quarta-feira, 3 de junho de 2015

Zico diz que pode se candidatar a presidência da FIFA e situação da entidade é totalmente indefinida

FIFA

Zico
O ex-meia Zico, 62, maior ídolo do Flamengo e um dos principais astros da seleção brasileira, publicou em uma rede social  ontem, terça (2) que pensa em se candidatar à presidência da Fifa.
Ele atende a um dos pré-requisitos para tentar o cargo, que é ter trabalhado com o futebol, em qualquer cargo, nos últimos cinco anos. Foi treinador da seleção do Iraque, de um time no Oriente Médio e de outro na Índia em seu trabalho mais recente.

Zico precisaria conseguir apoio de cinco das 209 federações filiadas à Fifa para a eleição, que deve ocorrer entre dezembro de 2015 e março de 2016 depois da renúncia, nesta terça (2), do atual presidente, Joseph Blatter, que ficará no poder até o novo pleito.

O ex-jogador contou ter tido a ideia na noite desta terça em Berlim, na Alemanha, onde acompanhará sábado (6) a final da Liga dos Campeões entre Barcelona e Juventus.

“Por que não? Minha vida sempre foi dentro do futebol. Uma paixão que exerci com seriedade e respeito no Brasil e em outros países. Jantando com Sandra pensei nisso.

Minha mulher e meus filhos me apoiaram. Fui Ministro dos Esportes, tenho experiência com meu clube e no apoio ao Kashima, ao Japão. Penso no futebol acima da política. Não tenho apoio ainda, mas se é aberto eu posso me candidatar à Fifa. Ainda é uma idéia…

Quem sabe?”, escreveu o ex-jogador.

Renúncia de Blatter torna jogo político na Fifa aberto e imprevisível
Com a renúncia de Joseph Blatter, o jogo político na Fifa está aberto e imprevisível, inclusive dentro de campo, com a possível rediscussão das Copas de 2018 (Rússia) e 2022 (Qatar), cujas escolhas estão sob investigação na Suíça.

Pressionado pelas denúncias de compra de votos no processo dessas candidaturas, Blatter resistia à possibilidade de mudar as sedes.
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