
Primeiras pessoas retiradas da cidade síria
de Aleppo deixaram os bairros rebeldes a bordo de vários ônibus e
ambulância - 15/12/2016 (KARAM AL-MASRI)
De acordo com a Anistia Internacional, os chamados “rebeldes” pertencem a cinco grupos terroristas. Os mais cruéis com a população são a Frente Nusra (ligada à Al Qaeda) e a Ahrar Sham. Ambos recebem ajuda da Turquia, do Catar e da Arábia Saudita. Sob o seu jugo, os civis que questionavam os tribunais islâmicos ou tentavam sair do bairro corriam o risco de serem presos, torturados ou mortos. Ou seja, eram usados como escudos humanos. Às vésperas da tomada de Alepo, ativistas e jornalistas ligados a veículos estatais da Turquia, do Catar e da Arábia Saudita iniciaram uma série de vídeos dramáticos de “despedida”,
alguns protagonizados por crianças. Pura propaganda de guerra, tão ilusória quanto a segurança dos primeiros 1.000 moradores evacuados de Alepo em vinte ônibus e dez ambulâncias nesta quinta-feira, depois de um curto cessar-fogo. Eles foram levados para Idlib, cidade sob controle rebelde que será o próximo alvo prioritário dos ataques de Assad. Pobres sírios, obrigados a equilibrar suas frágeis existências entre um ditador sanguinário e a tirania de radicais islâmicos.




( Luiza Queiroz/Veja.com)
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