As
declarações do presidente da Federação das Empresas de Transportes do
Nordeste (Fetronor), Eudo Laranjeiras, sobre a licitação dos transportes
foram vistas como uma "estupidez" pelo vereador Marcos Antônio (PSOL).
Em entrevista ao Agora RN nesta segunda-feira (22), o presidente da
federação disse que a Câmara "criou um monstro" da licitação ao aprovar
uma lei, em março desse ano, com elementos que, na visão do empresário
encarecem a tarifa.
"Eu achei de uma
estupidez o que esse cidadão disse. Ele nunca diria que o projeto é bom,
porque ele é um legítimo representante dos empresários e tem que puxar a
sardinha, defender os associados dele, que é o Seturn. Eu lamento que
ele não venha ser franco e honesto, porque ele coloca como se as
empresas daqui vivessem operando no prejuízo, quando isso não é
verdade", contrapõe o vereador.
Ao
contrário do que disse Eudo Laranjeiras sobre a lei, Marcos Antônio
defende o trabalho feito pelos vereadores e afirma que a Câmara tentou
dar ao povo natalense um transporte digno e confortável. "Não igual às
latas de sardinha que nós temos hoje, ônibus barulhento, calorento, os
passageiros passando todo tipo de desconforto, parecem mais aqueles
caminhões de boi".
Marcos interpreta
ainda que a objeção dos empresários quanto à lei de licitação não é
porque os elementos inseridos, como piso baixo, ar-condicionado e motor
traseiro inviabilizam o processo, mas sim porque diminuem as margens de
lucro do empresariado. "Mas dizer que inviabiliza o sistema, que a
Câmara criou um monstro, qual monstro? Porque criou três itens?",
questiona.
O vereador alega ainda que a
licitação não é uma boa solução em termo de transporte para Natal, já
que não atende às necessidades da região. Apesar disso, a Câmara tentou
fazer que os cidadãos potiguares pudesses usufruir de um transporte de
mais qualidade, efetivo, humanizado e por um preço razoável.
"Eu
pegaria esse cidadão, pegaria a mãe dele pra subir num ônibus de 5h da
tarde nas imediações do Natal Shopping durante uma semana inteira pra
ver se ele muda de opinião. Nunca andou de ônibus talvez, vive no
conforto, não sabe o que o cidadão comum passa e está comprometido com
um lado, que é o lado dos empresários.
por:NOVO
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