com a entidade. O empresário Cláudio
Honigman, parceiro de Teixeira e Rosell, completa o trio. Rosell e
Honigman também foram indiciados pela Polícia Federal em janeiro, no
caso do apartamento e outras operações.
Os três, segundo a PF, atuavam em conjunto. A carta, apreendida em
2011 pela Polícia Civil do Distrito Federal, foi encontrada no
computador de Vanessa Precht, sócia de Rosell. O documento integrou uma
investigação no Distrito Federal por causa de um jogo da Seleção
Brasileira em Brasília. Em 2008, o governo local contratou uma empresa
que tinha Rosell como sócio para promover o evento.
A PF do Rio pediu aos colegas que compartilhassem as informações. O
material foi parar no inquérito que indiciou Teixeira, Rosell e
Honigman no começo do ano. Ricardo Teixeira movimentou R$ 464 milhões em
suas contas durante organização da Copa.
Fonte: ÉPOCA
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